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sexta-feira, 13 de março de 2015

Ociosidade leva ao pecado

 

“Na primavera seguinte, época do ano em que os reis costumam sair para a guerra, Davi mandou que Joabe, os seus oficiais e o exército israelita fossem atacar os inimigos. Eles venceram os amonitas e cercaram a cidade de Rabá. Mas Davi ficou em Jerusalém. Uma tarde Davi se levantou, depois de ter dormido um pouco, e foi passear no terraço do palácio. Dali viu uma mulher muito bonita tomando banho”. 2 Sm 11.1,2

Davi “ficou em casa”; “se pôs a dormir à hora da tarde”, “levantou-se do seu leito”. O grande guerreiro que enfrentou o leão, o urso e o gigante, agora se comprazia em ficar em casa enquanto seus soldados davam o sangue em campo de batalha. Todos tem o direito de descansar. Mas, tudo tem seu tempo (Ec 3.1). Descanso fora de hora se chama ociosidade. Davi relaxou com a disciplina que costumava ter. Ele estivera presente em várias campanhas militares vitoriosas. Talvez ele não tenha julgado sua presença necessária na batalha, afinal Joabe, seu capitão, era muito competente à frente do exército. Quem sabe Davi chegou a pensar que era hora de tirar umas férias. É ai que mora o perigo!

É na hora da ociosidade que satanás prepara suas armadilhas, pois acha um dos elementos mais eficazes para isso: uma mente vazia. Enquanto “passeava”, viu uma mulher se banhando, e esta era formosa à vista (2 Sm 11.2). Este passeio custou muito caro a Davi. Levou-o à tentação, à cobiça da mulher do próximo e, por fim, ao adultério. Davi perdeu o autodomínio. É desta forma que acontece com muitos servos de Deus. É no momento que se encontram com tempo de sobra que eles sobem ao terraço da internet e ali encontram coisas bem piores que uma mulher se banhando. É na hora da preguiça que pegam o telefone e ressuscitam pessoas que deveriam estar mortas em seus corações. É na hora do “descanso merecido” que começam a chocar os ovos do pecado em suas mentes.

O pecado da cobiça leva o homem ou a mulher a perder o domínio e a ficar sob o desejo da carne. O “passeio de Davi”, mesmo em seu palácio, levou-o à cobiça da mulher de Urias, um de seus mais valentes soldados, que estava no campo de batalha lutando por Israel e por Davi. Bateseba fora tomar banho, sem o menor temor de ser vista por um homem, pois aquela não era hora de homem nenhum estar em casa. Mas, Davi estava no lugar certo, na hora errada. E, como um abismo chama outro abismo, o que começou com um olhar, caminhou para uma busca de informação acerca da bela mulher. Mesmo sabendo que se tratava da esposa de seu soldado, Davi mandou chama-la. Sabe como é, “só para conhece-la”. Sabemos onde aquilo foi parar. O que começou com uma soneca, terminou na tragédia da vida de Davi.

Tomemos cuidado com a ociosidade e saibamos aproveitar bem nosso tempo a fim de que o pecado não ache lugar em nós através desta porta. O relaxo e a preguiça tem sido o início de tristes histórias de destruição de carreiras espirituais e de famílias, regadas a muita dor e vergonha. Sejamos, pois, vigilantes.

Pr Edmilson

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Cura-me da Ansiedade, Senhor.




“O SENHOR Deus fez com que o homem caísse num sono profundo” - Gênesis 2.21.

Muitas vezes, este tem que ser o primeiro milagre que Deus precisa operar para que possa realizar outros milagres na vida do ser humano. E quão grandioso é este milagre: descansar!

Uma das situações que mais gera ansiedade no ser humano é a espera por algo que ele deseja imediatamente. Existem coisas que, logo após pedirmos a Deus, se concretizam rapidamente. Outras, precisamos aguardar um pouco mais. Algumas, precisamos esperar sentados! E são essas que nos desafiam. Afinal, quem gosta de esperar? Contudo, a realidade é que, independentemente de quão ansiosos estejamos, certas coisas só se concretizarão no tempo certo. E, frequentemente, esse "tempo certo" não é nem hoje nem amanhã. Tais esperas roubam o sono de muitos.

Observemos o caso específico de Adão. O que lhe era essencial? Uma companhia. Sim, todos os animais tinham seus pares, exceto ele. É desafiador ver todos acompanhados enquanto nos sentimos solitários. Observar outros atualizando seus status em redes sociais para "em um relacionamento sério" e nós, sem alterações. Ver até mesmo irmãos mais novos encontrando suas "tampas", e nós...

É nesses momentos que muitas pessoas perdem a paciência, são dominadas pela ansiedade e complicam suas próprias vidas. Surge a ideia de que é preciso agir, dar um jeito, "ajudar" Deus em sua obra.

Não foi exatamente isso que Abraão fez ao ter um filho com Hagar? Aliás, este é outro exemplo clássico: a espera por um filho. A Bíblia afirma que os filhos são herança do Senhor. É Deus quem os concede, ou não, tudo a seu tempo e à Sua maneira. Contudo, é neste ponto que muitos, ao não confiarem na sabedoria e soberania divinas, acabam tomando decisões precipitadas (quem lê, entenda).

Com Adão, Deus começou fazendo-o dormir. Não seria este o pedido que deveríamos fazer a Deus hoje? "Senhor, permite-me descansar em Tua vontade. Ajuda-me a esquecer deste assunto. Ensina-me a me contentar com o que tenho agora. Cura-me da ansiedade."

Todos nós já vivenciamos momentos em que algo aconteceu justamente quando já não estávamos mais focados naquilo. Deus quer que compreendamos o valor de tranquilizar nossa alma e superar a ansiedade.

Reconhecemos que isso não é tarefa simples. Mas Deus está presente para nos proporcionar um profundo repouso.


Bora cantar. (Aumenta o volume) Essa você conhece...
Pr Edmilson

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sendo promovido a “menor de tudos os santos”


“Eu sou menos do que o menor de todos os que pertencem a Deus, mas mesmo assim ele me deu este privilégio de anunciar aos não-judeus a boa notícia das imensas riquezas de Cristo” – Efésios 3.8
No apóstolo Paulo, vemos algo interessante sobre personalidade e caráter. No que diz respeito a sua personalidade, ainda como fariseu, vemos sua impetuosidade ao perseguir a igreja, arrastando homens e mulheres para a prisão. Paulo tinha uma personalidade forte. Seu encontro com Jesus no caminho de Damasco não mudou isso.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Cultuadores da Auto-imagem

Na manhã seguinte, bem cedo, ele saiu para procurar Saul. Soube que ele tinha ido para a cidade de Carmelo, onde havia construído um monumento em honra de si mesmo, e que depois tinha seguido para Gilgal. 1 Samuel 15.12

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Dois Tipos de Tristeza

A tristeza que nos aproxima de Deus age assim. Ela abala nossas estruturas e nos leva de volta ao caminho da salvação. Jamais lamentamos ter experimentado esse tipo de dor. Mas quem permite que a tristeza o desvie de Deus vive cheio de remorsos, que podem levá-lo a um estado terminal.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Alimentos impuros

Eu sou o SENHOR, que os trouxe do Egito a fim de ser o Deus de vocês. Portanto, sejam santos, pois eu sou santo. São essas as leis a respeito dos animais e das aves, de todos os animais que vivem na água e de todos os animais que se arrastam pelo chão. Elas mostram a diferença entre o que é puro e o que é impuro, entre os animais que podem ser comidos e os que não podem ser comidos. Levítico 11.45-47
Acho interessante a preocupação de Deus com a alimentação de seu povo no em Levítico 11. Ali Deus determina o que o povo poderia ou não comer. Já estava ali a raiz da verdade de que a pessoa é aquilo que come. Apesar de crer que ainda hoje Deus se preocupa com a saúde de seu povo e que isto está muito ligado a aquilo que nós comemos, creio que a aplicação do regulamento de Deus quanto a o que comemos vai muito além disso.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Tempo de falar e tempo de ficar calado

Vou paralisar a sua língua, e você não poderá avisar essa gente rebelde. Depois, quando eu falar de novo com você e lhe devolver a fala, você dirá a esse povo o que eu, o SENHOR Deus, disser. Alguns deles vão ouvir, mas outros não, porque são um povo rebelde. Ezequiel 3.26,27

No antigo testamento, o profeta era chamado de vidente (1 Sm 9.9), porque era uma pessoa que via realidades espirituais que a maioria não estava vendo. Ezequiel viu muitas coisas, mostradas pelo próprio Deus, que indicavam a decadência moral e espiritual do povo de Israel. Deus lhe mostrou aquelas coisas a fim de que muitos pudessem saber o porquê da derrota que o povo estava sofrendo sob as mãos do rei da Babilônia. Ezequiel viu a prostituição, a corrupção e a idolatria de seu povo. Ele viu também que, por causa disso tudo, a gloria de Deus pouco a pouco ia se afastando de seu povo. O profeta viu que as más ações de seu povo iam fazendo com que Deus se afastasse deles, mas, como isso não de uma hora para outra, eles não percebiam que Deus estava lhes deixando. Mas o profeta via.

A palavra “profeta” significa “aquele que fala por outro”. O profeta além de ser uma pessoa que via, era também alguém que trazia uma mensagem, era alguém que falava por outro. Mas, o que me chama a atenção no caso de Ezequiel é que Deus paralisou sua língua. Isso mesmo, o homem levantado para falar por outro, ficou mudo. Não era uma mudez permanente. Quando Deus permitia, ele falava. Mas, o que isso significa? Deus estava ensinando a Ezequiel o papel de um verdadeiro profeta. O profeta verá muitas coisas e entenderá muitas coisas, mas só falará quando Deus lhe permitir. Enquanto isso não acontecer, por mais tentador que seja falar, ele deverá ficar mudo.

Deus capacita certas pessoas com uma visão extraordinária para enxergar profundamente e entender muitas coisas. Felizes aqueles que conseguem enxergar o “X” das questões. Mas isso não basta! O fato é que há momentos em que, por mais que estejamos explodindo de vontade de falar, devemos ficar mudos. Por quê? Há coisas que, ainda que profundas e verdadeiras, se ditas na hora errada, não produzirão bons frutos. Há coisas que por mais profundas e verdadeiras que sejam, serão ditas sem autoridade, se não for o momento certo.

Creio que o que diferencia um profeta de um denunciador é que este último aponta e exorta para tudo que vê e entende enquanto que o profeta vence a tentação de falar tudo o que está vendo para declarar o que Deus quer que seja dito, no tempo certo, no lugar certo, da forma certa e para a pessoa certa. O denunciador não está necessariamente errado, só não pode ser chamado de profeta, pois este deu um passo além.

Acredite, existiram homens que subiram até o terceiro céu, que viram e ouviram coisas espetaculares, mas morreram sem conta-las. Mas, se Deus mostrou porque ele não permitiu que fossem ditas? Um dia a gente pergunta isso pra Ele.

Um sábio nos ensinou que há tempo de falar e tempo de ficar calado (Ec 3.7). As grandes confusões surgem quando não conhecemos qual o tempo em que estamos e trocamos as bolas. Que Deus nos dê sabedoria.

Pr Edmilson

sábado, 6 de outubro de 2012

Discipulado Superficial

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus" (Mateus 7:21).
Como é evidente por esta contundente advertência, o discipulado superficial não é invenção do século vinte. Jesus estava atormentado por ela desde o início de sua pregação pública (João 2:23-24). As fileiras dos entusiásticos, mas insensatos "fãs", pareciam crescer juntas com sua popularidade inicial, e ele estava constantemente preocupado em sacudi-los para terem consciência sóbria do que significava segui-lo (Lucas 14:25-35). Entretanto, estes mesmos eram os naturais herdeiros dos fariseus, e dos insensatos ritualistas que, séculos antes, tinham feito nascer a apaixonada e, freqüentemente, fulminante repreensão dos profetas do Velho Testamento (Isaías 1:11-17; Amós 5:21-24).

sexta-feira, 2 de março de 2012

Quando Deus vem nos defender

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Como é que vocês se atrevem a falar contra o meu servo Moisés? - Números 12.8
Acho interessante e comovente a forma como Deus saiu em defesa de Moisés. Ele estava sendo criticado, e Deus o defendeu! Creio que não há quem não sonhe com isso. Porém, apesar de que nesta vida sofrermos inúmeras críticas, não é sempre que vemos Deus agir da mesma forma. É claro que Deus não tem filhos preferidos e nem faz acepção de pessoas. A resposta, acredito, está na forma como nós agimos diante das críticas.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Neustã, uma coisa feita de latão

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Também fez em pedaços a cobra de bronze que Moisés havia feito e que era chamada de Neustã. Até aquela época o povo de Israel queimava incenso em honra dela – 2 Reis 18.4

Gosto do discernimento e da coragem do rei Ezequias. Não é à toa que a Bíblia diz que não houve um rei igual a ele. Em seu trabalho de restauração da ordem no reino de Judá, ele quebrou e destruiu a serpente de bronze que Moisés havia feito. Para alguns aquilo parecia ser um sacrilégio, pois, eles cresceram lendo a história de como em certa época enquanto o povo caminhava pelo deserto, serpentes começaram a atacar o povo de Israel. Por ordem de Deus Moisés esculpiu uma serpente de bronze e colocou-a num madeiro auto o bastante para que todos pudessem ver. Todos os que eram picados pelas serpentes, ao olharem para a serpente de bronze eram curados (Nm 21.4-9). Não havia dúvida de que se tratava da ação de Deus através daquele objeto. Foi esta serpente que o rei Ezequias destruiu! Mas por quê? A Bíblia diz que o povo fez daquela serpente um objeto de veneração e idolatria.

Aprendo com isso que é possível desviarmos o nosso coração de Deus e fixá-lo em suas dádivas e transformá-las em ídolos.

Aprendo com isso que, se nos descuidarmos, poderemos idolatrar um instrumento, um canal da bênção de Deus.

Aprendo com isso que devemos entender que há certas coisas que Deus dá com um propósito para um período específico. Quando o propósito é cumprido e o tempo se esgota, aquilo que Deus usou, no máximo passa a ser somente um memorial. É como a blusa que tem um propósito no período do frio, mas que não haveria sentido em continuar sendo usada com a chegada do calor.

A serpente de bronze deveria ser um lembrete do quão Deus abomina a ingratidão e a murmuração. Ela deveria ensinar ao povo que Deus usa o que quer. Ela deveria ser uma profecia visual de que um dia viria Aquele que, apesar de ter aparência da carne do pecado, não traria dentro de si o veneno do pecado; Este seria levantado para salvação de todo aquele que olhasse para Ele com o olhar da fé (Jo 3.14,15). Mas o povo não entendeu nada disso.

Ezequias fez o que todos nós devemos fazer quando a idolatria, que é obra da carne (Gl 5.20), começa a se manifestar em nós e nos leva a cultuarmos aquilo que não passa de “neustã”, uma coisa de latão. Quem curou o povo no deserto foi Deus e não o pedaço de bronze. Sem Deus um objeto não passa de um objeto.

Filhinhos guardai-vos dos ídolos (1 Jo 5.21), sejam eles de bronze, de carne e osso, ou do que quer que seja. Nosso coração, Deus não divide com ninguém.

Pr Edmilson

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Uma mente doente

 

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João Batista nos mandou perguntar o seguinte: o senhor é aquele que ia chegar ou devemos esperar outro? Lucas 7.20

João foi o homem que ouviu a voz de Deus falando a respeito de Jesus no momento do seu batismo: “Este é meu filho amado em quem me comprazo”. Ele viu o Espírito Santo descer sobre Jesus na forma de uma pomba. Ele não vacilou ao apontar para Jesus e dizer aos seus seguidores: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Mas, um dia, de dentro da prisão, ele enviou dois discípulos para perguntar a Jesus se ele era mesmo o Cristo, ou se deveriam esperar outro. O homem que tinha ouvido o próprio Deus falando quem era Jesus, agora estava em dúvida. Como pode?

Creio que isso tem muito a ver com o fato de João Batista se encontrar no isolamento de uma prisão. Quando se está isolado o que mais se faz é pensar. Pensar, pensar e pensar o dia inteiro, e talvez, a noite inteira. Quando há uma superatividade mental Satanás gosta de interferir e jogar suas setas na mente da pessoa. De repente, surgem pensamentos que parecem vir do nada e começam a semear coisas ruins no coração da pessoa. Esses pensamentos podem semear tristeza, raiva e também dúvidas. O pensamento é algo tão forte que algo semeado nele pode fazer a pessoa duvidar de coisas que ela tinha muita certeza. Sei do que estou falando, pois, na minha juventude e começo da vida cristã trabalhei numa empresa onde ficavam fazendo um trabalho manual repetitivo que não exigia nenhuma concentração minha. Eu ficava isolado e o que eu fazia o dia inteiro era pensar. Em certo momento comecei a enfrentar terríveis batalhas na minha mente. Pensamentos surgiam questionando a existência de Deus, a pessoa de Jesus, a autoridade da Bíblia, o caminho que eu estava seguindo. De repente, lá estava eu duvidando de coisas que eu tinha certeza. Eu tentava me livrar daqueles pensamentos, mas, parecia que eles ficavam cada vez mais fortes. Havia momentos em que parecia que eu ia ficar louco. De onde será que vinham aqueles pensamentos. Eu sei de uma coisa, Deus semeia fé em nossos corações, mas, quem gosta de semear dúvidas, sabe quem é, né? Imagino que foi mais ou menos isso que João Batista enfrentou naquela cela.

Nossa mente é um campo de batalha, e como temos que saber dominá-la e, acima de tudo, termos um capacete espiritual guardando-nos dos ataques do Diabo! O que eu fiz para vencer aquela guerra no campo mental? Fiz como João Batista, fui buscar a Jesus. Repare que, quando foi interrogado se ele era o messias ou não, Jesus não respondeu “sou”. Ele manifestou o seu poder e mandou que os dois discípulos contassem a João o que haviam visto. Aqueles dois discípulos seriam os olhos de João. O que João Batista precisava não era resposta à suas perguntas. O que ele precisava era ser curado.

Termos questionamentos é natural e até salutar para nossa vida. Mas, ter a mente e a alma doente é bem diferente e não faz nada bem para nós. Uma mente doente se torna presa a pensamentos que ficam como uma fita se rebobinando. Uma mente assim só é curada através da manifestação de Deus. Quando a mente está doente, não há resposta que satisfaça, pois, cada resposta gerará uma nova pergunta. A presença de Deus, uma experiência com Deus, é tudo o que a pessoa enferma na mente precisa para ser curada. Quando a pessoa é curada, ela entende que a própria fé é a prova das coisas que não se vê.

Que o Senhor Deus guarde nossa mente a fim de que ela não seja um instrumento de adoecimento dos nossos corações. Que todos os nossos pensamentos sejam levados cativos à obediência de Cristo. Que nossa mente seja a mente de Cristo.

Pr Edmilson

domingo, 13 de novembro de 2011

O peso da culpa

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Pois ninguém é aceito por Deus por fazer o que a lei manda, porque a lei faz com que as pessoas saibam que são pecadoras – Romanos 3.20

A preocupação com o eu é sempre um dos mais importantes componentes da culpa e da recriminação que são prejudiciais ao nosso bem-estar geral. Ela incita nossas emoções,  agitando-nos de maneira autodestrutiva, enclausurando-nos na fortaleza intransponível do eu, conduz à depressão e ao desespero  e toma o lugar da presença de um Deus compassivo. Todo o vocabulário da culpa doentia é severo. É exigente, abusivo, crítico, rejeitador, acusador, incriminatório, condenatório, reprovador e repreensivo. É marcado pela impaciência e pela punição. Os cristãos ficam chocados e horrorizados por terem falhado. A culpa insalubre passa a ser mais importante que a vida. Faz-nos lembrar da história infantil do galinho Chiken Little. A culpa torna-se a experiência em que sentimos que o céu está desabando.

Sim, sentimo-nos culpados por pecados, mas a culpa saudável é a que reconhece o mal cometido, sente o remorso,  mas depois está livre para aceitar o perdão oferecido. A culpa saudável concentra-se na percepção de que tudo foi perdoado, de que erro foi redimido.

Brennan Manning

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

De boas intenções...

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Pedro o levou para um lado e começou a repreendê-lo – Mateus 16.22

Jesus reuniu seus discípulos e lhes disse que precisava ir a Jerusalém. Antes que eles começassem a dar pulos de alegria, por acharem que havia chegado a hora de Jesus sentar-se no trono de Davi para governar Israel e o mundo, Este lhes disse que em Jerusalém o que o esperava era sofrimento e morte, mas também ressurreição. Em outros momentos, Jesus já havia deixado claro que isso que estava para acontecer não seria um contratempo, nem um acidente e muito menos a vitória das trevas. Ele já lhes dissera que “o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc 10.45). O que estava para acontecer em Jerusalém já estava determinado por Deus antes da fundação do mundo (Ap 13.8). Ao preparar o coração dos discípulos para o que ia acontecer, acho interessante a reação de Pedro...

Pedro fazia parte do círculo íntimo de Jesus e, ao ouvir falar de sofrimento e morte, suas emoções o dominaram. Ele levou Jesus para um lago e começou a repreende-lo. A palavra que foi traduzida por repreender é “epitimao”. Essa palavra quer dizer acusar, reprovar, censurar severamente, exigir com severidade. Isso aí! O impetuoso Pedro chamou o Mestre à parte para reprovar, para censurar e para exigir. Ele não queria que nada daquilo acontecesse com Jesus. Só de imaginar o Senhor sendo torturado, sua alma ferveu. Ele exigiu de Jesus com severidade uma mudança de planos a fim de que aquelas coisas não acontecessem.

Ao ouvir a repreensão do amigo, Jesus não lhe agradeceu por sua preocupação, nem disse que iria pensar no assunto. Ele virou-se para Pedro e disse: “Saia da minha frente Satanás”. Sabe o que eu aprendo com isso? Que, se nossas palavras e atitudes forem movidas pelo calor das emoções, corremos o perigo de dar lugar ao Diabo e sermos usados por ele. Por não entendermos o plano de Deus e por não compreendermos que há certas coisas pelas quais as pessoas têm de passar, podemos nos tornar uma pedra de tropeço para eles. Muitos são os que se desviaram da rota que Deus lhes traçou por causa de palavras inflamadas pelo inferno, apesar das boas intenções.

Jesus sabia de onde vinha e para onde ia e isso o livrou de tropeçar. Satanás lhe ofereceu os reinos do mundo e a sua glória. Uma multidão quis toma-lo para fazê-lo rei. Pedro queria livrá-lo da crucificação. Para tudo isso sua resposta foi sempre a mesma: “saia da minha frente Satanás”.

Que Deus nos conceda o discernimento para podermos enxergar o adversário que se esconde até mesmo em boas intenções, que se esconde em conselhos, em promoções, em atalhos. Que Deus nos ajude.

Pr Edmilson

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Na hora do aperto, cuidado

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Naquele tempo houve em Canaã uma fome tão grande, que Abrão foi morar por algum tempo no Egito – Gênesis 12.10

Abrão veio parar na terra de Canaã por uma ordem de Deus. Ele saiu da cidade de Ur, onde vivia confortavelmente a tantos anos e se embrenhou numa aventura de fé. Uma vez que Canaã era a terra para onde Deus o havia mandado, seria de se esperar que aquela terra fosse um paraíso. No entanto, havia fome naquela terra, provavelmente provocada por um longo período sem chuva. Trilhar o caminho da fé faz com que nos deparemos com situações que parecem incoerentes. Nessas horas nossa confiança em Deus é colocada à prova. Naquelas horas, talvez chegassem viajantes de Ur, parentes ou conhecidos de Abrão para lhe falar da bobagem que ele fez ao sair de sua cidade e que o melhor seria ele deixar de ser orgulhoso e voltar para sua terra e esquecer esse negócio de “voz de Deus”. Como poderia Deus tê-lo levado para um lugar daqueles? O velho patriarca estava sendo tentado a voltar atrás, e os momentos de aperto são uma terrível tentação a isso.

Voltar, ele não voltou, mas caiu em outra tentação. Abrão pegou sua esposa e foi para o Egito, pois parecia que era o melhor a fazer. Ele estava vendo no Egito uma saída para o aperto que estava vivendo. Quando chegou ao Egito, Abrão disse aos egípcios que Sarai era sua irmã, a fim de que os egípcios não o matassem para ficar com ela. “Afinal, antes de nos casarmos ela era minha meia-irmã”, pensava ele, ”então, é só uma meia mentira”. Mas, que projeto é esse que já começa com uma mentira?

Por causa do que ele disse, faraó tomou Sarai para si e cobriu Abrão de riquezas. Mas, que projeto é esse no qual se perde a família, mesmo ganhando riquezas? Fico imaginando como ficou o coração de Abrão quando viu sua esposa sendo levada. A paz sumiu do seu coração. Eis aí um grande indício de que se está vivendo fora dos projetos de Deus: a paz desaparece. E ela desaparece mesmo quando se recebe riquezas como presente do príncipe deste mundo. O príncipe deste mundo mantém muitas pessoas presas com seus presentes.

Mas, graças a Deus, com Abrão não foi assim. Deus não havia desistido do patriarca. Ele julga principalmente as intenções do coração. Deus fez com que a verdade viesse à tona e libertasse Abrão daquela situação. Com a verdade, a paz começou a voltar ao coração de Abrão e ele tomou o caminho de volta para o lugar de onde ele nunca deveria ter saído. Abrão descobriu que enquanto estivermos habitando na terra da vontade de Deus, verdadeiramente seremos alimentados.

Pr Edmilson

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Fazendo negócios com Deus?

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Satanás respondeu: —Será que não é por interesse próprio que Jó te teme? – Jó 1.9

Um dia o acusador compareceu diante de Deus no meio do ajuntamento de anjos que se reunia perante o Senhor. É isso aí! Ele transfigura-se em anjo de luz e consegue passar despercebido no meio dos outros anjos. Ele só não engana a Deus que o reconheceu imediatamente. Respondendo à pergunta de Deus, satanás disse que ao andar na terra e passear por ela, de fato, um homem havia lhe chamado a atenção. Jó se destacava dos demais não somente por ser o homem mais rico da terra, mas principalmente por seu temor à Deus, sua piedade e sua vida justa. Jó era um daqueles de quem Deus não se envergonhava de ser chamado o seu Deus. Mas, o acusador estava ali para fazer o seu trabalho. Por acompanhar a raça humana a muito tempo, ele já havia formado o conceito de que os seres humanos só se relacionam com Deus na base da barganha e da troca. Deus lhes dá o que eles querem e eles lhe pagam com uma vida piedosa. Ou então, eles vivem uma vida reta, obedecendo aos mandamentos de Deus, e Deus lhes paga com prosperidade, saúde e proteção. Em outras palavras, o que existe entre Deus e os homens, não passa de negócios. Satanás sabia que tudo o que Jó tinha vinha das mãos de Deus (e ele não tinha pouco). Jó só poderia responder com fidelidade e obediência. Satanás achava que os servos de Deus são como seus servos. Satanás compra seus seguidores lhes oferecendo os reinos do mundo e a glória deles. É verdade que muitos se prostram e o adoram em troca dessas coisas. Muitos fazem isso em relação a Deus também. Eles o adoram desde que Deus lhes dê os reinos do mundo e a glória deles. Uns vendem a alma ao Diabo, outros querem vendê-la para Deus. Para estes, Deus e o diabo não são muito diferentes. A aposta de Satanás é que, onde existe fidelidade, por trás, na verdade, só existe interesse.

Cabe a nós examinarmos nossa devoção a Deus para descobrirmos se, em relação a nós essa acusação seria verdadeira. É só pararmos e pensarmos se servirmos a Deus a fim de que Ele faça por nós coisas que, se pensarmos bem, satanás também pode fazer. Se enxergarmos em Deus uma espécie de gênio da lâmpada, que vai nos conceder os três pedidos, é sinal de que nosso relacionamento não passa de um negócio. Pedro conheceu Jesus em meio a um milagre, uma pesca maravilhosa. Mas, um dia, Jesus quis saber só de uma coisa: “Pedro, você me ama”. Naquele dia os peixes pularam milagrosamente na rede de Pedro, mas, viriam dias em que isso não iria acontecer. Nessa hora, o que iria sustentar Pedro senão um relacionamento de verdadeiro amor? E tem mais, o príncipe deste mundo também consegue fazer com que as redes de muitas pessoas fiquem cheias (embora o coração esteja vazio). Deus sempre soube, e a experiência com o povo de Israel no Egito e no deserto demonstrou, que os milagres produzem admiração, mas não amor. Sim, Ele faz milagres, prospera e protege, mas, sem ilusões e por misericórdia. Deus não quer relacionamentos como daqueles milionários de setenta e tantos anos com uma namorada de vinte e três. Ele sabe o que sustenta a maioria desses namoros e casamentos. Para satanás, os homens não passam de jovens garotinhas namorando com um poderoso empresário.

Em relação a Jó, Satanás quebrou a cara. Ele conheceu um homem que recebia o que Deus lhe dava, mas, o seu tesouro era o próprio Deus. São homens desse tipo que tem silenciado o acusador. São homens deste tipo que são o prazer do coração de Deus. Jó não foi provado para que Deus soubesse o que havia no coração dele, pois não há o que Deus não saiba. Jó foi uma demonstração para o diabo, para os anjos e para o mundo de que nesta terra existem homens que verdadeiramente amam a Deus.

Pr Edmilson

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Foi por minha culpa

Jonas respondeu: “Vocês me peguem e joguem no mar, que ele ficará calmo. Pois eu sei que foi por minha culpa que esta terrível tempestade caiu sobre vocês”. Jonas 1.12
Sempre que nos lembramos de Jonas, o que nos vem à cabeça é a imagem do profeta desobediente, do homem que tentou fugir da face do Senhor, daquele de desejou a destruição dos ninivitas. Mas existe um aspecto da pessoa de Jonas que é muito admirável...
Lá estavam os marinheiros sem saber o que fazer para sobreviverem àquela tempestade. A cada momento aliviavam o peso do navio jogando o carregamento ao mar. E a tempestade piorando. Começaram a clamar, cada um ao seu deus. Um invocava o deus da chuva, o outro invocava o deus dos mares, o outro invocava o deus do trovão. E a tempestade só piorando. Foi quando encontraram Jonas dormindo no porão do navio e o convocaram a juntarem-se a eles e clamar ao seu Deus. Qualquer ajuda era bem vinda!
Os marinheiros desconfiaram que aquela tempestade fosse sobrenatural e, provavelmente, consequência da ira dos deuses. Isso mesmo, “os deuses” estavam irados com alguém que estava naquele navio. Eles lançaram sortes para descobrir quem era este que havia enfurecido os deuses e a sorte caiu sobre Jonas. Por essa, Jonas não esperava. Aqueles marinheiros pagãos, usando um método pagão, acertaram em cheio. Deus é soberano e está no controle de tudo, mesmo que os homens não o conheçam, não o aceitem e nem acreditem nEle. Era esse Deus, capaz de agitar os ventos e os mares, que estava irado, irado com Jonas.
Quando questionado, Jonas declarou quem era seu Deus, o que fez os marinheiros temer, pois, apesar de não adorarem a este Deus, já conheciam as histórias das grandes manifestações do Deus dos hebreus, que na verdade é o Deus de toda terra. Jonas declarou porque Deus estava tão irado, e é aí que vemos algo admirável neste homem. Ele disse: “Foi por minha culpa que esta terrível tempestade caiu sobre vocês”. Jonas não disse que aquela tempestade estava acontecendo por causa da idolatria daqueles marinheiros, nem por causa de suas práticas supersticiosas, nem por eles não pertencerem ao povo de Israel. Poucas coisas enfurecem tanto a Deus quanto a desobediência daqueles que o conhecem. Deus é o juiz de toda terra, mas, seu juízo vem primeiro sobre aqueles que, mesmo conhecendo Sua palavra, não a praticam. O que há de bonito em Jonas é que ele assumiu sua culpa, coisa cada dia mais rara.
Jonas nos dá uma lição do quanto devemos encontrar em nós mesmos o motivo de certas tempestades. Jonas não mandou os marinheiros jogarem seus ídolos ao mar. Disse que atirassem ele mesmo ao mar. Quando os marinheiros fizeram isso, a tempestade cessou. Como consequência disso, aqueles marinheiros temeram a Deus e o adoraram (Jn 1.16). Já pesou?! Um despertamento espiritual aconteceu naquele navio, não pela pregação de Jonas, mas sim, pelo reconhecimentos de sua culpa e seu arrependimento. Não estará aí um caminho para o despertamento espiritual numa família, numa cidade numa nação? No entanto, muitos acreditam que reconhecer suas culpas trará escândalo perante o mundo. Porém, foi Deus quem disse: “se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” (2 Cr 7.14).
Se humilhar. Está aí uma coisa que muitos preferem ver o navio afundar, a fazer isso.
Pr Edmilson

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O velho profeta estava mentindo

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Então o velho profeta disse: —Eu também sou profeta como você, e o SENHOR Deus mandou que um anjo me dissesse que levasse você até a minha casa e lhe oferecesse a minha hospitalidade. Mas ele estava mentindo – 1 Reis 13.18

Aquele jovem profeta recebeu uma ordem clara de Deus: deveria ir a Betel e entregar a mensagem de Deus ao rei Jeroboão, não comer pão nem beber água e regressar por outro caminho. Após ver que de fato aquele jovem era enviado de Deus, o rei convidou-o para jantar em seu palácio. O rapaz recusou, pois, viu naquilo somente uma tentativa do reino das trevas de fazê-lo desobedecer às ordens de Deus. O idólatra rei Jeroboão se tornou um óbvio instrumento maligno e o rapaz facilmente percebeu isso. Mas, nem toda armadilha é tão facilmente perceptível...

Ali em Betel, morava um velho profeta que foi se encontrar com o rapaz. Ele veio lhe fazer o mesmo convite: vir até sua casa jantar com ele. O velho profeta ainda disse que um anjo de Deus o havia enviado até ali para fazer aquele convite ao jovem. Desta vez, o rapaz atendeu ao convite e foi terminar seu jejum antes da hora. O rapaz caiu na armadilha.

Tarde demais, aquele jovem percebeu que o diabo não usa somente reis e príncipes deste mundo, ele usa também “profetas”. Infelizmente, pessoas que se dizem mensageiros de Deus e possuidores de grande experiência também são capazes de sentir inveja e então, acabam se tornando mensageiros não de Deus, mais, do pai da mentira.

Muitos são os que resistiram firmes aos ataques de fora pra dentro, mas, não souberam distinguir os ataques sedutores de dentro para fora. É necessário ter-se uma mente firme e também discernimento espiritual. Só os que caminham próximos ao Pai sabem que Ele não dirá uma coisa para, em seguida, enviar um anjo para dizer outra. Ele não é Deus de confusão. O vento forte, o fogo e o terremoto, por mais espetaculares que sejam, talvez não tenham nada de Deus (1 Re 19.11,12). A voz tranquila e suave pode ser simples, mas nela pode estar a palavra de Deus. O apóstolo amado, sobre isso, nos disse duas coisas. Primeiro nós temos dentro de nós a unção do Santo que, com sua voz suave, testificará dentro de nós todas as coisas (1 Jo 2.27). Segundo, ele disse para não darmos crédito a todo espírito, mas provarmos para ver se eles vêm de Deus (1 Jo 4.1).

O jovem profeta foi morto por um leão por se deixar levar pelas mentiras de um velho profeta invejoso. Tomemos cuidado, pois há um leão bramando buscando a quem possa tragar (1 Pe 5.8). E este leão é muito mais perigoso quando vem com linguagem religiosa, semblante piedoso e cheio de “sonhos e visões” (Cl 2.18). Este leão visa a todos, mas, principalmente a nova geração de profetas que se levanta.

Não sejamos ingênuos, pois, crer é uma coisa, ser crédulo é outra.

Pr Edmilson

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Nosso espírito não precisa envelhecer

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Por isso nunca ficamos desanimados. Mesmo que o nosso corpo vá se gastando, o nosso espírito vai se renovando dia a dia. (2 Co 4.16)

Davi foi um grande guerreiro e começou batalhando contra leões e ursos quando ainda era jovem, prosseguiu enfrentando um gigante e no decorrer de sua vida enfrentou diversas outras batalhas. Mas, um dia, por pouco ele não foi morto numa guerra. Graças a um de seus valentes soldados, ele escapou da morte. Depois dessa, seus soldados lhe disseram que ele não iria mais batalhar junto com eles (2 Samuel 21.17). Davi iria lhes ajudar com sua experiência de guerra, mas não pegaria mais na espada. Ele deu de cara com o que Paulo disse: o corpo vai se gastando. Seu corpo já não era mais o do garotão de décadas atrás. Rugas apareceram, os cabelos ficaram brancos, as mãos já não seguravam a espada com a mesma firmeza. É, o corpo estava se gastando. Mas, será que isso queria dizer que era o fim da linha? Não, pois, há algo em nós que não precisa e nem deve envelhecer junto com o corpo. O nosso espírito vai se renovando dia a dia.

Nosso espírito é aquela parte de nós que nos torna criaturas singulares, pois com ela temos comunhão com Deus que é espírito (Jo 4.24). Quando Deus criou o homem, formou seu corpo do pó da terra, e esse um dia voltará para lá (Ec 12.7). Neste corpo formado do pó Deus soprou o fôlego de vida e formou o espírito humano (Gn2.7). Quando o pecado entrou na história humana, o espírito que é como uma lâmpada (Pv 20.27 RA), se apagou e ficou em trevas (Ef 4.18). Mas quando Jesus entrou na história humana, novamente Deus disse: Haja luz, e houve luz. A lâmpada que estava apagada foi acesa novamente (2 Co 4.6). Neste momento somos novas criaturas porque há um novo espírito dentro de nós (Ez 11.19). Esse espírito segue o caminho oposto do nosso corpo. Enquanto o corpo vai se desgastando, o espírito vai se renovando.

Este renovar do espírito não é automático e sim uma resposta ao tipo de vida que vivemos. Nosso espírito vai se renovando à medida que passamos mais tempo na presença de Deus em oração. Nosso espírito vai se renovando à medida que nos alimentamos diariamente da palavra de Deus. Nosso espírito vai se renovando à medida que ouvimos e obedecemos à voz do bom Pastor. Nosso espírito vai se renovando à medida que vamos aprendendo as lições que Deus nos ensina através das circunstâncias que passamos. Não é à toa que as pérolas da literatura espiritual nos foram dadas por homens com o corpo marcado pelo tempo, mas com o espírito renovado. Grandes heróis da fé partiram desta vida fartos de dias, porém com o espírito rejuvenescido.

Há pessoas que espiritualmente nos fazem lembrar “O curioso caso de Benjamim Button”.

Não nos esqueçamos o quanto o corpo pode influenciar o espírito e o espírito ao corpo. Quando uma pessoa, por não aprender a não levar em conta seu próprio corpo amortecido pelos anos (Rm 4.19), passa a se sentir velho e inútil, seu espírito vai envelhecendo também. Mas, quando o que está em evidência na vida de uma pessoa é o seu homem interior, seu corpo é sustentado por este espírito forte. Foi por ter um espírito assim que Calebe, aos 85 anos de idade ainda tinha coragem de enfrentar gigantes (Js 14.10,11). Davi, quando se viu impedido de ir para as batalhas, também não se sentiu jogado fora. Na sua velhice, sob seu comando, seus pupilos fizeram mais do que ele (2 Sm 21.18-22). Na sua velhice, ele compunha salmos mais belos (2 Sm 22). Na sua velhice ele ainda pôde dar conselhos a Salomão para que ele se tornasse um grande rei (1 Re 2).

O tempo pode destruir muita coisa, mas aquilo que dentro de nós foi construído por Deus não será destruído. Nosso homem interior será renovado dia-a-dia e assim nunca desanimaremos da vida e só partiremos quando tivermos completado nossa carreira.

Pr Edmilson

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Entre a unção e o trono

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“Tu cumprirás tudo o que me prometeste. O teu amor dura para sempre, ó Senhor Deus. Não abandones o trabalho que começaste” (Sl 138.8 NTLH).

Entre o momento de uma promessa e o seu cumprimento, geralmente existe um longo período de tempo, provações e situações que parecem indicar que estamos caminhando na direção oposta a esta promessa. Quando Davi foi ungido pelo profeta Samuel na casa de seu pai, ele recebeu a promessa de que seria rei de Israel (1 Sm 16.13). Após isso nós não vemo-lo se aproximando do trono, ao contrário. Após aquela unção, Davi se viu no meio de um redemoinho de problemas e humilhações. Para salvar a sua própria vida, teve que morar em cavernas (1 Sm 22.1). Entregou os pais aos cuidados dos moabitas para poupá-los de suas aflições (1 Sm 22.3). Para não ser morto, se fez passar por louco (1 Sm 21.13). Quem olharia para aquele homem e diria que ele estava a caminho de se tornar rei? Parecia mais que Davi havia entrado num processo de decadência. Provavelmente, muitos olhavam para ele e viam nele um exemplo negativo de alguém que certamente estava fazendo algo errado, pois, somente isso justificaria aquele declinar na vida. É possível que ele tornou-se um provérbio: “Se você não se comportar vai acabar como Davi.” Mas, o olhar de Deus é diferente do nosso e, aos olhos de Deus, Davi estava crescendo. Davi crescia como homem, como líder, como servo. Aqueles anos entre a unção e o trono não foram tempos perdidos, não foram um parêntese em sua vida. Ele estava sendo forjado.

Naquela unção, na casa de Jessé, Deus havia começado um trabalho e, quando Deus começa, ele termina. Deus só precisa de nossa fé e cooperação.

A fé é para nos manter caminhando no rumo certo no meio do nevoeiro. Sem ela, tudo fica confuso e começamos a achar que a promessa não passou de uma ilusão. Quando falta a fé, aquela dos homens de hebreus 11, não conseguimos caminhar como quem vê o invisível. Aí começamos a seguir nossos próprios caminhos e o resultado é um Saul inseguro, ciumento e perturbado. Deus precisa de nossa cooperação para que trabalhemos com Ele. O colocar a coluna de nuvem diante de nós é trabalho dEle, mas o acompanha-la é serviço nosso. Ainda que a nuvem da orientação de Deus pareça estar indo na direção errada, devemos lembrar que Deus sabe o que está fazendo. Ainda que ela nos leve para o vale da sombra da morte, devemos nos lembrar que Deus nos ama e sabe o que é melhor para nós.

Este foi o caminho do jovem pastor que se tornou rei. Este é caminho dos que, pela fé, alcançam promessas.

Pr Edmilson

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Amigo de publicanos e pecadores

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Mateus 11.19

O Senhor Jesus foi chamado de amigo de publicanos e pecadores. Quem falou isso, queria ofendê-lo, mas, não acredito que Jesus recebeu aquilo como uma ofensa. Ele não é amigo do pecado, mas, é sim, amigo dos pecadores. Na verdade, esse foi um dos grandes contrastes entre a pessoa de Jesus e os líderes religiosos de sua época. Os religiosos acreditavam que ser amigo de pecadores seria o mesmo que aprovar suas obras. Por causa disso, eles rejeitavam em suas sinagogas e em seu convívio diário aqueles a quem eles chamavam de “pecadores”. Com Jesus era diferente. Não somente ele os aceitava em sua presença, como também os procurava. Após despedia a multidão, ele foi a uma coletoria, o lugar mais abominável para um judeu, a fim de se encontrar com o publicano Levi (Mc 2.14). Ele poderia sair da Judéia e ir para a Galileia pelo caminho normalmente usado pelos judeus para evitar passar por Samaria. Mas “era-lhe necessário passar por Samaria”(Jo 4.4), não para se encontrar com o prefeito da cidade, nem com uma respeitosa dona de casa, mas sim, com uma samaritana que já havia experimentado cinco casamentos, e que agora vivia com um homem que não era seu marido. Em Jericó, o Senhor Jesus não foi se hospedar na casa de algum chefe de sinagoga, mas sim na casa do chefe dos publicanos (Lc 19.2,5). Ele era mesmo amigo de publicanos e pecadores. Estes se sentiam bem em sua presença, pois ele vinha lhes trazer a boa notícia de que “Deus amou o mundo de tal maneira...”

Jesus sabia caminhar entre dois polos extremos. Por um lado ele não tinha a atitude farisaica de se afastar daqueles a quem Deus ama, e, por outro, não ia para o extremo oposto da doutrina de Balaão. No apocalipse, o Senhor Jesus condena os que seguiam essa doutrina que ensinava uma vida de licenciosidade e pecado (Ap 2.14). Se os fariseus odiavam o pecador junto com o pecado, os discípulos de Balaão amavam o pecado junto com o pecador. O Senhor Jesus não andou por este caminho que nada mais é do que a falsificação da graça de Deus. Por seu amor, ele livrou uma mulher adúltera de ser apedrejada, mas, antes que ela partisse, Ele lhe disse: “não peques mais” (Jo 8.11). Ele livrou-a da morte, mas também lhe mostrou que o adultério é errado. Jesus não se hospedou na casa de Zaqueu para aprovar os roubos e as extorsões que os publicanos costumavam fazer. Foi somente quando Zaqueu disse que iria restituir o que havia roubado, que Jesus disse que a salvação havia entrado em sua casa. Jesus lhe demonstrou amor e consideração, e a resposta a isso foi mudança de vida. Não dava para amar a Jesus e continuar roubando os outros. Assim como não dava para amar Jesus e continuar adulterando. Luz e trevas não podem caminhar juntas, pois uma afasta a outra.

Que aprendamos com Jesus a não caminharmos na religiosidade arrogante que nos afasta daqueles a quem o Filho do homem veio buscar e salvar. Aprendamos com Jesus também a não confundirmos o amor de Deus com libertinagem e cumplicidade para com as obras das trevas. É um caminho estreito no qual, se nos descuidarmos poderemos cair em um ou outro extremo. Quem aprende com Jesus aprende a ser santo, mas também a ser amigo de publicanos e pecadores.

Pr Edmilson



 
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