sexta-feira, 8 de maio de 2009

Pau que nasce torto

E tem mais: eu garanti ao meu pai que seria responsável pelo rapaz. Eu disse assim: “Se eu não lhe trouxer o rapaz de volta, serei culpado diante do senhor pelo resto da minha vida.” Por isso agora eu peço ao senhor que me deixe ficar aqui como seu escravo em lugar do rapaz. E permita que ele volte com os seus irmãos. Como posso voltar para casa se o rapaz não for comigo? Eu não quero ver essa desgraça cair sobre o meu pai – Gn 44.32-34

Acho interessante a forma como José tratou seus irmãos ao reencontrá-los no Egito após passar por “poucas e boas” e por fim se tornar governador. Há quem acredite que José estava se vingando de tudo o que eles haviam feito. Eu não penso assim. Acredito que José submeteu-os a uma série de testes para saber se algo havia mudado no caráter daqueles homens.

Da última vez em que haviam se visto, aqueles homens o trataram com crueldade. Eles tinham inveja do amor que Jacó, seu pai, tinha por ele, e deixaram que esta inveja os transformasse em pessoas más. Eles haviam jogado José numa cova e depois o venderam a alguns mercadores de escravos. Eles sabiam muito bem o que seria a vida de José como escravo. Sabiam que o irmão seria levado a uma feira onde seria oferecido como se fosse um cavalo. Uma vez como escravo, José trabalharia quantas horas seu dono desejasse e sem pagamento. A vida de um escravo costumava durar pouco. E, mesmo assim, eles o venderam como escravo.

Mas, o tempo passou e, com a ajuda de Deus, José deu a volta por cima e “venceu na vida”. E agora lá estavam seus irmãos diante dele se prostrando, como Deus havia dito que aconteceria, e suplicando que José lhes vendesse comida. José precisava saber, será que eles haviam mudado?

Após submetê-los às mais diversas situações, José pode ver que:

Eles não tinham inveja do amor que Jacó agora tinha por Benjamin, seu irmão mais novo (Gn 44.30,31);

Eles não acharam ruim o fato de José ter dado a Benjamin o lugar de honra no banquete (Gn 43.34);

Eles sentiam profunda tristeza pelo que haviam feito (Gn 42.21,22);

E, finalmente, longe te tentar contra a vida de Benjamin, eles seriam capazes de dar suas vidas pelo filho que seu pai mais amava (Gn 44.33).

José não teve dúvidas, eles haviam mudado.

Muitas vezes, olhamos para as pessoas com o conceito que criamos por aquilo que elas fazerem a muito tempo atrás. Continuamos vendo estas pessoas com os mesmos olhos e nos esquecemos que todos fazem coisas que mais tarde vêm a se arrepender. É isso ai. Quem não deu suas cabeçadas na vida? Mas, graças a Deus, as pessoas podem mudar!

O tempo, o sofrimento, as disciplinas de Deus e o trabalho do Espírito Santo conseguem mudar o caráter de muitos. “Pau que nasce torto, morre torto” é ditado de quem não acredita no poder de Deus para lapidar as pessoas.

Os que acreditam no poder e nos caminhos de Deus para transformar as pessoas dizem com o profeta Isaias:

“o que está torcido se endireitará, e o que é áspero se aplainará” – Is 40.4

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