“Eu sou menos do que o menor de todos os que pertencem a Deus, mas mesmo assim ele me deu este privilégio de anunciar aos não-judeus a boa notícia das imensas riquezas de Cristo” – Efésios 3.8
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Sendo promovido a “menor de tudos os santos”
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Cultuadores da Auto-imagem
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Dois Tipos de Tristeza
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Retira-se para lugares desertos e ali orava
Lc 5.16
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Tesouro escondido
“O Reino do Céu é como um tesouro escondido num campo, que certo homem acha e esconde de novo. Fica tão feliz, que vende tudo o que tem, e depois volta, e compra o campo”. Mateus 13.44
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Com vergonha
Quando escutaram o som do Eterno passeando pelo jardim, na hora da brisa da tarde, o Homem e a Mulher esconderam-se entre as árvores. Não queriam se encontrar com o Eterno. Gênesis 3.8
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Neustã, uma coisa feita de latão
Também fez em pedaços a cobra de bronze que Moisés havia feito e que era chamada de Neustã. Até aquela época o povo de Israel queimava incenso em honra dela – 2 Reis 18.4
Gosto do discernimento e da coragem do rei Ezequias. Não é à toa que a Bíblia diz que não houve um rei igual a ele. Em seu trabalho de restauração da ordem no reino de Judá, ele quebrou e destruiu a serpente de bronze que Moisés havia feito. Para alguns aquilo parecia ser um sacrilégio, pois, eles cresceram lendo a história de como em certa época enquanto o povo caminhava pelo deserto, serpentes começaram a atacar o povo de Israel. Por ordem de Deus Moisés esculpiu uma serpente de bronze e colocou-a num madeiro auto o bastante para que todos pudessem ver. Todos os que eram picados pelas serpentes, ao olharem para a serpente de bronze eram curados (Nm 21.4-9). Não havia dúvida de que se tratava da ação de Deus através daquele objeto. Foi esta serpente que o rei Ezequias destruiu! Mas por quê? A Bíblia diz que o povo fez daquela serpente um objeto de veneração e idolatria.
Aprendo com isso que é possível desviarmos o nosso coração de Deus e fixá-lo em suas dádivas e transformá-las em ídolos.
Aprendo com isso que, se nos descuidarmos, poderemos idolatrar um instrumento, um canal da bênção de Deus.
Aprendo com isso que devemos entender que há certas coisas que Deus dá com um propósito para um período específico. Quando o propósito é cumprido e o tempo se esgota, aquilo que Deus usou, no máximo passa a ser somente um memorial. É como a blusa que tem um propósito no período do frio, mas que não haveria sentido em continuar sendo usada com a chegada do calor.
A serpente de bronze deveria ser um lembrete do quão Deus abomina a ingratidão e a murmuração. Ela deveria ensinar ao povo que Deus usa o que quer. Ela deveria ser uma profecia visual de que um dia viria Aquele que, apesar de ter aparência da carne do pecado, não traria dentro de si o veneno do pecado; Este seria levantado para salvação de todo aquele que olhasse para Ele com o olhar da fé (Jo 3.14,15). Mas o povo não entendeu nada disso.
Ezequias fez o que todos nós devemos fazer quando a idolatria, que é obra da carne (Gl 5.20), começa a se manifestar em nós e nos leva a cultuarmos aquilo que não passa de “neustã”, uma coisa de latão. Quem curou o povo no deserto foi Deus e não o pedaço de bronze. Sem Deus um objeto não passa de um objeto.
Filhinhos guardai-vos dos ídolos (1 Jo 5.21), sejam eles de bronze, de carne e osso, ou do que quer que seja. Nosso coração, Deus não divide com ninguém.
Pr Edmilson
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
De boas intenções...
Pedro o levou para um lado e começou a repreendê-lo – Mateus 16.22
Jesus reuniu seus discípulos e lhes disse que precisava ir a Jerusalém. Antes que eles começassem a dar pulos de alegria, por acharem que havia chegado a hora de Jesus sentar-se no trono de Davi para governar Israel e o mundo, Este lhes disse que em Jerusalém o que o esperava era sofrimento e morte, mas também ressurreição. Em outros momentos, Jesus já havia deixado claro que isso que estava para acontecer não seria um contratempo, nem um acidente e muito menos a vitória das trevas. Ele já lhes dissera que “o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc 10.45). O que estava para acontecer em Jerusalém já estava determinado por Deus antes da fundação do mundo (Ap 13.8). Ao preparar o coração dos discípulos para o que ia acontecer, acho interessante a reação de Pedro...
Pedro fazia parte do círculo íntimo de Jesus e, ao ouvir falar de sofrimento e morte, suas emoções o dominaram. Ele levou Jesus para um lago e começou a repreende-lo. A palavra que foi traduzida por repreender é “epitimao”. Essa palavra quer dizer acusar, reprovar, censurar severamente, exigir com severidade. Isso aí! O impetuoso Pedro chamou o Mestre à parte para reprovar, para censurar e para exigir. Ele não queria que nada daquilo acontecesse com Jesus. Só de imaginar o Senhor sendo torturado, sua alma ferveu. Ele exigiu de Jesus com severidade uma mudança de planos a fim de que aquelas coisas não acontecessem.
Ao ouvir a repreensão do amigo, Jesus não lhe agradeceu por sua preocupação, nem disse que iria pensar no assunto. Ele virou-se para Pedro e disse: “Saia da minha frente Satanás”. Sabe o que eu aprendo com isso? Que, se nossas palavras e atitudes forem movidas pelo calor das emoções, corremos o perigo de dar lugar ao Diabo e sermos usados por ele. Por não entendermos o plano de Deus e por não compreendermos que há certas coisas pelas quais as pessoas têm de passar, podemos nos tornar uma pedra de tropeço para eles. Muitos são os que se desviaram da rota que Deus lhes traçou por causa de palavras inflamadas pelo inferno, apesar das boas intenções.
Jesus sabia de onde vinha e para onde ia e isso o livrou de tropeçar. Satanás lhe ofereceu os reinos do mundo e a sua glória. Uma multidão quis toma-lo para fazê-lo rei. Pedro queria livrá-lo da crucificação. Para tudo isso sua resposta foi sempre a mesma: “saia da minha frente Satanás”.
Que Deus nos conceda o discernimento para podermos enxergar o adversário que se esconde até mesmo em boas intenções, que se esconde em conselhos, em promoções, em atalhos. Que Deus nos ajude.
Pr Edmilson
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Entrega total
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Entre a unção e o trono
“Tu cumprirás tudo o que me prometeste. O teu amor dura para sempre, ó Senhor Deus. Não abandones o trabalho que começaste” (Sl 138.8 NTLH).
Entre o momento de uma promessa e o seu cumprimento, geralmente existe um longo período de tempo, provações e situações que parecem indicar que estamos caminhando na direção oposta a esta promessa. Quando Davi foi ungido pelo profeta Samuel na casa de seu pai, ele recebeu a promessa de que seria rei de Israel (1 Sm 16.13). Após isso nós não vemo-lo se aproximando do trono, ao contrário. Após aquela unção, Davi se viu no meio de um redemoinho de problemas e humilhações. Para salvar a sua própria vida, teve que morar em cavernas (1 Sm 22.1). Entregou os pais aos cuidados dos moabitas para poupá-los de suas aflições (1 Sm 22.3). Para não ser morto, se fez passar por louco (1 Sm 21.13). Quem olharia para aquele homem e diria que ele estava a caminho de se tornar rei? Parecia mais que Davi havia entrado num processo de decadência. Provavelmente, muitos olhavam para ele e viam nele um exemplo negativo de alguém que certamente estava fazendo algo errado, pois, somente isso justificaria aquele declinar na vida. É possível que ele tornou-se um provérbio: “Se você não se comportar vai acabar como Davi.” Mas, o olhar de Deus é diferente do nosso e, aos olhos de Deus, Davi estava crescendo. Davi crescia como homem, como líder, como servo. Aqueles anos entre a unção e o trono não foram tempos perdidos, não foram um parêntese em sua vida. Ele estava sendo forjado.
Naquela unção, na casa de Jessé, Deus havia começado um trabalho e, quando Deus começa, ele termina. Deus só precisa de nossa fé e cooperação.
A fé é para nos manter caminhando no rumo certo no meio do nevoeiro. Sem ela, tudo fica confuso e começamos a achar que a promessa não passou de uma ilusão. Quando falta a fé, aquela dos homens de hebreus 11, não conseguimos caminhar como quem vê o invisível. Aí começamos a seguir nossos próprios caminhos e o resultado é um Saul inseguro, ciumento e perturbado. Deus precisa de nossa cooperação para que trabalhemos com Ele. O colocar a coluna de nuvem diante de nós é trabalho dEle, mas o acompanha-la é serviço nosso. Ainda que a nuvem da orientação de Deus pareça estar indo na direção errada, devemos lembrar que Deus sabe o que está fazendo. Ainda que ela nos leve para o vale da sombra da morte, devemos nos lembrar que Deus nos ama e sabe o que é melhor para nós.
Este foi o caminho do jovem pastor que se tornou rei. Este é caminho dos que, pela fé, alcançam promessas.
Pr Edmilson
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Feliz na aflição?
“Meus irmãos, sintam-se felizes quando passarem por todo tipo de aflições.Pois vocês sabem que, quando a sua fé vence essas provações, ela produz perseverança. Que essa perseverança seja perfeita a fim de que vocês sejam maduros e corretos, não falhando em nada!” Tiago 1.2-4
O que Tiago nos ordena fazer parece ser contrário à natureza humana: alegrarmo-nos quando passarmos por todo tipo de aflições. A verdade é que nós fugimos o quanto podemos das aflições. Aflição e felicidade parecem ser coisas que não podem estar juntas. No entanto esta é a ordem dada pelo Espírito Santo através do irmão do Senhor. Mas, observe, que ele não nos manda nos alegrar na aflição pela aflição, pois não há como fazer isso. Esta alegria tem que ser motivada por sabermos que toda aflição permitida por Deus tem um propósito. Devemos estar felizes por sabermos que a aflição produzirá em nós bons frutos.
O primeiro deles é a perseverança que se fortalece em nós cada vez que, pela fé, vencemos as provações. Entenda que, vencer as provações é sairmos delas com a fé intacta e com uma nova revelação de Deus, como aconteceu com Jó (Jó 42.5). Cada vez que atravessamos as circunstâncias difíceis com os olhos no consumador da fé (Hb 12.2), nos tornamos mais firmes em nossa caminhada não nos deixando levar por qualquer vento que sopra. Tornamos-nos mais pacientes pois aprendemos a entregar os nossos caminhos ao Senhor, confiar nEle para que o mais (aquilo que eu não posso fazer), Ele faça (Sl 37.5).
À medida que caminhamos de tribulação em tribulação numa fé perseverante, vamos nos tornando cada vez mais maduros. Ainda que devamos manter a infantilidade no que diz respeito à malícia (1 Co 14.20), no que diz respeito à vida e ao nosso comportamento, devemos amadurecer. Deus não deseja que sejamos meninos inconstantes, mas sim, que alcancemos a estatura de varão perfeito, a estatura de Cristo (Ef 4.13,14). Abraão deu uma festa quando Isaque foi desmamado (Gn 21.8), Deus também festeja quando vê seus filhos amadurecendo. Para isso, ele faz como a águia que por algum tempo alimenta os filhotes, mas no momento certo os empurra para fora do ninho. Muitas tribulações nada mais são do que Deus nos empurrando para fora do ninho do comodismo e da criancice. Ouvi dizer que, aos poucos, a águia vai retirando as folhas que cobrem o ninho e, dia a dia, o ninho vai ficando mais desconfortável, pois os galhos começam a incomodar os filhotes. No começo, eles reclamam, mas depois vão entendendo que é hora de voar. Deus quer que nós voemos também e, para isso, muitas vezes Ele mesmo vai deixando a situação desconfortável. Feliz é quem entende isso, pára de reclamar e alça vôo. Para isso fomos criados
Quem trilha este caminho vai sendo aperfeiçoado a cada dia. Aonde você vir uma pessoa madura e correta, aqueles de quem “Deus não se envergonha de ser chamado de seu Deus” (Hb 11.16), você verá em sua trajetória muitas passagens pelos vales das aflições.
Pr Edmilson
quinta-feira, 31 de março de 2011
Milagres interiores
“Os antepassados de vocês comeram o maná no deserto, mas morreram” – João 6.49
Jesus estava pregando em Cafarnaum, quando uma multidão chegou. Eles atravessaram o lago da Galiléia para chegar ao local onde Jesus se encontrava. Aquilo parecia ser uma grande demonstração de sua fé e do desejo de seguirem a Jesus. Porém, ao invés de parabenizá-los, Jesus trouxe à luz o que estava por trás daquela aparente dedicação: “vocês estão me procurando porque comeram os pães e ficaram satisfeitos e não porque entenderam os meus milagres” (Jo 6,26).
Jesus se referia a um milagre que Ele havia operado alguns dias antes. Ao ver uma multidão faminta, Jesus demonstrou que era o mesmo que havia providenciado pão para os israelitas em sua jornada pelo deserto. Jesus multiplicou cinco pães e dois peixes e alimentou cinco mil homens, fora mulheres e crianças. O povo ficou tão maravilhado (e quem não ficaria!) que queriam pegar Jesus para proclamá-lo rei, não o rei de seus corações, mas um rei que se sentasse no trono no lugar de Herodes, governasse com justiça e alimentasse os famintos. Mas, Jesus recusou aquela proposta, pois ela já havia sido feita por satanás no deserto (Mt 4.9). Jesus sabia qual era a sua missão e ninguém iria tirar seu foco.
Era este povo, que não estava compreendendo a obra de Jesus, que veio procurá-lo em Cafarnaum. Mais uma vez eles estavam na expectativa de ver Jesus lhes providenciar pão, pois, afinal de contas, o maná caia todos os dias para o povo de Israel no deserto. Mas, Jesus recusou-se a fazer aquilo. Ele explicou: “Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram”. Em outras palavras, todos os dias os israelitas experimentavam o milagre do pão que caía do céu, e mesmo assim eles pereceram no deserto. E pereceram por quê? Por que, murmuravam, foram idólatras, rebeldes, incrédulos, se prostituíram, foram ingratos. O milagre do pão que caía do céu enchia suas barrigas, mas não transformava seus corações. Por não terem um novo coração, por não trilharem caminhos retos, por não crerem em Deus, eles pereceram, mesmo comendo o pão que caía do céu. Jesus queria que eles vissem que milagres que dizem respeito a esta vida, embora, segundo sua soberania, Ele os realize, não são a prioridade de Deus e nem deve ser a nossa. “Não trabalhe pelo que perece, não corram atrás daquilo que é passageiro, busquem o que durará pela eternidade” (Jo 6.27). Um coração transformado é um milagre que durará pela eternidade. O caminho para que esse milagre aconteça Jesus disse qual é: temos que fazer dEle o nosso pão diário. Temos que nos alimentar na presença de Jesus todos os dias a fim de que Ele faça parte de nós e seja a energia que guia os nossos atos. Ele é o pão vivo que desceu do céu. Somente aqueles que dele se alimentam não perecerão reprovados no deserto desta vida, mas atravessarão o Jordão e entrarão em Canaã. Quem dEle se alimenta é guardado de tropeçar, e será apresentado puro diante de Sua glória (Jd 24).
“Isso é muito difícil”, disse o povo, “Quem poderá seguir este ensinamento?” e muitos o abandonaram (Jo 6.66). Isso aí! Fale de milagres exteriores, de provisões para esta vida, de espetáculos, que as multidões virão. Fale de milagres interiores, de mudança de caráter como fruto de se alimentar de Cristo diariamente que a maioria irá embora. A maioria das pessoas se deixa atrair pelo visível e imediato. Mas, graças a Deus por aqueles que entendem que não há como abandoná-lo, pois, só Ele tem as palavras de vida eterna. Estes vão indo de força em força, pois, todos os dias o maná está caindo para eles. Todos os dias um milagre estará acontecendo dentro deles.
Pr Edmilson
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Bem aventurados os pobres de espírito
Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus – Mateus 5.3
Uma característica daquele que é pobre (e humilde) é a ausência de exigências. Por não ter nada, tudo aquilo que recebe é tido como lucro. Em sua fome, aquilo que pode saciá-la é bem vindo. E como ele se alegra com o que recebe, por mais simples que seja! Já o abastado (e arrogante) não é assim. Ele é exigente, e não é qualquer coisa que serve. Dependendo do que se lhe der, ele fica até ofendido. Jesus disse que felizes são os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5.3). Acredito que ele se referia àqueles que são simples em seus anelos, aqueles que se alegram com tudo aquilo que vem do Pai, pois sabem que o que vem do dEle é bom, por mais simples que seja.
Quando temos este espírito, nos alegramos quando ouvimos a Palavra de Deus da boca de alguém que fala com simplicidade, mas com unção. O que está sendo pregado não é novidade, nem “mistérios profundos”, nem curiosidades, mas coisas que alimentam a alma e trazem luz ao nosso coração. É o maná celestial mandado por Deus. O pobre de espírito consegue distinguir este maná num testemunho, num cântico, numa oração. E como ele é feliz por isso!
Quando não há este espírito ficamos muito sofisticados e chegamos a dizer como o povo de Israel que chamou o maná de comida horrível (Nm 21.5). Quando falta este espírito nada que ouvimos está bom e passamos a correr atrás de pregações “profundas”, mesmo que elas sejam vazias de vida. Enchemos nossa mente, mas não o coração. E o pior é que, com isso achamos que estamos maduros. Por ser desse tipo, o povo de Nazaré ficou desiludido com Jesus, e Ele não pode operar milagres ali (Mt 13.57,58). Gente sofisticada demais se desilude até com Jesus, pois eles fecham suas mentes, seus ouvidos e seus olhos para as revelações que só os pequeninos podem receber (Mt 11.25).
É claro que não devemos engolir qualquer coisa. Temos que ter critérios, saber comparar o que ouvimos com as escrituras e ver se bate, se não, acabaremos comendo veneno. O que não podemos é desprezar o que Deus dá, só porque aquilo parece simples demais. Sejamos pobres de espírito para que Deus venha nos enriquecer.
Pr Edmilson
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Passado de vasilha para vasilha
O SENHOR Deus disse: —O povo de Moabe sempre viveu em segurança e nunca foi levado como prisioneiro para fora do seu país. Moabe é como o vinho guardado, que nunca foi agitado, nem derramado de uma vasilha para outra. O seu gosto nunca se estragou, e o seu sabor não mudou. E assim está chegando o dia em que vou mandar pessoas para derramarem Moabe como se fosse vinho. Essas pessoas despejarão as vasilhas de Moabe e as quebrarão. Jeremias 48.11,12
Os moabitas viviam despreocupados e tranqüilos. Deus os comparou a um vinho que repousava sobre suas impurezas, pois nunca havia sido agitado e nem passado de vasilha para vasilha. O que Deus quis dizer com isso?
Bem, primeiramente Ele chama a atenção para o fato de que o povo de Moabe nunca havia passado por mudanças significativas, ele nunca havia sido agitado. Isso não era nada bom, pois mudanças são essenciais para nosso desenvolvimento e aperfeiçoamento. Quando um vinho ou qualquer outra bebida não é agitada, suas impurezas ficam no fundo e quase invisíveis. Há certas impurezas de nossas vidas que se escondem e só são evidenciadas nas “agitações”. Deus permite que essas agitações venham para que vejamos que há coisas que precisam ser tratadas. Quando as impurezas de nossas vidas aparecem, precisamos deixar que Deus faça conosco o que se fazia com o vinho a fim de torná-lo mais puro: passá-lo de uma vasilha para outra.
Cada vez que um vinho era passado de uma vasilha para outra, parte de suas impurezas ficavam para trás. Deixava-se que ele descansasse mais um pouco e novamente ele era passado para outra vasilha. Após algumas vasilhas, o vinho estava mais puro e mais valioso.
As vasilhas são as mudanças em nossas vidas. Passamos por várias etapas e, em cada uma delas, Deus quer tratar com certos aspectos de nosso caráter para transformá-lo. Cada etapa de nossas vidas é devidamente programada por Deus a fim de nos purificar e nos tornar cada vez mais valiosos. É claro que mudança é algo que meche conosco, que nos incomoda e muitas vezes lutamos contra elas. Mas, vamos nos lembrar que Moabe não teve seu sabor alterado por não haver passado de uma vasilha para outra. E há pessoas que nunca mudam o sabor por fugirem de qualquer coisa que tente lhes tirar de sua posição confortável. Mas, está escrito que, por não haver sido tratado, dias viriam em que Moabe seria jogado no chão e despejado. O vinho que não havia sido tratado seria jogado fora e ficaria imprestável. É justamente isso que acontece com aqueles que não se rendem aos tratamentos de Deus. O vinho acaba se estragando e se tornando inútil.
Deixemos então que Deus venha nos colocar nas vasilhas que Ele quiser. Algumas vasilhas nas quais Ele nos coloca são maiores que as anteriores, outras são menores. Algumas são mais bonitas, outras mais feias. Mas, todas elas vêm com um propósito específico e de cada uma delas saímos mais saborosos e cheirosos. Deus sabe o que faz!
Pr Edmilson
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Estágios da vida
E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles. Segundo tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis – Êxodo 25.8,9
Portanto, todos nós, com o rosto descoberto, refletimos a glória que vem do Senhor. Essa glória vai ficando cada vez mais brilhante e vai nos tornando cada vez mais parecidos com o Senhor, que é o Espírito – 2 Corintios 3.18
A estrada em que caminham as pessoas direitas é como a luz da aurora, que brilha cada vez mais até ser dia claro – Proverbios 4.18
Após a saída do povo de Israel do Egito, Deus ordenou que o Tabernáculo, uma tenda de adoração, fosse construído (Ex 25.8). Deus disse que através daquela tenda Ele habitaria no meio do seu povo (Ex 29.45). Deus ordenou enfaticamente que cada detalhe do tabernáculo deveria ser feito de acordo com o que Ele ordenava (Ex 25.9,40; 26.30). Isso porque aquela tenda teria símbolos e tipos em todos os seus detalhes.
Um dos símbolos que mais gosto no Tabernáculo é o que mostra o crescimento espiritual simbolizado em suas três partes. O Tabernáculo estava dividido em: Pátio, Lugar Santo e Lugar Santíssimo. Vejo neles os estágios da caminhada espiritual em direção à maturidade.
No pátio se encontrava o altar do holocausto, e uma pia de bronze. Este pátio fala do momento em que se conhece a Cristo como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, oferecido no altar da cruz (Jo 1.29). Nele a pessoa é lavada e santificada pela palavra de Deus e pelo Espirito Santo. Ele está iniciando sua vida no pátio da fé através da qual ele experimenta o milagre de nascer de novo e ser feito uma nova criatura. Aqui, ele é recém-nascido e não importa o que tenha acontecido antes, pois para ele tudo se fez novo. Agora ele caminha para o próximo estágio no Lugar Santo.
No Lugar Santo a pessoa adentra o nível da esperança. No Lugar Santo já não é mais a luz do sol que ilumina o ambiente, e sim, um castiçal de ouro com sete lâmpadas. Este castiçal aponta para a luz interior que o Espirito Santo traz dando à pessoa discernimento e entendimento das coisas espirituais. No Lugar Santo também havia uma mesa com os pães da presença. Neste estágio a pessoa descobre o valor de se alimentar de Cristo como o pão vivo que desceu do céu. No lugar santo estava o altar do incenso que aponta para a vida de louvor e oração. Uma vida cheia de oração sobe diante de Deus como perfume agradável.
O Lugar Santíssimo era o centro do Tabernáculo e ficava separado do Lugar Santo por cortinas muito grossas, e ali dentro estava a arca da aliança, o objeto mais importante do Tabernáculo. Este lugar aponta para um nível mais profundo de maturidade. Trata-se do caminho mais excelente, o caminho do amor (1 Co 13). Nele não há a luz do sol, nem o castiçal de sete lâmpadas para iluminar. O que ilumina este lugar é a presença gloriosa de Deus. Neste estágio é a luz do amor que ilumina cada atitude da pessoa. Nele há uma absoluta dependência de Deus. Aparentemente ele é mais simples do que os outros ambientes do tabernáculo, pois é aqui que a pessoa aprende o valor da simplicidade. Nos outros ambientes os objetos estão expostos, enquanto aqui eles estão guardados dentro da arca da aliança. No estágio da maturidade, se aprende que o que de mais valioso existe não está diante dos olhos, pois quem está neste nível não vive para impressionar ninguém e também não se impressiona com as aparências. Dentro da arca estão as tábuas dos dez mandamentos que falam da lei de Deus gravada no coração. Dentro da arca estava um pote com maná que fala de uma comida que os maduros conhecem, que é fazer a vontade de Deus e realizar as Suas obras (Jo 4.34). Dentro da arca estava a vara de Arão que floresceu que representa autoridade. Mas não uma autoridade firmada em posições ou títulos, mas sim uma autoridade que vem do alto e está baseada na Vida.
O Pátio era o lugar mais amplo. Quando se passava para o Lugar Santo o espaço era menor, mas o Santo dos Santos era o menor espaço do Tabernáculo. Aos olhos humanos, quem saia do pátio, um lugar tão grande, e chegava ao Lugar Santíssimo, um lugar tão pequeno, estava regredindo, pois, aos olhos humanos, crescer é ir do menor para o maior. Mas crescimento segundo Deus é ir diminuindo para que Deus apareça. Por isso, quem quer crescer deve abandonar a noção humana de crescimento. Foi Jesus quem disse que há muitos primeiros (considerados grandes) que serão últimos, e há muitos últimos (insignificantes aos olhos humanos) que serão primeiros (Mt 19.30). No pátio a pessoa ainda está em muita evidência. No lugar santíssimo ela está escondida e só Deus a vê. Isso é crescer de verdade.
Pr Edmilson
quarta-feira, 28 de julho de 2010
O Propósito de Deus Ou o Meu?
"Logo a seguir, compeliu Jesus os seus discípulos a embarcar e passar adiante para o outro lado..." - Marcos.6.45-52.
Temos tendência para pensar que, se Jesus Cristo nos der uma ordem e lhe obedecermos, ele nos levará a um grande sucesso. Nunca devemos colocar nossos sonhos de sucesso como o propósito de Deus para nós; seu propósito talvez seja exactamente o oposto do nosso. Imaginamos que Deus está a levar-nos a um determinado fim, para um alvo desejado; mas ele não está. Chegar ou não a um alvo específico é mero incidente. Aquilo que chamamos de processo, Deus chama de alvo.
Qual é meu sonho no tocante ao propósito de Deus? O propósito dele é que eu dependa dele e do seu poder. Se eu conseguir manter-me calmo e despreocupado no meio dum tumulto, este é o propósito de Deus. Deus não está a operar visando uma determinada conclusão a meu favor; o alvo dele é o que considero o processo — que eu o veja andando sobre as ondas, sem nenhuma praia à vista, nenhum êxito, nenhum alvo meu; apenas a certeza absoluta de que está tudo bem porque eu o vejo andando sobre o mar. É o processo, não o fim, que glorifica a Deus.
O treino de Deus é para já, não para daqui a pouco. Seu propósito é para este momento, não para algo no futuro. Não temos nada a ver com o "depois" da obediência; se nos preocuparmos com o "depois" estaremos errados. O que os homens chamam de treino e preparação, Deus chama só de alvo.
O alvo de Deus é capacitar-me para a compreensão de que ele pode andar sobre o caos de minha vida hoje ainda. Se temos um outro alvo em vista, não prestamos atenção necessária e quanto baste ao que acontece no tempo presente. Mas, caso reconheçamos que o alvo é a obediência, então cada momento, seja ele como for, torna-se precioso e importantíssimo.
Oswald Chambers
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Não beberei, porventura, o cálice que o Pai me deu?
João 18.11
Isto era uma coisa mais difícil de se dizer ou fazer do que acalmar as ondas do mar ou ressuscitar mortos. Os profetas e apóstolos puderam operar milagres extraordinários, mas nem sempre podiam fazer a vontade de Deus e sujeitar-se a ela.
Fazer a vontade de Deus e sujeitar-se a ela ainda é a mais elevada forma de fé, a mais sublime conquista cristã. Ver destruídas para sempre, as brilhantes aspirações de uma vida jovem; suportar um fardo diário sempre contrário ao temperamento, sem probabilidade de alívio; ser oprimido pela pobreza, quando se deseja apenas o bastante para o bem-estar e conforto dos entes queridos; ser agrilhoado por uma incapacidade física incurável; sofrer a perda de todos os entes queridos, até ficar só para enfrentar os choques da vida; e, numa tal escola de disciplina, ser capaz de dizer: "Não beberei, porventura, o cálice que o Pai me deu?" — isto é fé e estatura espiritual, em seu mais elevado ponto. Uma grande fé se mostra não tanto pela capacidade de fazer, mas de sofrer.
Dr. Charles Parkhurst
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Golpes duros
“Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.” - Provérbios 3.12
Quando os sermões e os avisos fracassam, algumas vezes os pais decidem retroceder e permitir que um filho experimente as consequências naturais de seus erros. Eles não fazem isto para serem cruéis, mas para permitir que a escola da vida ensine ao filho uma lição valiosa. Assim, se uma criança insiste em pular dentro d’água, sua mãe e seu pai podem resistir à necessidade de trazer-lhe imediatamente outro par de sapatos. Quando a criança cansar de dar voltas com os pés molhados, ela verá por si mesma que pular em poças d’água não é uma idéia assim tão boa.
Esta forma de disciplina, que se pode chamar de “amor duro”, é um bom exemplo de como o Senhor pune os seus filhos quando estes se afastam do bom caminho. Na Bíblia, Deus nos deu toda informação necessária para vivermos corretamente. Ele explicou com clareza a diferença entre um bom e um mau comportamento, apontando suas respectivas consequências e advertindo-nos de que colheremos o que plantamos. Agora, Deus retrocede e nos dá a liberdade de tomarmos nossas próprias decisões, e, por mais que lhe doa, Ele resiste ao impulso de estender-nos a sua mão protetora quando fazemos escolhas tolas.
Como demonstra a parábola do filho pródigo, a escola da vida pode ser muito dura. Se Deus fosse nos voltar as costas completamente, as consequências dos nossos pecados nos destruiriam. Mas, como qualquer pai amoroso, Ele graciosamente suaviza os resultados naturais da nossa rebelião e permite-nos sofrer somente o tempo que for necessário. Quando voltarmos correndo para casa, Ele não nos repreenderá mais. Em vez disto, Ele nos abraçará a nos dará bons presentes – da mesma maneira como a mamãe e o papai recebem à porta o filho arrependido: com abraços, meias secas e um chocolate quente.
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Fonte: Graça Diária, CPAD
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Veja como edifica sua vida
Veja cada um como edifica sobre ele - 1 Coríntios 3.10
Nossa função não é construir depressa, mas construir sobre o fundamento correto e com o espírito correto. A vida é mais que uma simples competição entre um homem e outro; não é quem termina primeiro, mas quem trabalha melhor; não é quem consegue chegar mais alto em menos tempo, mas quem está trabalhando com maior paciência e amor, de acordo com os desígnios de Deus.
Joseph Parker
domingo, 20 de junho de 2010
Para onde irei?
Quando vos desviardes para a direita, e quando vos desviardes para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este É o caminho, andai por ele - Isaias 30.21
Quando estivermos em dúvida ou dificuldade, quando muitas vozes nos recomendarem com insistência esta ou aquela direção, quando a prudência segredar uma advertência e a fé, outra, então, fiquemos quietos, silenciando cada voz intrusa, aquietando-nos no sagrado silêncio da presença de Deus; estudemos a Sua Palavra com inteireza de coração examinando-nos à pura luz da Sua face, desejosos de conhecer somente o que o Senhor Deus determinar — e não passará muito tempo até que se forme em nós uma impressão muito nítida, a inconfundível comunicação da Sua vontade.
Não é sábio, nos primeiros estágios da fé cristã, depender disto somente, mas devemos esperar também pela corroboração de circunstâncias. Mas aqueles que têm tido experiências com Deus conhecem bem o valor da comunhão secreta com Ele, e podem perceber a Sua vontade.
Se estamos em dúvida a respeito do caminho a tomar, levemos o problema a Deus; a orientação virá através da luz do Seu sorriso ou da nuvem da Sua recusa.
Se ficarmos a sós, onde a luz e as sombras da terra não possam interferir, onde as opiniões humanas não nos possam alcançar — e se nos mantivermos ali, em silêncio e expectação, embora todos ao nosso redor insistam em que tomemos uma decisão imediata — a vontade de Deus se fará clara; passaremos a ter um novo conceito de Deus e uma visão mais profunda da Sua natureza e Seu coração de amor, uma visão que será apenas nossa — uma experiência preciosa, que ficará para sempre como aquisição, a rica recompensa daquelas longas horas de espera. — David
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Fonte: Mananciais no Deserto


