segunda-feira, 8 de junho de 2009

No território do inimigo

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E saiu Diná, filha de Léia, que esta dera a Jacó, a ver as filhas da terra. E Siquém, filho de Hamor, heveu, príncipe daquela terra, viu-a, e tomou-a, e deitou-se com ela, e humilhou-a – Gn 34.1,2

Toda confusão começou quando ela resolveu visitar as moça daquela terra. Mas que terra era aquela? Era uma terra onde se praticava sacrifícios humanos, prostituição, incesto, zoofilia, barbaridades. Mas, ela ficou curiosa à respeito das moças daquela terra. Curiosidade nada sadia aquela! A curiosidade é algo que, se voltada para coisas boas nos faz até crescer. Mas quando o alvo de nossa curiosidade são as coisas ruins, ela acaba se tornando a porta para experiências traumáticas em nossas vidas.

Muitos foram visitar as filhas desta terra porque quiseram saber qual a sensação que as drogas causam. Outros desejaram saber como é uma casa de prostituição por dentro. Outros sentiram a curiosidade de saber o sabor de outra carne. E por ai vai...

É da curiosidade que surgem os relacionamentos perigosos e, são dos relacionamentos perigosos que surgem os maus costumes. Há uma falsa segurança que faz com que pessoas se associem com pessoas de índole ruim por acharem que ninguém faz sua cabeça. Mas, só pelo fato de se sentir mais a vontade na presença de pessoas assim, mostra que a pessoa já tem uma pré-disposição para o mau caminho. É isso ai. Nós atraímos e somos atraídos por pessoas da mesma qualidade que nós. As pessoas com quem andamos e nos atraímos falam muito sobre quem nós somos.

Naquela terra, Diná foi desonrada. O príncipe desta terra se aproveita de quem vai passear em seu território. Ele sabe como fazer estas pessoas passarem vergonha e serem humilhadas.

Não estou defendendo uma atitude farisaica de se afastar de todo aquele que não trilha o mesmo caminho que nós. Já escrevi algumas vezes aqui sobre nosso papel de sal e luz. Mas, falo sim, da diferença entre levar nossa luz em meio às trevas e deixar que as trevas apaguem nossa luz. Falo aqui do sal perdendo o sabor. Falo aqui da atitude de sair de debaixo da sombra protetora do altíssimo, por se sentir prisioneiro de Deus, para visitar os filhos desta terra. A palavra usada para visitar (ra’ah) significa ver, examinar, inspecionar, perceber, considerar. Diná não foi ali para levar luz. Ela foi ali para receber do que filhas da terra tinham, e, infelizmente recebeu. Lugar errado, motivo errado, hora errada.

Que Deus nos guarde.

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