terça-feira, 26 de maio de 2009

Cuidado com os mensageiros do desânimo

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Assim, espalharam notícias falsas entre os israelitas a respeito da terra que haviam espionado. Eles disseram: —Aquela terra não produz o suficiente nem para alimentar os seus moradores. E os homens que vimos lá são muito altos - Nm 13.32

Aqueles doze homens foram enviados à terra de Canaã com a missão de observar a terra e trazer notícias ao povo que viessem a inspirá-los. Já fazia dois anos que eles haviam saído do Egito em direção à terra prometida e estavam ansiosos para por os pés na terra que manava leite e mel. Aqueles homens deveriam trazer também frutos da terra. O povo precisava sentir o gostinho da terra. E lá vinham eles voltando após quarenta dias de expedição pela terra. Antes mesmo que eles falassem qualquer coisa, o povo já viu o imenso cacho de uvas trazido por dois homens. Nunca haviam visto um cacho de uvas tão grande. Se alguém tivesse lhes contado de um cacho de uvas que necessitava de dois homens para ser carregado, eles não teriam acreditado. Mas, lá estava ele, diante dos seus olhos. Eles ficaram com água na boca em relação à terra.

- De fato a terra é rica – disseram os homens. O povo deve ter urrado de alegria.

- Mas... – Mas o que? Não era tudo o que eles precisavam ouvir? Tinha que ter um “mas”?

- Os que moram lá são fortes, e as cidades são muito grandes e têm muralhas. Além disso, vimos ali os descendentes dos gigantes. Não podemos atacar aquela gente, pois é mais forte do que nós.

Ah! Se aqueles dez homens tivessem noção do que estavam provocando naquele povo. O povo, que antes estava vibrando de alegria, começou a reclamar, a chorar e a se revoltar. Sim, as palavras têm o poder de influenciar mais do que se possa imaginar.

Dois daqueles 12, Josué e Calebe, ainda tentaram reverter a situação mostrando que por mais que os desafios fossem grandes, eles poderiam vencê-los. Josué e Calebe viram os mesmos gigantes que os outros e viram também as cidades muradas. Mas, eles olharam para além delas, eles viram soluções, eles olharam para aqueles desafios com fé.

Todos nós devemos ter os pés no chão. Ignorar os desafios não é fé, mas sim, triunfalismo. Triunfalismo é uma imitação pirata da fé. A diferença entre os dez e os dois foi na forma que eles encararam os desafios. Os dez viram nos desafios, barreiras intransponíveis. Os dois viram nos desafios oportunidades para conquistar.

Infelizmente, o povo deu mais atenção à maioria. Eh maioria! Por que será que parece que é sempre mais fácil segui-la? Por que será que uma palavra negativa, na maioria das vezes, produz mais efeito do que uma positiva?

O povo reclamou e disse que seria melhor morrerem naquele deserto, e foi isso o que aconteceu com eles. Josué e Calebe disseram que conseguiriam possuir a terá e vencer os gigantes, e foi isso o que aconteceu com eles.

Não faltam quem vem a nós com palavras que podem nos fazer sentir-nos como gafanhotos (gafanhoto é praga). Não faltam quem vem nos mostrar o tamanho das muralhas pela frente. Não faltam quem vem a nós mostrar-nos os gigantes. Não faltam quem vem a nós nos dizer que não poderemos.

Mas, cabe a nós fecharmos os nossos ouvidos aos mensageiros do desânimo. Que Deus nos livre de sermos mensageiros de desânimo. Que nossas palavras produzam fé e inspiração nas pessoas. Em Josué e Calebe havia outro espírito. Que haja este espírito em nós também! Só assim conquistaremos.

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