sexta-feira, 2 de março de 2012

Quando Deus vem nos defender

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Como é que vocês se atrevem a falar contra o meu servo Moisés? - Números 12.8

Acho interessante e comovente a forma como Deus saiu em defesa de Moisés. Ele estava sendo criticado, e Deus o defendeu! Creio que não há quem não sonhe com isso. Porém, apesar de que nesta vida sofrermos inúmeras críticas, não é sempre que vemos Deus agir da mesma forma. É claro que Deus não tem filhos preferidos e nem faz acepção de pessoas. A resposta, acredito, está na forma como nós agimos diante das críticas.

Moisés havia recebido do próprio Deus a ordenança que dizia que o povo de Israel não deveria se casar com mulheres de outras nações, porém, ele se casou com uma mulher etíope. Por isso seus irmãos o criticaram. Mas, não foi a crítica amigável e construtiva cara-a-cara. Pelas costas, eles falavam contra seu irmão e, sabe Deus a quantos eles envenenaram com suas críticas. Às vezes me pergunto se não faríamos a mesma coisa se estivéssemos ali. Em nosso meio, é comum ao surgir um “babado quente”, isso se torna o assunto do almoço de domingo, das redes sociais, do telefone. Poucos são os que se lembram de repreender o irmão com espírito de mansidão, ao mesmo tempo tomando cuidado para não cair no mesmo erro. Muito provavelmente chegou aos ouvidos de Moisés o que seus irmãos falavam dele. E o que Moisés fez? Nada. Tudo que a Bíblia diz é que Moisés era o homem mais manso (humilde) que havia na terra. Eis aí o segredo de sermos defendidos por Deus!

A humildade de Moisés se expressou no fato dele não se defender, pois, sabia que estava errado. A maioria seguiria pelo caminho do “ninguém tem nada a ver com a minha vida”. Ou então “eu errei, mas tem gente fazendo coisa pior”. Deus não pode defender quem vive se justificando.

O texto diz que, como castigo, Miriã ficou leprosa. Moisés pediu a Deus que ela fosse curada. Muitos fariam o contrário. Muitos seriam capazes de pedir que Deus derrame um castigo sobre quem fala deles. E, se por acaso os detratores ficassem gripados, haveriam aqueles que contariam o “testemunho” de como Deus “pesou a mão” sobre os adversários. Mas, quem é humilde não dá lugar a desejos de vingança.

Deus não veio para dizer que o erro de Moisés não era erro. Ele veio para mostrar que a atitude de Miriã e Arão era mais errada do que o casamento de Moisés. Deus observa não somente as falhas humanas, Ele está de olho em como agimos diante das falhas alheias. Deus não se agradou com a falha de Moisés, mas se agradou de como ele reagiu perante as consequências desta falha.

Mansidão e humildade. Estes são os elementos que fazem de Deus o nosso advogado.

Pr Edmilson

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Neustã, uma coisa feita de latão

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Também fez em pedaços a cobra de bronze que Moisés havia feito e que era chamada de Neustã. Até aquela época o povo de Israel queimava incenso em honra dela – 2 Reis 18.4

Gosto do discernimento e da coragem do rei Ezequias. Não é à toa que a Bíblia diz que não houve um rei igual a ele. Em seu trabalho de restauração da ordem no reino de Judá, ele quebrou e destruiu a serpente de bronze que Moisés havia feito. Para alguns aquilo parecia ser um sacrilégio, pois, eles cresceram lendo a história de como em certa época enquanto o povo caminhava pelo deserto, serpentes começaram a atacar o povo de Israel. Por ordem de Deus Moisés esculpiu uma serpente de bronze e colocou-a num madeiro auto o bastante para que todos pudessem ver. Todos os que eram picados pelas serpentes, ao olharem para a serpente de bronze eram curados (Nm 21.4-9). Não havia dúvida de que se tratava da ação de Deus através daquele objeto. Foi esta serpente que o rei Ezequias destruiu! Mas por quê? A Bíblia diz que o povo fez daquela serpente um objeto de veneração e idolatria.

Aprendo com isso que é possível desviarmos o nosso coração de Deus e fixá-lo em suas dádivas e transformá-las em ídolos.

Aprendo com isso que, se nos descuidarmos, poderemos idolatrar um instrumento, um canal da bênção de Deus.

Aprendo com isso que devemos entender que há certas coisas que Deus dá com um propósito para um período específico. Quando o propósito é cumprido e o tempo se esgota, aquilo que Deus usou, no máximo passa a ser somente um memorial. É como a blusa que tem um propósito no período do frio, mas que não haveria sentido em continuar sendo usada com a chegada do calor.

A serpente de bronze deveria ser um lembrete do quão Deus abomina a ingratidão e a murmuração. Ela deveria ensinar ao povo que Deus usa o que quer. Ela deveria ser uma profecia visual de que um dia viria Aquele que, apesar de ter aparência da carne do pecado, não traria dentro de si o veneno do pecado; Este seria levantado para salvação de todo aquele que olhasse para Ele com o olhar da fé (Jo 3.14,15). Mas o povo não entendeu nada disso.

Ezequias fez o que todos nós devemos fazer quando a idolatria, que é obra da carne (Gl 5.20), começa a se manifestar em nós e nos leva a cultuarmos aquilo que não passa de “neustã”, uma coisa de latão. Quem curou o povo no deserto foi Deus e não o pedaço de bronze. Sem Deus um objeto não passa de um objeto.

Filhinhos guardai-vos dos ídolos (1 Jo 5.21), sejam eles de bronze, de carne e osso, ou do que quer que seja. Nosso coração, Deus não divide com ninguém.

Pr Edmilson

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Amargurada




Não me chamem de Noemi, a Feliz. Chamem de Mara, a Amargurada, porque o Deus Todo Poderoso me deu muita amargura. Quando saí daqui, eu tinha tudo, mas o SENHOR me fez voltar sem nada. Então, por que me chamar de Feliz, se o Deus Todo-Poderoso me fez sofrer e me deu tanta aflição? – Rute 1.20,21



Seu nome era Noemi e significa “feliz”. Belo nome! Mas, quando retornou à Belém, sua terra, ela se recusou a ser chamada por este nome. Agora queria ser chamada de Mara. Este nome significa “amargurada”. Ela queria ser chamada assim porque era assim que se encontravam sua alma. Ela não estava amargurada com as pessoas nem com a vida. Estava amargurada... com Deus.

Houve uma época em que ela aceitava ser chamada de feliz e era quando morava em sua pequena cidade com Elimeleque, seu marido, e com Malon e Quiliom, seus filhos. Mas, um dia seu marido cismou de se mudar por achar que em Moabe as condições de vida seriam melhores. Não sei se Noemi gostou da ideia. Eu acho que não. Geralmente é mais difícil para as mulheres deixarem para trás sua casa, seus parentes, seus vizinhos, sua rotina. Mas ela acompanhou o marido. O que mais poderia ela fazer?

Em Moabe, seus filhos conheceram duas belas moças, Orfa e Rute, e se casaram. Devagar Noemi ia se ajustando à sua nova vida. Mas, o inesperado aconteceu: sabe-se lá sob que circunstâncias, seu marido morreu. Agora só lhe restava seus queridos filhos para diminuir aquela dor. Mas, o inesperado aconteceu: sabe-se lá sob que circunstâncias, um de seus filhos morreu. A dor da viuvez se juntou a indescritível dor da perda de um filho. E para piorar a coisa o inesperado aconteceu: sabe-se lá sob que circunstâncias, o outro filho também morreu. Diante de uma onda após outra de sofrimentos não há coração que aguente. Cada um reage de um jeito.

Foi em meio a tanta dor que Noemi decidiu voltar para sua terra. Já não era mais a mesma pessoa. Os traços do sofrimento estavam em seu rosto. Sua história comoveu a pequena Belém. Em seu regresso, o peso maior não eram as bagagens com os bens que havia adquirido em Moabe. O que pesava mais era a amargura em seu coração. Ela não havia deixado de acreditar na existência de Deus como alguns fazem diante das tragédias. Ela estava zangada com Ele. Ela questionava Deus. Por que afinal Ele havia permitido que tudo aquilo acontecesse? O que ela havia feito para que Ele a tratasse daquele jeito? Nada fazia sentido. Ela estava amargurada com Deus.

Todos nós estamos sujeitos a ficarmos amargurados também se não compreendermos que há certas coisas que são somente consequências de nossas escolhas. Outras são consequências das escolhas das pessoas próximas a nós. Algumas coisas vêm para o nosso amadurecimento e crescimento. Há outras que não compreendemos agora, mas, se tudo der certo, um dia compreenderemos. O que não podemos é duvidar do amor, da sabedoria e da soberania de Deus.

Há outro princípio que não podemos perder de vista: a tristeza pode durar uma noite, mas a alegria vem no amanhecer. Por mais que pareça que não, as marés ruins cessarão e voltaremos a sorrir. Não é por acaso que está escrito que quando Noemi regressou era época da colheita em Belém, era tempo de festa. A sorte de Noemi estava mudando.

Ela havia perdido pessoas preciosas, mas regressou de Moabe com uma nora, Rute, que lhe tinha um amor e um cuidado tão grande que dificilmente ela acharia até mesmo em um filho. Em Belém, Boaz, um rico dono de terras e piedoso servo de Deus, casou-se com Rute e amparou Noemi. Quão feliz ela ficou ao segurar nos braços o filho de Rute, que ficou conhecido como filho de Noemi. Deus não desampara ninguém. A viúva solitária e amargurada voltava a ser uma pessoa feliz. Mal sabia ela que Obede, o filho de Rute que ela cuidava como seu, viria a ser o avô do grande rei Davi. Mal sabia ela que sua história estaria sendo contada para consolo de tantos corações amargurados.

Se hoje caminhamos pelo vale árido mantenhamos a esperança de que a colheita da alegria está logo à frente.

Pr Edmilson

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Em que guerra estamos?

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Nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão. Efésios 6.12

Paulo nos alerta que estamos num campo de batalha. Ele sabia muito bem do que estava falando, pois, em Éfeso foi duramente perseguido por aqueles que viam sua religião ser ameaçada pelo Caminho que Paulo pregava. Demétrio e outros fabricantes de ídolos promoveram um grande tumulto que pôs a vida de Paulo em risco (At 19.23,24). Mas, Paulo não via nem em Demétrio e nem na multidão que queria mata-lo um inimigo. Sua luta, e a nossa, não era contra a carne e sangue, mas, contra forças espirituais do mal que estão por trás dos tumultos contra Deus, sua palavra e seu povo. É contra estes que temos de lutar, pois, são esses poderes que dominam completamente este mundo, este sistema de coisas. E como as potestades gostam de nos ver na luta errada e contra o inimigo errado! Elas gostam que nós vejamos no nosso governo um inimigo a ser combatido. As potestades gostam de nos ver combatendo partidos políticos. Elas têm prazer quando entramos numa guerra contra representantes de ideologias e usamos as armas deste mundo para combatê-los. Elas gostam de nos ver nesses combates porque enquanto estivermos neles não estaremos no bom combate, nem estaremos cumprindo nossa missão (1 Tm 1.18; 6.12; 2 Tm 4.7).

Por ter uma visão correta do seu papel no mundo, nunca vemos a igreja primitiva envolvida em campanhas e protestos contra o governo romano nem contra seus corruptos imperadores. Na época de um monstro como Nero, Paulo diz aos romanos que “nenhuma autoridade existe sem a permissão de Deus, que elas estão a serviço de Deus e que devem ser respeitadas e honradas” (Rm 13.1-7). Paulo não era passivo, nem alienado, ele só sabia em que nível a Igreja deveria travar suas batalhas. Acerca deste Nero que iria crucificá-lo de cabeça para baixo, Pedro ordenou: “respeitem todas as pessoas, amem os seus irmãos na fé, temam a Deus e respeitem o imperador” (1 Pe 2.17). Sim, essas são posturas que exigem fé da nossa parte.

Os únicos momentos em que vemos um choque entre os discípulos e as autoridades deste mundo eram quando as leis da terra entravam em choque com as celestiais. Nessas horas eles tinham que dizer: “Antes obedecer a Deus do que aos homens”. E mesmo quando assumiam essa postura, eles se submetiam as consequências que lhes eram impostas.

A igreja tumultuou este mundo sim, mas foi com a pregação do evangelho (At 17.6). Sua maior arma era um coração inflamado de amor que foi demonstrado na pessoa de seu Mestre que mesmo tendo uma multidão que lhe acompanhava desejosa que ele fosse seu rei e promovesse uma revolução nacional preferiu dar sua vida tanto pelos judeus, como pelos imperadores que os dominavam. Ele mesmo disse que nossa revolução aconteceria subliminarmente, como sal que não pode ser visto na comida, mas que é impossível esconder o sabor. Ele nos mostrou que tanto os tiranos como os que são tiranizados precisam fazer as pazes com Deus. Ele mostrou que os governantes corruptos precisam ser libertos, saírem das trevas para a luz e receberem um novo coração ou então só estaremos trocando um corrupto por outro. Mas essas conquistas só acontecem nas regiões celestiais que é onde as potestades atuam, e só são vencidas com armas espirituais.

Que Deus nos ajude a nos mantermos na guerra certa a mirarmos o inimigo certo e a usarmos as armas certas, caso contrário, viveremos dando tiro no pé.

Pr Edmilson

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Uma mente doente

 

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João Batista nos mandou perguntar o seguinte: o senhor é aquele que ia chegar ou devemos esperar outro? Lucas 7.20

João foi o homem que ouviu a voz de Deus falando a respeito de Jesus no momento do seu batismo: “Este é meu filho amado em quem me comprazo”. Ele viu o Espírito Santo descer sobre Jesus na forma de uma pomba. Ele não vacilou ao apontar para Jesus e dizer aos seus seguidores: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Mas, um dia, de dentro da prisão, ele enviou dois discípulos para perguntar a Jesus se ele era mesmo o Cristo, ou se deveriam esperar outro. O homem que tinha ouvido o próprio Deus falando quem era Jesus, agora estava em dúvida. Como pode?

Creio que isso tem muito a ver com o fato de João Batista se encontrar no isolamento de uma prisão. Quando se está isolado o que mais se faz é pensar. Pensar, pensar e pensar o dia inteiro, e talvez, a noite inteira. Quando há uma superatividade mental Satanás gosta de interferir e jogar suas setas na mente da pessoa. De repente, surgem pensamentos que parecem vir do nada e começam a semear coisas ruins no coração da pessoa. Esses pensamentos podem semear tristeza, raiva e também dúvidas. O pensamento é algo tão forte que algo semeado nele pode fazer a pessoa duvidar de coisas que ela tinha muita certeza. Sei do que estou falando, pois, na minha juventude e começo da vida cristã trabalhei numa empresa onde ficavam fazendo um trabalho manual repetitivo que não exigia nenhuma concentração minha. Eu ficava isolado e o que eu fazia o dia inteiro era pensar. Em certo momento comecei a enfrentar terríveis batalhas na minha mente. Pensamentos surgiam questionando a existência de Deus, a pessoa de Jesus, a autoridade da Bíblia, o caminho que eu estava seguindo. De repente, lá estava eu duvidando de coisas que eu tinha certeza. Eu tentava me livrar daqueles pensamentos, mas, parecia que eles ficavam cada vez mais fortes. Havia momentos em que parecia que eu ia ficar louco. De onde será que vinham aqueles pensamentos. Eu sei de uma coisa, Deus semeia fé em nossos corações, mas, quem gosta de semear dúvidas, sabe quem é, né? Imagino que foi mais ou menos isso que João Batista enfrentou naquela cela.

Nossa mente é um campo de batalha, e como temos que saber dominá-la e, acima de tudo, termos um capacete espiritual guardando-nos dos ataques do Diabo! O que eu fiz para vencer aquela guerra no campo mental? Fiz como João Batista, fui buscar a Jesus. Repare que, quando foi interrogado se ele era o messias ou não, Jesus não respondeu “sou”. Ele manifestou o seu poder e mandou que os dois discípulos contassem a João o que haviam visto. Aqueles dois discípulos seriam os olhos de João. O que João Batista precisava não era resposta à suas perguntas. O que ele precisava era ser curado.

Termos questionamentos é natural e até salutar para nossa vida. Mas, ter a mente e a alma doente é bem diferente e não faz nada bem para nós. Uma mente doente se torna presa a pensamentos que ficam como uma fita se rebobinando. Uma mente assim só é curada através da manifestação de Deus. Quando a mente está doente, não há resposta que satisfaça, pois, cada resposta gerará uma nova pergunta. A presença de Deus, uma experiência com Deus, é tudo o que a pessoa enferma na mente precisa para ser curada. Quando a pessoa é curada, ela entende que a própria fé é a prova das coisas que não se vê.

Que o Senhor Deus guarde nossa mente a fim de que ela não seja um instrumento de adoecimento dos nossos corações. Que todos os nossos pensamentos sejam levados cativos à obediência de Cristo. Que nossa mente seja a mente de Cristo.

Pr Edmilson

domingo, 13 de novembro de 2011

O peso da culpa

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Pois ninguém é aceito por Deus por fazer o que a lei manda, porque a lei faz com que as pessoas saibam que são pecadoras – Romanos 3.20

A preocupação com o eu é sempre um dos mais importantes componentes da culpa e da recriminação que são prejudiciais ao nosso bem-estar geral. Ela incita nossas emoções,  agitando-nos de maneira autodestrutiva, enclausurando-nos na fortaleza intransponível do eu, conduz à depressão e ao desespero  e toma o lugar da presença de um Deus compassivo. Todo o vocabulário da culpa doentia é severo. É exigente, abusivo, crítico, rejeitador, acusador, incriminatório, condenatório, reprovador e repreensivo. É marcado pela impaciência e pela punição. Os cristãos ficam chocados e horrorizados por terem falhado. A culpa insalubre passa a ser mais importante que a vida. Faz-nos lembrar da história infantil do galinho Chiken Little. A culpa torna-se a experiência em que sentimos que o céu está desabando.

Sim, sentimo-nos culpados por pecados, mas a culpa saudável é a que reconhece o mal cometido, sente o remorso,  mas depois está livre para aceitar o perdão oferecido. A culpa saudável concentra-se na percepção de que tudo foi perdoado, de que erro foi redimido.

Brennan Manning

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

De boas intenções...

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Pedro o levou para um lado e começou a repreendê-lo – Mateus 16.22

Jesus reuniu seus discípulos e lhes disse que precisava ir a Jerusalém. Antes que eles começassem a dar pulos de alegria, por acharem que havia chegado a hora de Jesus sentar-se no trono de Davi para governar Israel e o mundo, Este lhes disse que em Jerusalém o que o esperava era sofrimento e morte, mas também ressurreição. Em outros momentos, Jesus já havia deixado claro que isso que estava para acontecer não seria um contratempo, nem um acidente e muito menos a vitória das trevas. Ele já lhes dissera que “o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc 10.45). O que estava para acontecer em Jerusalém já estava determinado por Deus antes da fundação do mundo (Ap 13.8). Ao preparar o coração dos discípulos para o que ia acontecer, acho interessante a reação de Pedro...

Pedro fazia parte do círculo íntimo de Jesus e, ao ouvir falar de sofrimento e morte, suas emoções o dominaram. Ele levou Jesus para um lago e começou a repreende-lo. A palavra que foi traduzida por repreender é “epitimao”. Essa palavra quer dizer acusar, reprovar, censurar severamente, exigir com severidade. Isso aí! O impetuoso Pedro chamou o Mestre à parte para reprovar, para censurar e para exigir. Ele não queria que nada daquilo acontecesse com Jesus. Só de imaginar o Senhor sendo torturado, sua alma ferveu. Ele exigiu de Jesus com severidade uma mudança de planos a fim de que aquelas coisas não acontecessem.

Ao ouvir a repreensão do amigo, Jesus não lhe agradeceu por sua preocupação, nem disse que iria pensar no assunto. Ele virou-se para Pedro e disse: “Saia da minha frente Satanás”. Sabe o que eu aprendo com isso? Que, se nossas palavras e atitudes forem movidas pelo calor das emoções, corremos o perigo de dar lugar ao Diabo e sermos usados por ele. Por não entendermos o plano de Deus e por não compreendermos que há certas coisas pelas quais as pessoas têm de passar, podemos nos tornar uma pedra de tropeço para eles. Muitos são os que se desviaram da rota que Deus lhes traçou por causa de palavras inflamadas pelo inferno, apesar das boas intenções.

Jesus sabia de onde vinha e para onde ia e isso o livrou de tropeçar. Satanás lhe ofereceu os reinos do mundo e a sua glória. Uma multidão quis toma-lo para fazê-lo rei. Pedro queria livrá-lo da crucificação. Para tudo isso sua resposta foi sempre a mesma: “saia da minha frente Satanás”.

Que Deus nos conceda o discernimento para podermos enxergar o adversário que se esconde até mesmo em boas intenções, que se esconde em conselhos, em promoções, em atalhos. Que Deus nos ajude.

Pr Edmilson



 
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