segunda-feira, 31 de maio de 2010

Como navegamos pelo mar da vida

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“Como se recolhe o feixe de trigo a seu tempo” - Jó 5.26

Escrevendo sobre o aproveitamento de velhas embarcações, um entendido no assunto afirmou que não é só a idade que faz melhorar as fibras da madeira de um velho navio, mas ainda as pressões e embates que o barco sofre no mar, bem como a ação química da água e de muitas espécies de carga que se acumulam no seu fundo.

Algumas pranchas e compensados feitos de uma viga de carvalho que havia sido parte de um navio de oitenta anos foram exibidas numa boa casa de móveis na Broadway, em Nova York, e atraíram a atenção geral por seu raro colorido e textura perfeita.

Igualmente notáveis foram algumas vigas de mogno tiradas de uma embarcação que cruzou os mares há sessenta anos. O tempo e o tráfego lhes haviam contraído os poros e aprofundado a cor de tal modo, que esta se apresentava tão magnífica em sua intensidade cromática como um vaso chinês da antigüidade.

Com elas fez-se um armário que figura hoje em lugar de destaque na sala de visitas de uma família rica, em Nova York.

Fazendo um paralelo, há uma grande diferença entre as pessoas de idade que tiveram uma vida indolente, foram inúteis e indulgentes consigo mesmas, e aquelas que navegaram por todos os mares da vida e levaram todo tipo de carga como servos de Deus e ajudadores de seus semelhantes.

Não somente os embates e pressões da vida, mas também algo da doçura das cargas transportadas penetra na vida dessas pessoas e nas fibras de seu caráter.

Louis Albert Banks

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