segunda-feira, 29 de junho de 2009

Pastor com raiva é um perigo

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Moisés e Arão reuniram o povo em frente da rocha, e Moisés disse: Agora escute, gente rebelde! Será que vamos ter de fazer sair água desta rocha para vocês? Moisés levantou a mão, bateu na rocha duas vezes com o bastão, e saiu muita água. E o povo e os animais beberam. Porém o SENHOR disse a Moisés e a Arão: Vocês não tiveram fé suficiente para fazer com que o povo de Israel reconhecesse o meu santo poder e por isso vocês não vão levá-los para a terra que prometi dar a eles. Nm 20.10-12

O povo reclamou que estava com sede. Reclamaram da sede e de outras coisas também. Mais uma vez o velho Moisés e seu irmão se prostraram diante de Deus para falar acerca das reclamações do povo. Em outras ocasiões, eles viram o quanto Deus lhes defendeu e disciplinou o povo por causa de suas reclamações. Mas, desta vez foi diferente.

Desta vez, Deus simplesmente disse que Moisés deveria falar com a rocha, que dela iria brotar água para o povo. Ou seja, Deus estava dizendo que iria saciar a sede do povo. Desta vez, Deus não puniu ninguém e nem defendeu Moisés e Arão. Por que será?

Quando leio este texto, vejo que nem toda reclamação deve ser encarada como uma afronta. Às vezes devemos parar para ver o quanto de justiça existe em uma reclamação. Sou um pastor, e muitas vezes tenho que enfrentar a reclamação das pessoas. Uma coisa que tenho que ficar atento é para que eu não me torne surdo às reclamações por achar que todas elas são afrontas e, portanto “coisa do diabo”. Às vezes, as pessoas reclamam porque estão com sede numa área. Elas podem reclamar do culto que está frio, da mensagem que está sem unção, da minha maneira de conduzir o rebanho, e sei lá mais de que. Na maioria das vezes, nós pastores, levamos isso para o lado pessoal e fazemos como Moisés fez naquela ocasião, vamos para o púlpito zangados com a reclamação do povo e chamamo-los de rebeldes. Seria para falar com a rocha, que é Cristo (1 Co 10.4), a fim de que Ele jorrasse a água que o povo precisa. Mas, movidos pela raiva, falamos (berramos) com o povo e usamos o cajado para bater. Pastor com raiva é um perigo! Pastor com raiva, não prega, dá cajadada. O cajado que seria para conduzir, é usado para machucar. Que perigo!

Será que Moisés achava que Deus iria deixar passar aquela? Deus não deixou. Moisés, que apascentou aquele povo por quarenta anos, foi privado de entrar com eles na terra da promessa que já estava perto. Moisés viu que Deus não abonou sua atitude impensada para com o povo. Viu que o rebanho não era dele, e sim de Deus. Moisés viu que ele não era Deus.

Quando é que nós pastores vamos aprender que não somos donos de ninguém?

Quando é que vamos aprender que o púlpito é o lugar de onde deve jogar água viva e não o nosso mal humor ou intrigas contra alguém?

Quando é que vamos aprender que Deus não irá endossar nossos nervosismos provocados por nosso ego ferido?

Quando é que vamos aprender que certas reclamações só mostram que o povo está com sede, e isso porque, às vezes, não os conduzimos às águas tranqüilas?

Quando é que vamos aprender que Deus nos deu um cajado para apascentar e não para dar pancadas?

A terra prometida estava a poucos quilômetros, mas, quem conduziu o povo foi Josué e não Moisés. Outro colheu os resultados de quarenta anos de plantio.

Que Deus tenha misericórdia de nós pastores.

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