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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Cultuadores da Auto-imagem

Na manhã seguinte, bem cedo, ele saiu para procurar Saul. Soube que ele tinha ido para a cidade de Carmelo, onde havia construído um monumento em honra de si mesmo, e que depois tinha seguido para Gilgal. 1 Samuel 15.12

sábado, 6 de outubro de 2012

Discipulado Superficial

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus" (Mateus 7:21).
Como é evidente por esta contundente advertência, o discipulado superficial não é invenção do século vinte. Jesus estava atormentado por ela desde o início de sua pregação pública (João 2:23-24). As fileiras dos entusiásticos, mas insensatos "fãs", pareciam crescer juntas com sua popularidade inicial, e ele estava constantemente preocupado em sacudi-los para terem consciência sóbria do que significava segui-lo (Lucas 14:25-35). Entretanto, estes mesmos eram os naturais herdeiros dos fariseus, e dos insensatos ritualistas que, séculos antes, tinham feito nascer a apaixonada e, freqüentemente, fulminante repreensão dos profetas do Velho Testamento (Isaías 1:11-17; Amós 5:21-24).

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Neustã, uma coisa feita de latão

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Também fez em pedaços a cobra de bronze que Moisés havia feito e que era chamada de Neustã. Até aquela época o povo de Israel queimava incenso em honra dela – 2 Reis 18.4

Gosto do discernimento e da coragem do rei Ezequias. Não é à toa que a Bíblia diz que não houve um rei igual a ele. Em seu trabalho de restauração da ordem no reino de Judá, ele quebrou e destruiu a serpente de bronze que Moisés havia feito. Para alguns aquilo parecia ser um sacrilégio, pois, eles cresceram lendo a história de como em certa época enquanto o povo caminhava pelo deserto, serpentes começaram a atacar o povo de Israel. Por ordem de Deus Moisés esculpiu uma serpente de bronze e colocou-a num madeiro auto o bastante para que todos pudessem ver. Todos os que eram picados pelas serpentes, ao olharem para a serpente de bronze eram curados (Nm 21.4-9). Não havia dúvida de que se tratava da ação de Deus através daquele objeto. Foi esta serpente que o rei Ezequias destruiu! Mas por quê? A Bíblia diz que o povo fez daquela serpente um objeto de veneração e idolatria.

Aprendo com isso que é possível desviarmos o nosso coração de Deus e fixá-lo em suas dádivas e transformá-las em ídolos.

Aprendo com isso que, se nos descuidarmos, poderemos idolatrar um instrumento, um canal da bênção de Deus.

Aprendo com isso que devemos entender que há certas coisas que Deus dá com um propósito para um período específico. Quando o propósito é cumprido e o tempo se esgota, aquilo que Deus usou, no máximo passa a ser somente um memorial. É como a blusa que tem um propósito no período do frio, mas que não haveria sentido em continuar sendo usada com a chegada do calor.

A serpente de bronze deveria ser um lembrete do quão Deus abomina a ingratidão e a murmuração. Ela deveria ensinar ao povo que Deus usa o que quer. Ela deveria ser uma profecia visual de que um dia viria Aquele que, apesar de ter aparência da carne do pecado, não traria dentro de si o veneno do pecado; Este seria levantado para salvação de todo aquele que olhasse para Ele com o olhar da fé (Jo 3.14,15). Mas o povo não entendeu nada disso.

Ezequias fez o que todos nós devemos fazer quando a idolatria, que é obra da carne (Gl 5.20), começa a se manifestar em nós e nos leva a cultuarmos aquilo que não passa de “neustã”, uma coisa de latão. Quem curou o povo no deserto foi Deus e não o pedaço de bronze. Sem Deus um objeto não passa de um objeto.

Filhinhos guardai-vos dos ídolos (1 Jo 5.21), sejam eles de bronze, de carne e osso, ou do que quer que seja. Nosso coração, Deus não divide com ninguém.

Pr Edmilson

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Amigo de publicanos e pecadores

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Mateus 11.19

O Senhor Jesus foi chamado de amigo de publicanos e pecadores. Quem falou isso, queria ofendê-lo, mas, não acredito que Jesus recebeu aquilo como uma ofensa. Ele não é amigo do pecado, mas, é sim, amigo dos pecadores. Na verdade, esse foi um dos grandes contrastes entre a pessoa de Jesus e os líderes religiosos de sua época. Os religiosos acreditavam que ser amigo de pecadores seria o mesmo que aprovar suas obras. Por causa disso, eles rejeitavam em suas sinagogas e em seu convívio diário aqueles a quem eles chamavam de “pecadores”. Com Jesus era diferente. Não somente ele os aceitava em sua presença, como também os procurava. Após despedia a multidão, ele foi a uma coletoria, o lugar mais abominável para um judeu, a fim de se encontrar com o publicano Levi (Mc 2.14). Ele poderia sair da Judéia e ir para a Galileia pelo caminho normalmente usado pelos judeus para evitar passar por Samaria. Mas “era-lhe necessário passar por Samaria”(Jo 4.4), não para se encontrar com o prefeito da cidade, nem com uma respeitosa dona de casa, mas sim, com uma samaritana que já havia experimentado cinco casamentos, e que agora vivia com um homem que não era seu marido. Em Jericó, o Senhor Jesus não foi se hospedar na casa de algum chefe de sinagoga, mas sim na casa do chefe dos publicanos (Lc 19.2,5). Ele era mesmo amigo de publicanos e pecadores. Estes se sentiam bem em sua presença, pois ele vinha lhes trazer a boa notícia de que “Deus amou o mundo de tal maneira...”

Jesus sabia caminhar entre dois polos extremos. Por um lado ele não tinha a atitude farisaica de se afastar daqueles a quem Deus ama, e, por outro, não ia para o extremo oposto da doutrina de Balaão. No apocalipse, o Senhor Jesus condena os que seguiam essa doutrina que ensinava uma vida de licenciosidade e pecado (Ap 2.14). Se os fariseus odiavam o pecador junto com o pecado, os discípulos de Balaão amavam o pecado junto com o pecador. O Senhor Jesus não andou por este caminho que nada mais é do que a falsificação da graça de Deus. Por seu amor, ele livrou uma mulher adúltera de ser apedrejada, mas, antes que ela partisse, Ele lhe disse: “não peques mais” (Jo 8.11). Ele livrou-a da morte, mas também lhe mostrou que o adultério é errado. Jesus não se hospedou na casa de Zaqueu para aprovar os roubos e as extorsões que os publicanos costumavam fazer. Foi somente quando Zaqueu disse que iria restituir o que havia roubado, que Jesus disse que a salvação havia entrado em sua casa. Jesus lhe demonstrou amor e consideração, e a resposta a isso foi mudança de vida. Não dava para amar a Jesus e continuar roubando os outros. Assim como não dava para amar Jesus e continuar adulterando. Luz e trevas não podem caminhar juntas, pois uma afasta a outra.

Que aprendamos com Jesus a não caminharmos na religiosidade arrogante que nos afasta daqueles a quem o Filho do homem veio buscar e salvar. Aprendamos com Jesus também a não confundirmos o amor de Deus com libertinagem e cumplicidade para com as obras das trevas. É um caminho estreito no qual, se nos descuidarmos poderemos cair em um ou outro extremo. Quem aprende com Jesus aprende a ser santo, mas também a ser amigo de publicanos e pecadores.

Pr Edmilson

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O vento e os degraus

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Faça calções de linho para cobrir a nudez deles, calções que vão da cintura até as coxas. Exodo 28.42

Os calções de linho eram peças importantes no vestuário do sacerdote. Eles deveriam estar abaixo da túnica e diretamente sobre a pele. Iam da cintura até as coxas. Sua principal função era não deixar que a nudez do sacerdote aparecesse. Duas coisas poderiam fazer com que isso acontecesse: os ventos e os degraus que deveria se subir. Esses calções nos trazem algumas lições preciosas...

Por se tratarem de uma peça que ficava oculta aos olhos das pessoas, só o sacerdote e Deus a viam, creio que estes calções nos falam das coisas particulares entre nós e Deus. Jesus falou de coisas que deveriam ser feitas na particularidade de nossos quartos, com a porta fechada (Mt 6.6). Oração é algo que diz respeito a nós e a Deus somente. Os fariseus fizeram dela uma forma de ostentação. Mas Jesus disse que ela é algo íntimo. Seus frutos serão públicos, assim como os frutos de uma árvore, mas estes frutos só são possíveis devido à raiz que ninguém pode ver.

A grande importância desta vida de particularidade com Deus se vê nos momentos em que os ventos sopram, e eles sopram para todos. As ventanias das adversidades fazem com que as túnicas das exterioridades se levantem e mostrem o que existe abaixo da superfície. É na hora da adversidade que as cascas da religiosidade caem e fica só o que é autêntico. O que mantêm uma árvore de pé durante as tempestades, não são as folhas e sim as raízes. É a nossa vida de particularidade com Deus na oração que nos manterá de pé na tempestade. É uma vida de intimidade com Deus que impedirá que passemos vergonha na ventania.

Outro momento delicado era quando se subia degraus, pois, quem estivesse sem os calções passaria vergonha. Subir degraus fala de sermos levados a uma nova etapa da vida, sermos elevados a algo mais. A falta de preparo tem feito com que muitos passem vergonha no momento em que são elevados. Quando estavam no térreo, parecia que estava tudo em ordem, mas, foi colocá-los um degrau acima e viu-se que era só fachada, pois, faltava algo embaixo.

Cultivemos, pois, nossa vida de intimidade com Deus e vamos nos cingir com os calções da oração. Duas coisas nos esperam: ventanias e degraus. Feliz é aquele que se prepara para eles.

“Feliz aquele que vigia e toma conta da sua roupa, a fim de não andar nu e não ficar envergonhado em público!” Apocalipse 16.15

Pr Edmilson

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Os muros que nos protegem do engano

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Percebi que não era Deus quem o enviara; tal profecia falou ele contra mim, porque Tobias e Sambalate o subornaram – Neemias 6.12

Numa época em que Jerusalém se encontrava desolada e com seus muros destruídos, Deus levantou Neemias a fim de levantar o ânimo do povo e os muros da cidade. Vemos em toda a narrativa do livro de Neemias que, primeiramente, Neemias deu o exemplo de disposição e coragem para que o povo fosse inspirado por ele. Neemias saiu do conforto do palácio do rei da Pérsia e se empenhou em uma tarefa nada fácil. Ele estava com sua vida feita como pessoa de confiança do rei, mas abriu mão de sua posição cômoda para fazer o que ele acreditava ser mais importante.

Quando se dispôs a reconstruir as muralhas da cidade, Sambalate e Tobias, os inimigos de Israel, primeiramente zombaram para ver se ele e o povo desistiriam, depois investiram com ameaças para paralisa-los através do medo. Como por estes meios não conseguiram nada, investiram de uma forma mais sutil.

Quando os muros já estavam terminados, faltando apenas colocar as portas, Neemias foi chamado à casa de um certo Semaias. Não se sabe muita coisa sobre este homem, pois, nada mais se fala dele em nenhum outro lugar na Bíblia. Mas, o texto nos dá a entender que ele era algum profeta. Ele se encontrava “encerrado” em sua casa. Provavelmente envolto em um ar místico de retiro espiritual em sua casa, Semaias fala a Neemias de uma suposta revelação de que seus inimigos vinham ao seu encontro para matá-lo e que o melhor seria correrem para o Lugar Santo do templo a fim de se esconderem. Ao receber este conselho, Neemias ficou alerta. Que conselho era aquele? Se esconder?! E se esconder num lugar que a própria lei de Deus dizia que somente o sacerdote poderia entrar, coisa que Neemias não era?! Alguma coisa estava errada!

Com toda firmeza, Neemias disse que não iria fugir, pois não era do seu feitio fugir do que quer que fosse. De onde vinha tamanho discernimento a ponto de Neemias rejeitar prontamente aquele conselho vindo de um profeta, de um homem que estava recluso em sua casa a fim de “buscar a Deus”?

Neemias tinha princípios que guiavam sua vida e o faziam caminhar com segurança: um era sua vida de comunhão com Deus através da oração, o outro era a palavra de Deus, a qual ele procurava conhecer e viver. Por andar próximo a Deus, ele sabia que palavras que vêm nos amedrontar não provêm de Deus. Deus semeia fé e coragem. Quem semeia medo é o diabo através de seus emissários. Por conhecer a palavra de Deus, Neemias sabia que Deus não iria mandá-lo fazer algo contrário à Sua palavra. Só os sacerdotes poderiam entrar no Lugar Santo, a palavra de Deus dizia isso. Deus não manda ninguém desobedecer Sua palavra.

O texto não diz que Neemias ouviu uma voz do céu dizendo que Semaias estava mentindo. Está escrito: “percebi que não era Deus que o enviara”. Neemias “percebeu”. Quem possui uma vida de comunhão com Deus e está firmado em Sua palavra, sempre perceberá os ardís do diabo ainda que ele se apresente como um anjo de luz.

Neemias estava ensinando o povo a levantar muros não somente em volta de uma cidade, mas também, em volta de sua vida. Muros falam de firmeza, proteção e definição. Quem se firma na palavra de Deus, está construindo muros espirituais em sua vida.

Tivesse Neemias atendido a voz de Semaias, teria pecado contra Deus e jogado seu nome e sua reputação na lama. Logo, todo o Israel ficaria sabendo que seu governador que tanto os encorajava havia fugido com medo. Logo todos ficariam sabendo que o homem que tanto os incentivava a serem fieis a Deus, havia agido em contradição com Sua palavra. Neemias seria desmoralizado. E é isso o que acontece com todos os que seguem palavras e conselhos contrários à palavra de Deus, ainda que tenham saído da boca de um “profeta”. O diabo quer desmoralizar pessoas. Suas vítimas são aqueles que não têm muros de proteção em sua vida espiritual. Aprendamos com Neemias e... mãos à obra.

Pr Edmilson

terça-feira, 27 de julho de 2010

Santidade segundo Jesus

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Agora olhe para Jesus e veja o que é Santidade.

Para Jesus, santo é aquele que não julga o próximo; que anda mais de uma milha com o inimigo; que dá a capa para cobrir o frio do adversário; que não passa ao largo quando vê um homem caído na estrada; que dá água com amor aos irmãos como se fosse o próprio Jesus quem bebesse; que veste o nu, abriga o órfão, acolhe o desamparado, abre a alma ao faminto, e não se esconde de seu semelhante.

Sim, para Ele, o santo é quem crê; é quem busca a verdade e a humildade, enquanto o pecado é a incredulidade.

Santidade, para Jesus, é simplicidade e gratidão. E, conforme Jesus, o santo é alguém livre para amar... Quanto mais santo se é, mais voltado se fica para o próximo e menos egoísta se torna o ser. Por quê? Ora, porque aumentando a consciência na Graça, aumenta, naquele que recebeu de Graça, a vontade de doar Graça.

Desse modo, a Graça opera a Lei do Amor. Quem recebeu perdão perdoa; quem recebeu graça derrama graça; quem não foi julgado, porque Jesus foi julgado em seu lugar, não julga.

A Lei da Graça, portanto, é o Amor e a síntese do Evangelho pregado por Jesus, que ensinou a Graça de Deus o tempo todo sem, contudo, nunca ter se valido do termo.

Caio Fábio

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Fonte: Um só caminho, pg 69

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O encontro

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E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:3)

Os homens rejeitaram a Cristo, não por cau­sa do que Ele fez, mas por causa de quem Ele era; e são convidados a crer no que Ele é, e não primei­ramente no que Ele fez. “Aquele que tem o Filho tem a vida”. A apreciação adequada de sua obra deve existir, mas a questão principal é se você tem ou não o Filho, e não primeiramente se vo­cê entende ou não todo o plano da salvação. A primeira condição da salvação não é conhecimen­to, mas o encontro com Cristo.

Poderíamos encontrar pessoas que foram sal­vas por meio de textos bíblicos inadequados! Fo­ram tocadas por meio de versículos que, a nosso entender, não indicam o caminho da salvação, e quase chegamos a pensar que não poderiam ser salvas nessa base! Sempre desejei que aqueles que eu levava a Cristo fossem salvos na base de versí­culos como João 3:16, mas acabei me convencen­do de que tudo o que é necessário para o passo inicial, é que haja um contato pessoal com Deus. Não importa, assim, qual o texto que Deus esco­lhe usar para esse vital primeiro passo.

W. Nee

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Liberdade de consciência

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"Para a liberdade foi que Cristo nos libertou" - Gálatas 5.1

Somos chamados a pregar liberdade (libertação) de consciência, não liberdade de opinião. Se temos a liberdade de Cristo, levare­mos outros a conhecer essa mesma liberdade — a liberdade de podermos experimentar o domínio de Jesus Cristo.

Avalie sempre a sua conduta e vida pêlos padrões de Jesus Cristo. Curve a cerviz somente ao Seu jugo e a nenhum outro, seja ele qual for; e tenha o cuidado de jamais colocar sobre outros um jugo que o próprio Jesus não teria colocado. Será necessário muito tempo para Deus nos tirar a teimosia de pensar que, a menos que todos pensem como nós, estão todos errados. Essa nunca é a posição de Deus. Existe apenas uma liberdade atuante em nossa consciência, capacitando-nos a fazer o que é certo: a liberdade em Jesus.

Não se torne impaciente; lembre-se de como Deus o tratou — com paciência e com gentileza; nunca, porém, dilua a verdade de Deus por isso. Deixe-a agir e nunca peça desculpas por ela. Jesus disse: "Ide... fazei discípulos", não "fazei adeptos das suas ideias e opiniões".

Oswald Chambers

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Comunicação é Muito Mais Do Que Palavras

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Existem basicamente dois tipos de pessoas que se comprome­tem em conversações: aquelas que querem se comunicar e aquelas que querem se mostrar. O posterior é normalmente um "entendido" em tudo. Ele não pode resistir à tentação de dar a sua opinião na roda. Ele é o amigo que faz um comentário na sala de aula a fim de ser notado pelos outros em vez de aprender com os outros.

O verdadeiro entendido a respeito de um tema nunca precisa humi­lhar os outros para que ele seja reconhecido. Nem mesmo precisa usar um jargão técnico estrangeiro na comunicação com o público leigo. Tal jargão é útil entre profissionais, mas basicamente inútil em outros lugares.

Nós temos criado um jargão próprio para a religião - palavras como salvação, santificação, santidade, e reconciliação. Estas são pala­vras inestimáveis e significantes para nós, mas elas nem sempre se comunicam com as pessoas que não são cristãs.

Um dos paradoxos da comunicação é que a palavra deve ser enten­dida por ambas as partes antes de ela ser aceita para uso. Só porque você entende a palavra ou o conceito, não significa que a pessoa com quem você está conversando também a entende. O comunicador, en­tão, é responsável por escolher palavras que são aceitáveis para ambas as partes. Usar palavras difíceis e longas simplesmente pelo fato de elas impressionarem, não significa que elas farão uma boa comunica­ção. Jogar palavras ao ar e assumir que elas serão entendidas é ser irresponsável e egoísta.

E. H. Hutten conta uma bonita história sobre Albert Einstein. É um bom exemplo de como um "entendido", que conhece bem de um cer­to assunto, não sente a necessidade ou o desejo de impressionar aos outros. Enquanto em Princeton, Einstein ocasionalmente comparecia a conferências dadas por cientistas, que normalmente se expressavam e se apresentavam de maneira obscura e técnica. Assim Hutten relata o fato:

Einstein se levantava após a apresentação e perguntava onde é que ele poderia escrever uma questão. Então ele ia até o quadro negro e começava a explicar a mesma apresentação feita pelo conferencista, mas de uma maneira bem mais simplificada. "Eu não tenho certeza de tê-lo entendido corretamente", dizia ele com grande gentileza, e então deixava claro que o conferencista não tinha se pronunciado cla­ramente.

É isto o que significa ter uma comunicação efetiva. Jesus era o Mestre em nunca assumir que algo tinha sido comunicado somente por ter sido dito. Ele usava de uma criatividade infinita: ilustrações, parábo­las, testes, questões, estudos, e assim por diante. O teólogo e filósofo Aquinas disse há muito tempo, "O professor ruim fica onde ele está e pede ao aluno que venha até ele". "O bom professor vai até onde o aluno está, o chama, e o lidera para onde ele deve ir".

Max Lucado

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Um furor hipócrita

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“Então Davi ficou furioso com aquele homem e disse: —Eu juro pelo SENHOR, o Deus vivo, que o homem que fez isso deve ser morto!” – 2 Samuel 12.5

Natã contou a Davi que um homem, possuidor de rebanhos e propriedades havia pego a única ovelha que um homem pobre possuía para servir um banquete a um visitante. Aquela ovelha era como se fosse da família do outro homem e por isso dava para imaginar o estado em que ele ficou. Quando Davi ouviu isso ficou indignado e cheio de furor. Ele disse que o homem que fizera isso merecia a morte, e pela ovelha que ele matou deveria dar outras quatro. É, Davi ficou furioso! E quem não ficaria? Mas, havia algo de errado com a indignação de Davi. Isso ai! Há indignações certas e indignações erradas. Há uma indignação que nos faz lutar contra a injustiça, que nos move em socorro de alguém, que nos faz virar a mesa dos vendilhões do templo. Que seria deste mundo sem essas santas indignações? Mas, a de Davi não era assim. Ele ficou furioso porque um homem rico havia tomado a única ovelha de um outro, mas ele, mesmo sendo rei e possuidor de um harém particular, havia roubado e possuído a mulher de seu leal soldado. Ele ficou furioso pela morte da ovelhinha, mas ele havia ordenado à morte do marido traído e soldado valente, para esconder seu erro. Davi havia feito barbaridades e, por cerca de um ano, jogou tudo para debaixo do tapete, e mesmo assim estava furioso com “coisas erradas” envolvendo ovelhas, banquetes e deslealdades. O telhado de Davi era de vidro e, mesmo assim, ele queria atirar pedras com furor, na janela dos outros.

Há um furor que incita pessoas a entrarem em cruzadas contra isto ou aquilo publicamente, enquanto se pratica coisas piores nas câmaras e nos recônditos particulares. Quantas guerras “santas” para defender a moral e os bons costumes promovidas por pessoas que, em oculto, nada tem de moral e que usam estas guerras como uma espécie de compensação ou como cortina de fumaça. Isso tem nome...

Então não se deve lutar contra nada, nem se encher de furor por nada? É claro que se deve, sim. Mas vamos nos lembrar que a historia e os sistemas nunca foram mudadas por hipócritas. Ninguém vence os erros públicos enquanto abriga e cultiva erros piores em particular.

Quem quer mudar a história e influenciar o mundo deve travar guerra primeiramente no campo de sua própria vida. Ninguém muda nada se não mudar a si mesmo primeiro. Ninguém conseguirá combater as injustiças se primeiro não aprender a ser justo quando está longe do alcance dos olhos dos homens.

O homem mais influente deste mundo disse: “Acautelai-vos do fermento dos fariseus que é a hipocrisia” (Lucas 12.1).

Pr Edmilson

quarta-feira, 17 de março de 2010

Judas, o homem que nunca soube

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Algumas vezes, eu tentei imaginar que tipo de homem este Judas era. Como ele era, quem eram os seus amigos.

Eu acho que eu o estereotipei. Eu sempre o imaginei como sendo magro, de olhos grandes e redondos, dissimulado, uma pessoa vil, de barba pontuda e muito mais. Eu o descrevi como alienado em relação aos outros apóstolos. Sem amigos. Distante. Sem dúvida ele era um traidor e um colaboracionista. Provavelmente o resultado de um lar desmoronado. Um delinqüente em sua juventude.

No entanto, eu imagino se isso fora verdade. Nós não temos nenhuma evidência (somente o silêncio de Judas) que sugeriria que ele fosse uma pessoa isolada. Na última ceia, quando Jesus disse que o seu traidor havia assentado à mesa, nós não achamos nenhuma passagem que mostre os apóstolos se virando para Judas como se ele fosse o ardil traidor.

Não, eu acho que nós o pegamos como bode expiatório. Talvez ele fosse exatamente o contrário. Em vez de magro e dissimulado, talvez ele fosse robusto e jovial. Em vez de quieto e introvertido, talvez ele poderia ter sido extrovertido e cheio de boas intenções. Eu não sei.

Mas para todas as coisas que nós não sabemos a respeito de Judas, existe uma coisa certa que nós sabemos: Ele não tinha relacionamento com o Mestre. Ele viu Jesus, mas não o conhecia. Ele ouviu Jesus, mas não o compreendeu. Ele tinha uma religião, mas não tinha um relacionamento.

Como Satanás trabalhava à sua maneira ao redor da mesa, ele precisava de um tipo especial de homem para trair o nosso Senhor. Ele precisava de um homem que tinha visto Jesus, mas que não o conhecia. Ele precisava de um homem que conhecia as ações de Jesus, mas que havia omitido a missão de Jesus. Judas era o homem. Ele conhecia o império, mas ele nunca conheceu o Homem.

Nós aprendemos esta intempestiva lição do traidor. As melhores armas de Satanás não são de fora da igreja; elas estão dentro da igreja. Uma igreja nunca morrerá por causa da imoralidade em Hollywood ou por causa da corrupção em Washington. Mas morrerá por uma corrosão dentro de si mesma – por causa daqueles que defendem o nome de Jesus Cristo, mas na verdade nunca o conheceram, e por causa daqueles que têm religião, mas não tem relacionamento.

Judas carregou o manto da religião, mas nunca conheceu o coração de Cristo. Vamos fazer com que esse seja o nosso objetivo a ser conhecido... profundamente.

 

Max Lucado

terça-feira, 9 de março de 2010

Publicanos e fariseus: filhos da mesma mãe e do mesmo pai

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A culpa tende a gerar duas tendências na alma. Ou ela vai para o pólo “coerente” com o estado de transgressão pelo qual a pessoa se sente culpada, mergulhando e ensopando a alma nos banhos da entrega ao objeto da transgressão, ou ao seu desejo, ou mesmo à multiplicação indiscriminada e repetitiva do mesmo comportamento ou sentimento pelo qual a pessoa se sente culpada; ou, então, ela, a culpa, leva a alma para o pólo oposto, fazendo da própria transgressão e da culpa um dado moral para os outros, posto que em tal “lógica” existe o seguinte argumento: “Já que eu sei que é mal para mim, e como não consigo deixar, lutarei contra a possibilidade de que outras pessoas sejam atingidas pelo mesmo mal”. Ora, é por esse piedoso argumento que todos os fariseus da história mataram e matam os "coerentes" com eles próprios, ainda que aos olhos do mundo fossem "diferentes".

Ora, isto é assim porque no primeiro pólo estão os publicanos, e no segundo estão aos fariseus.

Assim nascem os dois pólos que são fruto exatamente da mesma coisa: culpa.

Tanto o frouxo e libertino quanto os legalistas e farisaicos, são afligidos pelo mesmo mal: culpa.

O culpado que tende para a primeira categoria é aquele que se enxerga minimamente, e como não consegue vencer em si mesmo aquilo que acha ruim, decide não se meter na vida de ninguém, posto que ele mesmo sabe como é a sua própria natureza. Daí esse ir ao templo e dizer: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!”

Já o culpado que tende para a segunda categoria, é aquele que se enxerga, mas não quer que ninguém mais o perceba, daí ele se esconder atrás das proibições das coisas que mais o seduzem. E como esse estado gera muita angustia, a pessoa acaba por se endurecer para não ter que sofrer a si própria como incoerência crônica, e, assim, torna-se um legalista para os outros, como se em assim procedendo, ele diminuísse a sua própria culpa. Daí esse ir ao templo se jactar em oração de não ser como os demais homens da terra: pecadores.

Para Jesus as duas coisas eram ruins, mas Ele preferia o pessoal do primeiro grupo, e apenas por uma razão: tais pessoas raramente deixam de ser vulneráveis à verdade, e tornam-se profundamente mais convertíveis que as outras, posto que confessam quem são, enquanto os do segundo grupo julgam os outros, enquanto eles mesmos estão em pior situação, posto que lutam contra quem são acusando os outros de serem exatamente como eles são, só que ninguém sabe. Desse modo, seu estado caminha para a petrificação.
Ora, é por tudo isto que eu afirmo outra vez: somente na Graça a alma pode parar de ser vitimada por esses dois pólos, pois é somente sob a Graça que o coração pode parar a tendência natural da culpa de posicionar a alma num desses dois pólos do coração.

Pois é somente na justiça que vem da fé no que Jesus já fez por nós, que o coração pode se assentar perdoado a fim de poder ser transformado.

Longe da Graça os ambientes que prevalecem são os desses dois pólos: o da frouxidão e ou o da petrificação. Um é pasta. O outro é pedra. O coração, todavia, quer ser apenas de carne.

Caio Fábio

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Fonte: Caminho da Graça

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Sobre sermos como crianças

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"... e disse: 'Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus. Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos céus. 'Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo'." Mateus 18:3-5

Em nítido contraste com a percepção farisaica de Deus e da religião, a percepção bíblica do evangelho da graça é a de uma criança que jamais experimentou coisa alguma a não ser o amor, de uma criança que tenta fazer seu melhor por ser amada. Quando comete erros, sabe que esses erros não põem em risco o amor de seus pais. A possibilidade de seus pais pararem de amá-la se ela não arrumar seu quarto nunca nem sequer lhe passa pela mente. Eles podem desaprovar seu comportamento, mas o amor deles não depende do desempenho dela.

Os pais amam um filho antes mesmo de ele deixar sua marca no mundo. As realizações futuras na vida do filho confiante não são o esforço por granjear aceitação e aprovação, mas o extravasar abundante que resulta do sentir-se amado.

O rosto que a criança apresenta é seu próprio rosto, e ela não olha para o mundo apertando os olhos e forçando a visão para conseguir enxergar os rótulos das pessoas. O fariseu interior gasta a maior parte do tempo reagindo a rótulos, seus e dos outros.

As qualidades positivas da criança — franqueza, dependência confiante, espírito lúdico, simplicidade, sensibilidade aos sentimentos — impedem-nos de nos fechar para as novas idéias, para as surpresas do Espírito e para as oportunidades arriscadas de crescimento. Minha criança interior é filho do Pai, bem firme em seus braços, tanto na luz quanto na sombra.

Brennan Manning

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Mudando as manchas do leopardo

imageUm dia Deus perguntou: “Pode o leopardo mudar as suas manchas?” (Jr 13.23). A resposta para esta pergunta retórica é obvia, “não”. “Se isso fosse possível, vocês, que só sabem fazer o mal, também poderiam aprender a fazer o bem”, Deus completou.

O homem nasce com uma força dentro de si que o impele para o mal. Infelizmente, para se fazer o bem é preciso que se ensine, mas, para se fazer o mal, parece que o homem já nasce sabendo. Este impulso para o mal leva o homem por caminhos tortuosos e faz com que sua vida vá se bagunçando mais e mais. Quando o homem olha para trás e vê em que se tornou sua vida, é que ele sente o desejo de poder passar a limpo sua existência, o desejo de zerar e começar tudo de novo. Mas, ele se sente como o leopardo que não pode mudar suas manchas a menos que um milagre aconteça. O desejo ele tem, mas não encontra a força para a mudança. É ai que entra Deus na história.

Zaqueu, o chefe dos cobradores de impostos da cidade de Jericó, sentia na pele o que era saber que não deveria roubar, mas mesmo assim roubava seu próprio povo. Ele sabia o quanto era uma vergonha para sua família, que provavelmente o consideravam como morto. Os religiosos faziam sua parte para fazer com que ele se sentisse pior ainda. Eles gostavam de lembrá-lo o quanto o fogo do inferno o estava esperando. Mas, fazer o que? O leopardo não pode mudar suas manchas...

Mas, foi no dia em que ele recebeu em sua casa o Homem a quem chamavam de Mestre, que ele começou a ter esperança. Este homem não veio em sua casa para colocar o dedo em sua cara e mostrar o quanto ele estava perdido. Ele não veio ali para lhe dar lições de moral. Ele simplesmente veio à sua casa.

No meio daquele jantar, na presença daquele Homem que irradiava a luz do amor de Deus, daquele homem que não lhe julgou nem lhe condenou, daquele homem que não tinha nojo dele, que Zaqueu decidiu, isso mesmo, decidiu, tomar um novo rumo na vida. Uma nova força surgia dentro dele, uma força que ele sabia que não era dele. Era uma força que emanava do Homem a quem ele hospedou. Ele decidiu, e declarou sua decisão. Metade da riqueza que ele havia conseguido à custa de uma vida vazia e discriminada seria doada aos pobres. Quanto ao mais de suas riquezas, ele procuraria aqueles a quem havia lesado e lhe devolveria o que havia roubado, com juros.

Jesus não mandou que ele fizesse nada daquilo. Mas, Zaqueu estava sendo mudado de dentro para fora. Toda decisão é seguida por ação, a fim de não ser somente palavras. E são nessas decisões que Deus age, dando ao homem a força de que ele precisa para executá-la.

Ao ouvir isso, e sabendo que não eram meras palavras, Jesus disse: “A salvação chegou a esta casa”. É, o leopardo estava mudando suas manchas. Um milagre estava acontecendo. Uma festa estava acontecendo no céu (Lucas 19.1-9).

Pr Edmilson

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Conhecer e experimentar

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Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra. – Oséias 6.3

Há duas maneiras de conhecer as coisas. Uma é a noção e o conceito formulados pela mente: tenho idéia sobre alguma coisa. A outra faz parte da própria vida: conheço algo pela minha experiência interior. Um cego que seja inteligente pode conhecer tudo o que a ciência ensina sobre luz, contanto que alguém leia para ele livros pertinentes ao assunto. Entretanto, uma criança, ou mesmo uma pessoa inculta, mesmo que jamais tenha pensado a respeito da luz, conhece-a muito melhor do que aquele cego erudito. Este conhece tudo o que é possível sobre a luz por intermédio do seu pensamento, mas a criança conhece a luz perfeitamente bem por vê-la e por desfrutá-la.

Acontece a mesma coisa em relação a Deus. A mente de uma pessoa pode formar pensamentos sobre Deus e conhecer todas as doutrinas, sem que o seu íntimo conheça o real poder de Deus. É por essa razão que as Escrituras dizem: “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (1 João 4.8). A pessoa pode saber tudo acerca de Deus e acerca do amor; pode ser capaz de formular lindos pensamentos a respeito do amor, mas, se não amar, não O conhece. Somente o amor pode conhecer a Deus. Conhecer a Deus na experiência é a vida eterna (Jo 17.3).

Andrew Murray (Adaptado)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Quando se vive para impressionar os outros

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Ele (Saul) tinha ido para a cidade de Carmelo, onde havia construído um monumento em honra de si mesmo – 1 Samuel 15.12

Saul havia feito coisas aparentemente boas. Ele havia praticado um ato de caridade para com o rei Agague, poupando sua vida, e um ato de devoção para com Deus, separando o melhor do gado de Amaleque para oferecer-Lhe como sacrifício. No entanto, Deus enviou o profeta Samuel para dizer que Saul estava reprovado como rei. O que seriam vistos como gestos nobres, foram a causa da rejeição de Saul como rei. O texto nos mostra o porquê desta posição de Deus em relação às atitudes de Saul. Diz o texto que Saul estava levantando um monumento para si mesmo. Quem diria que por traz de atitudes tão bonitas, na verdade estavam escondidas intenções tão baixas. O que contava para Saul não era o bem que ele queria ao rei Agague, nem o quanto ele iria honrar a Deus com sua oferta. Em linguagem clara, Saul queria impressionar, queria aparecer.

Assim é com todo aquele que faz as coisas, por mais bonitas e caridosas que sejam, com a intenção errada no coração. Assim é aquele que faz as coisas certas, mas com o desejo de aparecer. Assim é com aquele que quer na verdade levantar um monumento para si mesmo. O que fazem não é para ajudar quem quer que seja. O que interessa a estes é a impressão que vão causar nos outros. Pessoas assim ficam profundamente ofendidas quando não são reconhecidas, de preferência publicamente. Jesus disse que estes já receberam seu galardão, portanto, não podem esperar nada do Pai que vê tudo o que os homens fazem e porquê (Mt 6.1).

É claro que somos chamados para as boas obras. Mas, cada vez que notarmos em nós o desejo de sermos aplaudidos e de impressionarmos, é hora de examinarmos nosso coração e pedirmos que Deus o purifique. Mesmo porque, mais cedo ou mais tarde, o que está em nosso coração acabará vindo à tona.

Saul esperava ser aclamado, mas foi rejeitado. Que Deus nos guarde de sermos enganados por nós mesmos!

 

Pr Edmilson

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Os filhos do trovão

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E mandou mensageiros diante da sua face; e, indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos, para lhe prepararem pousada. Mas não o receberam, porque o seu aspecto era como de quem ia a Jerusalém. E os discípulos Tiago e João, vendo isso, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? Voltando-se, porém, repreendeu-os e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia. Marcos 9.52-56

Jesus e seus discípulos se dirigiam para Jerusalém e passaram por Samaria. A intriga entre judeus e samaritanos era coisa antiga e por isso os samaritanos não quiseram recebê-los na cidade. Sim, eles foram expulsos de lá! Os discípulos ficaram indignados. João, juntamente com seu irmão Tiago sugeriu a Jesus que pedissem fogo dos céus para consumir com aqueles samaritanos. Acredito que o apelido “filhos do trovão”, que Tiago e João receberam (Mc 3.17), tem a ver com este episódio. Movidos pela indignação, os filhos do trovão queriam ver aqueles samaritanos queimarem. Jesus os repreendeu e lhes disse que não sabiam qual era aquele espírito que os estava impulsionando. Quem os estava impulsionando não era o Espírito de Cristo, que veio para salvar os homens, e sim, um espírito xiita de religião. Este espírito de religião é quem levanta os muros da humanidade e faz com que os homens briguem acreditando que estão lutando por Deus. Este espírito faz com que os homens enxerguem em cada pessoa que pensa diferente, um candidato ao fogo. Este espírito faz com que os homens se matem por um zelo que eles acreditam ser santo. Os discípulos tinham muito que aprender! E quem não tem?

Gosto de ver o progresso dos filhos do trovão, principalmente de João. Quando lemos suas epístolas, vemo-lo liberto daquele espírito de intolerância:

Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. (1 João 2.1,2)

Devem ter dito a João que alguém havia “pecado” e perguntado o que fazer. Fosse em outras épocas, João teria dito que o fogo o esperava. Mas, o filho do trovão havia aprendido e evoluído. Ele, primeiramente, mostra o desejo de Deus, que não pequemos. Deus quer sim que andemos em santidade. Mas, enquanto formos de carne e osso, volta e meia estaremos sujeitos a ter problemas com o pecado. Perfeito, só Deus. Nós estamos sendo aperfeiçoados. Nestes casos, nos casos de queda, João disse que temos junto ao Pai um Advogado para nos defender. Ele é a nossa propiciação, Ele é aquele que apazigua a ira. Ele é a propiciação pelos nossos pecados e do mundo inteiro.

Liberto do espírito de furor religioso, o filho do trovão descobriu o que é amor, graça e misericórdia. Foi ele quem disse: “Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”(1 João 4.8). Que Deus nos ajude a evoluirmos e nos libertarmos dos espíritos estranhos que nos movem e prosseguirmos em conhecê-Lo. Quanto mais O conhecermos, mais parecidos com Ele ficaremos.

Pr Edmilson

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O estado da igreja atual e a singularidade dos caminhos de Deus

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Habacuque 1:1-11

A primeira coisa que descobrimos quando estudamos as ações de Deus é que pode parecer que Ele esteja estranhamente silencioso e inativo em cir­cunstâncias provocativas. Por que Deus permite que certas coisas aconteçam? Por que a Igreja Cristã é o que é hoje? Veja sua história no decurso dos últimos quarenta ou cinqüenta anos. Por que permitiu Deus tais condições? Por que ele não fere de morte as pessoas que proferem blasfêmias e negam a fé que deveriam pregar? Por que permite ele que se façam tantas coisas erradas até mesmo em seu nome? Também, por que Deus não respondeu às orações de seu povo fiel? Vimos orando pelo reavivamento durante trinta ou quarenta anos. Nossas orações têm sido sinceras e urgentes. Temos deplorado o estado das coisas e temos clamado a Deus por causa dessa situação. Mas ainda assim parece que nada acontece. A seme­lhança do profeta Habacuque, muitos pergun­tam: "Até quando clamarei eu, e tu não me escutarás? gritar-te-ei: Violência! e não salvarás?" Muitas vezes as pessoas se impacientam com a demora. Como podemos entender que um Deus santo permita que sua própria Igreja seja o que é hoje?

A segunda coisa que descobrimos é que Deus, às vezes, dá respostas inesperadas às nossas orações. Isto, mais do que qualquer outra coisa, foi o que deixou Habacuque perplexo. Por um longo tem­po Deus parece não responder. Então, quando responde, o que diz é mais misterioso até do que sua aparente falha em ouvir as orações. Na mente de Habacuque estava perfeitamente claro que Deus tinha de castigar a nação e depois enviar um grande reavivamento. Mas quando Deus disse: "Estou respondendo à sua oração suscitando o exército caldeu para marchar contra suas cidades e destruí-las", o profeta não conse­guia acreditar no que ouvia. Mas foi o que Deus lhe disse, e o que realmente ocorreu. Todos nós temos a tendência de prescrever as respostas às nossas orações. Pensamos que Deus pode manifestar-se somente de uma forma. Mas a Bíblia ensina que Deus às vezes responde às nossas orações permitindo que as coisas piorem muito antes que possam melhorar. Ele pode, às vezes, fazer o contrário do que prevemos. Ele pode esmagar-nos, colocando-nos frente a frente com um exército caldeu. Mas é um princípio fundamental na vida e caminhar da fé que, quando tratamos com Deus, devemos estar sem­pre preparados para o inesperado. Gostaria de saber o que nossos pais teriam pensado há quarenta anos se pudessem prever o estado atual da Igreja Cristã. Eles já se sentiam infelizes com o andamento da época. Já estavam realizan­do reuniões de despertamento e buscando a Deus. Se pudessem ver a Igreja de nossos dias, não creriam no que viam. Jamais poderiam ter imaginado que a igreja se afundasse tanto espiri­tualmente. Mas Deus permitiu que isto aconte­cesse. Tem sido uma resposta imprevista. Deve­mos apegar-nos à esperança de que ele tem permitido que as coisas piorem antes que, final­mente, melhorem.

O terceiro aspecto surpreendente dos cami­nhos de Deus é que Ele às vezes usa instrumentos estranhos para corrigir seu povo. Os caldeus, dentre todos os povos, são os que Deus vai suscitar para castigar a Israel! Não se podia imaginar tal coisa. Mas aqui também está um fato evidente em toda a Bíblia. Deus, se assim o quiser, pode usar até mesmo os ímpios caldeus. No curso da história ele tem usado toda sorte de instrumentos estranhos e inesperados para a realização de seus propósitos. Este é um fato pertinente aos nossos dias, pois parece que, segundo a Bíblia, muito do que acontece no mundo agora deve ser examinado nesta luz. A importância de tudo isto reside no fato que, se não virmos as coisas do modo certo, nossas orações serão erroneamente concebidas e erro­neamente dirigidas. Temos de admitir o verda­deiro estado da Igreja e reconhecer sua iniqüida­de. Devemos entender a possibilidade de que as forças que hoje mais se opõem à Igreja Cristã talvez estejam sendo usadas por Deus para seu próprio propósito. O ensino claro do profeta é que Deus pode usar instrumentos muito estra­nhos, e às vezes o último instrumento que teríamos esperado.

Martyn Lloyd Jones

 

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Fonte: From Fear to Faith

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Pelo lado de dentro

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"Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas" - Mateus 5.41

O Sermão do Monte não é um ideal; é uma exposição do que acontecerá em mim quando Jesus Cristo tiver alterado minha dispo­sição por completo, substituindo-a pela que só ele tem. Jesus Cristo é o que pode cumprir o Sermão do Monte em nós.

Se quisermos ser discípulos de Jesus, isso só acontecerá mediante uma obra sobrenatural acontecendo pelo lado de dentro; enquanto tivermos a determinação em forma de propósito de sermos discípulos, podemos estar certos de que ainda nem o somos. "Vós não me escolhestes a Mim, mas Eu vos escolhi", João 15:16. Será por ali mesmo que começa toda a graça de Deus. É um chamado do qual não podemos fugir; podemos desobedecê-lo, mas não pensemos que podemos gerá-lo. Deus nos constrange pela sua graça sobrenatural e nunca poderemos descobrir onde a sua obra começa e quando ela termina sua obra. A formação de um discípulo, pelo Senhor, é coisa sobrenatural. Ele não constrói, em absoluto, sobre nenhuma de todas as nossas capacidades naturais. Deus não nos pede para fazermos aquelas coisas que nos possam ser naturalmente fáceis; ele só nos pede para fazer aquilo que a sua graça nos capacita a realizar, fácil ou difícil e é nesse ponto que sempre teremos que encarar a levar nossa cruz até ao seu fim.

Oswald Chambers



 
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