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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Tesouro escondido



“O Reino do Céu é como um tesouro escondido num campo, que certo homem acha e esconde de novo. Fica tão feliz, que vende tudo o que tem, e depois volta, e compra o campo”. Mateus 13.44

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A última bolacha do pacote

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E Samuel disse: —Hoje Deus rasgou das suas mãos o Reino de Israel e o deu a alguém que é melhor do que você – 1 Samuel 15.28

Saul foi um homem que teve uma experiência maravilhosa com Deus. Ele saiu de casa para buscar as jumentas de seu pai e enquanto fazia isso foi ungido pelo profeta Samuel como o primeiro rei de Israel e foi cheio do Espírito Santo. Belo começo! Mas, havia algo em Saul que se tornou a semente do seu fracasso. Ele gostava de fazer as coisas na sua hora e do seu jeito. Ele não compreendia que Deus tem seu próprio relógio e que somos nós que temos que nos adaptar a ele. Para Saul tudo tinha que ser já, “pra ontem”. Deus fazia com ele o que faz com todos aqueles que são assim, fazia-o esperar. Samuel marcou com ele um dia e horário para oferecer um sacrifício a Deus, mas não chegou na hora marcada. Saul não compreendeu que estava sob teste e tratamento, não tolerou o atraso e fez a coisa do seu jeito. Ofereceu sacrifício no lugar de Samuel. Nessa hora Samuel chegou e anuncio-lhe a sentença de Deus. Por não largar sua mania de fazer as coisas do seu jeito, por não aprender a agir no tempo de Deus, seria rejeitado como rei e alguém segundo o coração de Deus seria colocado em seu lugar. Isso mesmo, alguém cujo coração batesse no mesmo ritmo do de Deus.

Tudo indica que Saul não achava que sua maneira de agir fosse um defeito. Talvez achasse ser uma virtude, pois ele continuou agindo da mesma forma. Na luta contra Amaleque, mais uma vez ele fez as coisas do seu jeito. É, Saul se achava “a ultima bolacha do pacote”. Ele se achava. Mas ali Deus lhe anunciou que passaria o reino a alguém que era melhor do que ele. Para todo aquele que se “acha”, Deus sempre dará um jeito de mostrar que existe alguém melhor do que ele para quem “seu reino” será passado. Se cuida não pra ver! Seja humilde não pra ver! Paga pra ver!

Um dia apareceu Davi. Após vencer o gigante de quem Saul teve medo, o jovem foi aclamado pelas mulheres de Israel que cantavam: “Saul venceu mil, mas Davi venceu dez mil”. Em outras palavras: “Saul foi bom, mas Davi é melhor”. Lá estava a pessoa que Saul não imaginava que existisse. Lá estava o moço segundo o coração de Deus, aquele para quem Deus passaria seu reino, aquele que era melhor que Saul. E como Saul reagiu a isso? Ele ficou com ciúmes e desconfiado. É, ele continuou afundando. Esse sentimento ruim abriu portas no coração de Saul e o homem que fora cheio do Espírito Santo passou a ser dominado por um espírito mal. Ele estava afundando, só ele que não via. Ele começou agir como louco dentro de casa. Só Deus sabe o quanto sofrem as famílias daqueles que não se deixam tratar por Deus, de loucos, ciumentos e desconfiados, de pessoas que tremem de insegurança diante de pessoas melhores do que elas. Saul pegou sua lança e tentou acertá-la em Davi. Os loucos e perturbados gostam de atirar as setas de palavras destrutivas para tentar matar os que estão servindo e agradando a Deus. Mas Davi se esquivou, pois, nenhum louco pode matar quem está cheio do Espírito Santo.

Davi tinha lá seus defeitos, mas o que o tornava melhor que Saul era sua humildade de se deixar tratar por Deus como um vaso na mão do oleiro. Saul não. Ele começou bem e foi piorando. Passou sua ultima noite de vida com uma feiticeira. Logo depois se suicidou. Davi terminou seus dias cheio de glória e de respeito. A grande diferença entre os dois era que um cedia a Deus enquanto o outro não. Um estava sendo aperfeiçoado enquanto o outro afundava. Um amadureceu o outro apodreceu. E nós, que rumo daremos à nossa vida? São as nossas atitudes em resposta aos tratamentos de Deus que responderão essa pergunta.

 

Pr Edmilson

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Os muros que nos protegem do engano

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Percebi que não era Deus quem o enviara; tal profecia falou ele contra mim, porque Tobias e Sambalate o subornaram – Neemias 6.12

Numa época em que Jerusalém se encontrava desolada e com seus muros destruídos, Deus levantou Neemias a fim de levantar o ânimo do povo e os muros da cidade. Vemos em toda a narrativa do livro de Neemias que, primeiramente, Neemias deu o exemplo de disposição e coragem para que o povo fosse inspirado por ele. Neemias saiu do conforto do palácio do rei da Pérsia e se empenhou em uma tarefa nada fácil. Ele estava com sua vida feita como pessoa de confiança do rei, mas abriu mão de sua posição cômoda para fazer o que ele acreditava ser mais importante.

Quando se dispôs a reconstruir as muralhas da cidade, Sambalate e Tobias, os inimigos de Israel, primeiramente zombaram para ver se ele e o povo desistiriam, depois investiram com ameaças para paralisa-los através do medo. Como por estes meios não conseguiram nada, investiram de uma forma mais sutil.

Quando os muros já estavam terminados, faltando apenas colocar as portas, Neemias foi chamado à casa de um certo Semaias. Não se sabe muita coisa sobre este homem, pois, nada mais se fala dele em nenhum outro lugar na Bíblia. Mas, o texto nos dá a entender que ele era algum profeta. Ele se encontrava “encerrado” em sua casa. Provavelmente envolto em um ar místico de retiro espiritual em sua casa, Semaias fala a Neemias de uma suposta revelação de que seus inimigos vinham ao seu encontro para matá-lo e que o melhor seria correrem para o Lugar Santo do templo a fim de se esconderem. Ao receber este conselho, Neemias ficou alerta. Que conselho era aquele? Se esconder?! E se esconder num lugar que a própria lei de Deus dizia que somente o sacerdote poderia entrar, coisa que Neemias não era?! Alguma coisa estava errada!

Com toda firmeza, Neemias disse que não iria fugir, pois não era do seu feitio fugir do que quer que fosse. De onde vinha tamanho discernimento a ponto de Neemias rejeitar prontamente aquele conselho vindo de um profeta, de um homem que estava recluso em sua casa a fim de “buscar a Deus”?

Neemias tinha princípios que guiavam sua vida e o faziam caminhar com segurança: um era sua vida de comunhão com Deus através da oração, o outro era a palavra de Deus, a qual ele procurava conhecer e viver. Por andar próximo a Deus, ele sabia que palavras que vêm nos amedrontar não provêm de Deus. Deus semeia fé e coragem. Quem semeia medo é o diabo através de seus emissários. Por conhecer a palavra de Deus, Neemias sabia que Deus não iria mandá-lo fazer algo contrário à Sua palavra. Só os sacerdotes poderiam entrar no Lugar Santo, a palavra de Deus dizia isso. Deus não manda ninguém desobedecer Sua palavra.

O texto não diz que Neemias ouviu uma voz do céu dizendo que Semaias estava mentindo. Está escrito: “percebi que não era Deus que o enviara”. Neemias “percebeu”. Quem possui uma vida de comunhão com Deus e está firmado em Sua palavra, sempre perceberá os ardís do diabo ainda que ele se apresente como um anjo de luz.

Neemias estava ensinando o povo a levantar muros não somente em volta de uma cidade, mas também, em volta de sua vida. Muros falam de firmeza, proteção e definição. Quem se firma na palavra de Deus, está construindo muros espirituais em sua vida.

Tivesse Neemias atendido a voz de Semaias, teria pecado contra Deus e jogado seu nome e sua reputação na lama. Logo, todo o Israel ficaria sabendo que seu governador que tanto os encorajava havia fugido com medo. Logo todos ficariam sabendo que o homem que tanto os incentivava a serem fieis a Deus, havia agido em contradição com Sua palavra. Neemias seria desmoralizado. E é isso o que acontece com todos os que seguem palavras e conselhos contrários à palavra de Deus, ainda que tenham saído da boca de um “profeta”. O diabo quer desmoralizar pessoas. Suas vítimas são aqueles que não têm muros de proteção em sua vida espiritual. Aprendamos com Neemias e... mãos à obra.

Pr Edmilson

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Veja como edifica sua vida

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Veja cada um como edifica sobre ele - 1 Coríntios 3.10

Nossa função não é construir depressa, mas cons­truir sobre o fundamento correto e com o espírito cor­reto. A vida é mais que uma simples competição entre um homem e outro; não é quem termina primeiro, mas quem trabalha melhor; não é quem consegue chegar mais alto em menos tempo, mas quem está trabalhan­do com maior paciência e amor, de acordo com os desígnios de Deus.

Joseph Parker

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Simplicidade esmagadora

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A maior marca de Jesus era a simplicidade esmagadora de Seu ser. E isto o diferencia dos “Jesuses” e seus “temas” religiosos.

Ora, a cada dia mais me impressiona a simplicidade de Jesus em relação a tudo.

Ele negou-se a tratar de quase tudo o que a Filosofia e a Teologia tratam com avidez.

A origem do mal Ele simplesmente desprezou em qualquer que seja a explicação “metafísica”. Simplesmente disse que o mal existe. E o tratou com realidade óbvia.

O problema da dor foi por Ele tratado com as mãos, não com palavras e discursos.

As desigualdades sociais foram todas reconhecidas, mas não se vê Jesus armando qualquer ação popular contra elas.

Seus protestos eram todos ligados à perversão do coração, mas nunca se tornavam projeto político ou passeatas ou bandeiras.

A “queda” não é objeto de nenhuma especulação da parte Dele. Bastava a todos ver as consequências dela.

Sobre a morte, Sua resposta foi a paz e a vida eterna.

Jamais tentou justificar o Pai de nada. Apenas disse que Ele é bom e justo.

Mandou lutar contra os poderes da hipocrisia e do desamor, mas não deu nenhuma garantia de que os venceria na Terra.

Sua grande resposta à catástrofe humana foi a promessa de Sua vinda, e nada mais.

Nunca pediu que se estabelecesse o Reino de Deus fora do homem, mas sempre dentro dele, pois fora, o reino, por hora, era do príncipe do mundo.

Não buscou ninguém com poder a fim de ajudar qualquer coisa em Sua missão.

Adulto, foi ao templo apenas para pregar aquilo que acabaria com o significado do templo como lugar de culto.

Fez da vida o sagrado, e de todo homem um altar no qual Deus é servido em amor.

Chamou o dinheiro de “deus”, mas se serviu dele como simples meio.

Pagou imposto, mas nunca cobrou nada de ninguém, exceto amor ao próximo.

A morte, para Ele, não era a mesma coisa que é para nós. Morrer não era mau. Viver mal é que era mau.

Em Seus ensinos Ele sempre parte do que existe como realidade e nega-se a fazer qualquer viagem para aquém do dia de hoje.

Para Ele, o mundo se explicava pelas ações dos homens e prescindia de análises, pois tudo era mais que óbvio.

Não teologizou sobre nada. E quase todas as Suas respostas aos escribas e teólogos eram feitas de questões sobre a vida e seu significado agora, e sempre relacionado ao que se tem que ser e fazer.

Quando indagado de onde vinha o “joio”, Ele simplesmente diz: “Um inimigo fez isso...”, referindo-se ao diabo.

Prega a Palavra, e não tenta controlá-la. Deixa a “terra frutificar de si mesma”, como dissera.

Vê pessoas crerem, mas não tem nenhuma fixação em fazê-las suas seguidoras físicas e geográficas.

Não tem pressa, embora saiba que o mundo precisa conhecer Sua Palavra.

Cita as Escrituras sem nenhuma preocupação com autores, contextos ou momentos históricos.

Arranca certezas da Palavra baseadas em um verbo “ser” – aludindo ao fato de Deus ser Deus de vivos e não de mortos, pois “para Ele todos vivem”.

Ensina que a morte é o fundamento da vida, e tira dela o poder de matar, dando a ela a força das sementes que, ao morrerem, dão muito fruto.

E assim Ele vai...

Caio Fábio

 

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Fonte: Um só caminho, Ed Abba Press, 2009

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Discernindo os limites - Fique longe de confusões

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Um homem que estava no meio da multidão disse a Jesus:  — Mestre, mande o meu irmão repartir comigo a herança que o nosso pai nos deixou. Jesus disse:  Homem, quem me deu o direito de julgar ou de repartir propriedades entre vocês? – Lucas 12.13,14

Uma briga estava acontecendo entre um homem e seu irmão por causa de uma herança e por isso ele foi até Jesus trazendo-lhe o caso. Ele queria que Jesus desse um veredito àquela situação. Parecia uma atitude louvável a daquele homem de trazer um caso para que Jesus resolvesse. No entanto, Jesus lhe respondeu: “quem me pôs por repartidor de herança?”. Em outras palavras, “Não me envolva nisso”.

Jesus estava ensinando um principio importantíssimo aos amantes da paz. Ele estava nos ensinando a discernir os nossos limites. Mesmo sendo Jesus o Senhor, e de amar tanto o homem e desejar ajudá-lo, ele sabia a diferença entre ajudar e se envolver além de seus limites. Aquele homem não queria que Jesus resolvesse aquele caso, mas sim, que tomasse partido, o “seu” partido. O que o movia não era o senso de justiça, mas sim a ganância. Mas, ele veio procurar alguém que conhece o coração dos homens! Ele queria colocar Jesus num “rolo”. Jesus não caiu naquela armadilha.

Tomemos cuidado, pois, muitos vem até nós com o mesmo propósito. Muitos que vêm procurando ajuda, na verdade, querem nos envolver em coisas que são eles mesmos quem têm que resolver. Ajudar, sim, se envolver em rolos, não. Que Deus nos conceda sabedoria para estendermos a mão e ajudarmos quando necessário, e a cairmos fora quando estiverem tentando nos induzir a irmos além do que devemos.

Pr Edmilson

terça-feira, 22 de junho de 2010

A Inflexibilidade da Lei do Juízo

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"Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida com que tiverdes medido vos medirão também", Mateus 7.2.

Essa afirmação não é uma suposição casual, é uma lei eterna de Deus. Qualquer julgamento do qual você fizer uso, servirá de medida exata contra si próprio. Existe uma diferença entre retaliação e retribuição. Jesus diz que a base da vida é a retribuição: "Com a medida com que tiverdes medido, vos medirão a vós também". Se tem sentido muita facilidade em descobrir os defeitos dos outros, lembre-se de que essa será exatamente a medida que se aplicará a si também. O salário que a vida lhe paga, será sempre o mesmo com o qual você pagou (só recebe da vida o que deu a ela). E essa lei se aplica desde o trono de Deus descendo até entre nós nos dias de hoje, Sal.18.25,26.

Oswald Chambers

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A curiosa inquirição da vida alheia

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Jesus: Filho, não sejais curioso, nem te preocupes com cuidados inúteis. Que tens tu com isto ou aquilo? Segue-me. Pois que te importa saber se fulano é assim ou assim ou se sicrano procede e fala deste ou daquele modo? Tu não és responsável pelos outros, mas de ti mesmo deves dar conta; por que, pois, te intrometes naquilo? Eu conheço a todos e vejo tudo que se faz debaixo do sol; sei como cada um procede, o que pensa e quer, e a que fim tende sua intenção. Deixa, pois, tudo ao meu cuidado, conserva-te em santa paz e deixa o inquieto agitar-se quando quiser. Sobre ele recairá tudo o que fizer ou disser, porque não me pode enganar.

Imitação de Cristo - Thomas de Kempis

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Desobstruindo a Inteligência

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Quem se contamina com o vírus da auto-suficiência reduz a própria produção intelectual. Quem se embriaga com o orgulho está condenado à infantilidade emocional e à pobreza intelectual, além de fazer da vida uma fonte de ansiedade. O orgulho gera muitos filhos, entre os quais estão a dificuldade de reconhecimento de erros e a necessidade compulsiva de estar sempre certo. Aquele que recicla seu orgulho e se liberta do jugo de estar sempre certo transita pela vida com mais tranqüilidade. A pessoa que reconhece suas limitações é mais madura do que a que se senta no trono da verdade.

Augusto Cury

 

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Fonte: Análise da Inteligência de Cristo, O Mestre dos mestres

domingo, 25 de abril de 2010

A impressão que deixamos

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“Ela disse a seu marido: Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus.” - 2 Reis 4:9

Que impressão Elizeu já causara àquela gran­de mulher de Suném! Ainda não fizera, todavia, nenhum milagre na casa dela, nem há qualquer re­gistro de que houvesse feito qualquer declaração profética. Simplesmente se acostumara a visitá-los, quando por ali passava, compartilhando de alguma refeição. A mulher não o poderia conhecer muito bem, mas disse ao seu marido: “Vejo que ele é um homem de Deus”. Aparentemente, não foi o que ele disse ou fez que lhe causou tal impressão, mas, sim, o que ele era. Quando ele chegava, ela sentia a presença de Deus nele.

Que sentem as pessoas quanto a nós? Todos nós deixamos alguma impressão, de um tipo ou outro. Percebem que somos inteligentes? que so­mos talentosos? que somos isto ou aquilo? As visitas de Elizeu tinham um efeito bem claro: deixavam naquele lar a impressão do próprio Deus.

W. Nee

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Comunicação é Muito Mais Do Que Palavras

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Existem basicamente dois tipos de pessoas que se comprome­tem em conversações: aquelas que querem se comunicar e aquelas que querem se mostrar. O posterior é normalmente um "entendido" em tudo. Ele não pode resistir à tentação de dar a sua opinião na roda. Ele é o amigo que faz um comentário na sala de aula a fim de ser notado pelos outros em vez de aprender com os outros.

O verdadeiro entendido a respeito de um tema nunca precisa humi­lhar os outros para que ele seja reconhecido. Nem mesmo precisa usar um jargão técnico estrangeiro na comunicação com o público leigo. Tal jargão é útil entre profissionais, mas basicamente inútil em outros lugares.

Nós temos criado um jargão próprio para a religião - palavras como salvação, santificação, santidade, e reconciliação. Estas são pala­vras inestimáveis e significantes para nós, mas elas nem sempre se comunicam com as pessoas que não são cristãs.

Um dos paradoxos da comunicação é que a palavra deve ser enten­dida por ambas as partes antes de ela ser aceita para uso. Só porque você entende a palavra ou o conceito, não significa que a pessoa com quem você está conversando também a entende. O comunicador, en­tão, é responsável por escolher palavras que são aceitáveis para ambas as partes. Usar palavras difíceis e longas simplesmente pelo fato de elas impressionarem, não significa que elas farão uma boa comunica­ção. Jogar palavras ao ar e assumir que elas serão entendidas é ser irresponsável e egoísta.

E. H. Hutten conta uma bonita história sobre Albert Einstein. É um bom exemplo de como um "entendido", que conhece bem de um cer­to assunto, não sente a necessidade ou o desejo de impressionar aos outros. Enquanto em Princeton, Einstein ocasionalmente comparecia a conferências dadas por cientistas, que normalmente se expressavam e se apresentavam de maneira obscura e técnica. Assim Hutten relata o fato:

Einstein se levantava após a apresentação e perguntava onde é que ele poderia escrever uma questão. Então ele ia até o quadro negro e começava a explicar a mesma apresentação feita pelo conferencista, mas de uma maneira bem mais simplificada. "Eu não tenho certeza de tê-lo entendido corretamente", dizia ele com grande gentileza, e então deixava claro que o conferencista não tinha se pronunciado cla­ramente.

É isto o que significa ter uma comunicação efetiva. Jesus era o Mestre em nunca assumir que algo tinha sido comunicado somente por ter sido dito. Ele usava de uma criatividade infinita: ilustrações, parábo­las, testes, questões, estudos, e assim por diante. O teólogo e filósofo Aquinas disse há muito tempo, "O professor ruim fica onde ele está e pede ao aluno que venha até ele". "O bom professor vai até onde o aluno está, o chama, e o lidera para onde ele deve ir".

Max Lucado

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Um furor hipócrita

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“Então Davi ficou furioso com aquele homem e disse: —Eu juro pelo SENHOR, o Deus vivo, que o homem que fez isso deve ser morto!” – 2 Samuel 12.5

Natã contou a Davi que um homem, possuidor de rebanhos e propriedades havia pego a única ovelha que um homem pobre possuía para servir um banquete a um visitante. Aquela ovelha era como se fosse da família do outro homem e por isso dava para imaginar o estado em que ele ficou. Quando Davi ouviu isso ficou indignado e cheio de furor. Ele disse que o homem que fizera isso merecia a morte, e pela ovelha que ele matou deveria dar outras quatro. É, Davi ficou furioso! E quem não ficaria? Mas, havia algo de errado com a indignação de Davi. Isso ai! Há indignações certas e indignações erradas. Há uma indignação que nos faz lutar contra a injustiça, que nos move em socorro de alguém, que nos faz virar a mesa dos vendilhões do templo. Que seria deste mundo sem essas santas indignações? Mas, a de Davi não era assim. Ele ficou furioso porque um homem rico havia tomado a única ovelha de um outro, mas ele, mesmo sendo rei e possuidor de um harém particular, havia roubado e possuído a mulher de seu leal soldado. Ele ficou furioso pela morte da ovelhinha, mas ele havia ordenado à morte do marido traído e soldado valente, para esconder seu erro. Davi havia feito barbaridades e, por cerca de um ano, jogou tudo para debaixo do tapete, e mesmo assim estava furioso com “coisas erradas” envolvendo ovelhas, banquetes e deslealdades. O telhado de Davi era de vidro e, mesmo assim, ele queria atirar pedras com furor, na janela dos outros.

Há um furor que incita pessoas a entrarem em cruzadas contra isto ou aquilo publicamente, enquanto se pratica coisas piores nas câmaras e nos recônditos particulares. Quantas guerras “santas” para defender a moral e os bons costumes promovidas por pessoas que, em oculto, nada tem de moral e que usam estas guerras como uma espécie de compensação ou como cortina de fumaça. Isso tem nome...

Então não se deve lutar contra nada, nem se encher de furor por nada? É claro que se deve, sim. Mas vamos nos lembrar que a historia e os sistemas nunca foram mudadas por hipócritas. Ninguém vence os erros públicos enquanto abriga e cultiva erros piores em particular.

Quem quer mudar a história e influenciar o mundo deve travar guerra primeiramente no campo de sua própria vida. Ninguém muda nada se não mudar a si mesmo primeiro. Ninguém conseguirá combater as injustiças se primeiro não aprender a ser justo quando está longe do alcance dos olhos dos homens.

O homem mais influente deste mundo disse: “Acautelai-vos do fermento dos fariseus que é a hipocrisia” (Lucas 12.1).

Pr Edmilson

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Não se defenda

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“Serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários” – Êxodo 23.22

Todos nós nascemos com o desejo de defender-nos. Caso insista em defender a si mesmo, Deus lho permitirá. Mas, se você entregar a sua defesa a Deus, então ele o defenderá. Certa ocasião disse o Senhor a Moisés: “... serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários”(Êxodo 23.22)

Estas palavras de Êxodo são uma fonte abundante de bênçãos. Não temos que lutar. O senhor é quem luta por nós. Ele fará isso por você caso lhe permita este privilégio. Ele será o inimigo dos seus inimigos e Adversário dos seus adversários, e nunca mais você precisará defender a si mesmo.

Que é que geralmente defendemos? Defendemos nossos talentos, nosso serviço e, principalmente nossa reputação. Reputação é o que as outras pessoas pensam de nós. Caso surja alguma história a nosso respeito, a grande tentação é de nos lançarmos na luta para limpar nosso nome. Mas, como você bem sabe, tentar chegar até a fonte de uma história caluniosa e difamante é uma tarefa sem esperança e inútil. É como tentar achar o passarinho, depois de se ter encontrado uma pena no gramado. Não poderá fazer isso. Mas, se se voltar de todo coração e confiança ao Senhor, Ele o defenderá completamente e providenciará para que ninguém lhe cause dano. “Toda arma forjada contra ti, não prosperará”, diz o Senhor: “Toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás...”(Isaías 54.17)

A.W Tozer

segunda-feira, 22 de março de 2010

Caminhar a segunda milha

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“Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas.” - Mateus 5:41

Um irmão do sul da China tinha uma plantação de arroz sobre o meio de uma serra. Em tempos de seca usava um moinho para levantar água da corrente de irrigação até os seus campos. Seu vizinho tinha dois campos abaixo do dele, e uma noite ele fez um buraco no muro de separação para que a água escorresse toda para a sua plantação. Quando o irmão reparou a brecha fei­ta e voltou a bombear mais água, o seu vizinho fez de novo a mesma coisa, e isto aconteceu três ou quatro vezes, até que ele consultou os irmãos na fé. “tentei ser paciente,” disse, “e não me vingar”, “mas é isto justo?” Depois de terem orado, um dos irmãos disse: “Se apenas tentamos fazer o que é certo, certamente seremos cristãos muito pobres. Temos que fazer algo mais do que sim­plesmente o que é certo”. O irmão ficou muito impressionado. Na manhã seguinte bombeou água para os dois campos de baixo e à tarde bombeou água para seu próprio campo. Depois disto a água permaneceu no seu terreno. Seu vizinho ficou tão surpreendido com sua ação que começou a in­dagar a razão dele ter agido assim, e, por fim tam­bém ele encontrou a Cristo. “Certo ou errado” é o princípio dos agentes e publicanos (versícu­lo 46). Não por esse princípio, mas por nossa conformidade a Cristo é que devemos ser gover­nados.

W. Nee

sexta-feira, 19 de março de 2010

Fraqueza

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Aquele que julga es­tar firme, cuide-se para que não caia! - 1Coríntios 10.12

Nos tempos de domínio filisteu, boa parte do território de Israel vivia sob controle daquele povo. É nesse contexto que aparece Sansão, quando não havia rei em Israel e cada um fazia o que bem entendia. Ele era nazireu, isto é, havia sido separado para o Senhor desde seu nascimento. Assim foi que nasceu sob promessa, visto que sua mãe era estéril. As dificuldades de Sansão manifesta­ram-se quando inventou de casar com uma mulher do povo fi­listeu, inimigo mortal dos israelitas. Antes de Dalila, Sansão já tinha forte queda pelas mulheres dos filisteus.

Consciente de sua força, achava que poderia resolver qual­quer parada. Mas o que Sansão desconhecia era a armadilha de suas emoções, mesmo sendo usado pelo Espírito de Deus.

Há pessoas que gostam de viver perigosamente. Arris­cam-se em aventuras compartilhando experiências no campo do inimigo. Acham que jamais terão problemas ou sofrerão qualquer derrota. Afinal, são "fortes" espiritualmente e nada os atingirá.

A história de Sansão revela os perigos a que ele expôs não apenas a si próprio, mas a vida de seus pais e também de seu povo. Sansão parece divertir-se com os filisteus, mas acaba nas mãos deles. Mesmo concedendo o Senhor sua misericórdia e levando Sansão à vitória na batalha final, ele pagou com a pró­pria vida as conseqüências de seu erro espiritual, a quebra de seu voto nazireu.

Você hoje se vê firme em sua vida, obtendo seguidas vitórias? Dê graças a Deus por isto, e peça a Deus misericórdia, para que suas vitórias não sejam a causa de seus fracassos.

Nossa maior vitória começa em reconhecer nossas derrotas.

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Fonte: Pão Diário (adaptado)

quarta-feira, 10 de março de 2010

Os andaimes da vida

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Farto de dias. Gênesis 25.8

Os andaimes formam as construções. Os momen­tos, os dias e os anos de nossas vidas terrenas são anda­imes. O que estamos construindo neles? Que tipo de estrutura surgirá quando os andaimes forem retirados? Os dias e os anos são nossos; que eles possam dar-nos algo que a eternidade não possa tomar - um caráter construído segundo o amor de Deus em Cristo, e mol­dado à sua semelhança.

Será que sua vida o tem ajudado a fazer isso? Caso positivo, você aproveitou o melhor da vida, e ela está completa, qualquer que seja o número de seus dias. A qualidade, não a quantidade, é o que determina a per­feição de uma vida.

Alexander Maclaren

terça-feira, 9 de março de 2010

Publicanos e fariseus: filhos da mesma mãe e do mesmo pai

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A culpa tende a gerar duas tendências na alma. Ou ela vai para o pólo “coerente” com o estado de transgressão pelo qual a pessoa se sente culpada, mergulhando e ensopando a alma nos banhos da entrega ao objeto da transgressão, ou ao seu desejo, ou mesmo à multiplicação indiscriminada e repetitiva do mesmo comportamento ou sentimento pelo qual a pessoa se sente culpada; ou, então, ela, a culpa, leva a alma para o pólo oposto, fazendo da própria transgressão e da culpa um dado moral para os outros, posto que em tal “lógica” existe o seguinte argumento: “Já que eu sei que é mal para mim, e como não consigo deixar, lutarei contra a possibilidade de que outras pessoas sejam atingidas pelo mesmo mal”. Ora, é por esse piedoso argumento que todos os fariseus da história mataram e matam os "coerentes" com eles próprios, ainda que aos olhos do mundo fossem "diferentes".

Ora, isto é assim porque no primeiro pólo estão os publicanos, e no segundo estão aos fariseus.

Assim nascem os dois pólos que são fruto exatamente da mesma coisa: culpa.

Tanto o frouxo e libertino quanto os legalistas e farisaicos, são afligidos pelo mesmo mal: culpa.

O culpado que tende para a primeira categoria é aquele que se enxerga minimamente, e como não consegue vencer em si mesmo aquilo que acha ruim, decide não se meter na vida de ninguém, posto que ele mesmo sabe como é a sua própria natureza. Daí esse ir ao templo e dizer: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!”

Já o culpado que tende para a segunda categoria, é aquele que se enxerga, mas não quer que ninguém mais o perceba, daí ele se esconder atrás das proibições das coisas que mais o seduzem. E como esse estado gera muita angustia, a pessoa acaba por se endurecer para não ter que sofrer a si própria como incoerência crônica, e, assim, torna-se um legalista para os outros, como se em assim procedendo, ele diminuísse a sua própria culpa. Daí esse ir ao templo se jactar em oração de não ser como os demais homens da terra: pecadores.

Para Jesus as duas coisas eram ruins, mas Ele preferia o pessoal do primeiro grupo, e apenas por uma razão: tais pessoas raramente deixam de ser vulneráveis à verdade, e tornam-se profundamente mais convertíveis que as outras, posto que confessam quem são, enquanto os do segundo grupo julgam os outros, enquanto eles mesmos estão em pior situação, posto que lutam contra quem são acusando os outros de serem exatamente como eles são, só que ninguém sabe. Desse modo, seu estado caminha para a petrificação.
Ora, é por tudo isto que eu afirmo outra vez: somente na Graça a alma pode parar de ser vitimada por esses dois pólos, pois é somente sob a Graça que o coração pode parar a tendência natural da culpa de posicionar a alma num desses dois pólos do coração.

Pois é somente na justiça que vem da fé no que Jesus já fez por nós, que o coração pode se assentar perdoado a fim de poder ser transformado.

Longe da Graça os ambientes que prevalecem são os desses dois pólos: o da frouxidão e ou o da petrificação. Um é pasta. O outro é pedra. O coração, todavia, quer ser apenas de carne.

Caio Fábio

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Fonte: Caminho da Graça

terça-feira, 2 de março de 2010

Tolerância ou conivência

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Tenho contra vocês uma coisa: é que toleram Jezabel – Apocalipse 2.20

A tolerância é uma das virtudes mais importantes para se viver em sociedade. Sem ela não haveria famílias, amizades, igrejas ou comunidades. Uma vez que somos seres imperfeitos que estamos sendo aperfeiçoados por Deus, a tolerância se faz necessária para lidarmos com aquilo que não podemos mudar. Mas, vemos Jesus, o mais tolerante de todos os seres, dizendo que tinha algo contra a igreja de Tiatira: seu excesso de tolerância. Vemos ai, que até mesmo uma virtude pode ir a extremos e chegar a um ponto em que se degenera e se torna algo reprovável.

“Toleras essa mulher Jezabel”. O povo daquela comunidade tolerava uma mulher que manipulava e levava outras pessoas para o mau caminho. Eles viam e sabiam o que essa mulher fazia, mas não tomaram nem uma atitude contra ela. A tolerância daquela comunidade virou conivência, e a conivência está a um passo de virar cumplicidade. Eles não souberam diferenciar entre amar uma pessoa e aprovar suas obras. Jezabel deveria ser amada, mas suas obras deveriam ser repudiadas e combatidas.

A tolerância que não vira conivência é aquela que sabe enxergar até onde podemos ir abrigando e acolhendo uma pessoa sem dar a entender que aprovamos as suas obras. O mesmo Jesus que livrou uma mulher de ser morta por causa de seu adultério, antes de despedi-la lhe disse: “Não peques mais”. Ele estava deixando bem claro que Deus estava lhe dando uma nova chance e que mesmo tendo-a perdoado de seu pecado, não queria que ela continuasse nele.

Que Deus nos ensine a vivermos uma tolerância que expresse o amor de Deus e não a leviandade da natureza caída do homem que gosta de criar imitações das virtudes verdadeiras.

Pr Edmilson

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O corcunda não vê sua corcova, mas a do outro

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Há pessoas que apontam para os outros, quando não são melhores. O corcunda não deveria rir-se de outro até que endireitasse sua própria coluna, e nem depois. Odeio ouvir um corvo chamar um urubu de preto. Um cego não pode condenar seu irmão por ser estrábico, e aquele que perdeu as pernas não deveria zombar do aleijado. A corda sempre rompe na parte mais fraca e quem deveria ser o último a falar é o primeiro a ralhar. Porcos manchados mancham outros e quem tem muitas faltas sempre encontra faltas nos outros. Quem melhor pode falar mal dos outros é o que mais age mal.

Nos faz muito mal julgar o próximo, porque nos incha de vaidade, fazendo nosso orgulho crescer sem motivo. Acusa­mos outros para nos justificarmos. Somos tolos a ponto de so­nharmos que somos melhores só porque existem outros piores, e falamos como se pudéssemos subir fazendo outros descerem. Que proveito há em achar buracos nos casacos dos outros, quando não podemos remendá-los? Fale das minhas dívidas se estiver dis­posto a pagá-las; do contrário, contenha-se. As faltas de um ami­go não devem ser manchete, nem as de um estranho devem ser postas a público. Quem zurra para um jumento, é tão burro quan­to ele; quem faz outro de palhaço é que faz papel de tolo. Não caia no mau hábito de rir-se dos outros, porque o antigo provérbio diz: "Quem tem telhado de vidro não atira pedras no do vizinho."

C. H. Spurgeon

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Apenas uma voz

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João não fez nenhum sinal, porém, tudo quanto disse a respeito deste era verdade. João 10.41

Talvez você esteja descontente consigo mesmo. Não é nenhum gênio, não possui brilhantes qualidades e não se destaca por nenhum dom especial. Na sua vida predomina a mediocridade. Só o que se nota em seus dias é a monotonia e a insipidez. No entanto, mesmo assim você pode viver uma vida de real valor.

João não fez nenhum sinal, mas Jesus disse que, entre os nascidos de mulher, não aparecera profeta maior do que ele.

A maior tarefa de João foi dar testemunho da Luz, e essa pode ser a sua e a minha. João estava contente em ser apenas uma voz, se através dela os homens pensassem em Cristo.

Contentemo-nos em ser apenas uma voz, ouvida mas não visita; um espelho, cuja superfície não é notada, reflete a glória do sol.

Executemos as tarefas simples e comuns, como estando sob os olhos de Deus. Se temos de viver com pessoas difíceis, comecemos a conquistá-las pelo amor. Se cometemos um grande erro, não deixemos que ele obscureça a nossa vida, mas usemo-lo como experiência e fonte de fortalecimento.

Quando levamos homens a terem pensamentos verdadeiros sobre Cristo, o bem que praticamos é muito maior do que podemos imaginar. Eu me sentirei plenamente satisfeito se, após a minha partida, pessoas simples pararem junto ao meu túmulo, não para ver um grande mausoléu ali erigido, mas para dizer:

"Ele foi um homem bom; não fez nenhum sinal, mas falou palavras a respeito de Cristo, as quais me levaram a conhecê-lO pessoalmente."

George Matheson



 
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