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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Os Falsos Profetas - Olhando sob a Pele




(Esboço de ministração. Reflexões no Sermão da Montanha)

“Vocês os conhecerão pelo que eles fazem. Os espinheiros não dão uvas, e os pés de urtiga não dão figos. Assim, toda árvore boa dá frutas boas, e a árvore que não presta dá frutas ruins. A árvore boa não pode dar frutas ruins, e a árvore que não presta não pode dar frutas boas. Toda árvore que não dá frutas boas é cortada e jogada no fogo. Portanto, vocês conhecerão os falsos profetas pelas coisas que eles fazem”. Mateus 7.16-20

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Em que guerra estamos?

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Nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão. Efésios 6.12

Paulo nos alerta que estamos num campo de batalha. Ele sabia muito bem do que estava falando, pois, em Éfeso foi duramente perseguido por aqueles que viam sua religião ser ameaçada pelo Caminho que Paulo pregava. Demétrio e outros fabricantes de ídolos promoveram um grande tumulto que pôs a vida de Paulo em risco (At 19.23,24). Mas, Paulo não via nem em Demétrio e nem na multidão que queria mata-lo um inimigo. Sua luta, e a nossa, não era contra a carne e sangue, mas, contra forças espirituais do mal que estão por trás dos tumultos contra Deus, sua palavra e seu povo. É contra estes que temos de lutar, pois, são esses poderes que dominam completamente este mundo, este sistema de coisas. E como as potestades gostam de nos ver na luta errada e contra o inimigo errado! Elas gostam que nós vejamos no nosso governo um inimigo a ser combatido. As potestades gostam de nos ver combatendo partidos políticos. Elas têm prazer quando entramos numa guerra contra representantes de ideologias e usamos as armas deste mundo para combatê-los. Elas gostam de nos ver nesses combates porque enquanto estivermos neles não estaremos no bom combate, nem estaremos cumprindo nossa missão (1 Tm 1.18; 6.12; 2 Tm 4.7).

Por ter uma visão correta do seu papel no mundo, nunca vemos a igreja primitiva envolvida em campanhas e protestos contra o governo romano nem contra seus corruptos imperadores. Na época de um monstro como Nero, Paulo diz aos romanos que “nenhuma autoridade existe sem a permissão de Deus, que elas estão a serviço de Deus e que devem ser respeitadas e honradas” (Rm 13.1-7). Paulo não era passivo, nem alienado, ele só sabia em que nível a Igreja deveria travar suas batalhas. Acerca deste Nero que iria crucificá-lo de cabeça para baixo, Pedro ordenou: “respeitem todas as pessoas, amem os seus irmãos na fé, temam a Deus e respeitem o imperador” (1 Pe 2.17). Sim, essas são posturas que exigem fé da nossa parte.

Os únicos momentos em que vemos um choque entre os discípulos e as autoridades deste mundo eram quando as leis da terra entravam em choque com as celestiais. Nessas horas eles tinham que dizer: “Antes obedecer a Deus do que aos homens”. E mesmo quando assumiam essa postura, eles se submetiam as consequências que lhes eram impostas.

A igreja tumultuou este mundo sim, mas foi com a pregação do evangelho (At 17.6). Sua maior arma era um coração inflamado de amor que foi demonstrado na pessoa de seu Mestre que mesmo tendo uma multidão que lhe acompanhava desejosa que ele fosse seu rei e promovesse uma revolução nacional preferiu dar sua vida tanto pelos judeus, como pelos imperadores que os dominavam. Ele mesmo disse que nossa revolução aconteceria subliminarmente, como sal que não pode ser visto na comida, mas que é impossível esconder o sabor. Ele nos mostrou que tanto os tiranos como os que são tiranizados precisam fazer as pazes com Deus. Ele mostrou que os governantes corruptos precisam ser libertos, saírem das trevas para a luz e receberem um novo coração ou então só estaremos trocando um corrupto por outro. Mas essas conquistas só acontecem nas regiões celestiais que é onde as potestades atuam, e só são vencidas com armas espirituais.

Que Deus nos ajude a nos mantermos na guerra certa a mirarmos o inimigo certo e a usarmos as armas certas, caso contrário, viveremos dando tiro no pé.

Pr Edmilson

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Uma mente doente

 

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João Batista nos mandou perguntar o seguinte: o senhor é aquele que ia chegar ou devemos esperar outro? Lucas 7.20

João foi o homem que ouviu a voz de Deus falando a respeito de Jesus no momento do seu batismo: “Este é meu filho amado em quem me comprazo”. Ele viu o Espírito Santo descer sobre Jesus na forma de uma pomba. Ele não vacilou ao apontar para Jesus e dizer aos seus seguidores: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Mas, um dia, de dentro da prisão, ele enviou dois discípulos para perguntar a Jesus se ele era mesmo o Cristo, ou se deveriam esperar outro. O homem que tinha ouvido o próprio Deus falando quem era Jesus, agora estava em dúvida. Como pode?

Creio que isso tem muito a ver com o fato de João Batista se encontrar no isolamento de uma prisão. Quando se está isolado o que mais se faz é pensar. Pensar, pensar e pensar o dia inteiro, e talvez, a noite inteira. Quando há uma superatividade mental Satanás gosta de interferir e jogar suas setas na mente da pessoa. De repente, surgem pensamentos que parecem vir do nada e começam a semear coisas ruins no coração da pessoa. Esses pensamentos podem semear tristeza, raiva e também dúvidas. O pensamento é algo tão forte que algo semeado nele pode fazer a pessoa duvidar de coisas que ela tinha muita certeza. Sei do que estou falando, pois, na minha juventude e começo da vida cristã trabalhei numa empresa onde ficavam fazendo um trabalho manual repetitivo que não exigia nenhuma concentração minha. Eu ficava isolado e o que eu fazia o dia inteiro era pensar. Em certo momento comecei a enfrentar terríveis batalhas na minha mente. Pensamentos surgiam questionando a existência de Deus, a pessoa de Jesus, a autoridade da Bíblia, o caminho que eu estava seguindo. De repente, lá estava eu duvidando de coisas que eu tinha certeza. Eu tentava me livrar daqueles pensamentos, mas, parecia que eles ficavam cada vez mais fortes. Havia momentos em que parecia que eu ia ficar louco. De onde será que vinham aqueles pensamentos. Eu sei de uma coisa, Deus semeia fé em nossos corações, mas, quem gosta de semear dúvidas, sabe quem é, né? Imagino que foi mais ou menos isso que João Batista enfrentou naquela cela.

Nossa mente é um campo de batalha, e como temos que saber dominá-la e, acima de tudo, termos um capacete espiritual guardando-nos dos ataques do Diabo! O que eu fiz para vencer aquela guerra no campo mental? Fiz como João Batista, fui buscar a Jesus. Repare que, quando foi interrogado se ele era o messias ou não, Jesus não respondeu “sou”. Ele manifestou o seu poder e mandou que os dois discípulos contassem a João o que haviam visto. Aqueles dois discípulos seriam os olhos de João. O que João Batista precisava não era resposta à suas perguntas. O que ele precisava era ser curado.

Termos questionamentos é natural e até salutar para nossa vida. Mas, ter a mente e a alma doente é bem diferente e não faz nada bem para nós. Uma mente doente se torna presa a pensamentos que ficam como uma fita se rebobinando. Uma mente assim só é curada através da manifestação de Deus. Quando a mente está doente, não há resposta que satisfaça, pois, cada resposta gerará uma nova pergunta. A presença de Deus, uma experiência com Deus, é tudo o que a pessoa enferma na mente precisa para ser curada. Quando a pessoa é curada, ela entende que a própria fé é a prova das coisas que não se vê.

Que o Senhor Deus guarde nossa mente a fim de que ela não seja um instrumento de adoecimento dos nossos corações. Que todos os nossos pensamentos sejam levados cativos à obediência de Cristo. Que nossa mente seja a mente de Cristo.

Pr Edmilson

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

De boas intenções...

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Pedro o levou para um lado e começou a repreendê-lo – Mateus 16.22

Jesus reuniu seus discípulos e lhes disse que precisava ir a Jerusalém. Antes que eles começassem a dar pulos de alegria, por acharem que havia chegado a hora de Jesus sentar-se no trono de Davi para governar Israel e o mundo, Este lhes disse que em Jerusalém o que o esperava era sofrimento e morte, mas também ressurreição. Em outros momentos, Jesus já havia deixado claro que isso que estava para acontecer não seria um contratempo, nem um acidente e muito menos a vitória das trevas. Ele já lhes dissera que “o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc 10.45). O que estava para acontecer em Jerusalém já estava determinado por Deus antes da fundação do mundo (Ap 13.8). Ao preparar o coração dos discípulos para o que ia acontecer, acho interessante a reação de Pedro...

Pedro fazia parte do círculo íntimo de Jesus e, ao ouvir falar de sofrimento e morte, suas emoções o dominaram. Ele levou Jesus para um lago e começou a repreende-lo. A palavra que foi traduzida por repreender é “epitimao”. Essa palavra quer dizer acusar, reprovar, censurar severamente, exigir com severidade. Isso aí! O impetuoso Pedro chamou o Mestre à parte para reprovar, para censurar e para exigir. Ele não queria que nada daquilo acontecesse com Jesus. Só de imaginar o Senhor sendo torturado, sua alma ferveu. Ele exigiu de Jesus com severidade uma mudança de planos a fim de que aquelas coisas não acontecessem.

Ao ouvir a repreensão do amigo, Jesus não lhe agradeceu por sua preocupação, nem disse que iria pensar no assunto. Ele virou-se para Pedro e disse: “Saia da minha frente Satanás”. Sabe o que eu aprendo com isso? Que, se nossas palavras e atitudes forem movidas pelo calor das emoções, corremos o perigo de dar lugar ao Diabo e sermos usados por ele. Por não entendermos o plano de Deus e por não compreendermos que há certas coisas pelas quais as pessoas têm de passar, podemos nos tornar uma pedra de tropeço para eles. Muitos são os que se desviaram da rota que Deus lhes traçou por causa de palavras inflamadas pelo inferno, apesar das boas intenções.

Jesus sabia de onde vinha e para onde ia e isso o livrou de tropeçar. Satanás lhe ofereceu os reinos do mundo e a sua glória. Uma multidão quis toma-lo para fazê-lo rei. Pedro queria livrá-lo da crucificação. Para tudo isso sua resposta foi sempre a mesma: “saia da minha frente Satanás”.

Que Deus nos conceda o discernimento para podermos enxergar o adversário que se esconde até mesmo em boas intenções, que se esconde em conselhos, em promoções, em atalhos. Que Deus nos ajude.

Pr Edmilson

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Na hora do aperto, cuidado

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Naquele tempo houve em Canaã uma fome tão grande, que Abrão foi morar por algum tempo no Egito – Gênesis 12.10

Abrão veio parar na terra de Canaã por uma ordem de Deus. Ele saiu da cidade de Ur, onde vivia confortavelmente a tantos anos e se embrenhou numa aventura de fé. Uma vez que Canaã era a terra para onde Deus o havia mandado, seria de se esperar que aquela terra fosse um paraíso. No entanto, havia fome naquela terra, provavelmente provocada por um longo período sem chuva. Trilhar o caminho da fé faz com que nos deparemos com situações que parecem incoerentes. Nessas horas nossa confiança em Deus é colocada à prova. Naquelas horas, talvez chegassem viajantes de Ur, parentes ou conhecidos de Abrão para lhe falar da bobagem que ele fez ao sair de sua cidade e que o melhor seria ele deixar de ser orgulhoso e voltar para sua terra e esquecer esse negócio de “voz de Deus”. Como poderia Deus tê-lo levado para um lugar daqueles? O velho patriarca estava sendo tentado a voltar atrás, e os momentos de aperto são uma terrível tentação a isso.

Voltar, ele não voltou, mas caiu em outra tentação. Abrão pegou sua esposa e foi para o Egito, pois parecia que era o melhor a fazer. Ele estava vendo no Egito uma saída para o aperto que estava vivendo. Quando chegou ao Egito, Abrão disse aos egípcios que Sarai era sua irmã, a fim de que os egípcios não o matassem para ficar com ela. “Afinal, antes de nos casarmos ela era minha meia-irmã”, pensava ele, ”então, é só uma meia mentira”. Mas, que projeto é esse que já começa com uma mentira?

Por causa do que ele disse, faraó tomou Sarai para si e cobriu Abrão de riquezas. Mas, que projeto é esse no qual se perde a família, mesmo ganhando riquezas? Fico imaginando como ficou o coração de Abrão quando viu sua esposa sendo levada. A paz sumiu do seu coração. Eis aí um grande indício de que se está vivendo fora dos projetos de Deus: a paz desaparece. E ela desaparece mesmo quando se recebe riquezas como presente do príncipe deste mundo. O príncipe deste mundo mantém muitas pessoas presas com seus presentes.

Mas, graças a Deus, com Abrão não foi assim. Deus não havia desistido do patriarca. Ele julga principalmente as intenções do coração. Deus fez com que a verdade viesse à tona e libertasse Abrão daquela situação. Com a verdade, a paz começou a voltar ao coração de Abrão e ele tomou o caminho de volta para o lugar de onde ele nunca deveria ter saído. Abrão descobriu que enquanto estivermos habitando na terra da vontade de Deus, verdadeiramente seremos alimentados.

Pr Edmilson

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Fazendo negócios com Deus?

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Satanás respondeu: —Será que não é por interesse próprio que Jó te teme? – Jó 1.9

Um dia o acusador compareceu diante de Deus no meio do ajuntamento de anjos que se reunia perante o Senhor. É isso aí! Ele transfigura-se em anjo de luz e consegue passar despercebido no meio dos outros anjos. Ele só não engana a Deus que o reconheceu imediatamente. Respondendo à pergunta de Deus, satanás disse que ao andar na terra e passear por ela, de fato, um homem havia lhe chamado a atenção. Jó se destacava dos demais não somente por ser o homem mais rico da terra, mas principalmente por seu temor à Deus, sua piedade e sua vida justa. Jó era um daqueles de quem Deus não se envergonhava de ser chamado o seu Deus. Mas, o acusador estava ali para fazer o seu trabalho. Por acompanhar a raça humana a muito tempo, ele já havia formado o conceito de que os seres humanos só se relacionam com Deus na base da barganha e da troca. Deus lhes dá o que eles querem e eles lhe pagam com uma vida piedosa. Ou então, eles vivem uma vida reta, obedecendo aos mandamentos de Deus, e Deus lhes paga com prosperidade, saúde e proteção. Em outras palavras, o que existe entre Deus e os homens, não passa de negócios. Satanás sabia que tudo o que Jó tinha vinha das mãos de Deus (e ele não tinha pouco). Jó só poderia responder com fidelidade e obediência. Satanás achava que os servos de Deus são como seus servos. Satanás compra seus seguidores lhes oferecendo os reinos do mundo e a glória deles. É verdade que muitos se prostram e o adoram em troca dessas coisas. Muitos fazem isso em relação a Deus também. Eles o adoram desde que Deus lhes dê os reinos do mundo e a glória deles. Uns vendem a alma ao Diabo, outros querem vendê-la para Deus. Para estes, Deus e o diabo não são muito diferentes. A aposta de Satanás é que, onde existe fidelidade, por trás, na verdade, só existe interesse.

Cabe a nós examinarmos nossa devoção a Deus para descobrirmos se, em relação a nós essa acusação seria verdadeira. É só pararmos e pensarmos se servirmos a Deus a fim de que Ele faça por nós coisas que, se pensarmos bem, satanás também pode fazer. Se enxergarmos em Deus uma espécie de gênio da lâmpada, que vai nos conceder os três pedidos, é sinal de que nosso relacionamento não passa de um negócio. Pedro conheceu Jesus em meio a um milagre, uma pesca maravilhosa. Mas, um dia, Jesus quis saber só de uma coisa: “Pedro, você me ama”. Naquele dia os peixes pularam milagrosamente na rede de Pedro, mas, viriam dias em que isso não iria acontecer. Nessa hora, o que iria sustentar Pedro senão um relacionamento de verdadeiro amor? E tem mais, o príncipe deste mundo também consegue fazer com que as redes de muitas pessoas fiquem cheias (embora o coração esteja vazio). Deus sempre soube, e a experiência com o povo de Israel no Egito e no deserto demonstrou, que os milagres produzem admiração, mas não amor. Sim, Ele faz milagres, prospera e protege, mas, sem ilusões e por misericórdia. Deus não quer relacionamentos como daqueles milionários de setenta e tantos anos com uma namorada de vinte e três. Ele sabe o que sustenta a maioria desses namoros e casamentos. Para satanás, os homens não passam de jovens garotinhas namorando com um poderoso empresário.

Em relação a Jó, Satanás quebrou a cara. Ele conheceu um homem que recebia o que Deus lhe dava, mas, o seu tesouro era o próprio Deus. São homens desse tipo que tem silenciado o acusador. São homens deste tipo que são o prazer do coração de Deus. Jó não foi provado para que Deus soubesse o que havia no coração dele, pois não há o que Deus não saiba. Jó foi uma demonstração para o diabo, para os anjos e para o mundo de que nesta terra existem homens que verdadeiramente amam a Deus.

Pr Edmilson

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O velho profeta estava mentindo

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Então o velho profeta disse: —Eu também sou profeta como você, e o SENHOR Deus mandou que um anjo me dissesse que levasse você até a minha casa e lhe oferecesse a minha hospitalidade. Mas ele estava mentindo – 1 Reis 13.18

Aquele jovem profeta recebeu uma ordem clara de Deus: deveria ir a Betel e entregar a mensagem de Deus ao rei Jeroboão, não comer pão nem beber água e regressar por outro caminho. Após ver que de fato aquele jovem era enviado de Deus, o rei convidou-o para jantar em seu palácio. O rapaz recusou, pois, viu naquilo somente uma tentativa do reino das trevas de fazê-lo desobedecer às ordens de Deus. O idólatra rei Jeroboão se tornou um óbvio instrumento maligno e o rapaz facilmente percebeu isso. Mas, nem toda armadilha é tão facilmente perceptível...

Ali em Betel, morava um velho profeta que foi se encontrar com o rapaz. Ele veio lhe fazer o mesmo convite: vir até sua casa jantar com ele. O velho profeta ainda disse que um anjo de Deus o havia enviado até ali para fazer aquele convite ao jovem. Desta vez, o rapaz atendeu ao convite e foi terminar seu jejum antes da hora. O rapaz caiu na armadilha.

Tarde demais, aquele jovem percebeu que o diabo não usa somente reis e príncipes deste mundo, ele usa também “profetas”. Infelizmente, pessoas que se dizem mensageiros de Deus e possuidores de grande experiência também são capazes de sentir inveja e então, acabam se tornando mensageiros não de Deus, mais, do pai da mentira.

Muitos são os que resistiram firmes aos ataques de fora pra dentro, mas, não souberam distinguir os ataques sedutores de dentro para fora. É necessário ter-se uma mente firme e também discernimento espiritual. Só os que caminham próximos ao Pai sabem que Ele não dirá uma coisa para, em seguida, enviar um anjo para dizer outra. Ele não é Deus de confusão. O vento forte, o fogo e o terremoto, por mais espetaculares que sejam, talvez não tenham nada de Deus (1 Re 19.11,12). A voz tranquila e suave pode ser simples, mas nela pode estar a palavra de Deus. O apóstolo amado, sobre isso, nos disse duas coisas. Primeiro nós temos dentro de nós a unção do Santo que, com sua voz suave, testificará dentro de nós todas as coisas (1 Jo 2.27). Segundo, ele disse para não darmos crédito a todo espírito, mas provarmos para ver se eles vêm de Deus (1 Jo 4.1).

O jovem profeta foi morto por um leão por se deixar levar pelas mentiras de um velho profeta invejoso. Tomemos cuidado, pois há um leão bramando buscando a quem possa tragar (1 Pe 5.8). E este leão é muito mais perigoso quando vem com linguagem religiosa, semblante piedoso e cheio de “sonhos e visões” (Cl 2.18). Este leão visa a todos, mas, principalmente a nova geração de profetas que se levanta.

Não sejamos ingênuos, pois, crer é uma coisa, ser crédulo é outra.

Pr Edmilson

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Quem brinca com fogo se queima

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Será que você pode carregar fogo no colo sem queimar a roupa? Será que você pode andar em cima de brasas sem queimar os pés? – Provérbios 6.27,28

E Sansão orou ao SENHOR, dizendo: —Ó Senhor, meu Deus, peço que lembres de mim. Por favor, dá-me força só mais esta vez. Deixa que eu, de uma só vez, me vingue dos filisteus, por terem furado os meus olhos – Juízes 16.28

Sansão nasceu por um milagre, pois sua mãe era estéril. Antes dele nascer, o anjo que veio anunciar seu nascimento disse qual seria sua missão: livrar o povo de Israel do domínio dos filisteus. O anjo disse também que Sansão seria um nazireu, alguém separado para Deus, que nunca deveria tocar em corpo morto, nem beber vinho, nem cortar o cabelo (Nm 6.1-8).

Porém, o que vemos na vida de Sansão foi uma constante leviandade para com o propósito de Deus para sua vida. Vemo-lo quebrando cada um de seus votos de nazireu. Ao invés de livrar Israel do jugo filisteu, Sansão se ligou a eles através do casamento. Sansão caminhou sua vida inteira na beira do abismo.

Como todo aquele que brinca com fogo, Sansão um dia se queimou. Ele abriu seu coração com quem não devia (Dalila) e, por causa disso, perdeu o que era a expressão do poder de Deus em sua vida, sua força extraordinária. Perdeu também a visão, pois os filisteus lhe furaram os olhos. Perdeu também a liberdade e foi colocado para trabalhar numa prisão virando um moinho. Tudo indicava que o nazireu caído iria terminar seus dias fraco, cego e fazendo o trabalho monótono de um animal.

Mas, num dia em que os filisteus o levaram ao templo de dagom para se divertirem com ele, Sansão clamou a Deus. Ele havia sido rebelde e leviano, mas conhecia a misericórdia de Deus. “O amor do SENHOR Deus não se acaba, e a sua bondade não tem fim. O Senhor não rejeita ninguém para sempre” (Lamentações 3.22,31).

Ele não pediu para que seus olhos fossem curados, pois sabia que estava colhendo as consequências de seus erros. O que ele pediu foi que Deus lhe desse novamente sua força para que ele fizesse aquilo para o que Deus o chamou, livrar Israel dos filisteus.

Deus atendeu sua oração e lhe devolveu a força. No último momento de vida, Sansão cumpriu sua missão. “E assim Sansão matou mais gente na sua morte do que durante a sua vida” (Jz 16.30).

Sansão nos deixa a lição do quão zelosos devemos ser para com aquilo que Deus nos dá. Ele também nos ensina que, mesmo que tenhamos caído nos laços que nós mesmos procuramos, e por isso tenhamos perdido a força e a visão espiritual, é tempo de clamarmos a Deus que é compassivo e pode fazer com que a glória da última casa seja maior do que a da primeira (Ag 2.9)

Leia também esta reflexão sobre os nazireus: Aqueles que Deus usa para mudar a história

Pr Edmilson

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Os muros que nos protegem do engano

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Percebi que não era Deus quem o enviara; tal profecia falou ele contra mim, porque Tobias e Sambalate o subornaram – Neemias 6.12

Numa época em que Jerusalém se encontrava desolada e com seus muros destruídos, Deus levantou Neemias a fim de levantar o ânimo do povo e os muros da cidade. Vemos em toda a narrativa do livro de Neemias que, primeiramente, Neemias deu o exemplo de disposição e coragem para que o povo fosse inspirado por ele. Neemias saiu do conforto do palácio do rei da Pérsia e se empenhou em uma tarefa nada fácil. Ele estava com sua vida feita como pessoa de confiança do rei, mas abriu mão de sua posição cômoda para fazer o que ele acreditava ser mais importante.

Quando se dispôs a reconstruir as muralhas da cidade, Sambalate e Tobias, os inimigos de Israel, primeiramente zombaram para ver se ele e o povo desistiriam, depois investiram com ameaças para paralisa-los através do medo. Como por estes meios não conseguiram nada, investiram de uma forma mais sutil.

Quando os muros já estavam terminados, faltando apenas colocar as portas, Neemias foi chamado à casa de um certo Semaias. Não se sabe muita coisa sobre este homem, pois, nada mais se fala dele em nenhum outro lugar na Bíblia. Mas, o texto nos dá a entender que ele era algum profeta. Ele se encontrava “encerrado” em sua casa. Provavelmente envolto em um ar místico de retiro espiritual em sua casa, Semaias fala a Neemias de uma suposta revelação de que seus inimigos vinham ao seu encontro para matá-lo e que o melhor seria correrem para o Lugar Santo do templo a fim de se esconderem. Ao receber este conselho, Neemias ficou alerta. Que conselho era aquele? Se esconder?! E se esconder num lugar que a própria lei de Deus dizia que somente o sacerdote poderia entrar, coisa que Neemias não era?! Alguma coisa estava errada!

Com toda firmeza, Neemias disse que não iria fugir, pois não era do seu feitio fugir do que quer que fosse. De onde vinha tamanho discernimento a ponto de Neemias rejeitar prontamente aquele conselho vindo de um profeta, de um homem que estava recluso em sua casa a fim de “buscar a Deus”?

Neemias tinha princípios que guiavam sua vida e o faziam caminhar com segurança: um era sua vida de comunhão com Deus através da oração, o outro era a palavra de Deus, a qual ele procurava conhecer e viver. Por andar próximo a Deus, ele sabia que palavras que vêm nos amedrontar não provêm de Deus. Deus semeia fé e coragem. Quem semeia medo é o diabo através de seus emissários. Por conhecer a palavra de Deus, Neemias sabia que Deus não iria mandá-lo fazer algo contrário à Sua palavra. Só os sacerdotes poderiam entrar no Lugar Santo, a palavra de Deus dizia isso. Deus não manda ninguém desobedecer Sua palavra.

O texto não diz que Neemias ouviu uma voz do céu dizendo que Semaias estava mentindo. Está escrito: “percebi que não era Deus que o enviara”. Neemias “percebeu”. Quem possui uma vida de comunhão com Deus e está firmado em Sua palavra, sempre perceberá os ardís do diabo ainda que ele se apresente como um anjo de luz.

Neemias estava ensinando o povo a levantar muros não somente em volta de uma cidade, mas também, em volta de sua vida. Muros falam de firmeza, proteção e definição. Quem se firma na palavra de Deus, está construindo muros espirituais em sua vida.

Tivesse Neemias atendido a voz de Semaias, teria pecado contra Deus e jogado seu nome e sua reputação na lama. Logo, todo o Israel ficaria sabendo que seu governador que tanto os encorajava havia fugido com medo. Logo todos ficariam sabendo que o homem que tanto os incentivava a serem fieis a Deus, havia agido em contradição com Sua palavra. Neemias seria desmoralizado. E é isso o que acontece com todos os que seguem palavras e conselhos contrários à palavra de Deus, ainda que tenham saído da boca de um “profeta”. O diabo quer desmoralizar pessoas. Suas vítimas são aqueles que não têm muros de proteção em sua vida espiritual. Aprendamos com Neemias e... mãos à obra.

Pr Edmilson

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Discernindo os limites - Fique longe de confusões

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Um homem que estava no meio da multidão disse a Jesus:  — Mestre, mande o meu irmão repartir comigo a herança que o nosso pai nos deixou. Jesus disse:  Homem, quem me deu o direito de julgar ou de repartir propriedades entre vocês? – Lucas 12.13,14

Uma briga estava acontecendo entre um homem e seu irmão por causa de uma herança e por isso ele foi até Jesus trazendo-lhe o caso. Ele queria que Jesus desse um veredito àquela situação. Parecia uma atitude louvável a daquele homem de trazer um caso para que Jesus resolvesse. No entanto, Jesus lhe respondeu: “quem me pôs por repartidor de herança?”. Em outras palavras, “Não me envolva nisso”.

Jesus estava ensinando um principio importantíssimo aos amantes da paz. Ele estava nos ensinando a discernir os nossos limites. Mesmo sendo Jesus o Senhor, e de amar tanto o homem e desejar ajudá-lo, ele sabia a diferença entre ajudar e se envolver além de seus limites. Aquele homem não queria que Jesus resolvesse aquele caso, mas sim, que tomasse partido, o “seu” partido. O que o movia não era o senso de justiça, mas sim a ganância. Mas, ele veio procurar alguém que conhece o coração dos homens! Ele queria colocar Jesus num “rolo”. Jesus não caiu naquela armadilha.

Tomemos cuidado, pois, muitos vem até nós com o mesmo propósito. Muitos que vêm procurando ajuda, na verdade, querem nos envolver em coisas que são eles mesmos quem têm que resolver. Ajudar, sim, se envolver em rolos, não. Que Deus nos conceda sabedoria para estendermos a mão e ajudarmos quando necessário, e a cairmos fora quando estiverem tentando nos induzir a irmos além do que devemos.

Pr Edmilson

sábado, 8 de maio de 2010

Cuidado com a cara de coitado

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Josué fez um acordo de paz com os gibeonitas… E os líderes do povo de Israel juraram que cumpririam a sua palavra – Josué 9.15

Josué era um homem experiente. Ele havia convivido com um dos maiores mestres que um homem pode ter. Ele presenciou rebeliões e viu o que era a natureza ingrata do homem. Enfim, Josué era um homem vivido. Mas, mesmo assim os gibeonitas o enganaram. Eles o levaram a fazer uma aliança que iria trazer problemas para o povo de Israel por muitos séculos. Mas, quais foram as táticas usadas por estes homens para tapearem alguém tão sábio como Josué? Eles usaram basicamente duas armas que até hoje surtem muito efeito: cara de coitadinho e uma conversa boa.

Com suas caras de coitadinhos, seu pão embolorado e suas roupas gastas, os gibeonitas convenceram Josué e os líderes de Israel de que eles eram inofensivos. A cara de coitado de certas pessoas têm enganado a muitos ainda hoje. Eles conseguem convencer pessoas a fazerem alianças com eles. Muitos já se casaram com outros convencidos por seu ar de fragilidade para mais tarde descobrir...

A conversa boa é a outra ferramenta dos enganadores. Eles são mestres do engano por falarem mentiras com tanta convicção que parecem acreditar nelas. Há pessoas que chegam a chorar enquanto contam uma mentira. Muitos foram os que caíram no conto do vigário proferido por pessoas ardilosas.

E foi numa destas que Josué e os líderes de Israel caíram. Isso ai! Se homens como Josué foram vítimas dos gibeionitas, como escaparemos nós de cairmos nas armadilhas dos gibeonitas modernos?

Só com muita prudência e uma vida de completa dependência de Deus. As aparências enganam. Ai de quem se deixa levar por elas. Josué e os líderes de Israel não consultaram a Deus e se aliançaram com os gibeonitas. Consultemos a Deus então, antes de entrarmos em qualquer aliança. Deus, somente Ele, conhece o coração das pessoas, e, somente Ele, sabe o que está por trás de uma cara de coitadinho e de uma conversa boa.

 

Pr Edmilson

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Vinho novo é para pele nova

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A reação inicial de Steven com relação ao amor foi muito bonita. Uma vez que nós expusemos a história de Jesus para ele, o seu semblante endurecido se tornou mais brando e os seus olhos negros dançavam.

Ele queria mudar.

Mas a sua namorada não tinha nada disso. Oh, ela ouvia educadamente e era muito doce, mas o seu coração era controlado por trevas. Qualquer mudança que Steven fizesse seria rapidamente amortecida, uma vez que a sua namorada astuciosamente o manobraria de volta para os seus hábitos antigos. Ela era a última coisa entre ele e o reino. Nós o suplicarmos para deixá-la. Ele estava tentado colocar vinho novo dentro de um velho odre de vinho.

Ele lutou por dias tentando decidir sobre o que fazer. Finalmente, ele chegou a uma conclusão. Ele não poderia deixá-la.

Na última vez que eu o vi, ele chorou... incontrolavelmente. Eu segurei Steven – o grande, o valentão, o machão – em meus braços. A profecia de Jesus era verdadeira. Ao colocar o seu novo vinho dentro de uma pele velha, o vinho se perde

Pense por um minuto. Você tem alguns odres de vinho que precisam ser jogados fora? Dê uma olhada dentro do seu armário. Eles aparecem em todos os tamanhos e hábitos antigos. Ou possivelmente, como Steven, um relacionamento antigo. Nenhum relacionamento ou romance vale mais do que a sua alma. Arrependimento significa mudança. E mudança significa purificar o seu coração de qualquer coisa que não pode coexistir com Cristo.

Você não pode colocar uma vida dentro de um antigo estilo de vida. A tragédia inevitável acontecerá. A nova vida se perderá.

Max Lucado (Adaptado)

terça-feira, 30 de março de 2010

Cuidado com as raposinhas

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Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor - Cantares de Salomão 2.15

Como são numerosas as raposinhas! Pequenas con­cessões ao mundo; desobediência à consciência nas pe­quenas coisas; pequenas indulgências para com a carne às custas das obrigações; pequenos lances de esperte­za; atos maus nas pequenas coisas, para que resulte em bem; e os frutos da vinha são sacrificados!

Hudson Taylor

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Porcos e cães não valorizam tesouros

IslBG

Não dêem para os cachorros o que é sagrado, pois eles se virarão contra vocês e os atacarão; não joguem as suas pérolas para os porcos, pois eles as pisarão – Mateus 7.6

À medida que o tempo passa e que vamos trilhando o caminho da vida, vamos adquirindo pérolas e coisas santas. Assim como a pérola é uma pedra preciosa que é formada através do ferir da ostra, há preciosidades que surgiram em nossas vidas como resultado das experiências dolorosas. Experiências são pérolas valiosíssimas. As coisas santas são aquelas que recebemos por nossa comunhão com o Pai celestial. Quanto mais vivemos próximos a Ele, mais Ele tem prazer em nos mostrar coisas profundas que ainda não sabemos. Essas coisas são santas.

O desejo de quem acumula pérolas e coisas santas é compartilhá-las com outros. O próprio Jesus fez isso. Ele caminhou com doze homens durante três anos e compartilhou com eles preciosidades. Mas, foi Ele mesmo quem nos advertiu acerca da prudência e do discernimento em relação àqueles com quem iremos compartilhar o que recebemos em nossa caminhada. Ele nos mandou tomar cuidado com cães e porcos. É claro que Ele estava se referindo a tipos de pessoas com quem não vale a pena compartilharmos nossos tesouros.

Os cães, disse Pedro, voltam ao seu próprio vômito (2 Pe 2.22). Os cães são aqueles que se alimentam daquilo que sai de si mesmos. Eles não estão dispostos a aprender com ninguém, uma vez que acreditam que só existe uma pessoa certa neste mundo: eles mesmos. O som de suas próprias vozes é o som mais belo que eles podem ouvir. As outras vozes, eles só apreciam se estiverem de acordo com o que eles vomitam. Uma voz diferente pode fazer com que eles latam e até mesmo mordam. Se disser algo diferente, eles se virarão contra você e o atacará. “Guardai-vos dos cães” (Fp 3.2)

Os porcos são aqueles que amam lavagem. Lavagem nada mais é do que restos de comida que ninguém quis. Há quem se alimenta somente de restos, somente de coisas que deveriam ser jogadas fora. Se você jogar pérolas para um porco, ele não vai gostar. Porco valoriza lavagem e pisa em pérolas preciosas.

O que Jesus estava nos ensinando é que não devemos perder nosso tempo com quem não quer receber o que temos a passar. Isso só traria decepção e tristeza. Deixemos que os porcos e os cães sigam sua vida. Que Deus nos ajude a enxergarmos as pessoas idôneas que receberão com alegria nossos tesouros adquiridos no caminho (2 Tm 2.2).

Pr Edmilson

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Presentes que devemos recusar

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“Não ficarei com nada do que é seu” – Gênesis 14.23

Com seus 318 servos, Abraão enfrentou quatro reis para trazer seu sobrinho de volta e venceu. Ao salvar seu sobrinho, acabou salvando as cidades que haviam sido conquistadas pelos quatro reis. Entre elas estava Sodoma, cidade em que Ló morava. Após essa batalha, Abraão foi visitado por duas pessoas trazendo-lhe presentes. O primeiro foi Melquisedeque rei de Salém, sacerdote do Deus altíssimo. Melquisedeque lhe trouxe pão e vinho, e o abençoou. Abraão aceitou tanto o pão e o vinho quanto a benção, pois, Melquisedeque era enviado de Deus. O outro que veio ao seu encontro foi o rei de Sodoma, lhe oferecendo riquezas. Abraão recusou. Abraão discerniu naquele presente do rei de Sodoma uma futura armadilha. Futuramente o rei de Sodoma propagaria que foi ele quem havia enriquecido Abraão. Abraão iria crescer com trabalho e a ajuda de Deus, e não pelas dádivas do rei de Sodoma.

Precisamos ter discernimento, pois, nem todo aquele que estende a mão para nós, tem intenções puras. Se por um lado existem os que nos trazem pão e vinho para nos suprir por ordem de Deus, há aqueles que, com a sua “ajuda” querem nos prender e se promover. Há ajudas que devemos recusar, não por orgulho, mas por prudência. Há pessoas que vêem sua ascensão e procuram um meio de um dia poderem dizer: “Ele só chegou lá por minha causa”. Vamos abrir os nossos olhos!

Foi só depois de recursar o presente do rei de Sodoma, que Abraão recebeu a promessa de Deus: “Eu te darei uma grande recompensa”.

Pr Edmilson

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A Zumbificação da família e a morte do mundo!...

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Um mundo sem famílias será um mundo sem amor!

Mas e não há mais famílias no mundo?...

Claro que há; mas está acabando...

Ainda há pai e mãe, apesar de que muitos são apenas progenitores, e, dia a dia, menos pais e mães de fato...

Daqui a tempos [não muitos tempos] haverá uma grande quantidade de filhos de proveta e sem pais de fato.

Hoje se vê a falta de família determinando os grandes problemas sociais nas grandes cidades do mundo...

São meninos e meninas cheios de ódio e de rancor; tomados de vontade violenta; irreverentes; prontos para qualquer coisa suicida...

Prova disso, além da proliferação das drogas químicas que matam, há ainda os crimes contra pai, mãe, avós e parentes...

O que poderá fazer o Estado em favor de uma sociedade sem famílias?...

Não basta haver progenitores ou agentes legais de paternidade e maternidade...

O que falta mesmo é a velha e saudável noção de família, de casamento, de educação, de respeito, de reverencia pelos mais velhos; e, sobretudo, falta a certeza de que pai e mãe são para sempre...

Ora, este último aspecto é o mais fundamental...

Entretanto, tal conceito está moribundo pelo fato não apenas de os pais se separarem com extrema facilidade, mas, também, em razão de que tais pais, uma vez separados, trabalham contra a antiga família...

São homens, pais, que se vão e não mais voltam...

São mulheres, mães, que uma vez separadas trabalham contra o ex-marido em relação aos filhos...

No fim o que fica são esses meninos zumbis...

Sim! Zumbis sem vida e amor; apenas prontos para os espasmos da vontade suicida e descomprometida com o sentido da vida...

Um mundo assim será uma assombração...

De fato a Terra está se tornando um lugar mal-assombrado...

É do Haiti que hoje me vem a maior inspiração para crer no poder do amor...

É a terra do Vodu?...

É o que dizem...

Todavia, apesar de tudo, na atual catástrofe se viu a poder do amor de pais por seus filhos e de filhos pelos seus pais...

Houve quem, debaixo da terra, cavasse 50 horas, sozinho, a fim de salvar um filho igualmente sob os escombros; tendo o mesmo acontecido também com filhos que viraram tatus em busca de suas mães...

Em New York tal catástrofe talvez não tivesse as histórias pessoais de amor e compromisso com pai, mãe e filhos que se viu e se vê no Haiti...

Aqui, e dizem que o Haiti não é AQUI, o que se vê é um terremoto sem abalos sísmicos, mas que faz a alma tremer de desesperança e desamor...

No processo de glacialização do amor no mundo, a morte do sentido e significado de família é o agente mais devastador...

A Grande Bomba do mundo é a existência sem família e sem amor!...

Quem acha isso “careta” haverá de ver a careta dos filhos contra os pais e dos pais contra os filhos...

Eu creio na essencialidade da família porque eu creio no Pai, no Filho e Espírito Santo!

Quem crê que Deus é amor e que Ele é Pai, Filho e Espírito Santo — esse tem que ver na família o arquétipo de tal verdade eterna, sem a qual os homens, feitos à imagem e semelhança de Deus, se tornam deuses dês-relacionados e perversos...

Quem diz que tem medo de Macumba deve saber que a maior Macumba da Terra é essa que é feita de Despachos de Filhos e de Pais...

É no desamor de tais “despachos” que o diabo cresce no mundo!...

Quanto menos amor nas famílias [...], mais diabo no mundo!

Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça!

Nele, que disse “Eu e o Pai somos um”,

Caio Fábio

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Os ídolos culturais e o anjo no fogo

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O rei gritou: —Que o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja louvado! Ele enviou o seu Anjo e salvou os seus servos, que confiam nele. Eles não cumpriram a minha ordem; pelo contrário, escolheram morrer em vez de se ajoelhar e adorar um deus que não era o deles – Daniel 3.28

Não é provável que alguém nos ordene ajoelhar-nos diante de uma estátua de ouro hoje (como fez o rei Nabucodonosor). Nossa cultura promove ídolos mais sutis que exigem nossa fidelidade: símbolos sexuais, sucesso a qualquer preço, desejo lascivo pelo poder, materialismo irrestrito. Os velhos ídolos continuam a brotar, disfarçados para os tempos modernos. Resistir à tentação de abraçar esses ídolos culturais frequentemente impõe grande sacrifício pessoal.

Considere o solteiro ou solteira que se recusa a capitular diante das chamas da paixão sexual, ou o marido ou esposa que resiste à tentação de sacrificar a vida familiar no altar da carreira, ou a mulher sem marido que ouve a noticia temida de que está grávida, mas que resiste à pressão de solucionar o “problema” com uma visita rápida à clínica de aborto mais próxima.

Nenhuma dessas escolhas é fácil de fazer. Muitas vezes sofreremos perda, medo, confusão e dor ao buscarmos ser fiéis àquilo em que acreditamos e à pessoa em quem cremos. Mas ao confiarmos o resultado a Deus, experimentaremos nova liberdade. Talvez até um anjo se ponha ao nosso lado no meio de nossa aflição, soltando-nos e protegendo-nos das chamas devoradoras que ameaçam consumir-nos.

Ann Spangler

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Vida preservada no meio de contínua pressão

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Procuras tu grandezas? Não as procures; porque eis que trarei mal sobre toda carne, diz o Senhor; a ti, porém, eu te darei a tua vida como despojo, em todo lugar para onde fores. (Jr. 45.5.)

Eis uma promessa dada para lugares difíceis, uma promessa de segurança e vida no meio de fortíssima pressão: uma vida "como despojo". Isto pode bem ajustar-se aos nossos tempos, que estão ficando cada vez mais difíceis à medida que nos aproximamos do fim da era, e da hora da Tribulação.

Que significa a "vida como despojo"? Significa uma vida arrancada das garras do destruidor, como Davi arrebatou do leão o cordeirinho. Significa, não o sermos retirados do ruído da batalha e da presença dos inimigos; significa, sim, uma mesa no meio dos inimigos, um abrigo no temporal, uma fortaleza entre os adversá­rios, uma vida preservada no meio de contínua pressão: a preserva­ção de Paulo quando agravado além das forças, ao ponto de perder esperança até da vida; o socorro divino a Paulo — quando o espinho na carne permaneceu, mas o poder de Cristo repousou sobre ele e a graça de Cristo lhe foi suficiente. Senhor, dá-me a minha vida por despojo, e hoje, nos lugares mais difíceis, leva-me em vitória.

Days of Heaven upon Earth

 

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Fonte: Mananciais no Deserto, Lettie Cowman

sábado, 12 de setembro de 2009

Símplices como as pombas

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Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas – Mateus 10.16

David Wilkerson conta em seu livro “A cruz e o punhal”, como Deus lhe tirou de uma pequena cidade e o enviou a Nova York a fim de pregar o evangelho inicialmente a um grupo de jovens que haviam sido presos por assassinato e depois a chefes de Ganges e a viciados em drogas. Obedecendo a Deus, ele entrou em lugares perigosos e teve contato com pessoas que se encontravam na criminalidade e no vício. Para dar apoio aos que abandonavam a vida do crime e das drogas, o pastor David fundou o centro Desafio Jovem. O trabalho desde então foi um sucesso trazendo várias vidas das trevas para a luz. A história do surgimento da casa de recuperação é contada lindamente no livro e virou até filme.

Mas, depois que o livro se tornou um Best-seller, e a história do pastor se tornou conhecida, ele passou a viver um corre-corre intenso. Ele saía de um programa de entrevistas e ia para outro, viajava de um lugar a outro falando do trabalho de recuperação e levantando fundos para mantê-lo, sua agenda ficou lotada rapidamente. Um dia, quando caminhava apressado pela rua para atender a mais compromissos, ele foi barrado por um chinês. O homem ficou em seu caminho impedindo sua passagem. O pastor começou a ficar aborrecido com a insolência do chinês. O homem olhou para o pastor e lhe disse: “Você é David Wilkerson”. Era uma afirmação. “Deus me mandou sair de Hong Kong e vir até aqui, para lhe trazer uma mensagem”, continuou o homem, “E a mensagem é esta: você perdeu a sua simplicidade”. Depois disso o homem foi embora e o pastor nunca nem sequer soube seu nome. No momento, David ficou irritado com o homem, mas não deu importância, pois nunca faltaram pessoas que andam por ai dando “palavras de Deus” a torto e a direito. Porém, mais tarde, ao conversar com a esposa ela lhe aconselhou a meditar naquelas palavras e a levá-las diante de Deus.

Seguindo o conselho da esposa, o pastor começou a examinar a si mesmo. Fez uma viagem à pequena igreja de onde ele havia saído para ir à Nova York atender ao chamado de Deus. Lembrou-se para que Deus o havia chamado e percebeu o quanto havia se desviado do foco ao se tornar uma celebridade. Aquele foi um dia de retorno para o pastor. Ele cancelou muitos compromissos para se dedicar àquilo para o que Deus o havia chamado. Graças a Deus, o pastor acordou.

Infelizmente muitos são os que não conseguem acordar. Muitos dos que hoje causam mais males do que bem ao corpo de Cristo, já foram homens consagrados e cheios de temor de Deus. O problema começou quando eles se depararam com a fama e se tornaram astros. Existem homens que já foram fontes de inspiração para mim e que já me fizeram deixar tudo para ouvi-los pregar, mas que hoje parece que se encontram vazios. Desconfio que a tietagem tem muito a ver com isso. Desconfio que a perda de foco também tem muito a ver com isso. Há homens que complicaram a simplicidade de seu chamado e meteram os pés pelas mãos. Falo isso com todo o temor de Deus sabendo que todos estão sujeitos a irem pelo mesmo caminho.

Hoje, caminhando pela famosa feira de produtos cristãos em São Paulo, entre celebridades, eu conversava com um amigo pastor e lhe falava sobre a última carta que Paulo escreveu. Nela, Paulo conta que estava preso, a maior parte de seus amigos o haviam abandonado e, em pouco tempo, ele sabia que iria ser morto. Como pode um homem que fez tanto pela causa de Cristo terminar seus dias assim? Pessoas que não fizeram um por cento do que Paulo fez, reivindicariam um final mais glamoroso. Mas, Paulo estava feliz. “Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé” (2 Tm 4.7), disse ele. Um dos motivos desta felicidade era saber que nunca havia saído fora do desejo de Deus para sua vida (At 26.19). Seu combate foi bom por se tratar do combate que Deus lhe colocou. Há muitos combates por ai que não são nada bons por se tratarem de combates que visam mais a popularidade do que a glória de Deus.

Que Deus nos ajude a manter nossa simplicidade e nunca cedermos ás propostas daquele que nos promete dar os reinos deste mundo e sua glória (Mt 4.8,9).

Nós fomos enviados como ovelhas ao meio de lobos, portanto, sejamos símplices como as pombas a fim de que nosso coração seja guardado das armadilhas dos holofotes humanos.

sábado, 5 de setembro de 2009

Quan­do as portas do inferno se levantam contra nós

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“Porque não foi carne e sangue quem te revelou, mas meu Pai que está nos céus.” (Mateus 16: 17)

O fundamento da Igreja não é somente Cris­to, mas o conhecimento de Cristo. A tragédia de hoje é que muitos de nós, nas igrejas (na verdade, muitas assim chamadas igrejas), carecem de tal fundamento. Não o conhecemos. Para nós Ele é um Cristo teórico e doutrinário, não um Cristo revelado. Mas teorias não prevalecerão contra o inferno, que é precisamente o que Jesus declara que sua Igreja há de fazer. Esquecemo-nos da razão pela qual estamos aqui?

Visitando lares no ocidente, vi, às vezes, bonitos pratos de porce­lana, não para serem usados à mesa, mas pendu­rados nas paredes, como um ornamento bem cuidado. Parece-me que muitos assim pensam a respeito da Igreja, como algo a ser admirado pela perfeição de suas formas. Mas não, a Igreja de Deus é para ser utilizada, não para decoração. Uma aparência de vida pode parecer suficiente, quando as condições são favoráveis, mas quan­do as portas do inferno se levantam contra nós, sabemos muito bem que o que cada um de nós necessita, acima de tudo, é de uma visão dada por Deus, de seu próprio Filho. E conhecimen­to pessoal, de primeira mão, o que tem valor na hora da provação.

W. Nee



 
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