terça-feira, 23 de junho de 2009

Seus olhos foram abertos

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A mulher viu que a árvore era bonita e que as suas frutas eram boas de se comer. E ela pensou como seria bom ter entendimento. Aí apanhou uma fruta e comeu; e deu ao seu marido, e ele também comeu. Nesse momento os olhos dos dois se abriram, e eles perceberam que estavam nus. Então costuraram umas folhas de figueira para usar como tangas. – Gn 3.6,7

Aos comer do fruto, seus olhos se abriram. Eles buscaram entendimento e conseguiram. Mas, morreram por isso. Na verdade seus olhos começaram a se abrir a partir do momento que ela começou a escutar o que a serpente tinha para lhe falar. A serpente lhe disse que Deus havia proibido de comer daquele fruto por saber que, se eles comessem dele, seriam semelhantes a Deus, teriam muito entendimento. No coração, a mulher já começou a ver a Deus de outra forma e passou a suspeitar dEle. Seus olhos foram abertos. Seus olhos passaram a ver a vida de outra forma. Este é o abrir os olhos através da árvore do conhecimento. Este é um abrir os olhos no qual a pessoa, por causa do conhecimento, passa a ver os outros de outra forma.

Quando alguém vem nos trazer um conhecimento que nos faz perder a inocência, e nos faz ver malícia em tudo e em todos, estamos comendo do fruto que mata.

Algumas pessoas eram mais felizes e viviam bem, quando não sabiam nada acerca dos bastidores da vida. Não é que elas gostavam ser tapeadas ou manipuladas por outros. Era a inocência e fé com que eles viam a vida e o caminho no qual entraram. Mas, um dia alguém lhes abriu os olhos e a inocência foi embora. A pessoa se convenceu que estava amadurecendo. Mas, esta “maturidade” só fez com que ela percebesse a nudez do outro. É, a inocência foi embora.

Após terem sido abertos os olhos, todo mundo é culpado até que prove o contrário. Após terem sido abertos os olhos, aqueles mesmos que foram instrumentos de bênçãos para a sua vida, começam a serem vistos com suspeita. Após terem sido abertos os olhos, a pessoa começa a costurar roupas de folhas que, mais cedo ou mais tarde cairão, mas que por hora servem para encobrir sua própria nudez desde que ele enxergue a dos outros. Por fim, a pessoa morre, e mata outros.

Mas, que devemos fazer? Ser cegos? Não. O que devemos fazer é nos alimentarmos do fruto da árvore da vida. Quando nos alimentamos deste fruto, vemos a nudez das pessoas e a nossa sendo cobertas pela pele do inocente que foi morto para que túnicas fossem tecidas. Passamos a ver que Deus sabe tratar com cada um e que o Espírito Santo não é incompetente. Vemos sim as imperfeições das pessoas, mas vemo-las com esperança, pois o amor tudo espera (1 Co 13.7). As próprias folhas da árvore da vida são para a saúde das nações, então podemos ter esperança de cura. Quando se come deste fruto, temos iluminados os olhos do nosso entendimento, para que saibamos qual é a esperança da nossa vocação e quais as riquezas da glória da nossa herança nos santos e qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e pondo-o à sua direita nos céus, acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro. E sujeitou todas as coisas a seus pés e, sobre todas as coisas, o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos (Ef 1.17-22).

Não, esta reflexão não é um convite a fecharmos os olhos e deixarmo-nos ser enganados, pois estamos no meio de lobos. Entre lobos devemos ser símplices como as pombas, mas prudentes como serpentes (Mt 10.16). Mas, é só a prudência da serpente que deve ser imitada, não seu veneno. Veneno mata. Esta reflexão é só um convite a nos alimentarmos mais da árvore da vida. Os vencedores se alimentam dela (Ap 2.7). Esta reflexão é só um convite a deixarmos os mortos sepultarem os mortos enquanto seguimos a Jesus (Mt 8.22).

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