sexta-feira, 17 de junho de 2011

Entre a unção e o trono

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“Tu cumprirás tudo o que me prometeste. O teu amor dura para sempre, ó Senhor Deus. Não abandones o trabalho que começaste” (Sl 138.8 NTLH).

Entre o momento de uma promessa e o seu cumprimento, geralmente existe um longo período de tempo, provações e situações que parecem indicar que estamos caminhando na direção oposta a esta promessa. Quando Davi foi ungido pelo profeta Samuel na casa de seu pai, ele recebeu a promessa de que seria rei de Israel (1 Sm 16.13). Após isso nós não vemo-lo se aproximando do trono, ao contrário. Após aquela unção, Davi se viu no meio de um redemoinho de problemas e humilhações. Para salvar a sua própria vida, teve que morar em cavernas (1 Sm 22.1). Entregou os pais aos cuidados dos moabitas para poupá-los de suas aflições (1 Sm 22.3). Para não ser morto, se fez passar por louco (1 Sm 21.13). Quem olharia para aquele homem e diria que ele estava a caminho de se tornar rei? Parecia mais que Davi havia entrado num processo de decadência. Provavelmente, muitos olhavam para ele e viam nele um exemplo negativo de alguém que certamente estava fazendo algo errado, pois, somente isso justificaria aquele declinar na vida. É possível que ele tornou-se um provérbio: “Se você não se comportar vai acabar como Davi.” Mas, o olhar de Deus é diferente do nosso e, aos olhos de Deus, Davi estava crescendo. Davi crescia como homem, como líder, como servo. Aqueles anos entre a unção e o trono não foram tempos perdidos, não foram um parêntese em sua vida. Ele estava sendo forjado.

Naquela unção, na casa de Jessé, Deus havia começado um trabalho e, quando Deus começa, ele termina. Deus só precisa de nossa fé e cooperação.

A fé é para nos manter caminhando no rumo certo no meio do nevoeiro. Sem ela, tudo fica confuso e começamos a achar que a promessa não passou de uma ilusão. Quando falta a fé, aquela dos homens de hebreus 11, não conseguimos caminhar como quem vê o invisível. Aí começamos a seguir nossos próprios caminhos e o resultado é um Saul inseguro, ciumento e perturbado. Deus precisa de nossa cooperação para que trabalhemos com Ele. O colocar a coluna de nuvem diante de nós é trabalho dEle, mas o acompanha-la é serviço nosso. Ainda que a nuvem da orientação de Deus pareça estar indo na direção errada, devemos lembrar que Deus sabe o que está fazendo. Ainda que ela nos leve para o vale da sombra da morte, devemos nos lembrar que Deus nos ama e sabe o que é melhor para nós.

Este foi o caminho do jovem pastor que se tornou rei. Este é caminho dos que, pela fé, alcançam promessas.

Pr Edmilson

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