
"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus" (Mateus 7:21).

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus" (Mateus 7:21).
Pois ninguém é aceito por Deus por fazer o que a lei manda, porque a lei faz com que as pessoas saibam que são pecadoras – Romanos 3.20
A preocupação com o eu é sempre um dos mais importantes componentes da culpa e da recriminação que são prejudiciais ao nosso bem-estar geral. Ela incita nossas emoções, agitando-nos de maneira autodestrutiva, enclausurando-nos na fortaleza intransponível do eu, conduz à depressão e ao desespero e toma o lugar da presença de um Deus compassivo. Todo o vocabulário da culpa doentia é severo. É exigente, abusivo, crítico, rejeitador, acusador, incriminatório, condenatório, reprovador e repreensivo. É marcado pela impaciência e pela punição. Os cristãos ficam chocados e horrorizados por terem falhado. A culpa insalubre passa a ser mais importante que a vida. Faz-nos lembrar da história infantil do galinho Chiken Little. A culpa torna-se a experiência em que sentimos que o céu está desabando.
Sim, sentimo-nos culpados por pecados, mas a culpa saudável é a que reconhece o mal cometido, sente o remorso, mas depois está livre para aceitar o perdão oferecido. A culpa saudável concentra-se na percepção de que tudo foi perdoado, de que erro foi redimido.
Brennan Manning
Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me – Mt 16.24
O ensino que o Senhor Jesus dá aos discípulos continua o mesmo até hoje; nada foi mudado. Para a fé fiel e para a obediência filial também não mudou nada. Os verdadeiros discípulos são os homens e mulheres que vivem em associação com o Senhor crucificado, ressuscitado e presentemente glorificado. Submissos à sua palavra, realizam sua obra de fé e amor entre os homens, nas mesmas condições dos discípulos primitivos.
“Se alguém quer vir após mim...” Deus não usa mais a linguagem da antiga aliança; em vez de dar ordens, propõe. Trata-se de um convite que recebemos, tendo a liberdade de aceita-lo ou recusá-lo. A passagem fala da condição de vida de um discípulo que se alista voluntariamente e aceita obedecer, como soldado leal e disciplinado, ao seu Mestre. Até que sejamos submissos por vontade própria, o Senhor apenas nos propõe que nos alistemos nas fileiras de seus discípulos. Não nos obriga a isso.
“A si mesmo se negue...” É nesse ponto que somos postos à prova, porque se essa renúncia não for a base e o fundo de nossa vida de discípulo, o fracasso é certo. Será que já renunciamos a nós mesmos de verdade, sem esperar ser elogiados pelos homens, mas apenas vistos por Deus, que saberá recompensar-nos publicamente na hora devida? Quando respondermos afirmativamente a esse convite do Mestre, nossa vida será protegida e frutífera.
“tome a sua cruz, e siga-me”. Não podemos esperar que as circunstâncias nos obriguem a dar nossa vida, mas devemos oferece-la voluntariamente. O que dá valor à nossa consagração não é somente a decisão de seguir a Jesus e carregar nossa cruz, mas o ato voluntário que realizamos, estando perfeitamente conscientes de não agir por obrigação, mas por amor ao Senhor e ao mundo.
Temos de aceitar o convite e preencher as condições para esse serviço. Só então poderemos servir à humanidade e glorificar a Deus na terra.
H. E. Alexander
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