terça-feira, 13 de outubro de 2009

O estado da igreja atual e a singularidade dos caminhos de Deus

churchofthedarkbyblackmpl3

Habacuque 1:1-11

A primeira coisa que descobrimos quando estudamos as ações de Deus é que pode parecer que Ele esteja estranhamente silencioso e inativo em cir­cunstâncias provocativas. Por que Deus permite que certas coisas aconteçam? Por que a Igreja Cristã é o que é hoje? Veja sua história no decurso dos últimos quarenta ou cinqüenta anos. Por que permitiu Deus tais condições? Por que ele não fere de morte as pessoas que proferem blasfêmias e negam a fé que deveriam pregar? Por que permite ele que se façam tantas coisas erradas até mesmo em seu nome? Também, por que Deus não respondeu às orações de seu povo fiel? Vimos orando pelo reavivamento durante trinta ou quarenta anos. Nossas orações têm sido sinceras e urgentes. Temos deplorado o estado das coisas e temos clamado a Deus por causa dessa situação. Mas ainda assim parece que nada acontece. A seme­lhança do profeta Habacuque, muitos pergun­tam: "Até quando clamarei eu, e tu não me escutarás? gritar-te-ei: Violência! e não salvarás?" Muitas vezes as pessoas se impacientam com a demora. Como podemos entender que um Deus santo permita que sua própria Igreja seja o que é hoje?

A segunda coisa que descobrimos é que Deus, às vezes, dá respostas inesperadas às nossas orações. Isto, mais do que qualquer outra coisa, foi o que deixou Habacuque perplexo. Por um longo tem­po Deus parece não responder. Então, quando responde, o que diz é mais misterioso até do que sua aparente falha em ouvir as orações. Na mente de Habacuque estava perfeitamente claro que Deus tinha de castigar a nação e depois enviar um grande reavivamento. Mas quando Deus disse: "Estou respondendo à sua oração suscitando o exército caldeu para marchar contra suas cidades e destruí-las", o profeta não conse­guia acreditar no que ouvia. Mas foi o que Deus lhe disse, e o que realmente ocorreu. Todos nós temos a tendência de prescrever as respostas às nossas orações. Pensamos que Deus pode manifestar-se somente de uma forma. Mas a Bíblia ensina que Deus às vezes responde às nossas orações permitindo que as coisas piorem muito antes que possam melhorar. Ele pode, às vezes, fazer o contrário do que prevemos. Ele pode esmagar-nos, colocando-nos frente a frente com um exército caldeu. Mas é um princípio fundamental na vida e caminhar da fé que, quando tratamos com Deus, devemos estar sem­pre preparados para o inesperado. Gostaria de saber o que nossos pais teriam pensado há quarenta anos se pudessem prever o estado atual da Igreja Cristã. Eles já se sentiam infelizes com o andamento da época. Já estavam realizan­do reuniões de despertamento e buscando a Deus. Se pudessem ver a Igreja de nossos dias, não creriam no que viam. Jamais poderiam ter imaginado que a igreja se afundasse tanto espiri­tualmente. Mas Deus permitiu que isto aconte­cesse. Tem sido uma resposta imprevista. Deve­mos apegar-nos à esperança de que ele tem permitido que as coisas piorem antes que, final­mente, melhorem.

O terceiro aspecto surpreendente dos cami­nhos de Deus é que Ele às vezes usa instrumentos estranhos para corrigir seu povo. Os caldeus, dentre todos os povos, são os que Deus vai suscitar para castigar a Israel! Não se podia imaginar tal coisa. Mas aqui também está um fato evidente em toda a Bíblia. Deus, se assim o quiser, pode usar até mesmo os ímpios caldeus. No curso da história ele tem usado toda sorte de instrumentos estranhos e inesperados para a realização de seus propósitos. Este é um fato pertinente aos nossos dias, pois parece que, segundo a Bíblia, muito do que acontece no mundo agora deve ser examinado nesta luz. A importância de tudo isto reside no fato que, se não virmos as coisas do modo certo, nossas orações serão erroneamente concebidas e erro­neamente dirigidas. Temos de admitir o verda­deiro estado da Igreja e reconhecer sua iniqüida­de. Devemos entender a possibilidade de que as forças que hoje mais se opõem à Igreja Cristã talvez estejam sendo usadas por Deus para seu próprio propósito. O ensino claro do profeta é que Deus pode usar instrumentos muito estra­nhos, e às vezes o último instrumento que teríamos esperado.

Martyn Lloyd Jones

 

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Fonte: From Fear to Faith

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