quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Guerra de geração em geração

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E acontecia que, quando Moisés levantava a sua mão, Israel prevalecia; mas, quando ele abaixava a sua mão, Amaleque prevalecia. Porém as mãos de Moisés eram pesadas; por isso, tomaram uma pedra e a puseram debaixo dele, para assentar-se sobre ela; e Arão e Hur sustentaram as suas mãos, um de um lado, e o outro, do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se pôs. – Êxodo 17.11,12

Em Refidim os amalequitas atacaram o povo de Israel e o que se deu nesta batalha nos trás preciosas lições. Moisés colocou Josué para comandar o povo nesta batalha enquanto ele subiu a um monte e estendeu as mãos para os céus. Enquanto as mãos de Moisés estavam no alto, Israel vencia, quando ele se cansava e abaixava as mãos, Israel perdia. Aquilo mostrava que aquela batalha estava se dando tanto no campo físico como no espiritual. Sempre que leio este texto, fico a comparar o que aconteceu ali com a batalha que enfrentamos todos os dias com um inimigo chamado carne.

Todos os dias temos uma batalha a travar com nossa natureza carnal que quer nos manter longe de Deus e das coisas que são do alto. Paulo disse que a carne luta contra o espírito, e o espírito luta contra a carne (Gl 5.17). A tendência da carne são as coisa de baixo, a do espírito são as coisas do alto. Moisés nos ensinou que para vencermos esta luta é necessário mantermos nossas mãos levantadas, ou seja, mantermos uma vida de disciplina na comunhão com Deus. Mãos levantadas falam de nos mantermos ocupados com as coisas que são do alto. Oração, meditação na palavra, jejum, comunhão com os santos são algumas destas mãos levantadas. Mantermo-nos ocupados com estas coisas exige disciplina. Temos que nos programar, ou nunca estaremos envolvidos com elas. E mesmo quando nos programamos, enfrentamos a dura realidade de que muitas vezes nossas mãos se cansam e vão pouco a pouco de abaixando. É um pouco menos de tempo dedicado à oração, é um cansaço nos impedindo de lermos a Bíblia, são as ocupações nos impedindo de nos reunirmos com outros santos. São as mãos se cansando e se abaixando. Na maioria das vezes, só percebemos o quanto nossas mãos se abaixaram, quando amaleque, nossa carne, começa a vencer e suas obrar se manifestam (Gl 5.19-21). Nessa hora temos que reagir e levantarmos novamente às mãos, ou seja, nos dedicarmos novamente. Se não reagirmos, nossa carne acaba nos matando espiritualmente.

O texto também nos ensina que haverá momentos em que precisaremos de ajuda. Moisés precisou que Arão e Hur lhe ajudassem a manter as mãos no alto. Sim, haverá momentos em que precisaremos que outros nos ajudem a “pegar”. Tem horas que, por mais que sejamos disciplinados, não encontramos forças. Nessas horas, Deus levanta pessoas para nos ajudarem. É aquele irmão que vem nos “incomodar” chamando-nos para a oração; é também aquele irmão que quase que nos arrasta para irmos à reunião; é também aquele “chato” que vem ler a Bíblia conosco; é também aquele irmão com as palavras certas para nos acordar. É importante que aprendamos a ser o Arão e Hur de alguém, pois precisaremos que alguém o seja para nós um dia. Graças a Deus por Arão e Hur!

É bom que aprendamos os princípios para lidarmos com amaleque/nossa carne, pois a luta contra ele durará de geração em geração, até que recebamos um corpo glorificado.

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