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quarta-feira, 3 de março de 2010

Nossa lentidão para aprender

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Onze jornadas há desde Horebe, caminho da montanha de Seir, até Cades-Barnéia - Deuteronômio 1.2

Onze dias, e ainda assim levou quarenta anos! Como? Ai de nós! Não precisamos viajar muito para encontrar a resposta. E tudo por demais parecido conosco. Como somos lentos para atravessar a terra! Quantos rodeios e quantas curvas! Quantas vezes pre­cisamos voltar para trás e viajar novamente pelo mes­mo chão! Viajamos devagar porque aprendemos de­vagar. Nosso Deus é um Professor fiel e sábio, bon­doso e paciente. Ele não nos permitirá passar apres­sadamente pelas lições. Às vezes pensamos que aprendemos a lição, e tentamos passar para outra, mas nosso sábio professor vê melhor e percebe a necessidade de um trabalho mais profundo. Ele não quer que sejamos apenas teóricos, superficiais: Ele nos manterá, se necessário, anos a fio em nossos solfejos, até aprendermos a cantar.

C. H. Mackintosh

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Deus está em todas as circunstâncias

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E fez o SENHOR Deus nascer uma aboboreira, que subiu por cima de Jonas, para que fizesse sombra sobre a sua cabeça, a fim de o livrar do seu enfado; e Jonas se alegrou em extremo por causa da aboboreira - Jonas 4.6

Lá estava o profeta assentado no lado oriental da cidade de Nínive, num impaciente mau humor, aborrecido, implorando que o Senhor lhe tirasse a vida. Parece que ele havia esquecido a lição aprendida durante os três dias de viagem nas profundezas do mar, e por isso precisava de uma nova mensagem de Deus: “E o Senhor lhe preparou uma aboboreira”. Isso é muito instrutivo. De fato nada havia de incomum na circunstância da aboboreira; outros homens decerto viam milhares delas, e, além do mais, possivelmente se assentavam junto a sua sombra, e nada viam de extraordinário nelas. Mas a aboboreira de Jonas dava mostras da mão de Deus, e formava um elo – um  importante elo – na corrente das circunstâncias através das quais, pelo desígnio de Deus, o profeta estava passando. A aboboreira agora, era o mensageiro de Deus para a sua alma. “E Jonas ficou grandemente agradecido pela aboboreira.” Anteriormente ele havia desejado morrer, mas esse desejo era mais o resultado da sua impaciência e desgosto, do que de um santo desejo de partir e descansar para sempre. Era mais aflição pelos acontecimentos presentes, do que a alegria do futuro que fazia com que desejasse partir daqui.

Muitas vezes é isso que acontece. Freqüentemente estamos ansiosos de nos ver livres das pressões desta vida; mas se essas pressões fossem removidas, o desejo cessaria. Jonas, enquanto estava assentado junto à sombra da aboboreira, não pensava em partir, e o próprio fato de estar “grandemente agradecido pela aboboreira” provou o quanto ele precisava dessa mensagem especial do Senhor; ela serviu para tornar manifesta a verdadeira condição de sua alma, quando pronunciou estas palavras: “Toma, eu te peço, a minha vida; porque me é melhor morrer do que viver”. O Senhor pode fazer até mesmo de uma aboboreira um instrumento para revelar os segredos do coração humano. Com toda a verdade podemos dizer: Deus está em todas as circunstâncias. A tempestade ruge, e a voz de Deus se ouve; uma aboboreira brota em silêncio, e nisso se vê a mão de Deus”.

C. H. Mackintosh (Adaptado)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Suspeitando de Deus

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"Depois, toda a congregação dos filhos de Israel partiu do deserto de Sim pelas suas jornadas, segundo o mandamento do Senhor, e acamparam em Refidim; e não havia ali água para o povo beber. Então, contendeu o povo com Moisés, e disseram: Dá-nos água para beber. E Moisés lhes disse: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao Senhor" - Êxodo 17.1,2

Não conhecêssemos nós alguma coisa do mal humilhante de nossos corações e ficaríamos embaraçados quanto à razão da insen­sibilidade espantosa de Israel para com a bondade, a fidelidade e os atos poderosos do Senhor. Acabavam de ver cair pão do céu para alimentar seiscentas mil pessoas no deserto, e ei-los agora, prontos a "apedrejar" Moisés por os ter trazido para esse mesmo deserto, para os matar de sede. Nada pode exceder a incredulidade terrível e maldade do coração humano senão a graça superabundante de Deus. É só nessa graça que alguém pode encontrar alívio sob a sensação, sempre crescente, da sua natureza perversa, que as circunstâncias tendem a manifestar. Hou­vesse Israel sido transportado diretamente do Egito a Canaã, e não teria sido feita uma tão triste exibição do que é o coração humano; e, como consequência, eles não teriam sido exemplos ou figuras tão admiráveis para nós. De fato, os quarenta anos de peregrinação no deserto oferecem-nos um volume de avisos, admoestações e instru­ções úteis além de toda a concepção. Aprendemos, entre outras coisas, a propensão constante do coração para suspeitar de Deus. Confia em tudo, menos em Deus. Prefere apoiar-se numa teia de aranha em vez do braço do Deus onipotente, sábio e generoso; e a mais pequena nuvem é mais que suficiente para ocultar da sua vista a luz do Seu bendito rosto. É pois com razão que as Escrituras falam dele como sendo "mau e infiel", sempre pronto para" se apartar do Deus vivo" (Hb3:12).

É interessante notar as duas interrogações feitas pela increduli­dade, neste capítulo e no precedente. São precisamente idênticas àquelas que se levantam em nós e à nossa volta, diariamente: "Que comeremos?- E que beberemos?" (Mt 6:31). Não vemos que o povo fizesse a terceira pergunta desta categoria, "com que nos vestiremos'?-" Porém, estas são as interrogações do deserto: "O quê" "Onde" "Como". A fé tem apenas uma resposta compreensível para todas as três, a saber: DEUS! Que resposta perfeita e preciosa! Ah, se o autor e o leitor destas linhas conhecessem perfeitamente o seu poder e a sua plenitude! Necessariamente precisamos recor­dar, quando passamos pela provação, que não vem sobre nós tenta­ção senão humana, "mas, fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar" (1 Co 10:13). Sempre que somos postos à prova, podemos estar certos que, com a prova, há também uma saída, e tudo que precisamos é uma vontade submissa ao Senhor e um olhar simples para vermos a saída.

C. H. MACKINTOSH



 
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