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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sendo promovido a “menor de tudos os santos”


“Eu sou menos do que o menor de todos os que pertencem a Deus, mas mesmo assim ele me deu este privilégio de anunciar aos não-judeus a boa notícia das imensas riquezas de Cristo” – Efésios 3.8
No apóstolo Paulo, vemos algo interessante sobre personalidade e caráter. No que diz respeito a sua personalidade, ainda como fariseu, vemos sua impetuosidade ao perseguir a igreja, arrastando homens e mulheres para a prisão. Paulo tinha uma personalidade forte. Seu encontro com Jesus no caminho de Damasco não mudou isso.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Tempo de falar e tempo de ficar calado

Vou paralisar a sua língua, e você não poderá avisar essa gente rebelde. Depois, quando eu falar de novo com você e lhe devolver a fala, você dirá a esse povo o que eu, o SENHOR Deus, disser. Alguns deles vão ouvir, mas outros não, porque são um povo rebelde. Ezequiel 3.26,27

No antigo testamento, o profeta era chamado de vidente (1 Sm 9.9), porque era uma pessoa que via realidades espirituais que a maioria não estava vendo. Ezequiel viu muitas coisas, mostradas pelo próprio Deus, que indicavam a decadência moral e espiritual do povo de Israel. Deus lhe mostrou aquelas coisas a fim de que muitos pudessem saber o porquê da derrota que o povo estava sofrendo sob as mãos do rei da Babilônia. Ezequiel viu a prostituição, a corrupção e a idolatria de seu povo. Ele viu também que, por causa disso tudo, a gloria de Deus pouco a pouco ia se afastando de seu povo. O profeta viu que as más ações de seu povo iam fazendo com que Deus se afastasse deles, mas, como isso não de uma hora para outra, eles não percebiam que Deus estava lhes deixando. Mas o profeta via.

A palavra “profeta” significa “aquele que fala por outro”. O profeta além de ser uma pessoa que via, era também alguém que trazia uma mensagem, era alguém que falava por outro. Mas, o que me chama a atenção no caso de Ezequiel é que Deus paralisou sua língua. Isso mesmo, o homem levantado para falar por outro, ficou mudo. Não era uma mudez permanente. Quando Deus permitia, ele falava. Mas, o que isso significa? Deus estava ensinando a Ezequiel o papel de um verdadeiro profeta. O profeta verá muitas coisas e entenderá muitas coisas, mas só falará quando Deus lhe permitir. Enquanto isso não acontecer, por mais tentador que seja falar, ele deverá ficar mudo.

Deus capacita certas pessoas com uma visão extraordinária para enxergar profundamente e entender muitas coisas. Felizes aqueles que conseguem enxergar o “X” das questões. Mas isso não basta! O fato é que há momentos em que, por mais que estejamos explodindo de vontade de falar, devemos ficar mudos. Por quê? Há coisas que, ainda que profundas e verdadeiras, se ditas na hora errada, não produzirão bons frutos. Há coisas que por mais profundas e verdadeiras que sejam, serão ditas sem autoridade, se não for o momento certo.

Creio que o que diferencia um profeta de um denunciador é que este último aponta e exorta para tudo que vê e entende enquanto que o profeta vence a tentação de falar tudo o que está vendo para declarar o que Deus quer que seja dito, no tempo certo, no lugar certo, da forma certa e para a pessoa certa. O denunciador não está necessariamente errado, só não pode ser chamado de profeta, pois este deu um passo além.

Acredite, existiram homens que subiram até o terceiro céu, que viram e ouviram coisas espetaculares, mas morreram sem conta-las. Mas, se Deus mostrou porque ele não permitiu que fossem ditas? Um dia a gente pergunta isso pra Ele.

Um sábio nos ensinou que há tempo de falar e tempo de ficar calado (Ec 3.7). As grandes confusões surgem quando não conhecemos qual o tempo em que estamos e trocamos as bolas. Que Deus nos dê sabedoria.

Pr Edmilson

Para o prazer de Deus





Tu criaste todas as coisas, e é para o teu agrado que elas existem e foram criadas. Apocalipse 4.11
Deus criou todas as coisas para seu prazer. Eis a razão porque existem partes distantes do universo que nunca foram e talvez nunca serão vistas pelo homem; elas foram criadas para o prazer de Deus e não do homem. Sim, existem coisas nos céus, na terra e debaixo da terra, coisas visíveis e invisíveis que foram criadas somente para o prazer de Deus. O próprio homem também o foi. Adorar a Deus é reconhecer isso em tudo. Tudo o que sou e faço deve ter como propósito o prazer de Deus.
O pecado fez com que o homem buscasse em primeiro lugar o seu próprio prazer e, pior, fez com que o homem achasse que o fato dele ter prazer em algo significa que Deus também está tendo. Não é assim não! Muitas vezes eu não estou me agradando de algo (de um culto minúsculo, tendo como instrumentos musicais as palmas, por exemplo), mas Deus está. Muitas vezes eu estou me agradando de algo (de um show que mexeu com as minhas emoções, por exemplo), mas Deus não. Adorar a Deus é dizer e viver “se Deus gosta, isso é o que importa”.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Com vergonha

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Quando escutaram o som do Eterno passeando pelo jardim, na hora da brisa da tarde, o Homem e a Mulher esconderam-se entre as árvores. Não queriam se encontrar com o Eterno. Gênesis 3.8
Imagino que, ao comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mau, Adão e Eva sentiram-se “bem”. Devem ter sentido uma euforia. Talvez até uma sensação de liberdade. Começaram a ver tudo de outra forma. Mas, isso durou somente até o momento em que ouviram a voz de Deus que veio ao encontro deles. De repente toda aquela alegria se transformou em medo. Uma correria para fazer vestes de folhas de figueira. Ao invés de correr para se encontrar com Deus, eles procuravam um lugar onde pudessem se esconder dEle. Eles não estavam felizes em saber que Deus veio ao seu encontro; o que eles sentiam era vergonha.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Quando Deus vem nos defender

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Como é que vocês se atrevem a falar contra o meu servo Moisés? - Números 12.8
Acho interessante e comovente a forma como Deus saiu em defesa de Moisés. Ele estava sendo criticado, e Deus o defendeu! Creio que não há quem não sonhe com isso. Porém, apesar de que nesta vida sofrermos inúmeras críticas, não é sempre que vemos Deus agir da mesma forma. É claro que Deus não tem filhos preferidos e nem faz acepção de pessoas. A resposta, acredito, está na forma como nós agimos diante das críticas.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O caminho do discípulo

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Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me – Mt 16.24

O ensino que o Senhor Jesus dá aos discípulos continua o mesmo até hoje; nada foi mudado. Para a fé fiel e para a obediência filial também não mudou nada. Os verdadeiros discípulos são os homens e mulheres que vivem em associação com o Senhor crucificado, ressuscitado e presentemente glorificado. Submissos à sua palavra, realizam sua obra de fé e amor entre os homens, nas mesmas condições dos discípulos primitivos.

“Se alguém quer vir após mim...” Deus não usa mais a linguagem da antiga aliança; em vez de dar ordens, propõe. Trata-se de um convite que recebemos, tendo a liberdade de aceita-lo ou recusá-lo. A passagem fala da condição de vida de um discípulo que se alista voluntariamente e aceita obedecer, como soldado leal e disciplinado, ao seu Mestre. Até que sejamos submissos por vontade própria, o Senhor apenas nos propõe que nos alistemos nas fileiras de seus discípulos. Não nos obriga a isso.

“A si mesmo se negue...” É nesse ponto que somos postos à prova, porque se essa renúncia não for a base e o fundo de nossa vida de discípulo, o fracasso é certo. Será que já renunciamos a nós mesmos de verdade, sem esperar ser elogiados pelos homens, mas apenas vistos por Deus, que saberá recompensar-nos publicamente na hora devida? Quando respondermos afirmativamente a esse convite do Mestre, nossa vida será protegida e frutífera.

“tome a sua cruz, e siga-me”. Não podemos esperar que as circunstâncias nos obriguem a dar nossa vida, mas devemos oferece-la voluntariamente. O que dá valor à nossa consagração não é somente a decisão de seguir a Jesus e carregar nossa cruz, mas o ato voluntário que realizamos, estando perfeitamente conscientes de não agir por obrigação, mas por amor ao Senhor e ao mundo.

Temos de aceitar o convite e preencher as condições para esse serviço. Só então poderemos servir à humanidade e glorificar a Deus na terra.

H. E. Alexander

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Foi por minha culpa

Jonas respondeu: “Vocês me peguem e joguem no mar, que ele ficará calmo. Pois eu sei que foi por minha culpa que esta terrível tempestade caiu sobre vocês”. Jonas 1.12
Sempre que nos lembramos de Jonas, o que nos vem à cabeça é a imagem do profeta desobediente, do homem que tentou fugir da face do Senhor, daquele de desejou a destruição dos ninivitas. Mas existe um aspecto da pessoa de Jonas que é muito admirável...
Lá estavam os marinheiros sem saber o que fazer para sobreviverem àquela tempestade. A cada momento aliviavam o peso do navio jogando o carregamento ao mar. E a tempestade piorando. Começaram a clamar, cada um ao seu deus. Um invocava o deus da chuva, o outro invocava o deus dos mares, o outro invocava o deus do trovão. E a tempestade só piorando. Foi quando encontraram Jonas dormindo no porão do navio e o convocaram a juntarem-se a eles e clamar ao seu Deus. Qualquer ajuda era bem vinda!
Os marinheiros desconfiaram que aquela tempestade fosse sobrenatural e, provavelmente, consequência da ira dos deuses. Isso mesmo, “os deuses” estavam irados com alguém que estava naquele navio. Eles lançaram sortes para descobrir quem era este que havia enfurecido os deuses e a sorte caiu sobre Jonas. Por essa, Jonas não esperava. Aqueles marinheiros pagãos, usando um método pagão, acertaram em cheio. Deus é soberano e está no controle de tudo, mesmo que os homens não o conheçam, não o aceitem e nem acreditem nEle. Era esse Deus, capaz de agitar os ventos e os mares, que estava irado, irado com Jonas.
Quando questionado, Jonas declarou quem era seu Deus, o que fez os marinheiros temer, pois, apesar de não adorarem a este Deus, já conheciam as histórias das grandes manifestações do Deus dos hebreus, que na verdade é o Deus de toda terra. Jonas declarou porque Deus estava tão irado, e é aí que vemos algo admirável neste homem. Ele disse: “Foi por minha culpa que esta terrível tempestade caiu sobre vocês”. Jonas não disse que aquela tempestade estava acontecendo por causa da idolatria daqueles marinheiros, nem por causa de suas práticas supersticiosas, nem por eles não pertencerem ao povo de Israel. Poucas coisas enfurecem tanto a Deus quanto a desobediência daqueles que o conhecem. Deus é o juiz de toda terra, mas, seu juízo vem primeiro sobre aqueles que, mesmo conhecendo Sua palavra, não a praticam. O que há de bonito em Jonas é que ele assumiu sua culpa, coisa cada dia mais rara.
Jonas nos dá uma lição do quanto devemos encontrar em nós mesmos o motivo de certas tempestades. Jonas não mandou os marinheiros jogarem seus ídolos ao mar. Disse que atirassem ele mesmo ao mar. Quando os marinheiros fizeram isso, a tempestade cessou. Como consequência disso, aqueles marinheiros temeram a Deus e o adoraram (Jn 1.16). Já pesou?! Um despertamento espiritual aconteceu naquele navio, não pela pregação de Jonas, mas sim, pelo reconhecimentos de sua culpa e seu arrependimento. Não estará aí um caminho para o despertamento espiritual numa família, numa cidade numa nação? No entanto, muitos acreditam que reconhecer suas culpas trará escândalo perante o mundo. Porém, foi Deus quem disse: “se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” (2 Cr 7.14).
Se humilhar. Está aí uma coisa que muitos preferem ver o navio afundar, a fazer isso.
Pr Edmilson

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Amigo de publicanos e pecadores

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Mateus 11.19

O Senhor Jesus foi chamado de amigo de publicanos e pecadores. Quem falou isso, queria ofendê-lo, mas, não acredito que Jesus recebeu aquilo como uma ofensa. Ele não é amigo do pecado, mas, é sim, amigo dos pecadores. Na verdade, esse foi um dos grandes contrastes entre a pessoa de Jesus e os líderes religiosos de sua época. Os religiosos acreditavam que ser amigo de pecadores seria o mesmo que aprovar suas obras. Por causa disso, eles rejeitavam em suas sinagogas e em seu convívio diário aqueles a quem eles chamavam de “pecadores”. Com Jesus era diferente. Não somente ele os aceitava em sua presença, como também os procurava. Após despedia a multidão, ele foi a uma coletoria, o lugar mais abominável para um judeu, a fim de se encontrar com o publicano Levi (Mc 2.14). Ele poderia sair da Judéia e ir para a Galileia pelo caminho normalmente usado pelos judeus para evitar passar por Samaria. Mas “era-lhe necessário passar por Samaria”(Jo 4.4), não para se encontrar com o prefeito da cidade, nem com uma respeitosa dona de casa, mas sim, com uma samaritana que já havia experimentado cinco casamentos, e que agora vivia com um homem que não era seu marido. Em Jericó, o Senhor Jesus não foi se hospedar na casa de algum chefe de sinagoga, mas sim na casa do chefe dos publicanos (Lc 19.2,5). Ele era mesmo amigo de publicanos e pecadores. Estes se sentiam bem em sua presença, pois ele vinha lhes trazer a boa notícia de que “Deus amou o mundo de tal maneira...”

Jesus sabia caminhar entre dois polos extremos. Por um lado ele não tinha a atitude farisaica de se afastar daqueles a quem Deus ama, e, por outro, não ia para o extremo oposto da doutrina de Balaão. No apocalipse, o Senhor Jesus condena os que seguiam essa doutrina que ensinava uma vida de licenciosidade e pecado (Ap 2.14). Se os fariseus odiavam o pecador junto com o pecado, os discípulos de Balaão amavam o pecado junto com o pecador. O Senhor Jesus não andou por este caminho que nada mais é do que a falsificação da graça de Deus. Por seu amor, ele livrou uma mulher adúltera de ser apedrejada, mas, antes que ela partisse, Ele lhe disse: “não peques mais” (Jo 8.11). Ele livrou-a da morte, mas também lhe mostrou que o adultério é errado. Jesus não se hospedou na casa de Zaqueu para aprovar os roubos e as extorsões que os publicanos costumavam fazer. Foi somente quando Zaqueu disse que iria restituir o que havia roubado, que Jesus disse que a salvação havia entrado em sua casa. Jesus lhe demonstrou amor e consideração, e a resposta a isso foi mudança de vida. Não dava para amar a Jesus e continuar roubando os outros. Assim como não dava para amar Jesus e continuar adulterando. Luz e trevas não podem caminhar juntas, pois uma afasta a outra.

Que aprendamos com Jesus a não caminharmos na religiosidade arrogante que nos afasta daqueles a quem o Filho do homem veio buscar e salvar. Aprendamos com Jesus também a não confundirmos o amor de Deus com libertinagem e cumplicidade para com as obras das trevas. É um caminho estreito no qual, se nos descuidarmos poderemos cair em um ou outro extremo. Quem aprende com Jesus aprende a ser santo, mas também a ser amigo de publicanos e pecadores.

Pr Edmilson

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Feliz na aflição?

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“Meus irmãos, sintam-se felizes quando passarem por todo tipo de aflições.Pois vocês sabem que, quando a sua fé vence essas provações, ela produz perseverança. Que essa perseverança seja perfeita a fim de que vocês sejam maduros e corretos, não falhando em nada!” Tiago 1.2-4

O que Tiago nos ordena fazer parece ser contrário à natureza humana: alegrarmo-nos quando passarmos por todo tipo de aflições. A verdade é que nós fugimos o quanto podemos das aflições. Aflição e felicidade parecem ser coisas que não podem estar juntas. No entanto esta é a ordem dada pelo Espírito Santo através do irmão do Senhor. Mas, observe, que ele não nos manda nos alegrar na aflição pela aflição, pois não há como fazer isso. Esta alegria tem que ser motivada por sabermos que toda aflição permitida por Deus tem um propósito. Devemos estar felizes por sabermos que a aflição produzirá em nós bons frutos.

O primeiro deles é a perseverança que se fortalece em nós cada vez que, pela fé, vencemos as provações. Entenda que, vencer as provações é sairmos delas com a fé intacta e com uma nova revelação de Deus, como aconteceu com Jó (Jó 42.5). Cada vez que atravessamos as circunstâncias difíceis com os olhos no consumador da fé (Hb 12.2), nos tornamos mais firmes em nossa caminhada não nos deixando levar por qualquer vento que sopra. Tornamos-nos mais pacientes pois aprendemos a entregar os nossos caminhos ao Senhor, confiar nEle para que o mais (aquilo que eu não posso fazer), Ele faça (Sl 37.5).

À medida que caminhamos de tribulação em tribulação numa fé perseverante, vamos nos tornando cada vez mais maduros. Ainda que devamos manter a infantilidade no que diz respeito à malícia (1 Co 14.20), no que diz respeito à vida e ao nosso comportamento, devemos amadurecer. Deus não deseja que sejamos meninos inconstantes, mas sim, que alcancemos a estatura de varão perfeito, a estatura de Cristo (Ef 4.13,14). Abraão deu uma festa quando Isaque foi desmamado (Gn 21.8), Deus também festeja quando vê seus filhos amadurecendo. Para isso, ele faz como a águia que por algum tempo alimenta os filhotes, mas no momento certo os empurra para fora do ninho. Muitas tribulações nada mais são do que Deus nos empurrando para fora do ninho do comodismo e da criancice. Ouvi dizer que, aos poucos, a águia vai retirando as folhas que cobrem o ninho e, dia a dia, o ninho vai ficando mais desconfortável, pois os galhos começam a incomodar os filhotes. No começo, eles reclamam, mas depois vão entendendo que é hora de voar. Deus quer que nós voemos também e, para isso, muitas vezes Ele mesmo vai deixando a situação desconfortável. Feliz é quem entende isso, pára de reclamar e alça vôo. Para isso fomos criados

Quem trilha este caminho vai sendo aperfeiçoado a cada dia. Aonde você vir uma pessoa madura e correta, aqueles de quem “Deus não se envergonha de ser chamado de seu Deus” (Hb 11.16), você verá em sua trajetória muitas passagens pelos vales das aflições.

Pr Edmilson

quinta-feira, 31 de março de 2011

Milagres interiores

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 “Os antepassados de vocês comeram o maná no deserto, mas morreram” – João 6.49

Jesus estava pregando em Cafarnaum, quando uma multidão chegou. Eles atravessaram o lago da Galiléia para chegar ao local onde Jesus se encontrava. Aquilo parecia ser uma grande demonstração de sua fé e do desejo de seguirem a Jesus. Porém, ao invés de parabenizá-los, Jesus trouxe à luz o que estava por trás daquela aparente dedicação: “vocês estão me procurando porque comeram os pães e ficaram satisfeitos e não porque entenderam os meus milagres” (Jo 6,26).

Jesus se referia a um milagre que Ele havia operado alguns dias antes. Ao ver uma multidão faminta, Jesus demonstrou que era o mesmo que havia providenciado pão para os israelitas em sua jornada pelo deserto. Jesus multiplicou cinco pães e dois peixes e alimentou cinco mil homens, fora mulheres e crianças. O povo ficou tão maravilhado (e quem não ficaria!) que queriam pegar Jesus para proclamá-lo rei, não o rei de seus corações, mas um rei que se sentasse no trono no lugar de Herodes, governasse com justiça e alimentasse os famintos. Mas, Jesus recusou aquela proposta, pois ela já havia sido feita por satanás no deserto (Mt 4.9). Jesus sabia qual era a sua missão e ninguém iria tirar seu foco.

Era este povo, que não estava compreendendo a obra de Jesus, que veio procurá-lo em Cafarnaum. Mais uma vez eles estavam na expectativa de ver Jesus lhes providenciar pão, pois, afinal de contas, o maná caia todos os dias para o povo de Israel no deserto. Mas, Jesus recusou-se a fazer aquilo. Ele explicou: “Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram”. Em outras palavras, todos os dias os israelitas experimentavam o milagre do pão que caía do céu, e mesmo assim eles pereceram no deserto. E pereceram por quê? Por que, murmuravam, foram idólatras, rebeldes, incrédulos, se prostituíram, foram ingratos. O milagre do pão que caía do céu enchia suas barrigas, mas não transformava seus corações. Por não terem um novo coração, por não trilharem caminhos retos, por não crerem em Deus, eles pereceram, mesmo comendo o pão que caía do céu. Jesus queria que eles vissem que milagres que dizem respeito a esta vida, embora, segundo sua soberania, Ele os realize, não são a prioridade de Deus e nem deve ser a nossa. “Não trabalhe pelo que perece, não corram atrás daquilo que é passageiro, busquem o que durará pela eternidade” (Jo 6.27). Um coração transformado é um milagre que durará pela eternidade. O caminho para que esse milagre aconteça Jesus disse qual é: temos que fazer dEle o nosso pão diário. Temos que nos alimentar na presença de Jesus todos os dias a fim de que Ele faça parte de nós e seja a energia que guia os nossos atos. Ele é o pão vivo que desceu do céu. Somente aqueles que dele se alimentam não perecerão reprovados no deserto desta vida, mas atravessarão o Jordão e entrarão em Canaã. Quem dEle se alimenta é guardado de tropeçar, e será apresentado puro diante de Sua glória (Jd 24).

“Isso é muito difícil”, disse o povo, “Quem poderá seguir este ensinamento?” e muitos o abandonaram (Jo 6.66). Isso aí! Fale de milagres exteriores, de provisões para esta vida, de espetáculos, que as multidões virão. Fale de milagres interiores, de mudança de caráter como fruto de se alimentar de Cristo diariamente que a maioria irá embora. A maioria das pessoas se deixa atrair pelo visível e imediato. Mas, graças a Deus por aqueles que entendem que não há como abandoná-lo, pois, só Ele tem as palavras de vida eterna. Estes vão indo de força em força, pois, todos os dias o maná está caindo para eles. Todos os dias um milagre estará acontecendo dentro deles.

Pr Edmilson

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Quando as plantas do conforto murcham

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Então o SENHOR Deus fez crescer uma planta por cima de Jonas, para lhe dar um pouco de sombra, de modo que ele se sentisse mais confortável. E Jonas ficou muito satisfeito com a planta. Mas no dia seguinte, quando o sol ia nascer, por ordem de Deus um bicho atacou a planta, e ela secou. Depois que o sol nasceu, Deus mandou um vento quente vindo do leste. E Jonas quase desmaiou por causa do calor do sol, que queimava a sua cabeça. Então quis morrer e disse: —Para mim é melhor morrer do que viver! – Jonas 4.6-8

O Senhor Deus fez com que uma planta nascesse a fim de que Jonas se sentisse mais confortável. O calor provocado pelo sol era muito grande e Deus, fez um milagre para que Jonas se sentisse melhor. E eu acredito que o Senhor Deus ainda providencia certas coisas simplesmente para nos alegrar. Jonas nem estava pedindo e, talvez por isso Deus lhe providenciou aquela planta que lhe trouxe sombra. E como Jonas se alegrou com ela! Assim como nós nos alegramos também quando Deus nos providencia algo que nos traga mais conforto. Mas....

No outro dia, o mesmo Deus que fez a planta brotar enviou um bicho que a fez secar. Justamente no momento que Jonas estava mais alegre com ela, a planta morreu. Isso ai! O Deus que fez nascer, também fez morrer. Isso nos ensina algumas coisas.

As provisões e bênçãos materiais que Deus nos dá, com certeza nos deixam alegres, mas, até esta alegria tem que ser sob medida. Isso porque tudo que pertence a esta vida, por mais belo que seja, ainda que venha de Deus, está sujeito a qualquer hora murchar e secar. As únicas coisas que vão durar para sempre são aquelas nossos olhos não podem ver e nossas mãos não podem tocar. O mais, a qualquer hora pode ser atacado por “um bicho”. Quando é um bicho enviado pelo diabo dá para expulsar. Mas, este aqui foi enviado por Deus, e ai, não tem “tá amarrado” que resolva. É, precisamos de discernimento para saber de onde vem o “bicho” que está atacando nossa planta, pois nem sempre é o devorador.

E como Jonas reagiu a isso? Ele ficou zangado, muito zangado, assim como nós ficamos diante de perdas sofridas, principalmente a perda de coisas que nos alegravam tanto.

Jonas ficou tão zangado que desejou até mesmo a morte. Este era o Jonas que não se importaria nem um pouco se todos os ninivitas morressem, mas ficou furioso porque uma planta morreu. Este era um sinal de que Jonas estava dando à planta mais valor do que deveria.

Nós também podemos nos tornar tão insensíveis e inverter os valores a ponto de não nos importarmos com uma epidemia dizimando milhares em determinado lugar. Podemos até mesmo achar que eles merecem esta tragédia por estarem colhendo o que plantaram e por não servirem ao Deus verdadeiro. Podemos achar que os “ninivitas” merecem morrer, pois fizeram pacto com o diabo. Isso tudo, ao mesmo tempo em que somos capazes de ficarmos enfurecidos porque nosso celular se quebrou, ou nossa conexão com a internet não quer funcionar, ou nossa televisão queimou. Em nosso coração, essas plantas que nos dão sombra e tornam nossas vidas mais confortáveis são mais importantes do que pessoas. É justamente por isso que às vezes Deus manda um “bicho” para fazer nossas plantas murcharem.

Que Deus tenha misericórdia de nós.

Pr Edmilson

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Bem aventurados os pobres de espírito

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Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus – Mateus 5.3

Uma característica daquele que é pobre (e humilde) é a ausência de exigências. Por não ter nada, tudo aquilo que recebe é tido como lucro. Em sua fome, aquilo que pode saciá-la é bem vindo. E como ele se alegra com o que recebe, por mais simples que seja! Já o abastado (e arrogante) não é assim. Ele é exigente, e não é qualquer coisa que serve. Dependendo do que se lhe der, ele fica até ofendido. Jesus disse que felizes são os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5.3). Acredito que ele se referia àqueles que são simples em seus anelos, aqueles que se alegram com tudo aquilo que vem do Pai, pois sabem que o que vem do dEle é bom, por mais simples que seja.

Quando temos este espírito, nos alegramos quando ouvimos a Palavra de Deus da boca de alguém que fala com simplicidade, mas com unção. O que está sendo pregado não é novidade, nem “mistérios profundos”, nem curiosidades, mas coisas que alimentam a alma e trazem luz ao nosso coração. É o maná celestial mandado por Deus. O pobre de espírito consegue distinguir este maná num testemunho, num cântico, numa oração. E como ele é feliz por isso!

Quando não há este espírito ficamos muito sofisticados e chegamos a dizer como o povo de Israel que chamou o maná de comida horrível (Nm 21.5). Quando falta este espírito nada que ouvimos está bom e passamos a correr atrás de pregações “profundas”, mesmo que elas sejam vazias de vida. Enchemos nossa mente, mas não o coração. E o pior é que, com isso achamos que estamos maduros. Por ser desse tipo, o povo de Nazaré ficou desiludido com Jesus, e Ele não pode operar milagres ali (Mt 13.57,58). Gente sofisticada demais se desilude até com Jesus, pois eles fecham suas mentes, seus ouvidos e seus olhos para as revelações que só os pequeninos podem receber (Mt 11.25).

É claro que não devemos engolir qualquer coisa. Temos que ter critérios, saber comparar o que ouvimos com as escrituras e ver se bate, se não, acabaremos comendo veneno. O que não podemos é desprezar o que Deus dá, só porque aquilo parece simples demais. Sejamos pobres de espírito para que Deus venha nos enriquecer.

Pr Edmilson

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Passado de vasilha para vasilha

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O SENHOR Deus disse: —O povo de Moabe sempre viveu em segurança e nunca foi levado como prisioneiro para fora do seu país. Moabe é como o vinho guardado, que nunca foi agitado, nem derramado de uma vasilha para outra. O seu gosto nunca se estragou, e o seu sabor não mudou. E assim está chegando o dia em que vou mandar pessoas para derramarem Moabe como se fosse vinho. Essas pessoas despejarão as vasilhas de Moabe e as quebrarão. Jeremias 48.11,12

Os moabitas viviam despreocupados e tranqüilos. Deus os comparou a um vinho que repousava sobre suas impurezas, pois nunca havia sido agitado e nem passado de vasilha para vasilha. O que Deus quis dizer com isso?

Bem, primeiramente Ele chama a atenção para o fato de que o povo de Moabe nunca havia passado por mudanças significativas, ele nunca havia sido agitado. Isso não era nada bom, pois mudanças são essenciais para nosso desenvolvimento e aperfeiçoamento. Quando um vinho ou qualquer outra bebida não é agitada, suas impurezas ficam no fundo e quase invisíveis. Há certas impurezas de nossas vidas que se escondem e só são evidenciadas nas “agitações”. Deus permite que essas agitações venham para que vejamos que há coisas que precisam ser tratadas. Quando as impurezas de nossas vidas aparecem, precisamos deixar que Deus faça conosco o que se fazia com o vinho a fim de torná-lo mais puro: passá-lo de uma vasilha para outra.

Cada vez que um vinho era passado de uma vasilha para outra, parte de suas impurezas ficavam para trás. Deixava-se que ele descansasse mais um pouco e novamente ele era passado para outra vasilha. Após algumas vasilhas, o vinho estava mais puro e mais valioso.

As vasilhas são as mudanças em nossas vidas. Passamos por várias etapas e, em cada uma delas, Deus quer tratar com certos aspectos de nosso caráter para transformá-lo. Cada etapa de nossas vidas é devidamente programada por Deus a fim de nos purificar e nos tornar cada vez mais valiosos. É claro que mudança é algo que meche conosco, que nos incomoda e muitas vezes lutamos contra elas. Mas, vamos nos lembrar que Moabe não teve seu sabor alterado por não haver passado de uma vasilha para outra. E há pessoas que nunca mudam o sabor por fugirem de qualquer coisa que tente lhes tirar de sua posição confortável. Mas, está escrito que, por não haver sido tratado, dias viriam em que Moabe seria jogado no chão e despejado. O vinho que não havia sido tratado seria jogado fora e ficaria imprestável. É justamente isso que acontece com aqueles que não se rendem aos tratamentos de Deus. O vinho acaba se estragando e se tornando inútil.

Deixemos então que Deus venha nos colocar nas vasilhas que Ele quiser. Algumas vasilhas nas quais Ele nos coloca são maiores que as anteriores, outras são menores. Algumas são mais bonitas, outras mais feias. Mas, todas elas vêm com um propósito específico e de cada uma delas saímos mais saborosos e cheirosos. Deus sabe o que faz!

Pr Edmilson

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A última bolacha do pacote

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E Samuel disse: —Hoje Deus rasgou das suas mãos o Reino de Israel e o deu a alguém que é melhor do que você – 1 Samuel 15.28

Saul foi um homem que teve uma experiência maravilhosa com Deus. Ele saiu de casa para buscar as jumentas de seu pai e enquanto fazia isso foi ungido pelo profeta Samuel como o primeiro rei de Israel e foi cheio do Espírito Santo. Belo começo! Mas, havia algo em Saul que se tornou a semente do seu fracasso. Ele gostava de fazer as coisas na sua hora e do seu jeito. Ele não compreendia que Deus tem seu próprio relógio e que somos nós que temos que nos adaptar a ele. Para Saul tudo tinha que ser já, “pra ontem”. Deus fazia com ele o que faz com todos aqueles que são assim, fazia-o esperar. Samuel marcou com ele um dia e horário para oferecer um sacrifício a Deus, mas não chegou na hora marcada. Saul não compreendeu que estava sob teste e tratamento, não tolerou o atraso e fez a coisa do seu jeito. Ofereceu sacrifício no lugar de Samuel. Nessa hora Samuel chegou e anuncio-lhe a sentença de Deus. Por não largar sua mania de fazer as coisas do seu jeito, por não aprender a agir no tempo de Deus, seria rejeitado como rei e alguém segundo o coração de Deus seria colocado em seu lugar. Isso mesmo, alguém cujo coração batesse no mesmo ritmo do de Deus.

Tudo indica que Saul não achava que sua maneira de agir fosse um defeito. Talvez achasse ser uma virtude, pois ele continuou agindo da mesma forma. Na luta contra Amaleque, mais uma vez ele fez as coisas do seu jeito. É, Saul se achava “a ultima bolacha do pacote”. Ele se achava. Mas ali Deus lhe anunciou que passaria o reino a alguém que era melhor do que ele. Para todo aquele que se “acha”, Deus sempre dará um jeito de mostrar que existe alguém melhor do que ele para quem “seu reino” será passado. Se cuida não pra ver! Seja humilde não pra ver! Paga pra ver!

Um dia apareceu Davi. Após vencer o gigante de quem Saul teve medo, o jovem foi aclamado pelas mulheres de Israel que cantavam: “Saul venceu mil, mas Davi venceu dez mil”. Em outras palavras: “Saul foi bom, mas Davi é melhor”. Lá estava a pessoa que Saul não imaginava que existisse. Lá estava o moço segundo o coração de Deus, aquele para quem Deus passaria seu reino, aquele que era melhor que Saul. E como Saul reagiu a isso? Ele ficou com ciúmes e desconfiado. É, ele continuou afundando. Esse sentimento ruim abriu portas no coração de Saul e o homem que fora cheio do Espírito Santo passou a ser dominado por um espírito mal. Ele estava afundando, só ele que não via. Ele começou agir como louco dentro de casa. Só Deus sabe o quanto sofrem as famílias daqueles que não se deixam tratar por Deus, de loucos, ciumentos e desconfiados, de pessoas que tremem de insegurança diante de pessoas melhores do que elas. Saul pegou sua lança e tentou acertá-la em Davi. Os loucos e perturbados gostam de atirar as setas de palavras destrutivas para tentar matar os que estão servindo e agradando a Deus. Mas Davi se esquivou, pois, nenhum louco pode matar quem está cheio do Espírito Santo.

Davi tinha lá seus defeitos, mas o que o tornava melhor que Saul era sua humildade de se deixar tratar por Deus como um vaso na mão do oleiro. Saul não. Ele começou bem e foi piorando. Passou sua ultima noite de vida com uma feiticeira. Logo depois se suicidou. Davi terminou seus dias cheio de glória e de respeito. A grande diferença entre os dois era que um cedia a Deus enquanto o outro não. Um estava sendo aperfeiçoado enquanto o outro afundava. Um amadureceu o outro apodreceu. E nós, que rumo daremos à nossa vida? São as nossas atitudes em resposta aos tratamentos de Deus que responderão essa pergunta.

 

Pr Edmilson

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Golpes duros

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“Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.” - Provérbios 3.12

Quando os sermões e os avisos fracassam, algumas vezes os pais decidem retroceder e permitir que um filho experimente as consequências naturais de seus erros. Eles não fazem isto para serem cruéis, mas para permitir que a escola da vida ensine ao filho uma lição valiosa. Assim, se uma criança insiste em pular dentro d’água, sua mãe e seu pai podem resistir à necessidade de trazer-lhe imediatamente outro par de sapatos. Quando a criança cansar de dar voltas com os pés molhados, ela verá por si mesma que pular em poças d’água não é uma idéia assim tão boa.

Esta forma de disciplina, que se pode chamar de “amor duro”, é um bom exemplo de como o Senhor pune os seus filhos quando estes se afastam do bom caminho. Na Bíblia, Deus nos deu toda informação necessária para vivermos corretamente. Ele explicou com clareza a diferença entre um bom e um mau comportamento, apontando suas respectivas consequências e advertindo-nos de que colheremos o que plantamos. Agora, Deus retrocede e nos dá a liberdade de tomarmos nossas próprias decisões, e, por mais que lhe doa, Ele resiste ao impulso de estender-nos a sua mão protetora quando fazemos escolhas tolas.

Como demonstra a parábola do filho pródigo, a escola da vida pode ser muito dura. Se Deus fosse nos voltar as costas completamente, as consequências dos nossos pecados nos destruiriam. Mas, como qualquer pai amoroso, Ele graciosamente suaviza os resultados naturais da nossa rebelião e permite-nos sofrer somente o tempo que for necessário. Quando voltarmos correndo para casa, Ele não nos repreenderá mais. Em vez disto, Ele nos abraçará a nos dará bons presentes – da mesma maneira como a mamãe e o papai recebem à porta o filho arrependido: com abraços, meias secas e um chocolate quente.

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Fonte: Graça Diária, CPAD

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Simplicidade esmagadora

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A maior marca de Jesus era a simplicidade esmagadora de Seu ser. E isto o diferencia dos “Jesuses” e seus “temas” religiosos.

Ora, a cada dia mais me impressiona a simplicidade de Jesus em relação a tudo.

Ele negou-se a tratar de quase tudo o que a Filosofia e a Teologia tratam com avidez.

A origem do mal Ele simplesmente desprezou em qualquer que seja a explicação “metafísica”. Simplesmente disse que o mal existe. E o tratou com realidade óbvia.

O problema da dor foi por Ele tratado com as mãos, não com palavras e discursos.

As desigualdades sociais foram todas reconhecidas, mas não se vê Jesus armando qualquer ação popular contra elas.

Seus protestos eram todos ligados à perversão do coração, mas nunca se tornavam projeto político ou passeatas ou bandeiras.

A “queda” não é objeto de nenhuma especulação da parte Dele. Bastava a todos ver as consequências dela.

Sobre a morte, Sua resposta foi a paz e a vida eterna.

Jamais tentou justificar o Pai de nada. Apenas disse que Ele é bom e justo.

Mandou lutar contra os poderes da hipocrisia e do desamor, mas não deu nenhuma garantia de que os venceria na Terra.

Sua grande resposta à catástrofe humana foi a promessa de Sua vinda, e nada mais.

Nunca pediu que se estabelecesse o Reino de Deus fora do homem, mas sempre dentro dele, pois fora, o reino, por hora, era do príncipe do mundo.

Não buscou ninguém com poder a fim de ajudar qualquer coisa em Sua missão.

Adulto, foi ao templo apenas para pregar aquilo que acabaria com o significado do templo como lugar de culto.

Fez da vida o sagrado, e de todo homem um altar no qual Deus é servido em amor.

Chamou o dinheiro de “deus”, mas se serviu dele como simples meio.

Pagou imposto, mas nunca cobrou nada de ninguém, exceto amor ao próximo.

A morte, para Ele, não era a mesma coisa que é para nós. Morrer não era mau. Viver mal é que era mau.

Em Seus ensinos Ele sempre parte do que existe como realidade e nega-se a fazer qualquer viagem para aquém do dia de hoje.

Para Ele, o mundo se explicava pelas ações dos homens e prescindia de análises, pois tudo era mais que óbvio.

Não teologizou sobre nada. E quase todas as Suas respostas aos escribas e teólogos eram feitas de questões sobre a vida e seu significado agora, e sempre relacionado ao que se tem que ser e fazer.

Quando indagado de onde vinha o “joio”, Ele simplesmente diz: “Um inimigo fez isso...”, referindo-se ao diabo.

Prega a Palavra, e não tenta controlá-la. Deixa a “terra frutificar de si mesma”, como dissera.

Vê pessoas crerem, mas não tem nenhuma fixação em fazê-las suas seguidoras físicas e geográficas.

Não tem pressa, embora saiba que o mundo precisa conhecer Sua Palavra.

Cita as Escrituras sem nenhuma preocupação com autores, contextos ou momentos históricos.

Arranca certezas da Palavra baseadas em um verbo “ser” – aludindo ao fato de Deus ser Deus de vivos e não de mortos, pois “para Ele todos vivem”.

Ensina que a morte é o fundamento da vida, e tira dela o poder de matar, dando a ela a força das sementes que, ao morrerem, dão muito fruto.

E assim Ele vai...

Caio Fábio

 

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Fonte: Um só caminho, Ed Abba Press, 2009

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Caminhando debaixo do arco-íris

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Que tremendas pressões deve ter havido para impulsioná-lo (Jesus) a uma atividade frenética, nervosa, explosiva! Ele vê, como ninguém mais, com uma proximidade infinita e terrível, a agonia do moribundo, a tormenta do prisioneiro, a angústia da consciência ferida, a injustiça, o terror o pavor e a bestialidade. Ele vê e ouve e sente tudo isso com o coração de um Salvador... Isso não deveria encher cada hora em que estava acordado e roubar-lhe o sono à noite? Não teria que começar imediatamente a acender o fogo, ganhar as pessoas, trabalhar com planos estratégicos para evangelizar o mundo, trabalhar, trabalhar com fúria, incessantemente, sem repouso, antes de vir a noite em que ninguém mais pode trabalhar? É assim que imaginamos a vida terrena do Filho de Deus, se fôssemos medir em termos humanos.

Mas como era distante a verdadeira vida de Jesus! Embora o peso do mundo todo estivesse em seus ombros, embora Corinto, Éfeso e Atenas, e continentes inteiros, com todas as suas necessidades desesperadas, estivessem acontecendo em cada câmara, esquina, castelo e cortiço, todos vistos apenas pelo Filho de Deus, embora essa miséria e desgraça insondáveis estivessem clamando por um médico, ele tinha tempo para parar e conversar com o indivíduo...

Sendo obediente no seu pequeno canto das provincianas Nazaré e Belém, permitiu colocar-se dentro do grande mosaico cujo mestre é Deus. E é por isso que tem tempo para as pessoas: porque em todo tempo ele está nas mãos do Pai. Isso também é a razão porque a paz e não a inquietação o caracterizavam. Pois a fidelidade de Deus já encapa o mundo como um arco-íris: ele não precisa construí-lo, precisa apenas andar debaixo dele”.

Helmut Thielicke

(Extraído de The Waiting Father.)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Discernindo os limites - Fique longe de confusões

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Um homem que estava no meio da multidão disse a Jesus:  — Mestre, mande o meu irmão repartir comigo a herança que o nosso pai nos deixou. Jesus disse:  Homem, quem me deu o direito de julgar ou de repartir propriedades entre vocês? – Lucas 12.13,14

Uma briga estava acontecendo entre um homem e seu irmão por causa de uma herança e por isso ele foi até Jesus trazendo-lhe o caso. Ele queria que Jesus desse um veredito àquela situação. Parecia uma atitude louvável a daquele homem de trazer um caso para que Jesus resolvesse. No entanto, Jesus lhe respondeu: “quem me pôs por repartidor de herança?”. Em outras palavras, “Não me envolva nisso”.

Jesus estava ensinando um principio importantíssimo aos amantes da paz. Ele estava nos ensinando a discernir os nossos limites. Mesmo sendo Jesus o Senhor, e de amar tanto o homem e desejar ajudá-lo, ele sabia a diferença entre ajudar e se envolver além de seus limites. Aquele homem não queria que Jesus resolvesse aquele caso, mas sim, que tomasse partido, o “seu” partido. O que o movia não era o senso de justiça, mas sim a ganância. Mas, ele veio procurar alguém que conhece o coração dos homens! Ele queria colocar Jesus num “rolo”. Jesus não caiu naquela armadilha.

Tomemos cuidado, pois, muitos vem até nós com o mesmo propósito. Muitos que vêm procurando ajuda, na verdade, querem nos envolver em coisas que são eles mesmos quem têm que resolver. Ajudar, sim, se envolver em rolos, não. Que Deus nos conceda sabedoria para estendermos a mão e ajudarmos quando necessário, e a cairmos fora quando estiverem tentando nos induzir a irmos além do que devemos.

Pr Edmilson

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A curiosa inquirição da vida alheia

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Jesus: Filho, não sejais curioso, nem te preocupes com cuidados inúteis. Que tens tu com isto ou aquilo? Segue-me. Pois que te importa saber se fulano é assim ou assim ou se sicrano procede e fala deste ou daquele modo? Tu não és responsável pelos outros, mas de ti mesmo deves dar conta; por que, pois, te intrometes naquilo? Eu conheço a todos e vejo tudo que se faz debaixo do sol; sei como cada um procede, o que pensa e quer, e a que fim tende sua intenção. Deixa, pois, tudo ao meu cuidado, conserva-te em santa paz e deixa o inquieto agitar-se quando quiser. Sobre ele recairá tudo o que fizer ou disser, porque não me pode enganar.

Imitação de Cristo - Thomas de Kempis

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Como navegamos pelo mar da vida

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“Como se recolhe o feixe de trigo a seu tempo” - Jó 5.26

Escrevendo sobre o aproveitamento de velhas embarcações, um entendido no assunto afirmou que não é só a idade que faz melhorar as fibras da madeira de um velho navio, mas ainda as pressões e embates que o barco sofre no mar, bem como a ação química da água e de muitas espécies de carga que se acumulam no seu fundo.

Algumas pranchas e compensados feitos de uma viga de carvalho que havia sido parte de um navio de oitenta anos foram exibidas numa boa casa de móveis na Broadway, em Nova York, e atraíram a atenção geral por seu raro colorido e textura perfeita.

Igualmente notáveis foram algumas vigas de mogno tiradas de uma embarcação que cruzou os mares há sessenta anos. O tempo e o tráfego lhes haviam contraído os poros e aprofundado a cor de tal modo, que esta se apresentava tão magnífica em sua intensidade cromática como um vaso chinês da antigüidade.

Com elas fez-se um armário que figura hoje em lugar de destaque na sala de visitas de uma família rica, em Nova York.

Fazendo um paralelo, há uma grande diferença entre as pessoas de idade que tiveram uma vida indolente, foram inúteis e indulgentes consigo mesmas, e aquelas que navegaram por todos os mares da vida e levaram todo tipo de carga como servos de Deus e ajudadores de seus semelhantes.

Não somente os embates e pressões da vida, mas também algo da doçura das cargas transportadas penetra na vida dessas pessoas e nas fibras de seu caráter.

Louis Albert Banks



 
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