segunda-feira, 9 de março de 2009

Viver e morrer pela fé

familia

"Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite - 2 Re 4.2"

Eu não sei por que, mas já acordei me lembrando. Faz muito tempo que aconteceu, mas, nesta manhã voltou à minha mente com força. Sim, faz muito tempo...

Naquela época, eu vinha passando por uma séria crise de fé. Não era uma crise de fé em Deus, nem na Bíblia, mas na instituição humana. Quando comecei meu ministério, eu tinha 17 anos e para mim era fácil vir de meu trabalho no Ipiranga, descer do trem e subir correndo o morro para dirigir os cultos na primeira igreja que fui colocado como responsável no Jardim Oratório, em Mauá.

Mas o tempo passou, eu me casei e tivemos dois filhos. Uma preocupação com o futuro de minha família começou a me assaltar. O que seria deles no futuro, quando eu não mais estivesse aqui? Pensei seriamente em abandonar o ministério. Aquilo ficou dentro de mim por muitos dias.

Um dia, não agüentando mais, entrei no escritório do Missionário Sérgio Affonso, meu líder. Com seu jeito paciente, ele me escutou:

- Quando Deus me chamou, eu não pensava em mais nada a não ser fazer a obra de Deus. Nunca me preocupei com dinheiro, com bens materiais ou com o futuro. Agora, porém, tenho mulher e dois filhos. Não tenho nem um centavo no banco, não tenho casa própria, não tenho plano de saúde. Se alguma coisa acontecer comigo, quem vai cuidar da minha família? A igreja? O senhor? Quem?

Ele olhou para mim e me disse palavras que me acompanhariam pelo resto de minha vida:

- Você acha que eu não penso nestas coisas também? Mas, quando elas me vêm a mente, eu me lembro da história que está em 2 Re 4.1-7. Lá uma mulher ficou viúva com dois filhos. Seu marido havia sido um profeta. Com o marido morto, ficaram os compromissos que acabaram virando dívidas para uma mulher que não tinha como sobreviver sem seu marido. Eliseu perguntou a ela o que é que ela tinha em casa. Sua pergunta era: “qual era a herança que o seu marido te deixou?”. A resposta: “Uma botija de azeite”. Foi aquela botija de azeite que foi multiplicada e através dela a mulher pôde se sustentar e manter os filhos. Aquela era a botija de azeite que seu marido havia deixado de herança. Era a botija de azeite que ele mesmo havia carregado durante sua vida. O azeite era sua unção profética. O profeta havia morrido, mas sua unção, a unção que havia cuidado dele, continuava viva e iria cuidar de sua família. Fomos chamados a viver e a morrer pela fé. Devemos manter a fé de que é Deus, não o homem, quem vai sempre cuidar de nós e dos nossos.

Para mim bastou! Minha fé foi renovada ali.

Sei o quanto é importante nos prepararmos para o futuro, e devemos nos preparar de todas as maneiras. Mas devemos fazer isso sempre nos lembrando do Deus que é fiel e que nunca nos abandonará. Não podemos começar nossa carreira pela fé e depois abandoná-la pelo medo.

Uma música me vem ao coração:

 

Parece mesmo que este dia nunca vai chegar

Parece mesmo que suas promessas, eu não vou viver

Possuir a terra, onde há honra, leite e mel

Ver meus filhos ao redor,

Ver Suas bençãos sobre os meus.

Aquele que começou a boa obra em minha vida

É fiel, Ele é fiel!

Não descansará, não desistirá

Enquanto não houver terminado

Não vivo do que vejo, mas vivo do que creio

E Ele é fiel, sim Jesus é fiel

Eu não morrerei, antes viverei

Todo bem do Senhor, aqui na terra e no céu.


Olhando para ele, eu entro em seu altar

Sentindo seu Espírito queimando o coração

Pai das luzes que não muda

Continua a me dizer,

Que esta terra é minha e ela eu vou viver.

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