Então, Davi e o povo que se achava com ele ergueram a voz e choraram, até não terem mais forças para chorar. Davi muito se angustiou, pois o povo falava de apedrejá-lo, porque todos estavam em amargura, cada um por causa de seus filhos e de suas filhas; porém Davi se reanimou no SENHOR, seu Deus – 1 Samuel 30.4,6
Davi partiu para uma guerra que não era sua. Ele partiu com seus homens e deixaram suas mulheres e filhos na cidade de Ziclague. Que imprudência! Deixar mulheres e crianças sozinhas. Ele se esqueceu de povos como os amalequitas, que eram nômades e traiçoeiros, e que viviam do vacilo dos outros. Foram eles quem atacaram os mais fracos e idosos que ficavam para trás quando Israel caminhava pelo deserto. Saul deveria tê-los destruídos, mas não o fez, e eles continuavam sendo uma ameaça. Mesmo sabendo disso, Davi e os seus homens deixaram suas famílias desamparadas.
Quando retornaram, só encontraram cinzas e ruínas de sua cidade, e os vestígios mostravam que os amalequitas haviam atacado e levado prisioneiros todas as mulheres e crianças. Quando viram aquilo, Davi e seus começaram a chorar. Era aquele tipo de choro que, infelizmente, todos nós experimentamos. Era o choro de saber que eles deram brecha, e alguém se aproveitou. Era um choro de raiva da covardia dos amalequitas e raiva também de sua própria tolice. Esse choro é amargo! E para piorar, os homens de Davi queriam apedrejá-lo, pois, nessa hora, não faltam os que vêm aumentar nossa dor com “eu te disse, eu te falei, por que você não me deu ouvidos?”.
Mas, de repente, Davi se levantou, enxugou as lágrimas, lavou o rosto e ordenou que seus homens se colocassem de pé. Eles iriam atrás dos amalequitas. Alguém deve ter dito que numa hora daquelas suas famílias já deveriam estar mortas. Mas Davi estava decidido, eles iriam atrás dos amalequitas. Ele estava ensinando aos seus homens algumas coisas. Primeiro, não é bom dar mancada, mas se dermos, não vamos passar a vida inteira chorando pelo leite derramado. Muitos são os que pararam sua vida por não conseguirem se recuperar dos erros cometidos. Segundo, a melhor coisa a se fazer depois de um tombo é se levantar e correr atrás do prejuízo.
Davi e seus homens alcançaram os amalequitas e recuperaram suas famílias. Embora sabendo que nem sempre será assim, para quem sabe o valor de se reagir, muitos dos nossos prejuízos serão recuperados e se tornarão lucros. O maior lucro mesmo serão as lições que tivermos aprendido com os nossos tombos.
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