sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Suspeitando de Deus

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"Depois, toda a congregação dos filhos de Israel partiu do deserto de Sim pelas suas jornadas, segundo o mandamento do Senhor, e acamparam em Refidim; e não havia ali água para o povo beber. Então, contendeu o povo com Moisés, e disseram: Dá-nos água para beber. E Moisés lhes disse: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao Senhor" - Êxodo 17.1,2

Não conhecêssemos nós alguma coisa do mal humilhante de nossos corações e ficaríamos embaraçados quanto à razão da insen­sibilidade espantosa de Israel para com a bondade, a fidelidade e os atos poderosos do Senhor. Acabavam de ver cair pão do céu para alimentar seiscentas mil pessoas no deserto, e ei-los agora, prontos a "apedrejar" Moisés por os ter trazido para esse mesmo deserto, para os matar de sede. Nada pode exceder a incredulidade terrível e maldade do coração humano senão a graça superabundante de Deus. É só nessa graça que alguém pode encontrar alívio sob a sensação, sempre crescente, da sua natureza perversa, que as circunstâncias tendem a manifestar. Hou­vesse Israel sido transportado diretamente do Egito a Canaã, e não teria sido feita uma tão triste exibição do que é o coração humano; e, como consequência, eles não teriam sido exemplos ou figuras tão admiráveis para nós. De fato, os quarenta anos de peregrinação no deserto oferecem-nos um volume de avisos, admoestações e instru­ções úteis além de toda a concepção. Aprendemos, entre outras coisas, a propensão constante do coração para suspeitar de Deus. Confia em tudo, menos em Deus. Prefere apoiar-se numa teia de aranha em vez do braço do Deus onipotente, sábio e generoso; e a mais pequena nuvem é mais que suficiente para ocultar da sua vista a luz do Seu bendito rosto. É pois com razão que as Escrituras falam dele como sendo "mau e infiel", sempre pronto para" se apartar do Deus vivo" (Hb3:12).

É interessante notar as duas interrogações feitas pela increduli­dade, neste capítulo e no precedente. São precisamente idênticas àquelas que se levantam em nós e à nossa volta, diariamente: "Que comeremos?- E que beberemos?" (Mt 6:31). Não vemos que o povo fizesse a terceira pergunta desta categoria, "com que nos vestiremos'?-" Porém, estas são as interrogações do deserto: "O quê" "Onde" "Como". A fé tem apenas uma resposta compreensível para todas as três, a saber: DEUS! Que resposta perfeita e preciosa! Ah, se o autor e o leitor destas linhas conhecessem perfeitamente o seu poder e a sua plenitude! Necessariamente precisamos recor­dar, quando passamos pela provação, que não vem sobre nós tenta­ção senão humana, "mas, fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar" (1 Co 10:13). Sempre que somos postos à prova, podemos estar certos que, com a prova, há também uma saída, e tudo que precisamos é uma vontade submissa ao Senhor e um olhar simples para vermos a saída.

C. H. MACKINTOSH

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