sexta-feira, 10 de junho de 2011

Amigo de publicanos e pecadores

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Mateus 11.19

O Senhor Jesus foi chamado de amigo de publicanos e pecadores. Quem falou isso, queria ofendê-lo, mas, não acredito que Jesus recebeu aquilo como uma ofensa. Ele não é amigo do pecado, mas, é sim, amigo dos pecadores. Na verdade, esse foi um dos grandes contrastes entre a pessoa de Jesus e os líderes religiosos de sua época. Os religiosos acreditavam que ser amigo de pecadores seria o mesmo que aprovar suas obras. Por causa disso, eles rejeitavam em suas sinagogas e em seu convívio diário aqueles a quem eles chamavam de “pecadores”. Com Jesus era diferente. Não somente ele os aceitava em sua presença, como também os procurava. Após despedia a multidão, ele foi a uma coletoria, o lugar mais abominável para um judeu, a fim de se encontrar com o publicano Levi (Mc 2.14). Ele poderia sair da Judéia e ir para a Galileia pelo caminho normalmente usado pelos judeus para evitar passar por Samaria. Mas “era-lhe necessário passar por Samaria”(Jo 4.4), não para se encontrar com o prefeito da cidade, nem com uma respeitosa dona de casa, mas sim, com uma samaritana que já havia experimentado cinco casamentos, e que agora vivia com um homem que não era seu marido. Em Jericó, o Senhor Jesus não foi se hospedar na casa de algum chefe de sinagoga, mas sim na casa do chefe dos publicanos (Lc 19.2,5). Ele era mesmo amigo de publicanos e pecadores. Estes se sentiam bem em sua presença, pois ele vinha lhes trazer a boa notícia de que “Deus amou o mundo de tal maneira...”

Jesus sabia caminhar entre dois polos extremos. Por um lado ele não tinha a atitude farisaica de se afastar daqueles a quem Deus ama, e, por outro, não ia para o extremo oposto da doutrina de Balaão. No apocalipse, o Senhor Jesus condena os que seguiam essa doutrina que ensinava uma vida de licenciosidade e pecado (Ap 2.14). Se os fariseus odiavam o pecador junto com o pecado, os discípulos de Balaão amavam o pecado junto com o pecador. O Senhor Jesus não andou por este caminho que nada mais é do que a falsificação da graça de Deus. Por seu amor, ele livrou uma mulher adúltera de ser apedrejada, mas, antes que ela partisse, Ele lhe disse: “não peques mais” (Jo 8.11). Ele livrou-a da morte, mas também lhe mostrou que o adultério é errado. Jesus não se hospedou na casa de Zaqueu para aprovar os roubos e as extorsões que os publicanos costumavam fazer. Foi somente quando Zaqueu disse que iria restituir o que havia roubado, que Jesus disse que a salvação havia entrado em sua casa. Jesus lhe demonstrou amor e consideração, e a resposta a isso foi mudança de vida. Não dava para amar a Jesus e continuar roubando os outros. Assim como não dava para amar Jesus e continuar adulterando. Luz e trevas não podem caminhar juntas, pois uma afasta a outra.

Que aprendamos com Jesus a não caminharmos na religiosidade arrogante que nos afasta daqueles a quem o Filho do homem veio buscar e salvar. Aprendamos com Jesus também a não confundirmos o amor de Deus com libertinagem e cumplicidade para com as obras das trevas. É um caminho estreito no qual, se nos descuidarmos poderemos cair em um ou outro extremo. Quem aprende com Jesus aprende a ser santo, mas também a ser amigo de publicanos e pecadores.

Pr Edmilson

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