sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Uma mente doente

 

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João Batista nos mandou perguntar o seguinte: o senhor é aquele que ia chegar ou devemos esperar outro? Lucas 7.20

João foi o homem que ouviu a voz de Deus falando a respeito de Jesus no momento do seu batismo: “Este é meu filho amado em quem me comprazo”. Ele viu o Espírito Santo descer sobre Jesus na forma de uma pomba. Ele não vacilou ao apontar para Jesus e dizer aos seus seguidores: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Mas, um dia, de dentro da prisão, ele enviou dois discípulos para perguntar a Jesus se ele era mesmo o Cristo, ou se deveriam esperar outro. O homem que tinha ouvido o próprio Deus falando quem era Jesus, agora estava em dúvida. Como pode?

Creio que isso tem muito a ver com o fato de João Batista se encontrar no isolamento de uma prisão. Quando se está isolado o que mais se faz é pensar. Pensar, pensar e pensar o dia inteiro, e talvez, a noite inteira. Quando há uma superatividade mental Satanás gosta de interferir e jogar suas setas na mente da pessoa. De repente, surgem pensamentos que parecem vir do nada e começam a semear coisas ruins no coração da pessoa. Esses pensamentos podem semear tristeza, raiva e também dúvidas. O pensamento é algo tão forte que algo semeado nele pode fazer a pessoa duvidar de coisas que ela tinha muita certeza. Sei do que estou falando, pois, na minha juventude e começo da vida cristã trabalhei numa empresa onde ficavam fazendo um trabalho manual repetitivo que não exigia nenhuma concentração minha. Eu ficava isolado e o que eu fazia o dia inteiro era pensar. Em certo momento comecei a enfrentar terríveis batalhas na minha mente. Pensamentos surgiam questionando a existência de Deus, a pessoa de Jesus, a autoridade da Bíblia, o caminho que eu estava seguindo. De repente, lá estava eu duvidando de coisas que eu tinha certeza. Eu tentava me livrar daqueles pensamentos, mas, parecia que eles ficavam cada vez mais fortes. Havia momentos em que parecia que eu ia ficar louco. De onde será que vinham aqueles pensamentos. Eu sei de uma coisa, Deus semeia fé em nossos corações, mas, quem gosta de semear dúvidas, sabe quem é, né? Imagino que foi mais ou menos isso que João Batista enfrentou naquela cela.

Nossa mente é um campo de batalha, e como temos que saber dominá-la e, acima de tudo, termos um capacete espiritual guardando-nos dos ataques do Diabo! O que eu fiz para vencer aquela guerra no campo mental? Fiz como João Batista, fui buscar a Jesus. Repare que, quando foi interrogado se ele era o messias ou não, Jesus não respondeu “sou”. Ele manifestou o seu poder e mandou que os dois discípulos contassem a João o que haviam visto. Aqueles dois discípulos seriam os olhos de João. O que João Batista precisava não era resposta à suas perguntas. O que ele precisava era ser curado.

Termos questionamentos é natural e até salutar para nossa vida. Mas, ter a mente e a alma doente é bem diferente e não faz nada bem para nós. Uma mente doente se torna presa a pensamentos que ficam como uma fita se rebobinando. Uma mente assim só é curada através da manifestação de Deus. Quando a mente está doente, não há resposta que satisfaça, pois, cada resposta gerará uma nova pergunta. A presença de Deus, uma experiência com Deus, é tudo o que a pessoa enferma na mente precisa para ser curada. Quando a pessoa é curada, ela entende que a própria fé é a prova das coisas que não se vê.

Que o Senhor Deus guarde nossa mente a fim de que ela não seja um instrumento de adoecimento dos nossos corações. Que todos os nossos pensamentos sejam levados cativos à obediência de Cristo. Que nossa mente seja a mente de Cristo.

Pr Edmilson

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