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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Cura-me da Ansiedade, Senhor.




“O SENHOR Deus fez com que o homem caísse num sono profundo” - Gênesis 2.21.

Muitas vezes, este tem que ser o primeiro milagre que Deus precisa operar para que possa realizar outros milagres na vida do ser humano. E quão grandioso é este milagre: descansar!

Uma das situações que mais gera ansiedade no ser humano é a espera por algo que ele deseja imediatamente. Existem coisas que, logo após pedirmos a Deus, se concretizam rapidamente. Outras, precisamos aguardar um pouco mais. Algumas, precisamos esperar sentados! E são essas que nos desafiam. Afinal, quem gosta de esperar? Contudo, a realidade é que, independentemente de quão ansiosos estejamos, certas coisas só se concretizarão no tempo certo. E, frequentemente, esse "tempo certo" não é nem hoje nem amanhã. Tais esperas roubam o sono de muitos.

Observemos o caso específico de Adão. O que lhe era essencial? Uma companhia. Sim, todos os animais tinham seus pares, exceto ele. É desafiador ver todos acompanhados enquanto nos sentimos solitários. Observar outros atualizando seus status em redes sociais para "em um relacionamento sério" e nós, sem alterações. Ver até mesmo irmãos mais novos encontrando suas "tampas", e nós...

É nesses momentos que muitas pessoas perdem a paciência, são dominadas pela ansiedade e complicam suas próprias vidas. Surge a ideia de que é preciso agir, dar um jeito, "ajudar" Deus em sua obra.

Não foi exatamente isso que Abraão fez ao ter um filho com Hagar? Aliás, este é outro exemplo clássico: a espera por um filho. A Bíblia afirma que os filhos são herança do Senhor. É Deus quem os concede, ou não, tudo a seu tempo e à Sua maneira. Contudo, é neste ponto que muitos, ao não confiarem na sabedoria e soberania divinas, acabam tomando decisões precipitadas (quem lê, entenda).

Com Adão, Deus começou fazendo-o dormir. Não seria este o pedido que deveríamos fazer a Deus hoje? "Senhor, permite-me descansar em Tua vontade. Ajuda-me a esquecer deste assunto. Ensina-me a me contentar com o que tenho agora. Cura-me da ansiedade."

Todos nós já vivenciamos momentos em que algo aconteceu justamente quando já não estávamos mais focados naquilo. Deus quer que compreendamos o valor de tranquilizar nossa alma e superar a ansiedade.

Reconhecemos que isso não é tarefa simples. Mas Deus está presente para nos proporcionar um profundo repouso.


Bora cantar. (Aumenta o volume) Essa você conhece...
Pr Edmilson

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Tesouro escondido



“O Reino do Céu é como um tesouro escondido num campo, que certo homem acha e esconde de novo. Fica tão feliz, que vende tudo o que tem, e depois volta, e compra o campo”. Mateus 13.44

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Neustã, uma coisa feita de latão

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Também fez em pedaços a cobra de bronze que Moisés havia feito e que era chamada de Neustã. Até aquela época o povo de Israel queimava incenso em honra dela – 2 Reis 18.4

Gosto do discernimento e da coragem do rei Ezequias. Não é à toa que a Bíblia diz que não houve um rei igual a ele. Em seu trabalho de restauração da ordem no reino de Judá, ele quebrou e destruiu a serpente de bronze que Moisés havia feito. Para alguns aquilo parecia ser um sacrilégio, pois, eles cresceram lendo a história de como em certa época enquanto o povo caminhava pelo deserto, serpentes começaram a atacar o povo de Israel. Por ordem de Deus Moisés esculpiu uma serpente de bronze e colocou-a num madeiro auto o bastante para que todos pudessem ver. Todos os que eram picados pelas serpentes, ao olharem para a serpente de bronze eram curados (Nm 21.4-9). Não havia dúvida de que se tratava da ação de Deus através daquele objeto. Foi esta serpente que o rei Ezequias destruiu! Mas por quê? A Bíblia diz que o povo fez daquela serpente um objeto de veneração e idolatria.

Aprendo com isso que é possível desviarmos o nosso coração de Deus e fixá-lo em suas dádivas e transformá-las em ídolos.

Aprendo com isso que, se nos descuidarmos, poderemos idolatrar um instrumento, um canal da bênção de Deus.

Aprendo com isso que devemos entender que há certas coisas que Deus dá com um propósito para um período específico. Quando o propósito é cumprido e o tempo se esgota, aquilo que Deus usou, no máximo passa a ser somente um memorial. É como a blusa que tem um propósito no período do frio, mas que não haveria sentido em continuar sendo usada com a chegada do calor.

A serpente de bronze deveria ser um lembrete do quão Deus abomina a ingratidão e a murmuração. Ela deveria ensinar ao povo que Deus usa o que quer. Ela deveria ser uma profecia visual de que um dia viria Aquele que, apesar de ter aparência da carne do pecado, não traria dentro de si o veneno do pecado; Este seria levantado para salvação de todo aquele que olhasse para Ele com o olhar da fé (Jo 3.14,15). Mas o povo não entendeu nada disso.

Ezequias fez o que todos nós devemos fazer quando a idolatria, que é obra da carne (Gl 5.20), começa a se manifestar em nós e nos leva a cultuarmos aquilo que não passa de “neustã”, uma coisa de latão. Quem curou o povo no deserto foi Deus e não o pedaço de bronze. Sem Deus um objeto não passa de um objeto.

Filhinhos guardai-vos dos ídolos (1 Jo 5.21), sejam eles de bronze, de carne e osso, ou do que quer que seja. Nosso coração, Deus não divide com ninguém.

Pr Edmilson

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Amargurada




Não me chamem de Noemi, a Feliz. Chamem de Mara, a Amargurada, porque o Deus Todo Poderoso me deu muita amargura. Quando saí daqui, eu tinha tudo, mas o SENHOR me fez voltar sem nada. Então, por que me chamar de Feliz, se o Deus Todo-Poderoso me fez sofrer e me deu tanta aflição? – Rute 1.20,21



Seu nome era Noemi e significa “feliz”. Belo nome! Mas, quando retornou à Belém, sua terra, ela se recusou a ser chamada por este nome. Agora queria ser chamada de Mara. Este nome significa “amargurada”. Ela queria ser chamada assim porque era assim que se encontravam sua alma. Ela não estava amargurada com as pessoas nem com a vida. Estava amargurada... com Deus.

Houve uma época em que ela aceitava ser chamada de feliz e era quando morava em sua pequena cidade com Elimeleque, seu marido, e com Malon e Quiliom, seus filhos. Mas, um dia seu marido cismou de se mudar por achar que em Moabe as condições de vida seriam melhores. Não sei se Noemi gostou da ideia. Eu acho que não. Geralmente é mais difícil para as mulheres deixarem para trás sua casa, seus parentes, seus vizinhos, sua rotina. Mas ela acompanhou o marido. O que mais poderia ela fazer?

Em Moabe, seus filhos conheceram duas belas moças, Orfa e Rute, e se casaram. Devagar Noemi ia se ajustando à sua nova vida. Mas, o inesperado aconteceu: sabe-se lá sob que circunstâncias, seu marido morreu. Agora só lhe restava seus queridos filhos para diminuir aquela dor. Mas, o inesperado aconteceu: sabe-se lá sob que circunstâncias, um de seus filhos morreu. A dor da viuvez se juntou a indescritível dor da perda de um filho. E para piorar a coisa o inesperado aconteceu: sabe-se lá sob que circunstâncias, o outro filho também morreu. Diante de uma onda após outra de sofrimentos não há coração que aguente. Cada um reage de um jeito.

Foi em meio a tanta dor que Noemi decidiu voltar para sua terra. Já não era mais a mesma pessoa. Os traços do sofrimento estavam em seu rosto. Sua história comoveu a pequena Belém. Em seu regresso, o peso maior não eram as bagagens com os bens que havia adquirido em Moabe. O que pesava mais era a amargura em seu coração. Ela não havia deixado de acreditar na existência de Deus como alguns fazem diante das tragédias. Ela estava zangada com Ele. Ela questionava Deus. Por que afinal Ele havia permitido que tudo aquilo acontecesse? O que ela havia feito para que Ele a tratasse daquele jeito? Nada fazia sentido. Ela estava amargurada com Deus.

Todos nós estamos sujeitos a ficarmos amargurados também se não compreendermos que há certas coisas que são somente consequências de nossas escolhas. Outras são consequências das escolhas das pessoas próximas a nós. Algumas coisas vêm para o nosso amadurecimento e crescimento. Há outras que não compreendemos agora, mas, se tudo der certo, um dia compreenderemos. O que não podemos é duvidar do amor, da sabedoria e da soberania de Deus.

Há outro princípio que não podemos perder de vista: a tristeza pode durar uma noite, mas a alegria vem no amanhecer. Por mais que pareça que não, as marés ruins cessarão e voltaremos a sorrir. Não é por acaso que está escrito que quando Noemi regressou era época da colheita em Belém, era tempo de festa. A sorte de Noemi estava mudando.

Ela havia perdido pessoas preciosas, mas regressou de Moabe com uma nora, Rute, que lhe tinha um amor e um cuidado tão grande que dificilmente ela acharia até mesmo em um filho. Em Belém, Boaz, um rico dono de terras e piedoso servo de Deus, casou-se com Rute e amparou Noemi. Quão feliz ela ficou ao segurar nos braços o filho de Rute, que ficou conhecido como filho de Noemi. Deus não desampara ninguém. A viúva solitária e amargurada voltava a ser uma pessoa feliz. Mal sabia ela que Obede, o filho de Rute que ela cuidava como seu, viria a ser o avô do grande rei Davi. Mal sabia ela que sua história estaria sendo contada para consolo de tantos corações amargurados.

Se hoje caminhamos pelo vale árido mantenhamos a esperança de que a colheita da alegria está logo à frente.

Pr Edmilson

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Em que guerra estamos?

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Nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão. Efésios 6.12

Paulo nos alerta que estamos num campo de batalha. Ele sabia muito bem do que estava falando, pois, em Éfeso foi duramente perseguido por aqueles que viam sua religião ser ameaçada pelo Caminho que Paulo pregava. Demétrio e outros fabricantes de ídolos promoveram um grande tumulto que pôs a vida de Paulo em risco (At 19.23,24). Mas, Paulo não via nem em Demétrio e nem na multidão que queria mata-lo um inimigo. Sua luta, e a nossa, não era contra a carne e sangue, mas, contra forças espirituais do mal que estão por trás dos tumultos contra Deus, sua palavra e seu povo. É contra estes que temos de lutar, pois, são esses poderes que dominam completamente este mundo, este sistema de coisas. E como as potestades gostam de nos ver na luta errada e contra o inimigo errado! Elas gostam que nós vejamos no nosso governo um inimigo a ser combatido. As potestades gostam de nos ver combatendo partidos políticos. Elas têm prazer quando entramos numa guerra contra representantes de ideologias e usamos as armas deste mundo para combatê-los. Elas gostam de nos ver nesses combates porque enquanto estivermos neles não estaremos no bom combate, nem estaremos cumprindo nossa missão (1 Tm 1.18; 6.12; 2 Tm 4.7).

Por ter uma visão correta do seu papel no mundo, nunca vemos a igreja primitiva envolvida em campanhas e protestos contra o governo romano nem contra seus corruptos imperadores. Na época de um monstro como Nero, Paulo diz aos romanos que “nenhuma autoridade existe sem a permissão de Deus, que elas estão a serviço de Deus e que devem ser respeitadas e honradas” (Rm 13.1-7). Paulo não era passivo, nem alienado, ele só sabia em que nível a Igreja deveria travar suas batalhas. Acerca deste Nero que iria crucificá-lo de cabeça para baixo, Pedro ordenou: “respeitem todas as pessoas, amem os seus irmãos na fé, temam a Deus e respeitem o imperador” (1 Pe 2.17). Sim, essas são posturas que exigem fé da nossa parte.

Os únicos momentos em que vemos um choque entre os discípulos e as autoridades deste mundo eram quando as leis da terra entravam em choque com as celestiais. Nessas horas eles tinham que dizer: “Antes obedecer a Deus do que aos homens”. E mesmo quando assumiam essa postura, eles se submetiam as consequências que lhes eram impostas.

A igreja tumultuou este mundo sim, mas foi com a pregação do evangelho (At 17.6). Sua maior arma era um coração inflamado de amor que foi demonstrado na pessoa de seu Mestre que mesmo tendo uma multidão que lhe acompanhava desejosa que ele fosse seu rei e promovesse uma revolução nacional preferiu dar sua vida tanto pelos judeus, como pelos imperadores que os dominavam. Ele mesmo disse que nossa revolução aconteceria subliminarmente, como sal que não pode ser visto na comida, mas que é impossível esconder o sabor. Ele nos mostrou que tanto os tiranos como os que são tiranizados precisam fazer as pazes com Deus. Ele mostrou que os governantes corruptos precisam ser libertos, saírem das trevas para a luz e receberem um novo coração ou então só estaremos trocando um corrupto por outro. Mas essas conquistas só acontecem nas regiões celestiais que é onde as potestades atuam, e só são vencidas com armas espirituais.

Que Deus nos ajude a nos mantermos na guerra certa a mirarmos o inimigo certo e a usarmos as armas certas, caso contrário, viveremos dando tiro no pé.

Pr Edmilson

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Uma mente doente

 

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João Batista nos mandou perguntar o seguinte: o senhor é aquele que ia chegar ou devemos esperar outro? Lucas 7.20

João foi o homem que ouviu a voz de Deus falando a respeito de Jesus no momento do seu batismo: “Este é meu filho amado em quem me comprazo”. Ele viu o Espírito Santo descer sobre Jesus na forma de uma pomba. Ele não vacilou ao apontar para Jesus e dizer aos seus seguidores: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Mas, um dia, de dentro da prisão, ele enviou dois discípulos para perguntar a Jesus se ele era mesmo o Cristo, ou se deveriam esperar outro. O homem que tinha ouvido o próprio Deus falando quem era Jesus, agora estava em dúvida. Como pode?

Creio que isso tem muito a ver com o fato de João Batista se encontrar no isolamento de uma prisão. Quando se está isolado o que mais se faz é pensar. Pensar, pensar e pensar o dia inteiro, e talvez, a noite inteira. Quando há uma superatividade mental Satanás gosta de interferir e jogar suas setas na mente da pessoa. De repente, surgem pensamentos que parecem vir do nada e começam a semear coisas ruins no coração da pessoa. Esses pensamentos podem semear tristeza, raiva e também dúvidas. O pensamento é algo tão forte que algo semeado nele pode fazer a pessoa duvidar de coisas que ela tinha muita certeza. Sei do que estou falando, pois, na minha juventude e começo da vida cristã trabalhei numa empresa onde ficavam fazendo um trabalho manual repetitivo que não exigia nenhuma concentração minha. Eu ficava isolado e o que eu fazia o dia inteiro era pensar. Em certo momento comecei a enfrentar terríveis batalhas na minha mente. Pensamentos surgiam questionando a existência de Deus, a pessoa de Jesus, a autoridade da Bíblia, o caminho que eu estava seguindo. De repente, lá estava eu duvidando de coisas que eu tinha certeza. Eu tentava me livrar daqueles pensamentos, mas, parecia que eles ficavam cada vez mais fortes. Havia momentos em que parecia que eu ia ficar louco. De onde será que vinham aqueles pensamentos. Eu sei de uma coisa, Deus semeia fé em nossos corações, mas, quem gosta de semear dúvidas, sabe quem é, né? Imagino que foi mais ou menos isso que João Batista enfrentou naquela cela.

Nossa mente é um campo de batalha, e como temos que saber dominá-la e, acima de tudo, termos um capacete espiritual guardando-nos dos ataques do Diabo! O que eu fiz para vencer aquela guerra no campo mental? Fiz como João Batista, fui buscar a Jesus. Repare que, quando foi interrogado se ele era o messias ou não, Jesus não respondeu “sou”. Ele manifestou o seu poder e mandou que os dois discípulos contassem a João o que haviam visto. Aqueles dois discípulos seriam os olhos de João. O que João Batista precisava não era resposta à suas perguntas. O que ele precisava era ser curado.

Termos questionamentos é natural e até salutar para nossa vida. Mas, ter a mente e a alma doente é bem diferente e não faz nada bem para nós. Uma mente doente se torna presa a pensamentos que ficam como uma fita se rebobinando. Uma mente assim só é curada através da manifestação de Deus. Quando a mente está doente, não há resposta que satisfaça, pois, cada resposta gerará uma nova pergunta. A presença de Deus, uma experiência com Deus, é tudo o que a pessoa enferma na mente precisa para ser curada. Quando a pessoa é curada, ela entende que a própria fé é a prova das coisas que não se vê.

Que o Senhor Deus guarde nossa mente a fim de que ela não seja um instrumento de adoecimento dos nossos corações. Que todos os nossos pensamentos sejam levados cativos à obediência de Cristo. Que nossa mente seja a mente de Cristo.

Pr Edmilson

domingo, 13 de novembro de 2011

O peso da culpa

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Pois ninguém é aceito por Deus por fazer o que a lei manda, porque a lei faz com que as pessoas saibam que são pecadoras – Romanos 3.20

A preocupação com o eu é sempre um dos mais importantes componentes da culpa e da recriminação que são prejudiciais ao nosso bem-estar geral. Ela incita nossas emoções,  agitando-nos de maneira autodestrutiva, enclausurando-nos na fortaleza intransponível do eu, conduz à depressão e ao desespero  e toma o lugar da presença de um Deus compassivo. Todo o vocabulário da culpa doentia é severo. É exigente, abusivo, crítico, rejeitador, acusador, incriminatório, condenatório, reprovador e repreensivo. É marcado pela impaciência e pela punição. Os cristãos ficam chocados e horrorizados por terem falhado. A culpa insalubre passa a ser mais importante que a vida. Faz-nos lembrar da história infantil do galinho Chiken Little. A culpa torna-se a experiência em que sentimos que o céu está desabando.

Sim, sentimo-nos culpados por pecados, mas a culpa saudável é a que reconhece o mal cometido, sente o remorso,  mas depois está livre para aceitar o perdão oferecido. A culpa saudável concentra-se na percepção de que tudo foi perdoado, de que erro foi redimido.

Brennan Manning

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A fé em Deus muda o curso de nossa vida

 

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Pela fé que Raabe, a prostituta...” - Hebreus 11.31

Escrevendo a cristãos que estavam desanimados e querendo voltar para seu antigo estilo de vida religiosa, o escritor da epístola aos hebreus (seja ele quem for) cita personagens do Antigo Testamento. Para homens que queriam voltar à aliança da lei, o escritor mostra que mesmo na época da lei o que agradava mesmo a Deus era uma vida de fé. A fé era a responsável por fazer com que homens e mulheres andassem como que vendo o invisível. Esta fé fez com que essas pessoas caminhassem e vivessem firmados em Deus e na Sua palavra. Essa grande nuvem de testemunhas deram uma demonstração do que Deus é capaz de fazer quando encontra pessoas que confiam nele.

Encontramos nesta lista pessoas tão famosas por sua fé que, mesmo quem nunca leu a Bíblia já ouviu falar delas. Quem é esse que nunca ouviu falar de Noé, de Abraão, de Moisés? Mas, quando chegamos ao versículo 31 aparece uma personagem que aparentemente não deveria estar ali. “Pela fé Raabe, a prostituta...”. isso mesmo! Rodeada pelos gigantes da fé do Antigo Testamento, lá está Raabe... a prostituta. Mas, porque ela está ali? Pelo mesmo motivo que os outros estão: uma fé que agradou a Deus. Uma fé que a fez agir com coragem. Uma fé que mudou sua vida.

O povo de Israel atravessou o Jordão em terra seca, um milagre que era somente uma amostra para o povo de Canaã de quem era o Deus verdadeiro. Esse milagre aconteceu no rio Jordão à altura de Jericó (Js 3.16). Provavelmente o povo daquela cidade testemunhou aquele milagre. Mas, ao invés de se renderem a este Deus, eles fecharam as portas de Jericó e, pior, as portas de seus corações. Os homens tem sim a capacidade de se fecharem para Deus. A cegueira espiritual parece não ter limites. Porém naquela cidade uma pessoa compreendeu que o Deus de Israel, na verdade é o Deus de toda terra. Quem compreendeu isso não foi ninguém menos do que a prostituta Raabe. Ela creu em Deus e manifestou essa fé ao arriscar sua vida para proteger os dois espiões de Israel. Aquela atitude mostrou que sua fé não era teórica. Por manifestar aquela fé, um cordão vermelho foi colocado naquela janela para marca-la como o único lugar que não seria destruído quando Jericó o fosse. Sim, a casa de prostituição se tornou em casa de salvação. Onde abundou o pecado superabundou a graça (Rm 5.20). O que aconteceu com Jericó todos nós sabemos...

Mas, as manifestações da graça e do amor de Deus não pararam por aí.

Uma vez salva da destruição e da morte, Raabe já não era mais uma prostituta, pois a salvação chegou naquela casa. Depois disso ela se casou com um membro da tribo de Judá chamado Salmon. Salmon significa “vestuário”. Deus vestiu Raabe com vestes de justiça (Is 61.10). Ela teve um filho chamado Boás, que se casou com Rute, a moabita. De Boás nasceu Obede, e de Obede, nasceu Jessé, e de Jessé, nasceu o rei Davi. Esta linhagem bendita continua até chegar a Jesus, o Messias, para o sangue de quem o cordão vermelho da janela de Raabe apontava.

A medida que escrevo isso, meu filho me pergunta: e se Raabe tivesse seguido por outro caminho? Provavelmente seu nome não estaria na Bíblia, nem na linhagem de Jesus, nem na galeria dos heróis da fé, e pior, nem no livro da vida. A fé em Deus muda o curso de nossa vida.

Pr Edmilson

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O caminho do discípulo

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Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me – Mt 16.24

O ensino que o Senhor Jesus dá aos discípulos continua o mesmo até hoje; nada foi mudado. Para a fé fiel e para a obediência filial também não mudou nada. Os verdadeiros discípulos são os homens e mulheres que vivem em associação com o Senhor crucificado, ressuscitado e presentemente glorificado. Submissos à sua palavra, realizam sua obra de fé e amor entre os homens, nas mesmas condições dos discípulos primitivos.

“Se alguém quer vir após mim...” Deus não usa mais a linguagem da antiga aliança; em vez de dar ordens, propõe. Trata-se de um convite que recebemos, tendo a liberdade de aceita-lo ou recusá-lo. A passagem fala da condição de vida de um discípulo que se alista voluntariamente e aceita obedecer, como soldado leal e disciplinado, ao seu Mestre. Até que sejamos submissos por vontade própria, o Senhor apenas nos propõe que nos alistemos nas fileiras de seus discípulos. Não nos obriga a isso.

“A si mesmo se negue...” É nesse ponto que somos postos à prova, porque se essa renúncia não for a base e o fundo de nossa vida de discípulo, o fracasso é certo. Será que já renunciamos a nós mesmos de verdade, sem esperar ser elogiados pelos homens, mas apenas vistos por Deus, que saberá recompensar-nos publicamente na hora devida? Quando respondermos afirmativamente a esse convite do Mestre, nossa vida será protegida e frutífera.

“tome a sua cruz, e siga-me”. Não podemos esperar que as circunstâncias nos obriguem a dar nossa vida, mas devemos oferece-la voluntariamente. O que dá valor à nossa consagração não é somente a decisão de seguir a Jesus e carregar nossa cruz, mas o ato voluntário que realizamos, estando perfeitamente conscientes de não agir por obrigação, mas por amor ao Senhor e ao mundo.

Temos de aceitar o convite e preencher as condições para esse serviço. Só então poderemos servir à humanidade e glorificar a Deus na terra.

H. E. Alexander

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Na hora do aperto, cuidado

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Naquele tempo houve em Canaã uma fome tão grande, que Abrão foi morar por algum tempo no Egito – Gênesis 12.10

Abrão veio parar na terra de Canaã por uma ordem de Deus. Ele saiu da cidade de Ur, onde vivia confortavelmente a tantos anos e se embrenhou numa aventura de fé. Uma vez que Canaã era a terra para onde Deus o havia mandado, seria de se esperar que aquela terra fosse um paraíso. No entanto, havia fome naquela terra, provavelmente provocada por um longo período sem chuva. Trilhar o caminho da fé faz com que nos deparemos com situações que parecem incoerentes. Nessas horas nossa confiança em Deus é colocada à prova. Naquelas horas, talvez chegassem viajantes de Ur, parentes ou conhecidos de Abrão para lhe falar da bobagem que ele fez ao sair de sua cidade e que o melhor seria ele deixar de ser orgulhoso e voltar para sua terra e esquecer esse negócio de “voz de Deus”. Como poderia Deus tê-lo levado para um lugar daqueles? O velho patriarca estava sendo tentado a voltar atrás, e os momentos de aperto são uma terrível tentação a isso.

Voltar, ele não voltou, mas caiu em outra tentação. Abrão pegou sua esposa e foi para o Egito, pois parecia que era o melhor a fazer. Ele estava vendo no Egito uma saída para o aperto que estava vivendo. Quando chegou ao Egito, Abrão disse aos egípcios que Sarai era sua irmã, a fim de que os egípcios não o matassem para ficar com ela. “Afinal, antes de nos casarmos ela era minha meia-irmã”, pensava ele, ”então, é só uma meia mentira”. Mas, que projeto é esse que já começa com uma mentira?

Por causa do que ele disse, faraó tomou Sarai para si e cobriu Abrão de riquezas. Mas, que projeto é esse no qual se perde a família, mesmo ganhando riquezas? Fico imaginando como ficou o coração de Abrão quando viu sua esposa sendo levada. A paz sumiu do seu coração. Eis aí um grande indício de que se está vivendo fora dos projetos de Deus: a paz desaparece. E ela desaparece mesmo quando se recebe riquezas como presente do príncipe deste mundo. O príncipe deste mundo mantém muitas pessoas presas com seus presentes.

Mas, graças a Deus, com Abrão não foi assim. Deus não havia desistido do patriarca. Ele julga principalmente as intenções do coração. Deus fez com que a verdade viesse à tona e libertasse Abrão daquela situação. Com a verdade, a paz começou a voltar ao coração de Abrão e ele tomou o caminho de volta para o lugar de onde ele nunca deveria ter saído. Abrão descobriu que enquanto estivermos habitando na terra da vontade de Deus, verdadeiramente seremos alimentados.

Pr Edmilson

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Fazendo negócios com Deus?

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Satanás respondeu: —Será que não é por interesse próprio que Jó te teme? – Jó 1.9

Um dia o acusador compareceu diante de Deus no meio do ajuntamento de anjos que se reunia perante o Senhor. É isso aí! Ele transfigura-se em anjo de luz e consegue passar despercebido no meio dos outros anjos. Ele só não engana a Deus que o reconheceu imediatamente. Respondendo à pergunta de Deus, satanás disse que ao andar na terra e passear por ela, de fato, um homem havia lhe chamado a atenção. Jó se destacava dos demais não somente por ser o homem mais rico da terra, mas principalmente por seu temor à Deus, sua piedade e sua vida justa. Jó era um daqueles de quem Deus não se envergonhava de ser chamado o seu Deus. Mas, o acusador estava ali para fazer o seu trabalho. Por acompanhar a raça humana a muito tempo, ele já havia formado o conceito de que os seres humanos só se relacionam com Deus na base da barganha e da troca. Deus lhes dá o que eles querem e eles lhe pagam com uma vida piedosa. Ou então, eles vivem uma vida reta, obedecendo aos mandamentos de Deus, e Deus lhes paga com prosperidade, saúde e proteção. Em outras palavras, o que existe entre Deus e os homens, não passa de negócios. Satanás sabia que tudo o que Jó tinha vinha das mãos de Deus (e ele não tinha pouco). Jó só poderia responder com fidelidade e obediência. Satanás achava que os servos de Deus são como seus servos. Satanás compra seus seguidores lhes oferecendo os reinos do mundo e a glória deles. É verdade que muitos se prostram e o adoram em troca dessas coisas. Muitos fazem isso em relação a Deus também. Eles o adoram desde que Deus lhes dê os reinos do mundo e a glória deles. Uns vendem a alma ao Diabo, outros querem vendê-la para Deus. Para estes, Deus e o diabo não são muito diferentes. A aposta de Satanás é que, onde existe fidelidade, por trás, na verdade, só existe interesse.

Cabe a nós examinarmos nossa devoção a Deus para descobrirmos se, em relação a nós essa acusação seria verdadeira. É só pararmos e pensarmos se servirmos a Deus a fim de que Ele faça por nós coisas que, se pensarmos bem, satanás também pode fazer. Se enxergarmos em Deus uma espécie de gênio da lâmpada, que vai nos conceder os três pedidos, é sinal de que nosso relacionamento não passa de um negócio. Pedro conheceu Jesus em meio a um milagre, uma pesca maravilhosa. Mas, um dia, Jesus quis saber só de uma coisa: “Pedro, você me ama”. Naquele dia os peixes pularam milagrosamente na rede de Pedro, mas, viriam dias em que isso não iria acontecer. Nessa hora, o que iria sustentar Pedro senão um relacionamento de verdadeiro amor? E tem mais, o príncipe deste mundo também consegue fazer com que as redes de muitas pessoas fiquem cheias (embora o coração esteja vazio). Deus sempre soube, e a experiência com o povo de Israel no Egito e no deserto demonstrou, que os milagres produzem admiração, mas não amor. Sim, Ele faz milagres, prospera e protege, mas, sem ilusões e por misericórdia. Deus não quer relacionamentos como daqueles milionários de setenta e tantos anos com uma namorada de vinte e três. Ele sabe o que sustenta a maioria desses namoros e casamentos. Para satanás, os homens não passam de jovens garotinhas namorando com um poderoso empresário.

Em relação a Jó, Satanás quebrou a cara. Ele conheceu um homem que recebia o que Deus lhe dava, mas, o seu tesouro era o próprio Deus. São homens desse tipo que tem silenciado o acusador. São homens deste tipo que são o prazer do coração de Deus. Jó não foi provado para que Deus soubesse o que havia no coração dele, pois não há o que Deus não saiba. Jó foi uma demonstração para o diabo, para os anjos e para o mundo de que nesta terra existem homens que verdadeiramente amam a Deus.

Pr Edmilson

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Crise de fé

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Ó SENHOR Deus, até quando clamarei pedindo ajuda, e tu não me atenderás? Até quando gritarei: “Violência!”, e tu não nos salvarás? Por que me fazes ver tanta maldade? Por que toleras a injustiça? Estou cercado de destruição e violência; há brigas e lutas por toda parte. Por isso, ninguém obedece à lei, e a justiça nunca vence. Os maus levam vantagem sobre os bons, e a justiça é torcida – Habacuque 1.2-4

Habacuque estava vivendo uma crise de fé. Ele estava vendo os babilônios invadirem a terra de Judá e conquistarem seu povo. Como profeta, ele sabia que Deus estava permitindo aquilo por causa dos pecados do seu povo. Deus estava usando os babilônios para castigar o povo de Israel. Mas, o que Habacuque não entendia era por que Deus estava punindo o pecador povo de Israel usando um povo mais pecador ainda. Se Israel era culpado de idolatria, esta não chegava nem aos pés da idolatria de Babilônia. Habacuque estava confuso com o agir de Deus.

Todos estão sujeitos a entrar numa crise de fé principalmente quando não entendem a forma de Deus agir ou de não agir. A crise começa quando pensamos que a mente de Deus é igual a nossa, quando nos esquecemos que os seus pensamentos são mais altos que os nossos (Is 55.9). A crise pode vir quando vemos alguém doente, sabemos que Deus tem o poder de cura-lo, oramos, mas isso não acontece. A crise pode vir quando vemos tragédias caírem sobre pessoas justas. A crise pode vir quando se vê os ímpios prosperando em seus caminhos e realizando seus sonhos, enquanto aquele que acredita em Deus parece que vai ficando para trás (Sl 73).

A verdade é que Deus sabe muito bem o que faz e o que deixa de fazer. Ele é justo e amoroso. Existe algo que machuca muito seu coração: quando desconfiamos dele. Ele nos dá mil e um motivos para acreditarmos no seu amor, na sua sabedoria e na sua justiça, mas, ao vermos algo que não compreendemos deixarmos de confiar nele. Isso machuca seu coração. Esse foi um dos motivos que fez com que o povo de Israel não entrasse na terra prometida, mas somente seus filhos. Diante dos primeiros obstáculos eles não clamavam pedindo socorro, eles reclamavam e murmuravam. Uma das coisas que Deus mais quer é que confiemos nele.

Mas o que fazer quando enfrentamos essas crises? Devemos fazer o mesmo que Habacuque fez, devemos nos colocar em nossa torre de vigia e clamarmos à Deus:

“Vou subir a minha torre de vigia e vou esperar com atenção o que Deus vai dizer e como vai responder à minha queixa” (Hc 2.1).

Talvez Ele nos dê uma explicação como fez com Habacuque. Deus mostrou a ele que os babilônios estavam sendo um instrumento de Deus para disciplinar o povo de Israel, mas, o dia deles mesmos (os babilônios) serem julgados iria chegar (Hc 2.16). O povo de Israel estava sendo disciplinado como filhos e, após aprenderem a lição seriam restaurados, mas, os babilônios seriam exterminados. Agora as coisas faziam mais sentido para Habacuque.

Talvez Deus nos responda com o que Jesus disse à Pedro: “O que eu faço agora você não entende, mas intenderá depois” (Jo13.7).

Talvez Deus nos responda como Jesus respondeu para João Batista que se encontrava preso: “Felizes aqueles que não abandonam sua fé em mim” (Mt 11.6).

Talvez Deus nos responda simplesmente colocando paz em nosso coração (Rm 15.13).

Alguns, ao enfrentarem uma crise de fé não recorreram a Deus, preferiram abandona-lo. Estes não quiseram saber de um Deus que não se encaixe nas suas perspectivas. Outros recorrem a Deus e são curados e saem com uma fé mais fortalecida. Estes sabem que ainda que não entendam o que Deus está fazendo, podem confiar nEle. Habacuque experimentou isso e, ao ser sarado, declarou:

“Ainda que as figueiras não produzam frutas, e as parreiras não deem uvas; ainda que não haja azeitonas para apanhar nem trigo para colher; ainda que não haja mais ovelhas nos campos nem gado nos currais, mesmo assim eu darei graças ao Senhor e louvarei a Deus o meu Salvador. O Senhor é a minha força ele torna o meu andar firme como de uma corça e me leva para as montanhas, onde estarei seguro” (Hc 3.17-19).

Quem recorre a Deus, ainda que tenha vacilado na fé, voltará a caminhar firme e subirá novamente para a montanha da comunhão com Deus onde estará seguro.

Pr Edmilson

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Nosso espírito não precisa envelhecer

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Por isso nunca ficamos desanimados. Mesmo que o nosso corpo vá se gastando, o nosso espírito vai se renovando dia a dia. (2 Co 4.16)

Davi foi um grande guerreiro e começou batalhando contra leões e ursos quando ainda era jovem, prosseguiu enfrentando um gigante e no decorrer de sua vida enfrentou diversas outras batalhas. Mas, um dia, por pouco ele não foi morto numa guerra. Graças a um de seus valentes soldados, ele escapou da morte. Depois dessa, seus soldados lhe disseram que ele não iria mais batalhar junto com eles (2 Samuel 21.17). Davi iria lhes ajudar com sua experiência de guerra, mas não pegaria mais na espada. Ele deu de cara com o que Paulo disse: o corpo vai se gastando. Seu corpo já não era mais o do garotão de décadas atrás. Rugas apareceram, os cabelos ficaram brancos, as mãos já não seguravam a espada com a mesma firmeza. É, o corpo estava se gastando. Mas, será que isso queria dizer que era o fim da linha? Não, pois, há algo em nós que não precisa e nem deve envelhecer junto com o corpo. O nosso espírito vai se renovando dia a dia.

Nosso espírito é aquela parte de nós que nos torna criaturas singulares, pois com ela temos comunhão com Deus que é espírito (Jo 4.24). Quando Deus criou o homem, formou seu corpo do pó da terra, e esse um dia voltará para lá (Ec 12.7). Neste corpo formado do pó Deus soprou o fôlego de vida e formou o espírito humano (Gn2.7). Quando o pecado entrou na história humana, o espírito que é como uma lâmpada (Pv 20.27 RA), se apagou e ficou em trevas (Ef 4.18). Mas quando Jesus entrou na história humana, novamente Deus disse: Haja luz, e houve luz. A lâmpada que estava apagada foi acesa novamente (2 Co 4.6). Neste momento somos novas criaturas porque há um novo espírito dentro de nós (Ez 11.19). Esse espírito segue o caminho oposto do nosso corpo. Enquanto o corpo vai se desgastando, o espírito vai se renovando.

Este renovar do espírito não é automático e sim uma resposta ao tipo de vida que vivemos. Nosso espírito vai se renovando à medida que passamos mais tempo na presença de Deus em oração. Nosso espírito vai se renovando à medida que nos alimentamos diariamente da palavra de Deus. Nosso espírito vai se renovando à medida que ouvimos e obedecemos à voz do bom Pastor. Nosso espírito vai se renovando à medida que vamos aprendendo as lições que Deus nos ensina através das circunstâncias que passamos. Não é à toa que as pérolas da literatura espiritual nos foram dadas por homens com o corpo marcado pelo tempo, mas com o espírito renovado. Grandes heróis da fé partiram desta vida fartos de dias, porém com o espírito rejuvenescido.

Há pessoas que espiritualmente nos fazem lembrar “O curioso caso de Benjamim Button”.

Não nos esqueçamos o quanto o corpo pode influenciar o espírito e o espírito ao corpo. Quando uma pessoa, por não aprender a não levar em conta seu próprio corpo amortecido pelos anos (Rm 4.19), passa a se sentir velho e inútil, seu espírito vai envelhecendo também. Mas, quando o que está em evidência na vida de uma pessoa é o seu homem interior, seu corpo é sustentado por este espírito forte. Foi por ter um espírito assim que Calebe, aos 85 anos de idade ainda tinha coragem de enfrentar gigantes (Js 14.10,11). Davi, quando se viu impedido de ir para as batalhas, também não se sentiu jogado fora. Na sua velhice, sob seu comando, seus pupilos fizeram mais do que ele (2 Sm 21.18-22). Na sua velhice, ele compunha salmos mais belos (2 Sm 22). Na sua velhice ele ainda pôde dar conselhos a Salomão para que ele se tornasse um grande rei (1 Re 2).

O tempo pode destruir muita coisa, mas aquilo que dentro de nós foi construído por Deus não será destruído. Nosso homem interior será renovado dia-a-dia e assim nunca desanimaremos da vida e só partiremos quando tivermos completado nossa carreira.

Pr Edmilson

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Filhos - Flechas nas mãos de um soldado

filhos flecha

“Os filhos são um presente do SENHOR; eles são uma verdadeira bênção. Os filhos que o homem tem na sua mocidade são como flechas nas mãos de um soldado. Feliz o homem que tem muitas dessas flechas! Ele não será derrotado quando enfrentar os seus inimigos no tribunal”. Salmo 127.3-5 NTLH

“Os filhos são um presente do Senhor”. Muitos, ao se depararem com os desafios que todos os pais enfrentam ao criarem seus filhos, dizem que filho é dor de cabeça, é trabalho, é problema. Mas a palavra de Deus diz que eles são presente do Senhor e que são verdadeiras bênçãos. Creio que o primeiro passo que todos os pais devem dar é verem seus filhos como Deus os vê. É preciso termos a fé que faz com que possamos dizer: “se Deus disse que eles são presentes, então eles não são acidentes. Se Deus disse que eles são bênção, então eles não são maldição”. Sei que há certas fases em que acreditar nisso exige uma dose maior de fé. Mas, Deus quer que chamemos o que não é como se já fosse (Rm 4.17).

A Bíblia diz que eles são flechas nas mãos de um soldado. O soldado sabia que o propósito de uma flecha era atingir o alvo e, para isso era preciso que ela fosse bem reta. Uma flecha torta, dificilmente atingiria o alvo. Esta figura nos mostra a importância de se trabalhar no caráter dos filhos a fim de que eles entendam o valor da retidão. Uma herança de inestimável valor que um pai deixa aos filhos é o exemplo de uma vida correta. Somente com exemplo é que se poderá ensinar ao filho como é que se caminha com honra nesta terra. Ser honesto em tudo, honrar seus compromissos, ter palavra, respeitar aos outros, ser diligente, plantar coisas boas, fazer o bem, saber que há um Deus que a todos vê, são algumas das coisas preciosas que podemos ensinar aos nossos filhos a fim de que eles sejam flechas retas. Digo ensinar, primeiro através de nossas vidas e depois através de nossas palavras. A promessa de Deus é de que se ensinarmos o menino o caminho em que deve andar, quando for grande não se apartará dele (Pv 22.6). Sabemos que nossos filhos são possuidores do livre arbítrio, e que, têm a capacidade de escolherem o caminho que seguirão, seja ele bom ou mal. Mas, o que Salomão nos mostra é o papel dos pais: ensinar o caminho em que devem andar os filhos. Tomar este caminho é com eles. Nosso papel é apontar as flechas para o alvo. O alvo é o propósito de Deus para a vida de nossos filhos. Sim, Deus tem um projeto para cada um deles. Que tristeza é vermos jovens mergulhados nas drogas e no crime. Este não era o alvo de Deus para suas vidas. Quando vejo aquelas reportagens onde são mostradas quadrilhas presas, algemadas e sendo filmadas e fotografadas, penso em como seus pais estão sofrendo ao assistir aquilo. É claro que nenhum pai apontou suas flechas naquela direção, nenhum pai desejou aquilo para seus filhos. Infelizmente, estas flechas tortas erraram o alvo de Deus para suas vidas. Mas, existe uma promessa que diz que o que está torcido se endireitará (Is 40.4). Muitas flechas tortas serão endireitadas pelos tratamentos de Deus e tomarão o rumo certo em suas vidas. O trabalho de endireitar uma madeira que está torta é dolorido para esta madeira, mas, o resultado é maravilhoso. Se virmos flechas indo na direção errada, a primeira coisa que tranquiliza nosso coração é sabermos que fizemos nossa parte. A segunda é sabermos que Deus tem seus meios para endireitar uma flecha e que, através de nossas orações, irá transformar nossos filhos na bênção que eles vieram ao mundo para ser.

A Bíblia diz que com o coração se crê e com a boca se faz confissão (Rm 10.10). Então é bom praticarmos o falar aquilo em que cremos. É bom pararmos de dizer que nossos filhos são uma decepção, uma vergonha, uma praga. É bom dizermos que nossos filhos são um presente, que são uma bênção. Não estou falando de confissão positiva, estou falando de cremos e declaramos a palavra de Deus, pois, em certos momentos e em certas fases da vida de nossos filhos, a única coisa em que poderemos nos agarrar será nas promessas da palavra de Deus. Há momentos em que se é preciso crer contra a esperança e colocar a palavra de Deus acima daquilo que nossos olhos vêm.

Temos um inimigo que quer nos derrotar através de nossos filhos e que gosta de nos acusar para nos sentirmos os piores pais do mundo. Mas a Bíblia diz que venceremos nossos inimigos, pois a história ainda não acabou. A semente da palavra e do bom exemplo que plantamos no coração de nossos filhos, um dia brotará.

Pr Edmilson

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Entre a unção e o trono

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“Tu cumprirás tudo o que me prometeste. O teu amor dura para sempre, ó Senhor Deus. Não abandones o trabalho que começaste” (Sl 138.8 NTLH).

Entre o momento de uma promessa e o seu cumprimento, geralmente existe um longo período de tempo, provações e situações que parecem indicar que estamos caminhando na direção oposta a esta promessa. Quando Davi foi ungido pelo profeta Samuel na casa de seu pai, ele recebeu a promessa de que seria rei de Israel (1 Sm 16.13). Após isso nós não vemo-lo se aproximando do trono, ao contrário. Após aquela unção, Davi se viu no meio de um redemoinho de problemas e humilhações. Para salvar a sua própria vida, teve que morar em cavernas (1 Sm 22.1). Entregou os pais aos cuidados dos moabitas para poupá-los de suas aflições (1 Sm 22.3). Para não ser morto, se fez passar por louco (1 Sm 21.13). Quem olharia para aquele homem e diria que ele estava a caminho de se tornar rei? Parecia mais que Davi havia entrado num processo de decadência. Provavelmente, muitos olhavam para ele e viam nele um exemplo negativo de alguém que certamente estava fazendo algo errado, pois, somente isso justificaria aquele declinar na vida. É possível que ele tornou-se um provérbio: “Se você não se comportar vai acabar como Davi.” Mas, o olhar de Deus é diferente do nosso e, aos olhos de Deus, Davi estava crescendo. Davi crescia como homem, como líder, como servo. Aqueles anos entre a unção e o trono não foram tempos perdidos, não foram um parêntese em sua vida. Ele estava sendo forjado.

Naquela unção, na casa de Jessé, Deus havia começado um trabalho e, quando Deus começa, ele termina. Deus só precisa de nossa fé e cooperação.

A fé é para nos manter caminhando no rumo certo no meio do nevoeiro. Sem ela, tudo fica confuso e começamos a achar que a promessa não passou de uma ilusão. Quando falta a fé, aquela dos homens de hebreus 11, não conseguimos caminhar como quem vê o invisível. Aí começamos a seguir nossos próprios caminhos e o resultado é um Saul inseguro, ciumento e perturbado. Deus precisa de nossa cooperação para que trabalhemos com Ele. O colocar a coluna de nuvem diante de nós é trabalho dEle, mas o acompanha-la é serviço nosso. Ainda que a nuvem da orientação de Deus pareça estar indo na direção errada, devemos lembrar que Deus sabe o que está fazendo. Ainda que ela nos leve para o vale da sombra da morte, devemos nos lembrar que Deus nos ama e sabe o que é melhor para nós.

Este foi o caminho do jovem pastor que se tornou rei. Este é caminho dos que, pela fé, alcançam promessas.

Pr Edmilson

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Amigo de publicanos e pecadores

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Mateus 11.19

O Senhor Jesus foi chamado de amigo de publicanos e pecadores. Quem falou isso, queria ofendê-lo, mas, não acredito que Jesus recebeu aquilo como uma ofensa. Ele não é amigo do pecado, mas, é sim, amigo dos pecadores. Na verdade, esse foi um dos grandes contrastes entre a pessoa de Jesus e os líderes religiosos de sua época. Os religiosos acreditavam que ser amigo de pecadores seria o mesmo que aprovar suas obras. Por causa disso, eles rejeitavam em suas sinagogas e em seu convívio diário aqueles a quem eles chamavam de “pecadores”. Com Jesus era diferente. Não somente ele os aceitava em sua presença, como também os procurava. Após despedia a multidão, ele foi a uma coletoria, o lugar mais abominável para um judeu, a fim de se encontrar com o publicano Levi (Mc 2.14). Ele poderia sair da Judéia e ir para a Galileia pelo caminho normalmente usado pelos judeus para evitar passar por Samaria. Mas “era-lhe necessário passar por Samaria”(Jo 4.4), não para se encontrar com o prefeito da cidade, nem com uma respeitosa dona de casa, mas sim, com uma samaritana que já havia experimentado cinco casamentos, e que agora vivia com um homem que não era seu marido. Em Jericó, o Senhor Jesus não foi se hospedar na casa de algum chefe de sinagoga, mas sim na casa do chefe dos publicanos (Lc 19.2,5). Ele era mesmo amigo de publicanos e pecadores. Estes se sentiam bem em sua presença, pois ele vinha lhes trazer a boa notícia de que “Deus amou o mundo de tal maneira...”

Jesus sabia caminhar entre dois polos extremos. Por um lado ele não tinha a atitude farisaica de se afastar daqueles a quem Deus ama, e, por outro, não ia para o extremo oposto da doutrina de Balaão. No apocalipse, o Senhor Jesus condena os que seguiam essa doutrina que ensinava uma vida de licenciosidade e pecado (Ap 2.14). Se os fariseus odiavam o pecador junto com o pecado, os discípulos de Balaão amavam o pecado junto com o pecador. O Senhor Jesus não andou por este caminho que nada mais é do que a falsificação da graça de Deus. Por seu amor, ele livrou uma mulher adúltera de ser apedrejada, mas, antes que ela partisse, Ele lhe disse: “não peques mais” (Jo 8.11). Ele livrou-a da morte, mas também lhe mostrou que o adultério é errado. Jesus não se hospedou na casa de Zaqueu para aprovar os roubos e as extorsões que os publicanos costumavam fazer. Foi somente quando Zaqueu disse que iria restituir o que havia roubado, que Jesus disse que a salvação havia entrado em sua casa. Jesus lhe demonstrou amor e consideração, e a resposta a isso foi mudança de vida. Não dava para amar a Jesus e continuar roubando os outros. Assim como não dava para amar Jesus e continuar adulterando. Luz e trevas não podem caminhar juntas, pois uma afasta a outra.

Que aprendamos com Jesus a não caminharmos na religiosidade arrogante que nos afasta daqueles a quem o Filho do homem veio buscar e salvar. Aprendamos com Jesus também a não confundirmos o amor de Deus com libertinagem e cumplicidade para com as obras das trevas. É um caminho estreito no qual, se nos descuidarmos poderemos cair em um ou outro extremo. Quem aprende com Jesus aprende a ser santo, mas também a ser amigo de publicanos e pecadores.

Pr Edmilson

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Feliz na aflição?

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“Meus irmãos, sintam-se felizes quando passarem por todo tipo de aflições.Pois vocês sabem que, quando a sua fé vence essas provações, ela produz perseverança. Que essa perseverança seja perfeita a fim de que vocês sejam maduros e corretos, não falhando em nada!” Tiago 1.2-4

O que Tiago nos ordena fazer parece ser contrário à natureza humana: alegrarmo-nos quando passarmos por todo tipo de aflições. A verdade é que nós fugimos o quanto podemos das aflições. Aflição e felicidade parecem ser coisas que não podem estar juntas. No entanto esta é a ordem dada pelo Espírito Santo através do irmão do Senhor. Mas, observe, que ele não nos manda nos alegrar na aflição pela aflição, pois não há como fazer isso. Esta alegria tem que ser motivada por sabermos que toda aflição permitida por Deus tem um propósito. Devemos estar felizes por sabermos que a aflição produzirá em nós bons frutos.

O primeiro deles é a perseverança que se fortalece em nós cada vez que, pela fé, vencemos as provações. Entenda que, vencer as provações é sairmos delas com a fé intacta e com uma nova revelação de Deus, como aconteceu com Jó (Jó 42.5). Cada vez que atravessamos as circunstâncias difíceis com os olhos no consumador da fé (Hb 12.2), nos tornamos mais firmes em nossa caminhada não nos deixando levar por qualquer vento que sopra. Tornamos-nos mais pacientes pois aprendemos a entregar os nossos caminhos ao Senhor, confiar nEle para que o mais (aquilo que eu não posso fazer), Ele faça (Sl 37.5).

À medida que caminhamos de tribulação em tribulação numa fé perseverante, vamos nos tornando cada vez mais maduros. Ainda que devamos manter a infantilidade no que diz respeito à malícia (1 Co 14.20), no que diz respeito à vida e ao nosso comportamento, devemos amadurecer. Deus não deseja que sejamos meninos inconstantes, mas sim, que alcancemos a estatura de varão perfeito, a estatura de Cristo (Ef 4.13,14). Abraão deu uma festa quando Isaque foi desmamado (Gn 21.8), Deus também festeja quando vê seus filhos amadurecendo. Para isso, ele faz como a águia que por algum tempo alimenta os filhotes, mas no momento certo os empurra para fora do ninho. Muitas tribulações nada mais são do que Deus nos empurrando para fora do ninho do comodismo e da criancice. Ouvi dizer que, aos poucos, a águia vai retirando as folhas que cobrem o ninho e, dia a dia, o ninho vai ficando mais desconfortável, pois os galhos começam a incomodar os filhotes. No começo, eles reclamam, mas depois vão entendendo que é hora de voar. Deus quer que nós voemos também e, para isso, muitas vezes Ele mesmo vai deixando a situação desconfortável. Feliz é quem entende isso, pára de reclamar e alça vôo. Para isso fomos criados

Quem trilha este caminho vai sendo aperfeiçoado a cada dia. Aonde você vir uma pessoa madura e correta, aqueles de quem “Deus não se envergonha de ser chamado de seu Deus” (Hb 11.16), você verá em sua trajetória muitas passagens pelos vales das aflições.

Pr Edmilson

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Passado de vasilha para vasilha

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O SENHOR Deus disse: —O povo de Moabe sempre viveu em segurança e nunca foi levado como prisioneiro para fora do seu país. Moabe é como o vinho guardado, que nunca foi agitado, nem derramado de uma vasilha para outra. O seu gosto nunca se estragou, e o seu sabor não mudou. E assim está chegando o dia em que vou mandar pessoas para derramarem Moabe como se fosse vinho. Essas pessoas despejarão as vasilhas de Moabe e as quebrarão. Jeremias 48.11,12

Os moabitas viviam despreocupados e tranqüilos. Deus os comparou a um vinho que repousava sobre suas impurezas, pois nunca havia sido agitado e nem passado de vasilha para vasilha. O que Deus quis dizer com isso?

Bem, primeiramente Ele chama a atenção para o fato de que o povo de Moabe nunca havia passado por mudanças significativas, ele nunca havia sido agitado. Isso não era nada bom, pois mudanças são essenciais para nosso desenvolvimento e aperfeiçoamento. Quando um vinho ou qualquer outra bebida não é agitada, suas impurezas ficam no fundo e quase invisíveis. Há certas impurezas de nossas vidas que se escondem e só são evidenciadas nas “agitações”. Deus permite que essas agitações venham para que vejamos que há coisas que precisam ser tratadas. Quando as impurezas de nossas vidas aparecem, precisamos deixar que Deus faça conosco o que se fazia com o vinho a fim de torná-lo mais puro: passá-lo de uma vasilha para outra.

Cada vez que um vinho era passado de uma vasilha para outra, parte de suas impurezas ficavam para trás. Deixava-se que ele descansasse mais um pouco e novamente ele era passado para outra vasilha. Após algumas vasilhas, o vinho estava mais puro e mais valioso.

As vasilhas são as mudanças em nossas vidas. Passamos por várias etapas e, em cada uma delas, Deus quer tratar com certos aspectos de nosso caráter para transformá-lo. Cada etapa de nossas vidas é devidamente programada por Deus a fim de nos purificar e nos tornar cada vez mais valiosos. É claro que mudança é algo que meche conosco, que nos incomoda e muitas vezes lutamos contra elas. Mas, vamos nos lembrar que Moabe não teve seu sabor alterado por não haver passado de uma vasilha para outra. E há pessoas que nunca mudam o sabor por fugirem de qualquer coisa que tente lhes tirar de sua posição confortável. Mas, está escrito que, por não haver sido tratado, dias viriam em que Moabe seria jogado no chão e despejado. O vinho que não havia sido tratado seria jogado fora e ficaria imprestável. É justamente isso que acontece com aqueles que não se rendem aos tratamentos de Deus. O vinho acaba se estragando e se tornando inútil.

Deixemos então que Deus venha nos colocar nas vasilhas que Ele quiser. Algumas vasilhas nas quais Ele nos coloca são maiores que as anteriores, outras são menores. Algumas são mais bonitas, outras mais feias. Mas, todas elas vêm com um propósito específico e de cada uma delas saímos mais saborosos e cheirosos. Deus sabe o que faz!

Pr Edmilson

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Quando as pedras não se mexem

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Esta estória é contada de diversas formas e com algumas variantes, mas ela é mais ou menos assim:

Um dia, Deus levou um homem diante de uma enorme pedra e ordenou-lhe que a empurrasse. Obedecendo à ordem de Deus, o homem começou a empurrar a pedra. Mas, por mais que se esforçasse, a pedra não se movia nenhum milímetro. Mas, como foi Deus quem mandou que empurrasse a pedra, o homem continuou tentando, pois, afinal de contas, Deus é coerente e não iria mandá-lo fazer algo que não trouxesse resultados. O tempo passou, o homem continuou tentando, mas, nada da pedra se mexer.

Cansado de não ver nada acontecer, o homem dirigiu-se a Deus e apresentou-lhe suas queixas: “como foi que o Senhor deixou que eu perdesse tanto tempo empurrando uma pedra que se recusa a mexer-se?”. E Deus lhe respondeu:

- Mas, eu não lhe mandei mover a pedra. Eu ordenei que você empurrasse a pedra, o que você fez muito bem.

- Como assim? – disse o homem perplexo – estive este tempo todo empurrando uma pedra que não iria se mexer mesmo? Pra que isso?

- O meu propósito não era com a pedra, e sim, com você.

- Não entendi.

- Filho, olhe para você. Veja como você se tornou forte e robusto desde que começou a empurrar a pedra. Repare nos músculos que cresceram em você.

Reparando em si mesmo, o homem viu que, de fato, ele havia se tornado mais forte e entendeu o que Deus havia feito. Depois disso, com um sopro, Deus fez com que a pedra se mexesse.

Às vezes oramos e lutamos para que situações mudem e elas não mudam. Oramos e fazemos de tudo para que certas pessoas mudem, e nada. Essas coisas nos deixam frustrados e muitas vezes nos impedem de ver o que Deus mais quer fazer que é nos transformar e nos tornar mais fortes. É somente quando entendemos o propósito de Deus e nos deixamos lapidar que Ele vem mover as pedras do nosso caminho. Enquanto isso não acontece, elas estarão lá, imóveis.

Pr Edmilson

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Reaja

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“Dispõe-te” Josué 1.2

Moisés havia sido seu mentor e líder por cerca de quarenta anos. Juntos, eles haviam enfrentado rebeliões e ingratidões do povo. Juntos, haviam entrado na tenda para buscar a face de Deus. Moisés não havia sido apenas um guia, ele era seu amigo. Mas... ele havia morrido. Sim, seu amigo estava morto.

Para Josué, aquilo foi um golpe duro e não estava sendo fácil superar aquele momento. Ele estava prostrado. Assim tem sido com muitos. Muitos ficam prostrados pela dor da perda ou por outras tragédias da vida. Muitos são os que morrem juntamente com os mortos e se perdem com as perdas.

Deus disse a Josué: “Dispõe-te”. Deus estava dizendo a ele, e a todo aquele que se encontra prostrado em qualquer lugar e por qualquer situação: “reaja”. Reaja, pois, se não o fizer, a tristeza crescerá ainda mais e o afundará num abismo que tornará a vida sem luz e sem graça. Reaja, pois, se não o fizer, sua vontade será a de se sepultar em um quarto e não ver a cara de ninguém. Reaja, pois, há uma terra prometida a se conquistar.

Moisés havia morrido e Josué se sentia abandonado, por isso Deus lhe disse: “Eu estarei com você”. Jesus sabe o que é ser abandonado, sem nenhuma mão humana para lhe apoiar. Na noite em que iria ser preso e iria enfrentar todo o sofrimento da cruz, Ele chamou seus discípulos e amigos a fim de ajuda-lo em oração, mas... eles dormiram. Um deles o traiu, o outro o negou três vezes e os outros o abandonaram. É, Ele sabe o que é não ter nenhum apoio humano. Ele havia dito: “Pois chegou a hora de vocês todos serem espalhados, cada um para a sua casa; e assim vão me deixar sozinho. Mas eu não estou só, pois o Pai está comigo” (Jo16.32). Eis a razão da força com que ele enfrentou seus tormentos de cabeça erguida: “O Pai está comigo”. Quando o apoio de homens nos faltarem temos que nos lembrar que temos Alguém que sempre estará conosco.

“Seja forte e corajoso”, Deus disse a Josué. Gente frágil demais não consegue se reerguer dos golpes da vida. Gente frágil costuma se encolher. Deus não pede que tenhamos uma força que não temos. Ele ordena que acreditemos nEle a fim de que Ele seja nossa força.

Deus dá a Josué o manual para uma vida cheia de esperança: “Medita neste livro dia e noite e obedeça o que nele está escrito”. Feliz aquele que vê o valor desta fonte de inspiração que é a palavra de Deus. Ela é o pão que nos fortalece. Ela é a espada do Espírito que nos dá a vitória sobre os gigantes. “Examinai as escrituras”, disse Jesus.

Sejam quais forem as perdas que sofrermos temos que nos lembrar que a vida continua e há muito o que se fazer. Portanto vamos reagir e viver.

Pr Edmilson



 
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