quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Amor Responsável

“De manhã bem cedo, começaram a entrar na região montanhosa. Eles diziam: —Agora estamos prontos para ir até o lugar que o SENHOR nos havia prometido. De fato, nós pecamos. Porém Moisés respondeu: —Então por que vocês estão querendo desobedecer à ordem de Deus, o SENHOR? Isso não vai dar certo”. – Nm 14.40,41


O povo de Israel havia provocado a Deus com sua incredulidade e esgotaram sua paciência. Ao ouvirem o relatório de dez homens que diziam que a terra era impossível de ser conquistada por causa da presença de gigantes nela, o povo não deu ouvidos ao relatório de dois outros homens que tinham um outro espírito e que procurava fazê-los olhar para o Deus que não falha com suas promessas. O relatório pessimista teve mais efeito do que o relatório da esperança. Nesta hora, o povo chorou, gritou e reclamou. Em seu ataque de incredulidade o povo disse: “Seria melhor que tivéssemos morrido... neste deserto”. Estas palavras magoaram o coração do Deus que havia dado tantos motivos para que eles cressem. Vemos Deus como que suspirando: “Até quando este povo vai me rejeitar? Até quando não vão crer em mim, embora eu tenha feito tantos milagres entre eles?”.
Foi aí que Deus decidiu disciplinar seu povo. Sim, o amor de Deus é um amor responsável, e não um amor leviano. No amor existe a disciplina. O povo havia dito que seria melhor morrer no deserto e Deus agora diz a eles: “Darei o que vocês me pediram”. O povo teria que aprender que devemos tomar cuidado com nossas palavras. É claro que não são todas as palavras que falamos que irão nos trazer sentenças, mas, devemos ser cuidadosos com elas.
Deus também os sentenciou a vagar pelo deserto por quarenta anos, até que uma nova geração se levantasse, uma geração que não iria desejar morrer no deserto, mas sim conquistar o que Deus lhes havia dado.
A sentença foi dada, mas o povo não creu nela. Eles acharam que Deus era como muitos pais que na hora da raiva ameaça, mas, quando a raiva passa, esquecem do que disseram que iriam fazer. Deus não é assim. Uma vez que decidiu disciplinar, a disciplina será aplicada até o tempo determinado por Ele.
“Estamos prontos para ir até o lugar que o Senhor nos havia prometido”, disseram eles. Tarde demais para palavras tão bonitas!!! Quando se está debaixo da mão disciplinadora de Deus, não adianta agir como se nada tivesse acontecido. Moisés disse: “Isso não vai dar certo”. Não adianta confissão positiva, quando Deus não está lutando conosco. Simplesmente não dá certo!
O melhor é nos humilharmos debaixo desta mão, pois as misericórdias de Deus são muitas e Ele não nos repreenderá para sempre.

"Quando Deus nos faz sofrer, devemos ficar sozinhos, pacientes e em silêncio. Devemos nos curvar, humildes, pois ainda pode haver esperança. Quando somos ofendidos, não devemos reagir, mas sim suportar todos os insultos. O Senhor não rejeita ninguém para sempre. Ele pode fazer a gente sofrer, mas também tem compaixão porque o seu amor é imenso. Não é com prazer que ele nos causa sofrimento ou dor". Lm 3.28-33

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