quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Estágios da vida

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E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles. Segundo tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis – Êxodo 25.8,9

Portanto, todos nós, com o rosto descoberto, refletimos a glória que vem do Senhor. Essa glória vai ficando cada vez mais brilhante e vai nos tornando cada vez mais parecidos com o Senhor, que é o Espírito – 2 Corintios 3.18

A estrada em que caminham as pessoas direitas é como a luz da aurora, que brilha cada vez mais até ser dia claro – Proverbios 4.18

 

Após a saída do povo de Israel do Egito, Deus ordenou que o Tabernáculo, uma tenda de adoração, fosse construído (Ex 25.8). Deus disse que através daquela tenda Ele habitaria no meio do seu povo (Ex 29.45). Deus ordenou enfaticamente que cada detalhe do tabernáculo deveria ser feito de acordo com o que Ele ordenava (Ex 25.9,40; 26.30). Isso porque aquela tenda teria símbolos e tipos em todos os seus detalhes.

Um dos símbolos que mais gosto no Tabernáculo é o que mostra o crescimento espiritual simbolizado em suas três partes. O Tabernáculo estava dividido em: Pátio, Lugar Santo e Lugar Santíssimo. Vejo neles os estágios da caminhada espiritual em direção à maturidade.

No pátio se encontrava o altar do holocausto, e uma pia de bronze. Este pátio fala do momento em que se conhece a Cristo como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, oferecido no altar da cruz (Jo 1.29). Nele a pessoa é lavada e santificada pela palavra de Deus e pelo Espirito Santo. Ele está iniciando sua vida no pátio da fé através da qual ele experimenta o milagre de nascer de novo e ser feito uma nova criatura. Aqui, ele é recém-nascido e não importa o que tenha acontecido antes, pois para ele tudo se fez novo. Agora ele caminha para o próximo estágio no Lugar Santo.

No Lugar Santo a pessoa adentra o nível da esperança. No Lugar Santo já não é mais a luz do sol que ilumina o ambiente, e sim, um castiçal de ouro com sete lâmpadas. Este castiçal aponta para a luz interior que o Espirito Santo traz dando à pessoa discernimento e entendimento das coisas espirituais. No Lugar Santo também havia uma mesa com os pães da presença. Neste estágio a pessoa descobre o valor de se alimentar de Cristo como o pão vivo que desceu do céu. No lugar santo estava o altar do incenso que aponta para a vida de louvor e oração. Uma vida cheia de oração sobe diante de Deus como perfume agradável.

O Lugar Santíssimo era o centro do Tabernáculo e ficava separado do Lugar Santo por cortinas muito grossas, e ali dentro estava a arca da aliança, o objeto mais importante do Tabernáculo. Este lugar aponta para um nível mais profundo de maturidade. Trata-se do caminho mais excelente, o caminho do amor (1 Co 13). Nele não há a luz do sol, nem o castiçal de sete lâmpadas para iluminar. O que ilumina este lugar é a presença gloriosa de Deus. Neste estágio é a luz do amor que ilumina cada atitude da pessoa. Nele há uma absoluta dependência de Deus. Aparentemente ele é mais simples do que os outros ambientes do tabernáculo, pois é aqui que a pessoa aprende o valor da simplicidade. Nos outros ambientes os objetos estão expostos, enquanto aqui eles estão guardados dentro da arca da aliança. No estágio da maturidade, se aprende que o que de mais valioso existe não está diante dos olhos, pois quem está neste nível não vive para impressionar ninguém e também não se impressiona com as aparências. Dentro da arca estão as tábuas dos dez mandamentos que falam da lei de Deus gravada no coração. Dentro da arca estava um pote com maná que fala de uma comida que os maduros conhecem, que é fazer a vontade de Deus e realizar as Suas obras (Jo 4.34). Dentro da arca estava a vara de Arão que floresceu que representa autoridade. Mas não uma autoridade firmada em posições ou títulos, mas sim uma autoridade que vem do alto e está baseada na Vida.

O Pátio era o lugar mais amplo. Quando se passava para o Lugar Santo o espaço era menor, mas o Santo dos Santos era o menor espaço do Tabernáculo. Aos olhos humanos, quem saia do pátio, um lugar tão grande, e chegava ao Lugar Santíssimo, um lugar tão pequeno, estava regredindo, pois, aos olhos humanos, crescer é ir do menor para o maior. Mas crescimento segundo Deus é ir diminuindo para que Deus apareça. Por isso, quem quer crescer deve abandonar a noção humana de crescimento. Foi Jesus quem disse que há muitos primeiros (considerados grandes) que serão últimos, e há muitos últimos (insignificantes aos olhos humanos) que serão primeiros (Mt 19.30). No pátio a pessoa ainda está em muita evidência. No lugar santíssimo ela está escondida e só Deus a vê. Isso é crescer de verdade.

Pr Edmilson

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