terça-feira, 24 de novembro de 2009

Os filhos do trovão

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E mandou mensageiros diante da sua face; e, indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos, para lhe prepararem pousada. Mas não o receberam, porque o seu aspecto era como de quem ia a Jerusalém. E os discípulos Tiago e João, vendo isso, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? Voltando-se, porém, repreendeu-os e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia. Marcos 9.52-56

Jesus e seus discípulos se dirigiam para Jerusalém e passaram por Samaria. A intriga entre judeus e samaritanos era coisa antiga e por isso os samaritanos não quiseram recebê-los na cidade. Sim, eles foram expulsos de lá! Os discípulos ficaram indignados. João, juntamente com seu irmão Tiago sugeriu a Jesus que pedissem fogo dos céus para consumir com aqueles samaritanos. Acredito que o apelido “filhos do trovão”, que Tiago e João receberam (Mc 3.17), tem a ver com este episódio. Movidos pela indignação, os filhos do trovão queriam ver aqueles samaritanos queimarem. Jesus os repreendeu e lhes disse que não sabiam qual era aquele espírito que os estava impulsionando. Quem os estava impulsionando não era o Espírito de Cristo, que veio para salvar os homens, e sim, um espírito xiita de religião. Este espírito de religião é quem levanta os muros da humanidade e faz com que os homens briguem acreditando que estão lutando por Deus. Este espírito faz com que os homens enxerguem em cada pessoa que pensa diferente, um candidato ao fogo. Este espírito faz com que os homens se matem por um zelo que eles acreditam ser santo. Os discípulos tinham muito que aprender! E quem não tem?

Gosto de ver o progresso dos filhos do trovão, principalmente de João. Quando lemos suas epístolas, vemo-lo liberto daquele espírito de intolerância:

Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. (1 João 2.1,2)

Devem ter dito a João que alguém havia “pecado” e perguntado o que fazer. Fosse em outras épocas, João teria dito que o fogo o esperava. Mas, o filho do trovão havia aprendido e evoluído. Ele, primeiramente, mostra o desejo de Deus, que não pequemos. Deus quer sim que andemos em santidade. Mas, enquanto formos de carne e osso, volta e meia estaremos sujeitos a ter problemas com o pecado. Perfeito, só Deus. Nós estamos sendo aperfeiçoados. Nestes casos, nos casos de queda, João disse que temos junto ao Pai um Advogado para nos defender. Ele é a nossa propiciação, Ele é aquele que apazigua a ira. Ele é a propiciação pelos nossos pecados e do mundo inteiro.

Liberto do espírito de furor religioso, o filho do trovão descobriu o que é amor, graça e misericórdia. Foi ele quem disse: “Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”(1 João 4.8). Que Deus nos ajude a evoluirmos e nos libertarmos dos espíritos estranhos que nos movem e prosseguirmos em conhecê-Lo. Quanto mais O conhecermos, mais parecidos com Ele ficaremos.

Pr Edmilson

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