sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Saul - O retrato do líder vazio

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1 Samuel 22.6-19

Saul, que por inveja e ciúmes continuava a perseguir a Davi,  se encontrava em Gibeá, numa colina debaixo de um arvoredo em Ramá, quando recebeu a noticia de que já se sabia aonde Davi se encontrava. Em sua mão se encontrava sua amiga inseparável, sua lança. Saul nunca aprendeu a manusear o cajado de pastor para apascentar o povo de Deus. Ele só sabia manusear sua lança para ferir a todo aquele que, pelo menos em sua cabeça, fosse uma ameaça para ele e seu trono. Davi estava sendo trabalhado por Deus para que nunca seguisse o exemplo de Saul, pois um líder entre o povo de Deus, acima de tudo é um apascentador e não um tirano.

Reunindo seus servos e sentindo que muitos deles simpatizavam com Davi, Saul fez-lhes promessas de dar-lhes vinhas, terras e posição. Assim acontece com pessoas vazias; elas só conseguem a simpatia de outros através de subornos ou promessas. Mas é a bênção de Deus quem faz com que achemos graça aos olhos das pessoas.

De alguma forma, Saul ficou sabendo da aliança entre Davi e Jônatas e interpretou-a como traição e sublevação. Nem mesmo sua família estava isenta de seu espírito de insegurança e ciúmes.

Ao usar os termos “não há ninguém que se doa de mim”, Saul apelou para outra arma daqueles que se encontram vazios, a chantagem emocional. É muito comum, quando alguém vê que seus argumentos não convencem mais e que está “perdendo pontos”, usar termos tais como “ninguém me entende”, “estou sozinho”, “ninguém me ama”, etc.

Doegue , um edomita, para conseguir favores do rei, conta a Saul o que viu e o que não viu, pois além de dizer que Aimeleque, sacerdote, filho de Aitube, deu pão para que Davi comesse e também a espada de Golias, disse que o sacerdote consultou ao Senhor em favor dele, o que não era verdade. Doegue é o retrato do fofoqueiro que sempre fala mais do que viu e ouviu e, por isso, vive pondo as outras pessoas em problemas.

Irado pelas informações recebidas de Doegue, Saul manda chamar a Aimeleque e a toda a família sacerdotal. Saul acusa Aimeleque de ajudar Davi em uma conspiração ao dar comida e espada para Davi e também por haver consultado a Deus em favor dele. Primeiramente, Aimeleque procurou mostrar que Davi não era nenhum revolucionário, pois era o genro do rei e era homem do palácio. Defendeu Davi ao dizer que ele era um homem fiel. Depois disso, o sacerdote desmentiu a história de Doegue acerca de consultar a Deus em favor de Davi. Com toda a humildade, o velho sacerdote estava procurando mostrar que o que Saul estava fazendo era uma injustiça contra o seu melhor soldado e genro. Porém Saul havia chegado àquele estado em que nenhuma palavra chegava ao seu coração. O ciúme e a inveja têm o poder de tornar uma pessoa cega e surda.

Saul ordenou que seus soldados matassem os sacerdotes do Senhor. Estes, por temerem a Deus não quiseram ser os carrascos dos sacerdotes. Doegue, que não temia a Deus, foi quem se prontificou a matar os sacerdotes e exterminar sua cidade e assim o fez.

É interessante notarmos que o Saul, que se recusou a matar o rei Agague, a quem Deus havia mandado matar, e poupou o melhor de Amaleque, agora tinha coragem de mandar matar os sacerdotes de Deus e exterminar homens, mulheres, meninos, criancinhas de peito, bois, jumentos e ovelhas. Nestas duas ocasiões Saul mostrou seu espírito rebelde; na primeira ocasião ele não fez o que deveria fazer; na segunda fez o que não deveria fazer.

Pr Edmilson

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