quarta-feira, 25 de março de 2009

A Sombra

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Jung falou de aspectos de nossas personalidades e temperamentos que muitas vezes são inconscientes. Ele chama estes aspectos de “sombra”.

Existem certas coisas a nosso respeito que não sabemos e que se tornam evidentes pelas circunstâncias pelas quais passamos. Essas circunstâncias são como luzes que tornam evidentes a nossa sombra.

Veja, por exemplo, o caso de Davi com Bate-Seba. Eu acredito que Davi não se julgava capaz de adulterar, nem de matar e nem de mentir. Ele nem imaginava que poderia fazer tudo isso e, pior, com um amigo e soldado leal e valente. Mas ele fez tudo isso. Davi descobriu sua sombra.

Quando Pedro disse a Jesus que seria incapaz de negá-lo, não acredito que ele estava com demagogia. Ele achava que tinha a coragem e a força suficientes para ir com Jesus até a prisão e morte. Mas, o que ele fez. Sabemos o que ele fez. No meio daquelas circunstâncias ele descobriu sua sombra de covardia e fraqueza.

Quando estamos sentados em nossa sala, com nossa família, num ambiente calmo e tranqüilo, acreditamos que somos pessoas controladas e mansas. Mas, quando no trânsito, somos fechados por outro carro e o motorista deste carro ainda nos xinga e faz gestos obscenos, damos de cara com a verdade de que, se tivéssemos uma arma em mão, seríamos capazes sabe Deus de que.

Deus envia provas e situações as mais diversas, não para nos conhecer, pois, Ele já nos conhece. O que Deus quer é que nós nos conheçamos. É isso ai! Precisamos nos conhecer melhor. Quanto antes encararmos nossa sombra, mais cedo poderemos tratar com ela.

É fácil dizermos que somos humildes. Mas quando somos afrontados, a sombra da arrogância se manifesta.

É fácil falarmos contra a inveja. Mas, quando vemos o bem na vida de outra pessoa, algo nos incomoda por dentro.

É fácil nos indignarmos com as barbaridades que pessoas fazem. Mas se não tomarmos cuidado, faremos pior.

No escuro, nossa sombra não aparece, pois tudo ali é sombra. Mas quando a luz brilha, lá está ela, bem atrás de nós. E que susto tomamos quando encaramos nossa sombra! É por isso que muitos preferem andar na escuridão, para não se assustarem com sua sombra.

Quando deu de cara com sua sombra, Paulo gritou: “miserável homem que sou”(Rm 7.24).

Negar a sombra, não nos ajudará em nada, temos é que identificá-la e deixar Deus tratar com ela, pois, é assim que somos transformados.

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