quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Em que guerra estamos?

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Nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão. Efésios 6.12

Paulo nos alerta que estamos num campo de batalha. Ele sabia muito bem do que estava falando, pois, em Éfeso foi duramente perseguido por aqueles que viam sua religião ser ameaçada pelo Caminho que Paulo pregava. Demétrio e outros fabricantes de ídolos promoveram um grande tumulto que pôs a vida de Paulo em risco (At 19.23,24). Mas, Paulo não via nem em Demétrio e nem na multidão que queria mata-lo um inimigo. Sua luta, e a nossa, não era contra a carne e sangue, mas, contra forças espirituais do mal que estão por trás dos tumultos contra Deus, sua palavra e seu povo. É contra estes que temos de lutar, pois, são esses poderes que dominam completamente este mundo, este sistema de coisas. E como as potestades gostam de nos ver na luta errada e contra o inimigo errado! Elas gostam que nós vejamos no nosso governo um inimigo a ser combatido. As potestades gostam de nos ver combatendo partidos políticos. Elas têm prazer quando entramos numa guerra contra representantes de ideologias e usamos as armas deste mundo para combatê-los. Elas gostam de nos ver nesses combates porque enquanto estivermos neles não estaremos no bom combate, nem estaremos cumprindo nossa missão (1 Tm 1.18; 6.12; 2 Tm 4.7).

Por ter uma visão correta do seu papel no mundo, nunca vemos a igreja primitiva envolvida em campanhas e protestos contra o governo romano nem contra seus corruptos imperadores. Na época de um monstro como Nero, Paulo diz aos romanos que “nenhuma autoridade existe sem a permissão de Deus, que elas estão a serviço de Deus e que devem ser respeitadas e honradas” (Rm 13.1-7). Paulo não era passivo, nem alienado, ele só sabia em que nível a Igreja deveria travar suas batalhas. Acerca deste Nero que iria crucificá-lo de cabeça para baixo, Pedro ordenou: “respeitem todas as pessoas, amem os seus irmãos na fé, temam a Deus e respeitem o imperador” (1 Pe 2.17). Sim, essas são posturas que exigem fé da nossa parte.

Os únicos momentos em que vemos um choque entre os discípulos e as autoridades deste mundo eram quando as leis da terra entravam em choque com as celestiais. Nessas horas eles tinham que dizer: “Antes obedecer a Deus do que aos homens”. E mesmo quando assumiam essa postura, eles se submetiam as consequências que lhes eram impostas.

A igreja tumultuou este mundo sim, mas foi com a pregação do evangelho (At 17.6). Sua maior arma era um coração inflamado de amor que foi demonstrado na pessoa de seu Mestre que mesmo tendo uma multidão que lhe acompanhava desejosa que ele fosse seu rei e promovesse uma revolução nacional preferiu dar sua vida tanto pelos judeus, como pelos imperadores que os dominavam. Ele mesmo disse que nossa revolução aconteceria subliminarmente, como sal que não pode ser visto na comida, mas que é impossível esconder o sabor. Ele nos mostrou que tanto os tiranos como os que são tiranizados precisam fazer as pazes com Deus. Ele mostrou que os governantes corruptos precisam ser libertos, saírem das trevas para a luz e receberem um novo coração ou então só estaremos trocando um corrupto por outro. Mas essas conquistas só acontecem nas regiões celestiais que é onde as potestades atuam, e só são vencidas com armas espirituais.

Que Deus nos ajude a nos mantermos na guerra certa a mirarmos o inimigo certo e a usarmos as armas certas, caso contrário, viveremos dando tiro no pé.

Pr Edmilson

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