“O Reino do Céu é como um tesouro escondido num campo, que certo homem acha e esconde de novo. Fica tão feliz, que vende tudo o que tem, e depois volta, e compra o campo”. Mateus 13.44
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Tesouro escondido
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Nosso espírito não precisa envelhecer
Por isso nunca ficamos desanimados. Mesmo que o nosso corpo vá se gastando, o nosso espírito vai se renovando dia a dia. (2 Co 4.16)
Davi foi um grande guerreiro e começou batalhando contra leões e ursos quando ainda era jovem, prosseguiu enfrentando um gigante e no decorrer de sua vida enfrentou diversas outras batalhas. Mas, um dia, por pouco ele não foi morto numa guerra. Graças a um de seus valentes soldados, ele escapou da morte. Depois dessa, seus soldados lhe disseram que ele não iria mais batalhar junto com eles (2 Samuel 21.17). Davi iria lhes ajudar com sua experiência de guerra, mas não pegaria mais na espada. Ele deu de cara com o que Paulo disse: o corpo vai se gastando. Seu corpo já não era mais o do garotão de décadas atrás. Rugas apareceram, os cabelos ficaram brancos, as mãos já não seguravam a espada com a mesma firmeza. É, o corpo estava se gastando. Mas, será que isso queria dizer que era o fim da linha? Não, pois, há algo em nós que não precisa e nem deve envelhecer junto com o corpo. O nosso espírito vai se renovando dia a dia.
Nosso espírito é aquela parte de nós que nos torna criaturas singulares, pois com ela temos comunhão com Deus que é espírito (Jo 4.24). Quando Deus criou o homem, formou seu corpo do pó da terra, e esse um dia voltará para lá (Ec 12.7). Neste corpo formado do pó Deus soprou o fôlego de vida e formou o espírito humano (Gn2.7). Quando o pecado entrou na história humana, o espírito que é como uma lâmpada (Pv 20.27 RA), se apagou e ficou em trevas (Ef 4.18). Mas quando Jesus entrou na história humana, novamente Deus disse: Haja luz, e houve luz. A lâmpada que estava apagada foi acesa novamente (2 Co 4.6). Neste momento somos novas criaturas porque há um novo espírito dentro de nós (Ez 11.19). Esse espírito segue o caminho oposto do nosso corpo. Enquanto o corpo vai se desgastando, o espírito vai se renovando.
Este renovar do espírito não é automático e sim uma resposta ao tipo de vida que vivemos. Nosso espírito vai se renovando à medida que passamos mais tempo na presença de Deus em oração. Nosso espírito vai se renovando à medida que nos alimentamos diariamente da palavra de Deus. Nosso espírito vai se renovando à medida que ouvimos e obedecemos à voz do bom Pastor. Nosso espírito vai se renovando à medida que vamos aprendendo as lições que Deus nos ensina através das circunstâncias que passamos. Não é à toa que as pérolas da literatura espiritual nos foram dadas por homens com o corpo marcado pelo tempo, mas com o espírito renovado. Grandes heróis da fé partiram desta vida fartos de dias, porém com o espírito rejuvenescido.
Há pessoas que espiritualmente nos fazem lembrar “O curioso caso de Benjamim Button”.
Não nos esqueçamos o quanto o corpo pode influenciar o espírito e o espírito ao corpo. Quando uma pessoa, por não aprender a não levar em conta seu próprio corpo amortecido pelos anos (Rm 4.19), passa a se sentir velho e inútil, seu espírito vai envelhecendo também. Mas, quando o que está em evidência na vida de uma pessoa é o seu homem interior, seu corpo é sustentado por este espírito forte. Foi por ter um espírito assim que Calebe, aos 85 anos de idade ainda tinha coragem de enfrentar gigantes (Js 14.10,11). Davi, quando se viu impedido de ir para as batalhas, também não se sentiu jogado fora. Na sua velhice, sob seu comando, seus pupilos fizeram mais do que ele (2 Sm 21.18-22). Na sua velhice, ele compunha salmos mais belos (2 Sm 22). Na sua velhice ele ainda pôde dar conselhos a Salomão para que ele se tornasse um grande rei (1 Re 2).
O tempo pode destruir muita coisa, mas aquilo que dentro de nós foi construído por Deus não será destruído. Nosso homem interior será renovado dia-a-dia e assim nunca desanimaremos da vida e só partiremos quando tivermos completado nossa carreira.
Pr Edmilson
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Filhos - Flechas nas mãos de um soldado
“Os filhos são um presente do SENHOR; eles são uma verdadeira bênção. Os filhos que o homem tem na sua mocidade são como flechas nas mãos de um soldado. Feliz o homem que tem muitas dessas flechas! Ele não será derrotado quando enfrentar os seus inimigos no tribunal”. Salmo 127.3-5 NTLH
“Os filhos são um presente do Senhor”. Muitos, ao se depararem com os desafios que todos os pais enfrentam ao criarem seus filhos, dizem que filho é dor de cabeça, é trabalho, é problema. Mas a palavra de Deus diz que eles são presente do Senhor e que são verdadeiras bênçãos. Creio que o primeiro passo que todos os pais devem dar é verem seus filhos como Deus os vê. É preciso termos a fé que faz com que possamos dizer: “se Deus disse que eles são presentes, então eles não são acidentes. Se Deus disse que eles são bênção, então eles não são maldição”. Sei que há certas fases em que acreditar nisso exige uma dose maior de fé. Mas, Deus quer que chamemos o que não é como se já fosse (Rm 4.17).
A Bíblia diz que eles são flechas nas mãos de um soldado. O soldado sabia que o propósito de uma flecha era atingir o alvo e, para isso era preciso que ela fosse bem reta. Uma flecha torta, dificilmente atingiria o alvo. Esta figura nos mostra a importância de se trabalhar no caráter dos filhos a fim de que eles entendam o valor da retidão. Uma herança de inestimável valor que um pai deixa aos filhos é o exemplo de uma vida correta. Somente com exemplo é que se poderá ensinar ao filho como é que se caminha com honra nesta terra. Ser honesto em tudo, honrar seus compromissos, ter palavra, respeitar aos outros, ser diligente, plantar coisas boas, fazer o bem, saber que há um Deus que a todos vê, são algumas das coisas preciosas que podemos ensinar aos nossos filhos a fim de que eles sejam flechas retas. Digo ensinar, primeiro através de nossas vidas e depois através de nossas palavras. A promessa de Deus é de que se ensinarmos o menino o caminho em que deve andar, quando for grande não se apartará dele (Pv 22.6). Sabemos que nossos filhos são possuidores do livre arbítrio, e que, têm a capacidade de escolherem o caminho que seguirão, seja ele bom ou mal. Mas, o que Salomão nos mostra é o papel dos pais: ensinar o caminho em que devem andar os filhos. Tomar este caminho é com eles. Nosso papel é apontar as flechas para o alvo. O alvo é o propósito de Deus para a vida de nossos filhos. Sim, Deus tem um projeto para cada um deles. Que tristeza é vermos jovens mergulhados nas drogas e no crime. Este não era o alvo de Deus para suas vidas. Quando vejo aquelas reportagens onde são mostradas quadrilhas presas, algemadas e sendo filmadas e fotografadas, penso em como seus pais estão sofrendo ao assistir aquilo. É claro que nenhum pai apontou suas flechas naquela direção, nenhum pai desejou aquilo para seus filhos. Infelizmente, estas flechas tortas erraram o alvo de Deus para suas vidas. Mas, existe uma promessa que diz que o que está torcido se endireitará (Is 40.4). Muitas flechas tortas serão endireitadas pelos tratamentos de Deus e tomarão o rumo certo em suas vidas. O trabalho de endireitar uma madeira que está torta é dolorido para esta madeira, mas, o resultado é maravilhoso. Se virmos flechas indo na direção errada, a primeira coisa que tranquiliza nosso coração é sabermos que fizemos nossa parte. A segunda é sabermos que Deus tem seus meios para endireitar uma flecha e que, através de nossas orações, irá transformar nossos filhos na bênção que eles vieram ao mundo para ser.
A Bíblia diz que com o coração se crê e com a boca se faz confissão (Rm 10.10). Então é bom praticarmos o falar aquilo em que cremos. É bom pararmos de dizer que nossos filhos são uma decepção, uma vergonha, uma praga. É bom dizermos que nossos filhos são um presente, que são uma bênção. Não estou falando de confissão positiva, estou falando de cremos e declaramos a palavra de Deus, pois, em certos momentos e em certas fases da vida de nossos filhos, a única coisa em que poderemos nos agarrar será nas promessas da palavra de Deus. Há momentos em que se é preciso crer contra a esperança e colocar a palavra de Deus acima daquilo que nossos olhos vêm.
Temos um inimigo que quer nos derrotar através de nossos filhos e que gosta de nos acusar para nos sentirmos os piores pais do mundo. Mas a Bíblia diz que venceremos nossos inimigos, pois a história ainda não acabou. A semente da palavra e do bom exemplo que plantamos no coração de nossos filhos, um dia brotará.
Pr Edmilson
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Entre a unção e o trono
“Tu cumprirás tudo o que me prometeste. O teu amor dura para sempre, ó Senhor Deus. Não abandones o trabalho que começaste” (Sl 138.8 NTLH).
Entre o momento de uma promessa e o seu cumprimento, geralmente existe um longo período de tempo, provações e situações que parecem indicar que estamos caminhando na direção oposta a esta promessa. Quando Davi foi ungido pelo profeta Samuel na casa de seu pai, ele recebeu a promessa de que seria rei de Israel (1 Sm 16.13). Após isso nós não vemo-lo se aproximando do trono, ao contrário. Após aquela unção, Davi se viu no meio de um redemoinho de problemas e humilhações. Para salvar a sua própria vida, teve que morar em cavernas (1 Sm 22.1). Entregou os pais aos cuidados dos moabitas para poupá-los de suas aflições (1 Sm 22.3). Para não ser morto, se fez passar por louco (1 Sm 21.13). Quem olharia para aquele homem e diria que ele estava a caminho de se tornar rei? Parecia mais que Davi havia entrado num processo de decadência. Provavelmente, muitos olhavam para ele e viam nele um exemplo negativo de alguém que certamente estava fazendo algo errado, pois, somente isso justificaria aquele declinar na vida. É possível que ele tornou-se um provérbio: “Se você não se comportar vai acabar como Davi.” Mas, o olhar de Deus é diferente do nosso e, aos olhos de Deus, Davi estava crescendo. Davi crescia como homem, como líder, como servo. Aqueles anos entre a unção e o trono não foram tempos perdidos, não foram um parêntese em sua vida. Ele estava sendo forjado.
Naquela unção, na casa de Jessé, Deus havia começado um trabalho e, quando Deus começa, ele termina. Deus só precisa de nossa fé e cooperação.
A fé é para nos manter caminhando no rumo certo no meio do nevoeiro. Sem ela, tudo fica confuso e começamos a achar que a promessa não passou de uma ilusão. Quando falta a fé, aquela dos homens de hebreus 11, não conseguimos caminhar como quem vê o invisível. Aí começamos a seguir nossos próprios caminhos e o resultado é um Saul inseguro, ciumento e perturbado. Deus precisa de nossa cooperação para que trabalhemos com Ele. O colocar a coluna de nuvem diante de nós é trabalho dEle, mas o acompanha-la é serviço nosso. Ainda que a nuvem da orientação de Deus pareça estar indo na direção errada, devemos lembrar que Deus sabe o que está fazendo. Ainda que ela nos leve para o vale da sombra da morte, devemos nos lembrar que Deus nos ama e sabe o que é melhor para nós.
Este foi o caminho do jovem pastor que se tornou rei. Este é caminho dos que, pela fé, alcançam promessas.
Pr Edmilson
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Quem brinca com fogo se queima
Será que você pode carregar fogo no colo sem queimar a roupa? Será que você pode andar em cima de brasas sem queimar os pés? – Provérbios 6.27,28
E Sansão orou ao SENHOR, dizendo: —Ó Senhor, meu Deus, peço que lembres de mim. Por favor, dá-me força só mais esta vez. Deixa que eu, de uma só vez, me vingue dos filisteus, por terem furado os meus olhos – Juízes 16.28
Sansão nasceu por um milagre, pois sua mãe era estéril. Antes dele nascer, o anjo que veio anunciar seu nascimento disse qual seria sua missão: livrar o povo de Israel do domínio dos filisteus. O anjo disse também que Sansão seria um nazireu, alguém separado para Deus, que nunca deveria tocar em corpo morto, nem beber vinho, nem cortar o cabelo (Nm 6.1-8).
Porém, o que vemos na vida de Sansão foi uma constante leviandade para com o propósito de Deus para sua vida. Vemo-lo quebrando cada um de seus votos de nazireu. Ao invés de livrar Israel do jugo filisteu, Sansão se ligou a eles através do casamento. Sansão caminhou sua vida inteira na beira do abismo.
Como todo aquele que brinca com fogo, Sansão um dia se queimou. Ele abriu seu coração com quem não devia (Dalila) e, por causa disso, perdeu o que era a expressão do poder de Deus em sua vida, sua força extraordinária. Perdeu também a visão, pois os filisteus lhe furaram os olhos. Perdeu também a liberdade e foi colocado para trabalhar numa prisão virando um moinho. Tudo indicava que o nazireu caído iria terminar seus dias fraco, cego e fazendo o trabalho monótono de um animal.
Mas, num dia em que os filisteus o levaram ao templo de dagom para se divertirem com ele, Sansão clamou a Deus. Ele havia sido rebelde e leviano, mas conhecia a misericórdia de Deus. “O amor do SENHOR Deus não se acaba, e a sua bondade não tem fim. O Senhor não rejeita ninguém para sempre” (Lamentações 3.22,31).
Ele não pediu para que seus olhos fossem curados, pois sabia que estava colhendo as consequências de seus erros. O que ele pediu foi que Deus lhe desse novamente sua força para que ele fizesse aquilo para o que Deus o chamou, livrar Israel dos filisteus.
Deus atendeu sua oração e lhe devolveu a força. No último momento de vida, Sansão cumpriu sua missão. “E assim Sansão matou mais gente na sua morte do que durante a sua vida” (Jz 16.30).
Sansão nos deixa a lição do quão zelosos devemos ser para com aquilo que Deus nos dá. Ele também nos ensina que, mesmo que tenhamos caído nos laços que nós mesmos procuramos, e por isso tenhamos perdido a força e a visão espiritual, é tempo de clamarmos a Deus que é compassivo e pode fazer com que a glória da última casa seja maior do que a da primeira (Ag 2.9)
Leia também esta reflexão sobre os nazireus: Aqueles que Deus usa para mudar a história
Pr Edmilson
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Passado de vasilha para vasilha
O SENHOR Deus disse: —O povo de Moabe sempre viveu em segurança e nunca foi levado como prisioneiro para fora do seu país. Moabe é como o vinho guardado, que nunca foi agitado, nem derramado de uma vasilha para outra. O seu gosto nunca se estragou, e o seu sabor não mudou. E assim está chegando o dia em que vou mandar pessoas para derramarem Moabe como se fosse vinho. Essas pessoas despejarão as vasilhas de Moabe e as quebrarão. Jeremias 48.11,12
Os moabitas viviam despreocupados e tranqüilos. Deus os comparou a um vinho que repousava sobre suas impurezas, pois nunca havia sido agitado e nem passado de vasilha para vasilha. O que Deus quis dizer com isso?
Bem, primeiramente Ele chama a atenção para o fato de que o povo de Moabe nunca havia passado por mudanças significativas, ele nunca havia sido agitado. Isso não era nada bom, pois mudanças são essenciais para nosso desenvolvimento e aperfeiçoamento. Quando um vinho ou qualquer outra bebida não é agitada, suas impurezas ficam no fundo e quase invisíveis. Há certas impurezas de nossas vidas que se escondem e só são evidenciadas nas “agitações”. Deus permite que essas agitações venham para que vejamos que há coisas que precisam ser tratadas. Quando as impurezas de nossas vidas aparecem, precisamos deixar que Deus faça conosco o que se fazia com o vinho a fim de torná-lo mais puro: passá-lo de uma vasilha para outra.
Cada vez que um vinho era passado de uma vasilha para outra, parte de suas impurezas ficavam para trás. Deixava-se que ele descansasse mais um pouco e novamente ele era passado para outra vasilha. Após algumas vasilhas, o vinho estava mais puro e mais valioso.
As vasilhas são as mudanças em nossas vidas. Passamos por várias etapas e, em cada uma delas, Deus quer tratar com certos aspectos de nosso caráter para transformá-lo. Cada etapa de nossas vidas é devidamente programada por Deus a fim de nos purificar e nos tornar cada vez mais valiosos. É claro que mudança é algo que meche conosco, que nos incomoda e muitas vezes lutamos contra elas. Mas, vamos nos lembrar que Moabe não teve seu sabor alterado por não haver passado de uma vasilha para outra. E há pessoas que nunca mudam o sabor por fugirem de qualquer coisa que tente lhes tirar de sua posição confortável. Mas, está escrito que, por não haver sido tratado, dias viriam em que Moabe seria jogado no chão e despejado. O vinho que não havia sido tratado seria jogado fora e ficaria imprestável. É justamente isso que acontece com aqueles que não se rendem aos tratamentos de Deus. O vinho acaba se estragando e se tornando inútil.
Deixemos então que Deus venha nos colocar nas vasilhas que Ele quiser. Algumas vasilhas nas quais Ele nos coloca são maiores que as anteriores, outras são menores. Algumas são mais bonitas, outras mais feias. Mas, todas elas vêm com um propósito específico e de cada uma delas saímos mais saborosos e cheirosos. Deus sabe o que faz!
Pr Edmilson
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Quando as pedras não se mexem
Esta estória é contada de diversas formas e com algumas variantes, mas ela é mais ou menos assim:
Um dia, Deus levou um homem diante de uma enorme pedra e ordenou-lhe que a empurrasse. Obedecendo à ordem de Deus, o homem começou a empurrar a pedra. Mas, por mais que se esforçasse, a pedra não se movia nenhum milímetro. Mas, como foi Deus quem mandou que empurrasse a pedra, o homem continuou tentando, pois, afinal de contas, Deus é coerente e não iria mandá-lo fazer algo que não trouxesse resultados. O tempo passou, o homem continuou tentando, mas, nada da pedra se mexer.
Cansado de não ver nada acontecer, o homem dirigiu-se a Deus e apresentou-lhe suas queixas: “como foi que o Senhor deixou que eu perdesse tanto tempo empurrando uma pedra que se recusa a mexer-se?”. E Deus lhe respondeu:
- Mas, eu não lhe mandei mover a pedra. Eu ordenei que você empurrasse a pedra, o que você fez muito bem.
- Como assim? – disse o homem perplexo – estive este tempo todo empurrando uma pedra que não iria se mexer mesmo? Pra que isso?
- O meu propósito não era com a pedra, e sim, com você.
- Não entendi.
- Filho, olhe para você. Veja como você se tornou forte e robusto desde que começou a empurrar a pedra. Repare nos músculos que cresceram em você.
Reparando em si mesmo, o homem viu que, de fato, ele havia se tornado mais forte e entendeu o que Deus havia feito. Depois disso, com um sopro, Deus fez com que a pedra se mexesse.
Às vezes oramos e lutamos para que situações mudem e elas não mudam. Oramos e fazemos de tudo para que certas pessoas mudem, e nada. Essas coisas nos deixam frustrados e muitas vezes nos impedem de ver o que Deus mais quer fazer que é nos transformar e nos tornar mais fortes. É somente quando entendemos o propósito de Deus e nos deixamos lapidar que Ele vem mover as pedras do nosso caminho. Enquanto isso não acontece, elas estarão lá, imóveis.
Pr Edmilson
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Reaja
“Dispõe-te” Josué 1.2
Moisés havia sido seu mentor e líder por cerca de quarenta anos. Juntos, eles haviam enfrentado rebeliões e ingratidões do povo. Juntos, haviam entrado na tenda para buscar a face de Deus. Moisés não havia sido apenas um guia, ele era seu amigo. Mas... ele havia morrido. Sim, seu amigo estava morto.
Para Josué, aquilo foi um golpe duro e não estava sendo fácil superar aquele momento. Ele estava prostrado. Assim tem sido com muitos. Muitos ficam prostrados pela dor da perda ou por outras tragédias da vida. Muitos são os que morrem juntamente com os mortos e se perdem com as perdas.
Deus disse a Josué: “Dispõe-te”. Deus estava dizendo a ele, e a todo aquele que se encontra prostrado em qualquer lugar e por qualquer situação: “reaja”. Reaja, pois, se não o fizer, a tristeza crescerá ainda mais e o afundará num abismo que tornará a vida sem luz e sem graça. Reaja, pois, se não o fizer, sua vontade será a de se sepultar em um quarto e não ver a cara de ninguém. Reaja, pois, há uma terra prometida a se conquistar.
Moisés havia morrido e Josué se sentia abandonado, por isso Deus lhe disse: “Eu estarei com você”. Jesus sabe o que é ser abandonado, sem nenhuma mão humana para lhe apoiar. Na noite em que iria ser preso e iria enfrentar todo o sofrimento da cruz, Ele chamou seus discípulos e amigos a fim de ajuda-lo em oração, mas... eles dormiram. Um deles o traiu, o outro o negou três vezes e os outros o abandonaram. É, Ele sabe o que é não ter nenhum apoio humano. Ele havia dito: “Pois chegou a hora de vocês todos serem espalhados, cada um para a sua casa; e assim vão me deixar sozinho. Mas eu não estou só, pois o Pai está comigo” (Jo16.32). Eis a razão da força com que ele enfrentou seus tormentos de cabeça erguida: “O Pai está comigo”. Quando o apoio de homens nos faltarem temos que nos lembrar que temos Alguém que sempre estará conosco.
“Seja forte e corajoso”, Deus disse a Josué. Gente frágil demais não consegue se reerguer dos golpes da vida. Gente frágil costuma se encolher. Deus não pede que tenhamos uma força que não temos. Ele ordena que acreditemos nEle a fim de que Ele seja nossa força.
Deus dá a Josué o manual para uma vida cheia de esperança: “Medita neste livro dia e noite e obedeça o que nele está escrito”. Feliz aquele que vê o valor desta fonte de inspiração que é a palavra de Deus. Ela é o pão que nos fortalece. Ela é a espada do Espírito que nos dá a vitória sobre os gigantes. “Examinai as escrituras”, disse Jesus.
Sejam quais forem as perdas que sofrermos temos que nos lembrar que a vida continua e há muito o que se fazer. Portanto vamos reagir e viver.
Pr Edmilson
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Tome cuidado com o que pensa
No filme Matrix, a humanidade se encontra adormecida e plugada numa maquina. Essa máquina, a Matrix, transmite para os seres humanos uma realidade virtual, coisas que só se passam na mente da pessoa, mas que ela julga ser a realidade. A realidade, porém, é que eles são escravos alimentados por ilusões que são transmitidas às suas mentes. Temos que cuidar bem de nossas mentes afim de não nos tornarmos escravos de uma Matrix.
“Tome cuidado com o que pensa, pois a vida do homem é dirigida pelos seus pensamentos” (Pv 4.23, ntlh). Assim Salomão falou do cuidado que temos que ter com a nossa mente. Ele sabia que ali são travadas grandes batalhas. Em nossa cabeça podemos criar um mundo irreal, onde estamos sozinhos, desamparados, onde ninguém gosta de nós. Neste mundo mental ilusório podemos estar sendo perseguidos, ameaçados, e até correndo risco de vida. Neste mundo virtual se pode criar problemas que não existem ou exagerar os que existem. Esse mundo imaginário pode fazer da vida de uma pessoa, um inferno. Pode fazer com que a pessoa acorde alegre, ao meio dia esteja triste, de tarde esteja ansioso e a noite esteja preocupada, sem que nada tenha acontecido no mundo real.
A imaginação é uma das mais preciosas dádivas de Deus ao ser humano. Mas, Deus não a deu para nos tirar da realidade. Por ela podemos, sim, viajar, desde que mantenhamos os pés no chão. Uma grande companheira dela deve ser a sobriedade que nos faz distinguir entre o real e o imaginário. Nossa mente pode e deve estar sob controle. E uma vez que nossos pensamentos são tão responsáveis por nosso estado de espirito e disposição, podemos e devemos encher nossas mentes com coisas boas. Não coisas boas que nos façam ingressar num maravilhoso mundo de faz de conta. Encher a mente de coisas boas é enchê-la de coisas que estimulem a fé, o entusiasmo, a esperança e a paz.
No filme Matrix, quem era desplugado dava de cara com um mundo feio, mas que era o mundo real. E o melhor de tudo, por mais feio que fosse o mundo, a pessoa estava livre e com potencial para mudar a realidade que estava diante dela.
“Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus. Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”. Filipenses 4.5-8
Pr Edmilson
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Os pesos se tornaram em asas
Sobem com asas como águias - Isaias 40.31
Há uma lenda que conta como foi que os pássaros criaram asas. Diz que eles haviam sido criados sem asas. Depois, Deus fez as asas e as colocou diante deles, dizendo: "Venham, peguem esses pesos e os carreguem."
Os pássaros possuíam linda plumagem e doce canto; gorjeavam belamente, e suas penas cintilavam ao sol; mas não sabiam o que era cortar os ares. A princípio, hesitaram ante a ordem de apanharem aqueles pesos e os carregarem, mas logo obedeceram; pegaram as asas com o bico, e puseram-nas nos ombros, para melhor carregá-las.
Durante algum tempo, o fardo pareceu-lhes muito pesado e difícil, mas, de repente, quando iam carregando os pesos, suas pontas dobradas sobre o coração, as asas grudaram-se-lhes nas costas, e logo descobriram que podiam utilizá-las, e foram levantados por elas nos ares — os pesos se tornaram em asas.
Isto é uma parábola. Nós somos os pássaros sem asas, e nossos deveres e tarefas são os pequenos cotos de asa que Deus fez para nos erguer e levar em direção às alturas. Nós olhamos para os nossos fardos e cargas pesadas e nos retraímos; mas quando as tomamos e colocamos sobre o coração, elas se nos tornam em asas, e com elas nos elevamos e cortamos as alturas em direção a Deus.
Todo e qualquer fardo que nos é dado por Deus, se o tomarmos de bom ânimo e o levarmos sobre o coração com amor, virá a tornar-se uma bênção para nós. A intenção de Deus é que nossas tarefas nos sejam como auxiliares; se nos recusarmos a abaixar os ombros para recebê-las, estaremos deixando passar uma oportunidade de nos desenvolvermos.
J. R. Miller
terça-feira, 6 de julho de 2010
“Que é isto para tanta gente?”
João 6:9
As esperanças de muitos ainda estão centralizadas não na bênção do Senhor, mas no estado de seus tesouros, os poucos pães que têm em suas mãos. O que temos nas mãos é tão lamentavelmente pequeno e, ainda assim, insistimos em contar com isso; e, quanto mais o fazemos, mais negras ficam as perspectivas. Meus amigos, os milagres procedem da bênção do Senhor! Onde ela repousa, milhares são alimentados; onde ela falta, mais do que “duzentos denários” ainda são insuficientes. Reconheçamos este fato e veremos grande transformação em nosso trabalho. Não haverá mais necessidade de manipulação, nem de esperteza; não serão necessárias invenções humanas, nem discursos compridos e vazios, pois simplesmente confiaremos em Deus, esperando seus milagres. E, onde já fizemos uma mistura das coisas, mesmo assim veremos que tudo se conserta. Um pouquinho de bênçãos pode fazer-nos superar enorme quantidade de problemas.
W. Nee
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Caminhando debaixo do arco-íris - III
No relato do ministério de Jesus sobre a Terra, só vejo uma vez em que se aproximou de um estado semelhante ao “esgotamento”. No Jardim do Getsêmane, Jesus caiu prostrado em terra e orou. O suor rolava com gotas de sangue. Suas orações tomaram tom não característico de implorações. Diz Hebreus 5.7 que ele “tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte”, sabia, é claro, que não seria liberto de morrer. Enquanto essa consciência crescia em si, Jesus sentiu angústia. Não tinha uma comunidade que o apoiasse – estavam todos dormindo.
Contudo, uma mudança dramática ocorre entre a cena do Getsêmane e tudo o que se segue. Os relatos dos evangelhos sobre o Getsêmane mostram uma pessoa angustiada e em grande sofrimento. Depois do Getsêmane, mostram uma pessoa que, mais que Pilatos, mais que Herodes, está no pleno controle da situação. Leia os relatos dos julgamentos. Jesus não é vítima: está sereno, o mestre do seu destino.
O que aconteceu no jardim que fizesse a diferença? Temos poucos detalhes sobre o conteúdo das orações de Jesus, pois os que podiam ser testemunhas estavam dormindo. Talvez ele recordasse todo seu ministério sobre a Terra. O peso de tudo que ficou sem fazer poderia talvez pesar sobre ele: os discípulos eram instáveis e irresponsáveis, o movimento corria sérios riscos, o mundo ainda era lar de maldade e muito sofrimento. O próprio Jesus parecia estar nos limites do que um ser humano pudesse suportar. Ele não tinha maior prazer com a idéia de dor e morte do que eu ou você.
Mas de alguma forma, no Getsêmane, Jesus trabalhou a crise, transferindo o fardo sobre o Pai. Era a vontade de Deus que ele viera cumprir, afinal, e sua oração se resolveu nas palavras “Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres” (Mateus 26.39). Não muitas horas depois ele podia clamar a profunda verdade: “Está consumado” (João 19.30).
Oro perdido esse senso de desligamento, de confiança. Oro para que eu veja o meu trabalho, minha vida, como uma oferta a Deus a cada dia. Aprendi que Deus é um Deus de misericórdia, de compaixão, de graça – um chefe confiável, certamente. Deus, e Deus somente, tem as qualificações para ajudar-me a enfrentar o caminho escorregadio entre amor pelo próximo e amor por mim; um caminho ladeado pela hipersensibilidade e pelo calo.
Philip Yancey
________________________________
Fonte: Igreja, por que se importar?
Caminhando debaixo do arco-íris - II
Estive em Calcutá, Índia, lugar de pobreza, morte e problemas humanos irremediáveis. Lá, as irmãs da ordem de Madre Teresa servem a quem são, talvez, os mais pobres e miseráveis sobre o planeta: corpos semimortos que encontram nas ruas de Calcutá. O mundo se surpreende com a dedicação dessas irmãs e com os resultados desse ministério, mas algo me impressiona ainda mais sobre essas freiras: a sua serenidade. Se eu estivesse à frente de um projeto de tal monta e falta de esperança, certamente eu estaria correndo como barata tonta, mandando por fax declarações à imprensa e a doadores, implorando por mais recursos, engolindo tranqüilizantes, procurando maneiras de lidar com o desespero crescente.. Mas não essas irmãs.
Sua serenidade vem do que ocorre antes delas começarem o dia de trabalho. Às quatro horas da manhã, muito antes do Sol raiar, as irmãs se levantam. Vestidas de impecáveis hábitos. Antes de se encontrarem com o primeiro “cliente”, se inundam de louvor no amor de Deus.
Quando chegam visitante à casa da comunidade, as missionárias pedem que iniciem sua visita com oração na capela. A própria Madre Tereza costumava receber a cada visitante com o convite: “Vamos primeiro saudar o Senhor casa. Jesus está aqui”.
Não percebo pânico nas irmãs que dirigem a casa para os moribundos e destituídos de Calcutá. Vejo compaixão e preocupação amorosa, sim, mas nenhuma obsessão sobre o que não conseguiram fazer. Essas irmãs trabalham para completar uma folha de casos de assistência para uma agência de serviço social. Estão trabalhando para Deus. Começam cada dia com ele, terminam o dia com ele, e tudo o que acontece no meio apresentam como oferta a Deus. Deus, e somente Deus, determina o valor e mede o seu sucesso.
Philip Yancey
___________________________
Fonte: Igreja, por que me importar?
Caminhando debaixo do arco-íris
Que tremendas pressões deve ter havido para impulsioná-lo (Jesus) a uma atividade frenética, nervosa, explosiva! Ele vê, como ninguém mais, com uma proximidade infinita e terrível, a agonia do moribundo, a tormenta do prisioneiro, a angústia da consciência ferida, a injustiça, o terror o pavor e a bestialidade. Ele vê e ouve e sente tudo isso com o coração de um Salvador... Isso não deveria encher cada hora em que estava acordado e roubar-lhe o sono à noite? Não teria que começar imediatamente a acender o fogo, ganhar as pessoas, trabalhar com planos estratégicos para evangelizar o mundo, trabalhar, trabalhar com fúria, incessantemente, sem repouso, antes de vir a noite em que ninguém mais pode trabalhar? É assim que imaginamos a vida terrena do Filho de Deus, se fôssemos medir em termos humanos.
Mas como era distante a verdadeira vida de Jesus! Embora o peso do mundo todo estivesse em seus ombros, embora Corinto, Éfeso e Atenas, e continentes inteiros, com todas as suas necessidades desesperadas, estivessem acontecendo em cada câmara, esquina, castelo e cortiço, todos vistos apenas pelo Filho de Deus, embora essa miséria e desgraça insondáveis estivessem clamando por um médico, ele tinha tempo para parar e conversar com o indivíduo...
Sendo obediente no seu pequeno canto das provincianas Nazaré e Belém, permitiu colocar-se dentro do grande mosaico cujo mestre é Deus. E é por isso que tem tempo para as pessoas: porque em todo tempo ele está nas mãos do Pai. Isso também é a razão porque a paz e não a inquietação o caracterizavam. Pois a fidelidade de Deus já encapa o mundo como um arco-íris: ele não precisa construí-lo, precisa apenas andar debaixo dele”.
Helmut Thielicke
(Extraído de The Waiting Father.)
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Força para viver
O teu Deus ordenou a tua força - Salmo 68.28
O Senhor é quem nos transmite a energia de caráter que faz com que tudo em nossa vida se realize com propósito e firmeza. Somos "fortalecidos com poder mediante o Seu Espírito no homem interior". E a força é contínua; Ele nos manda reservas de poder que nunca poderemos esgotar.
"A tua força será como os teus dias" — força de vontade, força de afeto, força de julgamento, força de ideais e realizações.
"O Senhor é a minha força" para prosseguir. Ele nos dá poder para enfrentarmos a rotina do dia-a-dia; para seguirmos pelo trilho longo que parece não oferecer mudança; para atravessar os longos períodos da vida que não oferecem nenhuma surpresa agradável e que deprimem o espírito pela enfadonha monotonia.
"O Senhor é a minha força" para subir. Ele é para mim o poder que me capacita a escalar sem temor o monte da dificuldade.
"O Senhor é a minha força" para descer. É quando deixamos os lugares altos onde o vento e o sol nos circundavam, e começamos a descer ao vale até às regiões mais abafadas, que o coração tende a desfalecer. Certa vez, um homem que aos poucos estava perdendo a sua energia física, lamentou-se dizendo: "É esta descida que me consome!"
"O Senhor é a minha força" para estar quieto. E como é difícil estar quieto! Inclusive, quando enfrentamos situações em que somos obrigados a permanecer quietos, costumamos nos queixar dizendo "Ah, se ao menos eu pudesse fazer alguma coisa!"
Uma dura prova para a mãe que vê um filho doente, é ficar a seu lado sem poder fazer nada. Mas não fazer nada, simplesmente ficar quieto e esperar, requer muitíssima energia. "O Senhor é a minha força." "A nossa capacidade vem de Deus." — The Silver Lining
_________________________
Fonte: Mananciais no Deserto
sexta-feira, 25 de junho de 2010
O medo nos faz afundar
“quando sentiu a força do vento, ficou com medo e começou a afundar” – Mateus 14.28
No meio de uma tempestade no mar, Pedro teve uma experiência extraordinária. Sob as ordens de Jesus, ele saiu do barco e começou a andar em cima da água. Ele caminhou por cima de um mar agitado olhando para Jesus, o autor e consumador da fé (Hb 12.2). Entretanto, ele começou a sentir a força do vento e reparou que estava no meio de uma tempestade, caminhando em cima de centenas de metros de água. A experiência, que até ali havia sido maravilhosa, provocou-lhe medo. O medo fez com que ele começasse a afundar.
Muitas vezes, nós também sentimos que estamos afundando e, ao examinarmos, vemos que é o medo quem está provocando este afundar. E este medo nasce do fato de nos fixarmos na tempestade que enfrentamos. Tempestades fazem parte da vida, e muitas vezes, o mar de nossa existência se tornará agitado. Nestas horas, o nosso grande desafio é continuar olhando para Aquele que tem o controle de tudo. Se não fizermos isso, vamos voltar toda a nossa atenção para a tempestade que enfrentamos, então nascerá o medo, pois, tempestade assusta. Enfrentar situações difíceis é uma coisa, mas, dormir e acordar pensado nelas, é outra. Tempestades nós enfrentamos fazendo nossa parte e deixando o impossível nas mãos de Deus. É quando o impossível toma toda nossa atenção que começamos a afundar.
Quando o Salmista disse, “Entrega os teus caminhos ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará” (Sl 37.5), ele estava nos ensinando a caminhar sobre as águas. Se sentimos que estamos afundando, façamos como Pedro, e clamemos ao Senhor: “Socorro”. Imediatamente o Senhor estende sua mão e nos segura. Ele não quer ver ninguém morrer afogado.
Pr Edmilson
terça-feira, 8 de junho de 2010
Cuidado com o comodismo
"Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes", João 13.17.
Permaneça sempre determinado a conhecer mais. Se você não cortar as amarras que ainda o prendem em seu cais favorito, Deus terá que rebentá-las através duma tempestade e arremessá-lo para o largo. Lance-se sobre Deus e deixe-se levar pelas fortes ondas do próprio propósito divino e seus olhos se abrirão logo. Se crê em Jesus de fato, não deve passar todo o seu tempo deliciando-se nas águas tranquilas da baía, sempre amarrado; você tem que atravessar a barra do porto, alcançar as águas profundas de Deus, para começar a aprender por si próprio, começar a ter discernimento espiritual pessoal.
Oswald Chambers
sábado, 5 de junho de 2010
Deus trabalha no turno da noite
O Senhor fez retirar o mar... toda aquela noite - Êxodo 14.21
Neste verso há uma mensagem confortadora que nos mostra que Deus age durante a noite. A grande obra de Deus para com Israel ali não foi feita quando eles acordaram, vendo então que podiam atravessar o mar a seco; mas foi o que Ele fez toda aquela noite.
Do mesmo modo, pode estar havendo uma grande operação em nossa vida, quando tudo parece escuro e nós não conseguimos ver nem perceber coisa alguma; Deus está operando. E como Ele agiu no dia seguinte, assim havia agido "toda aquela noite". O dia seguinte simplesmente manifestou o que Deus havia operado durante a noite. Muitas vezes nos encontramos em situações em que tudo parece noite. Confiamos, mas não vemos os resultados; no decorrer da vida não há vitória constante; não há aquela comunhão diária, constante; e tudo parece escuro.
"O Senhor fez retirar o mar... toda aquela noite." Não nos esqueçamos de que foi "toda aquela noite". Deus opera a noite toda, até vir a luz. Às vezes não vemos, mas durante toda a noite, enquanto esperamos em Deus, Ele trabalha. — C. H. P.
_________________________
Fonte: Mananciais no Deserto
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Confiar em quem?
"Mas o próprio Jesus não se confiava a eles... porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana" João 2.24,25.
O Senhor não confiava em nenhum homem; mesmo assim, ele nunca foi desconfiado, nunca se amargurou, nunca desesperava de ninguém, porque colocava sua confiança primeiro em Deus; confiava totalmente no que a graça de Deus podia fazer por qualquer ser humano. Se colocarmos nossa confiança primeiro nas pessoas, acabaremos desesperando de todos; tornar-nos-emos amargos, porque insistimos em que um ser humano seja o que nenhum deles pode ser — absolutamente reto. Nunca confiemos senão na graça de Deus, em relação a nós ou a quem quer que seja.
Oswald Chambers
Como navegamos pelo mar da vida
“Como se recolhe o feixe de trigo a seu tempo” - Jó 5.26
Escrevendo sobre o aproveitamento de velhas embarcações, um entendido no assunto afirmou que não é só a idade que faz melhorar as fibras da madeira de um velho navio, mas ainda as pressões e embates que o barco sofre no mar, bem como a ação química da água e de muitas espécies de carga que se acumulam no seu fundo.
Algumas pranchas e compensados feitos de uma viga de carvalho que havia sido parte de um navio de oitenta anos foram exibidas numa boa casa de móveis na Broadway, em Nova York, e atraíram a atenção geral por seu raro colorido e textura perfeita.
Igualmente notáveis foram algumas vigas de mogno tiradas de uma embarcação que cruzou os mares há sessenta anos. O tempo e o tráfego lhes haviam contraído os poros e aprofundado a cor de tal modo, que esta se apresentava tão magnífica em sua intensidade cromática como um vaso chinês da antigüidade.
Com elas fez-se um armário que figura hoje em lugar de destaque na sala de visitas de uma família rica, em Nova York.
Fazendo um paralelo, há uma grande diferença entre as pessoas de idade que tiveram uma vida indolente, foram inúteis e indulgentes consigo mesmas, e aquelas que navegaram por todos os mares da vida e levaram todo tipo de carga como servos de Deus e ajudadores de seus semelhantes.
Não somente os embates e pressões da vida, mas também algo da doçura das cargas transportadas penetra na vida dessas pessoas e nas fibras de seu caráter.
Louis Albert Banks

