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sexta-feira, 2 de março de 2012

Quando Deus vem nos defender

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Como é que vocês se atrevem a falar contra o meu servo Moisés? - Números 12.8
Acho interessante e comovente a forma como Deus saiu em defesa de Moisés. Ele estava sendo criticado, e Deus o defendeu! Creio que não há quem não sonhe com isso. Porém, apesar de que nesta vida sofrermos inúmeras críticas, não é sempre que vemos Deus agir da mesma forma. É claro que Deus não tem filhos preferidos e nem faz acepção de pessoas. A resposta, acredito, está na forma como nós agimos diante das críticas.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Amigo de publicanos e pecadores

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Mateus 11.19

O Senhor Jesus foi chamado de amigo de publicanos e pecadores. Quem falou isso, queria ofendê-lo, mas, não acredito que Jesus recebeu aquilo como uma ofensa. Ele não é amigo do pecado, mas, é sim, amigo dos pecadores. Na verdade, esse foi um dos grandes contrastes entre a pessoa de Jesus e os líderes religiosos de sua época. Os religiosos acreditavam que ser amigo de pecadores seria o mesmo que aprovar suas obras. Por causa disso, eles rejeitavam em suas sinagogas e em seu convívio diário aqueles a quem eles chamavam de “pecadores”. Com Jesus era diferente. Não somente ele os aceitava em sua presença, como também os procurava. Após despedia a multidão, ele foi a uma coletoria, o lugar mais abominável para um judeu, a fim de se encontrar com o publicano Levi (Mc 2.14). Ele poderia sair da Judéia e ir para a Galileia pelo caminho normalmente usado pelos judeus para evitar passar por Samaria. Mas “era-lhe necessário passar por Samaria”(Jo 4.4), não para se encontrar com o prefeito da cidade, nem com uma respeitosa dona de casa, mas sim, com uma samaritana que já havia experimentado cinco casamentos, e que agora vivia com um homem que não era seu marido. Em Jericó, o Senhor Jesus não foi se hospedar na casa de algum chefe de sinagoga, mas sim na casa do chefe dos publicanos (Lc 19.2,5). Ele era mesmo amigo de publicanos e pecadores. Estes se sentiam bem em sua presença, pois ele vinha lhes trazer a boa notícia de que “Deus amou o mundo de tal maneira...”

Jesus sabia caminhar entre dois polos extremos. Por um lado ele não tinha a atitude farisaica de se afastar daqueles a quem Deus ama, e, por outro, não ia para o extremo oposto da doutrina de Balaão. No apocalipse, o Senhor Jesus condena os que seguiam essa doutrina que ensinava uma vida de licenciosidade e pecado (Ap 2.14). Se os fariseus odiavam o pecador junto com o pecado, os discípulos de Balaão amavam o pecado junto com o pecador. O Senhor Jesus não andou por este caminho que nada mais é do que a falsificação da graça de Deus. Por seu amor, ele livrou uma mulher adúltera de ser apedrejada, mas, antes que ela partisse, Ele lhe disse: “não peques mais” (Jo 8.11). Ele livrou-a da morte, mas também lhe mostrou que o adultério é errado. Jesus não se hospedou na casa de Zaqueu para aprovar os roubos e as extorsões que os publicanos costumavam fazer. Foi somente quando Zaqueu disse que iria restituir o que havia roubado, que Jesus disse que a salvação havia entrado em sua casa. Jesus lhe demonstrou amor e consideração, e a resposta a isso foi mudança de vida. Não dava para amar a Jesus e continuar roubando os outros. Assim como não dava para amar Jesus e continuar adulterando. Luz e trevas não podem caminhar juntas, pois uma afasta a outra.

Que aprendamos com Jesus a não caminharmos na religiosidade arrogante que nos afasta daqueles a quem o Filho do homem veio buscar e salvar. Aprendamos com Jesus também a não confundirmos o amor de Deus com libertinagem e cumplicidade para com as obras das trevas. É um caminho estreito no qual, se nos descuidarmos poderemos cair em um ou outro extremo. Quem aprende com Jesus aprende a ser santo, mas também a ser amigo de publicanos e pecadores.

Pr Edmilson

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Quando as plantas do conforto murcham

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Então o SENHOR Deus fez crescer uma planta por cima de Jonas, para lhe dar um pouco de sombra, de modo que ele se sentisse mais confortável. E Jonas ficou muito satisfeito com a planta. Mas no dia seguinte, quando o sol ia nascer, por ordem de Deus um bicho atacou a planta, e ela secou. Depois que o sol nasceu, Deus mandou um vento quente vindo do leste. E Jonas quase desmaiou por causa do calor do sol, que queimava a sua cabeça. Então quis morrer e disse: —Para mim é melhor morrer do que viver! – Jonas 4.6-8

O Senhor Deus fez com que uma planta nascesse a fim de que Jonas se sentisse mais confortável. O calor provocado pelo sol era muito grande e Deus, fez um milagre para que Jonas se sentisse melhor. E eu acredito que o Senhor Deus ainda providencia certas coisas simplesmente para nos alegrar. Jonas nem estava pedindo e, talvez por isso Deus lhe providenciou aquela planta que lhe trouxe sombra. E como Jonas se alegrou com ela! Assim como nós nos alegramos também quando Deus nos providencia algo que nos traga mais conforto. Mas....

No outro dia, o mesmo Deus que fez a planta brotar enviou um bicho que a fez secar. Justamente no momento que Jonas estava mais alegre com ela, a planta morreu. Isso ai! O Deus que fez nascer, também fez morrer. Isso nos ensina algumas coisas.

As provisões e bênçãos materiais que Deus nos dá, com certeza nos deixam alegres, mas, até esta alegria tem que ser sob medida. Isso porque tudo que pertence a esta vida, por mais belo que seja, ainda que venha de Deus, está sujeito a qualquer hora murchar e secar. As únicas coisas que vão durar para sempre são aquelas nossos olhos não podem ver e nossas mãos não podem tocar. O mais, a qualquer hora pode ser atacado por “um bicho”. Quando é um bicho enviado pelo diabo dá para expulsar. Mas, este aqui foi enviado por Deus, e ai, não tem “tá amarrado” que resolva. É, precisamos de discernimento para saber de onde vem o “bicho” que está atacando nossa planta, pois nem sempre é o devorador.

E como Jonas reagiu a isso? Ele ficou zangado, muito zangado, assim como nós ficamos diante de perdas sofridas, principalmente a perda de coisas que nos alegravam tanto.

Jonas ficou tão zangado que desejou até mesmo a morte. Este era o Jonas que não se importaria nem um pouco se todos os ninivitas morressem, mas ficou furioso porque uma planta morreu. Este era um sinal de que Jonas estava dando à planta mais valor do que deveria.

Nós também podemos nos tornar tão insensíveis e inverter os valores a ponto de não nos importarmos com uma epidemia dizimando milhares em determinado lugar. Podemos até mesmo achar que eles merecem esta tragédia por estarem colhendo o que plantaram e por não servirem ao Deus verdadeiro. Podemos achar que os “ninivitas” merecem morrer, pois fizeram pacto com o diabo. Isso tudo, ao mesmo tempo em que somos capazes de ficarmos enfurecidos porque nosso celular se quebrou, ou nossa conexão com a internet não quer funcionar, ou nossa televisão queimou. Em nosso coração, essas plantas que nos dão sombra e tornam nossas vidas mais confortáveis são mais importantes do que pessoas. É justamente por isso que às vezes Deus manda um “bicho” para fazer nossas plantas murcharem.

Que Deus tenha misericórdia de nós.

Pr Edmilson

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Quem brinca com fogo se queima

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Será que você pode carregar fogo no colo sem queimar a roupa? Será que você pode andar em cima de brasas sem queimar os pés? – Provérbios 6.27,28

E Sansão orou ao SENHOR, dizendo: —Ó Senhor, meu Deus, peço que lembres de mim. Por favor, dá-me força só mais esta vez. Deixa que eu, de uma só vez, me vingue dos filisteus, por terem furado os meus olhos – Juízes 16.28

Sansão nasceu por um milagre, pois sua mãe era estéril. Antes dele nascer, o anjo que veio anunciar seu nascimento disse qual seria sua missão: livrar o povo de Israel do domínio dos filisteus. O anjo disse também que Sansão seria um nazireu, alguém separado para Deus, que nunca deveria tocar em corpo morto, nem beber vinho, nem cortar o cabelo (Nm 6.1-8).

Porém, o que vemos na vida de Sansão foi uma constante leviandade para com o propósito de Deus para sua vida. Vemo-lo quebrando cada um de seus votos de nazireu. Ao invés de livrar Israel do jugo filisteu, Sansão se ligou a eles através do casamento. Sansão caminhou sua vida inteira na beira do abismo.

Como todo aquele que brinca com fogo, Sansão um dia se queimou. Ele abriu seu coração com quem não devia (Dalila) e, por causa disso, perdeu o que era a expressão do poder de Deus em sua vida, sua força extraordinária. Perdeu também a visão, pois os filisteus lhe furaram os olhos. Perdeu também a liberdade e foi colocado para trabalhar numa prisão virando um moinho. Tudo indicava que o nazireu caído iria terminar seus dias fraco, cego e fazendo o trabalho monótono de um animal.

Mas, num dia em que os filisteus o levaram ao templo de dagom para se divertirem com ele, Sansão clamou a Deus. Ele havia sido rebelde e leviano, mas conhecia a misericórdia de Deus. “O amor do SENHOR Deus não se acaba, e a sua bondade não tem fim. O Senhor não rejeita ninguém para sempre” (Lamentações 3.22,31).

Ele não pediu para que seus olhos fossem curados, pois sabia que estava colhendo as consequências de seus erros. O que ele pediu foi que Deus lhe desse novamente sua força para que ele fizesse aquilo para o que Deus o chamou, livrar Israel dos filisteus.

Deus atendeu sua oração e lhe devolveu a força. No último momento de vida, Sansão cumpriu sua missão. “E assim Sansão matou mais gente na sua morte do que durante a sua vida” (Jz 16.30).

Sansão nos deixa a lição do quão zelosos devemos ser para com aquilo que Deus nos dá. Ele também nos ensina que, mesmo que tenhamos caído nos laços que nós mesmos procuramos, e por isso tenhamos perdido a força e a visão espiritual, é tempo de clamarmos a Deus que é compassivo e pode fazer com que a glória da última casa seja maior do que a da primeira (Ag 2.9)

Leia também esta reflexão sobre os nazireus: Aqueles que Deus usa para mudar a história

Pr Edmilson

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Bem aventurados os pobres de espírito

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Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus – Mateus 5.3

Uma característica daquele que é pobre (e humilde) é a ausência de exigências. Por não ter nada, tudo aquilo que recebe é tido como lucro. Em sua fome, aquilo que pode saciá-la é bem vindo. E como ele se alegra com o que recebe, por mais simples que seja! Já o abastado (e arrogante) não é assim. Ele é exigente, e não é qualquer coisa que serve. Dependendo do que se lhe der, ele fica até ofendido. Jesus disse que felizes são os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5.3). Acredito que ele se referia àqueles que são simples em seus anelos, aqueles que se alegram com tudo aquilo que vem do Pai, pois sabem que o que vem do dEle é bom, por mais simples que seja.

Quando temos este espírito, nos alegramos quando ouvimos a Palavra de Deus da boca de alguém que fala com simplicidade, mas com unção. O que está sendo pregado não é novidade, nem “mistérios profundos”, nem curiosidades, mas coisas que alimentam a alma e trazem luz ao nosso coração. É o maná celestial mandado por Deus. O pobre de espírito consegue distinguir este maná num testemunho, num cântico, numa oração. E como ele é feliz por isso!

Quando não há este espírito ficamos muito sofisticados e chegamos a dizer como o povo de Israel que chamou o maná de comida horrível (Nm 21.5). Quando falta este espírito nada que ouvimos está bom e passamos a correr atrás de pregações “profundas”, mesmo que elas sejam vazias de vida. Enchemos nossa mente, mas não o coração. E o pior é que, com isso achamos que estamos maduros. Por ser desse tipo, o povo de Nazaré ficou desiludido com Jesus, e Ele não pode operar milagres ali (Mt 13.57,58). Gente sofisticada demais se desilude até com Jesus, pois eles fecham suas mentes, seus ouvidos e seus olhos para as revelações que só os pequeninos podem receber (Mt 11.25).

É claro que não devemos engolir qualquer coisa. Temos que ter critérios, saber comparar o que ouvimos com as escrituras e ver se bate, se não, acabaremos comendo veneno. O que não podemos é desprezar o que Deus dá, só porque aquilo parece simples demais. Sejamos pobres de espírito para que Deus venha nos enriquecer.

Pr Edmilson

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Passado de vasilha para vasilha

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O SENHOR Deus disse: —O povo de Moabe sempre viveu em segurança e nunca foi levado como prisioneiro para fora do seu país. Moabe é como o vinho guardado, que nunca foi agitado, nem derramado de uma vasilha para outra. O seu gosto nunca se estragou, e o seu sabor não mudou. E assim está chegando o dia em que vou mandar pessoas para derramarem Moabe como se fosse vinho. Essas pessoas despejarão as vasilhas de Moabe e as quebrarão. Jeremias 48.11,12

Os moabitas viviam despreocupados e tranqüilos. Deus os comparou a um vinho que repousava sobre suas impurezas, pois nunca havia sido agitado e nem passado de vasilha para vasilha. O que Deus quis dizer com isso?

Bem, primeiramente Ele chama a atenção para o fato de que o povo de Moabe nunca havia passado por mudanças significativas, ele nunca havia sido agitado. Isso não era nada bom, pois mudanças são essenciais para nosso desenvolvimento e aperfeiçoamento. Quando um vinho ou qualquer outra bebida não é agitada, suas impurezas ficam no fundo e quase invisíveis. Há certas impurezas de nossas vidas que se escondem e só são evidenciadas nas “agitações”. Deus permite que essas agitações venham para que vejamos que há coisas que precisam ser tratadas. Quando as impurezas de nossas vidas aparecem, precisamos deixar que Deus faça conosco o que se fazia com o vinho a fim de torná-lo mais puro: passá-lo de uma vasilha para outra.

Cada vez que um vinho era passado de uma vasilha para outra, parte de suas impurezas ficavam para trás. Deixava-se que ele descansasse mais um pouco e novamente ele era passado para outra vasilha. Após algumas vasilhas, o vinho estava mais puro e mais valioso.

As vasilhas são as mudanças em nossas vidas. Passamos por várias etapas e, em cada uma delas, Deus quer tratar com certos aspectos de nosso caráter para transformá-lo. Cada etapa de nossas vidas é devidamente programada por Deus a fim de nos purificar e nos tornar cada vez mais valiosos. É claro que mudança é algo que meche conosco, que nos incomoda e muitas vezes lutamos contra elas. Mas, vamos nos lembrar que Moabe não teve seu sabor alterado por não haver passado de uma vasilha para outra. E há pessoas que nunca mudam o sabor por fugirem de qualquer coisa que tente lhes tirar de sua posição confortável. Mas, está escrito que, por não haver sido tratado, dias viriam em que Moabe seria jogado no chão e despejado. O vinho que não havia sido tratado seria jogado fora e ficaria imprestável. É justamente isso que acontece com aqueles que não se rendem aos tratamentos de Deus. O vinho acaba se estragando e se tornando inútil.

Deixemos então que Deus venha nos colocar nas vasilhas que Ele quiser. Algumas vasilhas nas quais Ele nos coloca são maiores que as anteriores, outras são menores. Algumas são mais bonitas, outras mais feias. Mas, todas elas vêm com um propósito específico e de cada uma delas saímos mais saborosos e cheirosos. Deus sabe o que faz!

Pr Edmilson

terça-feira, 27 de julho de 2010

Santidade segundo Jesus

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Agora olhe para Jesus e veja o que é Santidade.

Para Jesus, santo é aquele que não julga o próximo; que anda mais de uma milha com o inimigo; que dá a capa para cobrir o frio do adversário; que não passa ao largo quando vê um homem caído na estrada; que dá água com amor aos irmãos como se fosse o próprio Jesus quem bebesse; que veste o nu, abriga o órfão, acolhe o desamparado, abre a alma ao faminto, e não se esconde de seu semelhante.

Sim, para Ele, o santo é quem crê; é quem busca a verdade e a humildade, enquanto o pecado é a incredulidade.

Santidade, para Jesus, é simplicidade e gratidão. E, conforme Jesus, o santo é alguém livre para amar... Quanto mais santo se é, mais voltado se fica para o próximo e menos egoísta se torna o ser. Por quê? Ora, porque aumentando a consciência na Graça, aumenta, naquele que recebeu de Graça, a vontade de doar Graça.

Desse modo, a Graça opera a Lei do Amor. Quem recebeu perdão perdoa; quem recebeu graça derrama graça; quem não foi julgado, porque Jesus foi julgado em seu lugar, não julga.

A Lei da Graça, portanto, é o Amor e a síntese do Evangelho pregado por Jesus, que ensinou a Graça de Deus o tempo todo sem, contudo, nunca ter se valido do termo.

Caio Fábio

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Fonte: Um só caminho, pg 69

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Golpes duros

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“Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.” - Provérbios 3.12

Quando os sermões e os avisos fracassam, algumas vezes os pais decidem retroceder e permitir que um filho experimente as consequências naturais de seus erros. Eles não fazem isto para serem cruéis, mas para permitir que a escola da vida ensine ao filho uma lição valiosa. Assim, se uma criança insiste em pular dentro d’água, sua mãe e seu pai podem resistir à necessidade de trazer-lhe imediatamente outro par de sapatos. Quando a criança cansar de dar voltas com os pés molhados, ela verá por si mesma que pular em poças d’água não é uma idéia assim tão boa.

Esta forma de disciplina, que se pode chamar de “amor duro”, é um bom exemplo de como o Senhor pune os seus filhos quando estes se afastam do bom caminho. Na Bíblia, Deus nos deu toda informação necessária para vivermos corretamente. Ele explicou com clareza a diferença entre um bom e um mau comportamento, apontando suas respectivas consequências e advertindo-nos de que colheremos o que plantamos. Agora, Deus retrocede e nos dá a liberdade de tomarmos nossas próprias decisões, e, por mais que lhe doa, Ele resiste ao impulso de estender-nos a sua mão protetora quando fazemos escolhas tolas.

Como demonstra a parábola do filho pródigo, a escola da vida pode ser muito dura. Se Deus fosse nos voltar as costas completamente, as consequências dos nossos pecados nos destruiriam. Mas, como qualquer pai amoroso, Ele graciosamente suaviza os resultados naturais da nossa rebelião e permite-nos sofrer somente o tempo que for necessário. Quando voltarmos correndo para casa, Ele não nos repreenderá mais. Em vez disto, Ele nos abraçará a nos dará bons presentes – da mesma maneira como a mamãe e o papai recebem à porta o filho arrependido: com abraços, meias secas e um chocolate quente.

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Fonte: Graça Diária, CPAD

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Simplicidade esmagadora

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A maior marca de Jesus era a simplicidade esmagadora de Seu ser. E isto o diferencia dos “Jesuses” e seus “temas” religiosos.

Ora, a cada dia mais me impressiona a simplicidade de Jesus em relação a tudo.

Ele negou-se a tratar de quase tudo o que a Filosofia e a Teologia tratam com avidez.

A origem do mal Ele simplesmente desprezou em qualquer que seja a explicação “metafísica”. Simplesmente disse que o mal existe. E o tratou com realidade óbvia.

O problema da dor foi por Ele tratado com as mãos, não com palavras e discursos.

As desigualdades sociais foram todas reconhecidas, mas não se vê Jesus armando qualquer ação popular contra elas.

Seus protestos eram todos ligados à perversão do coração, mas nunca se tornavam projeto político ou passeatas ou bandeiras.

A “queda” não é objeto de nenhuma especulação da parte Dele. Bastava a todos ver as consequências dela.

Sobre a morte, Sua resposta foi a paz e a vida eterna.

Jamais tentou justificar o Pai de nada. Apenas disse que Ele é bom e justo.

Mandou lutar contra os poderes da hipocrisia e do desamor, mas não deu nenhuma garantia de que os venceria na Terra.

Sua grande resposta à catástrofe humana foi a promessa de Sua vinda, e nada mais.

Nunca pediu que se estabelecesse o Reino de Deus fora do homem, mas sempre dentro dele, pois fora, o reino, por hora, era do príncipe do mundo.

Não buscou ninguém com poder a fim de ajudar qualquer coisa em Sua missão.

Adulto, foi ao templo apenas para pregar aquilo que acabaria com o significado do templo como lugar de culto.

Fez da vida o sagrado, e de todo homem um altar no qual Deus é servido em amor.

Chamou o dinheiro de “deus”, mas se serviu dele como simples meio.

Pagou imposto, mas nunca cobrou nada de ninguém, exceto amor ao próximo.

A morte, para Ele, não era a mesma coisa que é para nós. Morrer não era mau. Viver mal é que era mau.

Em Seus ensinos Ele sempre parte do que existe como realidade e nega-se a fazer qualquer viagem para aquém do dia de hoje.

Para Ele, o mundo se explicava pelas ações dos homens e prescindia de análises, pois tudo era mais que óbvio.

Não teologizou sobre nada. E quase todas as Suas respostas aos escribas e teólogos eram feitas de questões sobre a vida e seu significado agora, e sempre relacionado ao que se tem que ser e fazer.

Quando indagado de onde vinha o “joio”, Ele simplesmente diz: “Um inimigo fez isso...”, referindo-se ao diabo.

Prega a Palavra, e não tenta controlá-la. Deixa a “terra frutificar de si mesma”, como dissera.

Vê pessoas crerem, mas não tem nenhuma fixação em fazê-las suas seguidoras físicas e geográficas.

Não tem pressa, embora saiba que o mundo precisa conhecer Sua Palavra.

Cita as Escrituras sem nenhuma preocupação com autores, contextos ou momentos históricos.

Arranca certezas da Palavra baseadas em um verbo “ser” – aludindo ao fato de Deus ser Deus de vivos e não de mortos, pois “para Ele todos vivem”.

Ensina que a morte é o fundamento da vida, e tira dela o poder de matar, dando a ela a força das sementes que, ao morrerem, dão muito fruto.

E assim Ele vai...

Caio Fábio

 

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Fonte: Um só caminho, Ed Abba Press, 2009

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O encontro

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E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:3)

Os homens rejeitaram a Cristo, não por cau­sa do que Ele fez, mas por causa de quem Ele era; e são convidados a crer no que Ele é, e não primei­ramente no que Ele fez. “Aquele que tem o Filho tem a vida”. A apreciação adequada de sua obra deve existir, mas a questão principal é se você tem ou não o Filho, e não primeiramente se vo­cê entende ou não todo o plano da salvação. A primeira condição da salvação não é conhecimen­to, mas o encontro com Cristo.

Poderíamos encontrar pessoas que foram sal­vas por meio de textos bíblicos inadequados! Fo­ram tocadas por meio de versículos que, a nosso entender, não indicam o caminho da salvação, e quase chegamos a pensar que não poderiam ser salvas nessa base! Sempre desejei que aqueles que eu levava a Cristo fossem salvos na base de versí­culos como João 3:16, mas acabei me convencen­do de que tudo o que é necessário para o passo inicial, é que haja um contato pessoal com Deus. Não importa, assim, qual o texto que Deus esco­lhe usar para esse vital primeiro passo.

W. Nee

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Confiar em quem?

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"Mas o próprio Jesus não se confiava a eles... porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana" João 2.24,25.

O Senhor não confiava em nenhum homem; mesmo assim, ele nunca foi desconfiado, nunca se amargurou, nunca desesperava de ninguém, porque colocava sua confiança primeiro em Deus; confia­va totalmente no que a graça de Deus podia fazer por qualquer ser humano. Se colocarmos nossa confiança primeiro nas pessoas, acabaremos desesperando de todos; tornar-nos-emos amargos, por­que insistimos em que um ser humano seja o que nenhum deles pode ser — absolutamente reto. Nunca confiemos senão na graça de Deus, em relação a nós ou a quem quer que seja.

Oswald Chambers

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O cântico do poço

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Brota, ó poço! Entoai-lhe cânticos! Números 21.17

Eis um estranho cântico e um estranho poço. O povo tinha estado caminhando sobre o chão árido do deserto, sem nenhuma água à vista, e estava sedento. Então Deus falou a Moisés, dizendo:

"Ajunta o povo e lhe darei água." E foi assim que a água brotou.

Eles se reuniram em círculos, na areia, tomaram os seus bordões e cavaram fundo na terra ardente. E enquanto cavavam, cantavam.

"Brota, o poço! Entoai-lhe cânticos." E lá veio um som borbulhante, um brotar de água e uma corrente que encheu o poço e escorreu pelo chão.

Quando eles cavaram esse poço no deserto, tocaram o curso d'água que corria lá no fundo e alcançaram as torrentes que há muito estavam ocultas.

Como é bonita esta figura, que nos fala do rio de bênçãos que corre pela nossa vida e que temos apenas que alcançar pela e louvor, para termos supridas as nossas necessidades no mais árido deserto.

Como alcançaram eles as águas deste poço? Louvando. Canta­ram sobre a areia o cântico de fé, enquanto, com o bordão da promessa, cavavam.

O louvor ainda hoje pode abrir fontes no deserto, sendo que a murmuração só nos trará juízo, e às vezes a própria oração pode falhar em alcançar as fontes de bênção.

Nada agrada tanto ao Senhor como o louvor. Não há prova de fé tão verdadeira como a graça da gratidão. Será que estamos realmen­te louvando a Deus? Estamos dando graças por Suas bênçãos presentes, que são mais do que se pode contar, e será que O louvamos até mesmo por aquelas provações, que não passam de bênçãos disfarçadas? Acaso já aprendemos a louvá-lO de antemão pelas coisas que ainda não vieram?

Lettie Cowman

 

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Fonte: Mananciais no Deserto

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A hora da bigorna

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Na bigorna de Deus. Talvez você já tenha estado lá.

Derretido. Sem forma. Desfeito. Colocado na bigorna para... ser refeito? Um pouco de dureza encerra muitas coisas. Disciplina? (Disciplinas de um bom pai.) Testes? (Mas porque tão duros?).

É desagradável. É uma queda espiritual, é uma penúria. O fogo se apaga. Embora o fogo talvez queime por um momento, mas logo desaparece. É uma inclinação decrescente. Decrescente para dentro de um nublado vale de perguntas, a planície do desencorajamento. A motivação se enfraquece. O desejo se distancia. As responsabilidades são deprimidas.

Paixão? Escorrega-se porta fora.

Entusiasmo? Você está brincando?

Em tempos de provações.

Ela pode ser causada por uma morte, o fim de um relacionamento, uma falência. A luz é apagada e o quarto se torna em trevas. “Todas as zelosas palavras de ajuda e esperança foram gentilmente ditas. Mas eu ainda estou machucado, pensativo...”

Na bigorna. Bate, bate, bate.

Tempos de provações não são para serem desprezados; ele vai através da montanha. Tempos de provações nos fazem lembrar de quem nós somos e de quem Deus é. Nós não deveríamos tentar escapar deles. Escapar desses momentos pode significar escapar de Deus.

Deus vê as nossas vidas do começo ao fim. Talvez ele nos faça passar por uma tempestade aos trinta anos de idade para que possamos suportar um furacão aos sessenta. Um instrumento é útil somente se ele estiver na forma certa. Um machado sem corte ou uma chave de fenda torta precisa de atenção, e nós também. Um bom ferreiro mantém as suas ferramentas em boa forma. E Deus faz o mesmo.

Se Deus colocá-lo em provação, seja grato a Ele por isso. Isso significa que Ele pensa que você ainda pode ser melhorado.

Max Lucado (Adaptado)

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Fonte: Moldado por Deus

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Resposta ao que pedimos

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Não sabemos o que havemos de pedir como convém - Romanos 8.26

A maioria dos problemas que nos deixam perplexos em nossa vida não passa de resposta a orações nossas. Pedimos paciência, e o Pai nos manda aqueles que nos provam ao extremo; pois "a tribulação produz a paciência''.

Pedimos submissão, e Deus nos manda sofrimentos; pois aprendemos a obediência por aquilo que padecemos.

Pedimos para tirar de nós o egoísmo, e Deus nos dá oportunida­des para nos sacrificarmos, pensando nos outros e dando a vida pe­los irmãos.

Oramos pedindo força e humildade, e um mensageiro de Satanás vem afligir-nos até que ficamos prostrados no pó clamando para que ele seja afastado.

Oramos: "Senhor, aumenta a nossa fé", e o dinheiro cria asas; ou as crianças ficam doentes; ou nos chega um tipo de prova até agora desconhecido e que requer o exercício da fé numa situação que é nova para nós.

Oramos para ter a natureza do Cordeiro, e recebemos um quinhão de serviço humilde e insignificante, ou somos prejudicados sem que devamos pedir reparação; pois Ele "como cordeiro foi levado ao matadouro; e... não abriu a sua boca".

Buscamos mansidão, eis que surge uma verdadeira tempestade de tentações para levar-nos à aspereza e irritabilidade. Desejamos um espírito quieto, e cada nervo do nosso corpo é esticado até à má­xima tensão, a fim de que, olhando para Ele, possamos aprender que quando Ele nos aquieta, ninguém nos pode perturbar.

Pedimos amor, e Deus nos envia sofrimentos maiores e nos coloca junto a pessoas aparentemente desagradáveis, e deixa-as dizer coisas que nos irritam os nervos e magoam o coração; pois o amor é paciente, é benigno, o amor não se conduz inconveniente­mente, não se exaspera. O AMOR TUDO SOFRE, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha. Nós pedimos para ser semelhantes a Jesus, e a resposta é: "Provei-te na fornalha da aflição." "Estará firme o teu coração? Estarão fortes as tuas mãos?" "Podeis vós...?"

O caminho para a paz e a vitória é aceitar cada circunstância, cada provação, como sendo diretamente proveniente da mão de um Pai de amor; é viver nos lugares celestiais, acima das nuvens, na presença do Trono, e contemplar, da Glória, o nosso lugar, como escolhido pelo amor divino.

Selecionado

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Fonte: Mananciais no Deserto

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Liberdade de consciência

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"Para a liberdade foi que Cristo nos libertou" - Gálatas 5.1

Somos chamados a pregar liberdade (libertação) de consciência, não liberdade de opinião. Se temos a liberdade de Cristo, levare­mos outros a conhecer essa mesma liberdade — a liberdade de podermos experimentar o domínio de Jesus Cristo.

Avalie sempre a sua conduta e vida pêlos padrões de Jesus Cristo. Curve a cerviz somente ao Seu jugo e a nenhum outro, seja ele qual for; e tenha o cuidado de jamais colocar sobre outros um jugo que o próprio Jesus não teria colocado. Será necessário muito tempo para Deus nos tirar a teimosia de pensar que, a menos que todos pensem como nós, estão todos errados. Essa nunca é a posição de Deus. Existe apenas uma liberdade atuante em nossa consciência, capacitando-nos a fazer o que é certo: a liberdade em Jesus.

Não se torne impaciente; lembre-se de como Deus o tratou — com paciência e com gentileza; nunca, porém, dilua a verdade de Deus por isso. Deixe-a agir e nunca peça desculpas por ela. Jesus disse: "Ide... fazei discípulos", não "fazei adeptos das suas ideias e opiniões".

Oswald Chambers

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Desembaraçando os fios da vida

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Havia uma tecelagem onde se fabricavam tecidos muito finos. Quando, em dado momento, os fios se embaraçavam, o operador devia tocar uma campainha para ser atendido por um funcionário especializado, que punha as coisas em ordem novamente. Certa ocasião, entretanto, depois de um rapazinho ter pedido o auxílio do funcionário especializado e recebido assistência, um operário antigo na fábrica achou que já sabia o suficiente e que poderia passar sem o auxílio especializado. Então, quando novamente os fios se embaraçaram, ele mesmo tentou arrumar. Seus fios, porém, ficaram terrivelmente emaranhados e o estrago foi muito grande. Quando, enfim, ele chamou o especialista, disse-lhe: "Mas eu fiz o meu melhor!" O especialista replicou: "O seu melhor é chamar por mim".

Quantas vezes nós tentamos desembaraçar os nós que damos em nossa própria vida… Mas, há situações em que nossas tentativas para acertar as coisas só fazem com que ela vá se embaraçando mais ainda. Nesses momentos, o melhor mesmo é sermos humildes e chamar o Divino especialista!

 

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Fonte: Calendário Cristão Luz e Vida

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Medo e amor não combinam

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O perfeito amor lança fora o temor - 1 João 4.18

O temor e o amor levantam-se em antagonismo, um contra o outro, como aspectos da vida, como aqueles dois montes de onde se pronunciavam res­pectivamente as bênçãos e as maldições da antiga Lei - o monte da Maldição, todo estéril, pedregoso, sem vegetação e sem água; o monte da Bênção, ver­de e alegre, com muitas flores, e abençoado com vários córregos. O medo é estéril. O amor é frutífe­ro. Um é escravo, e seu trabalho tem pouco valor. O outro é livre, e seus feitos são grandes e preciosos. Do cume amaldiçoado da montanha que gera a es­cravidão, pode-se ouvir as palavras da Lei; mas o po­der para cumprir todas essas leis precisa ser procu­rado nas escarpas ensolaradas onde a liberdade ha­bita em amor e fornece energia para a obediência. Portanto, se você for usar em sua própria vida o mai­or poder que Deus nos deu para nosso crescimento na graça, procure seus argumentos, não no temor, mas no amor.

Alexander Maclaren

terça-feira, 20 de abril de 2010

A vida é feita de escolhas

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“Se, porém, não lhes agrada servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir Josué”  - 24.15

Vivemos escolhendo o tempo todo, entre uma coisa e outra. Algumas decisões são simples, até óbvias. Um mínimo de bom senso e estão bem resolvidas. Outras requerem um pouco mais de cuidado, e o conselho de pessoas idôneas é sempre uma ajuda. Há, porém, decisões bem complexas, que nos tiram o sono.

Ao povo de Israel foi dado o direito de decidir entre o bem e o mal, a bênção e a maldição, o sucesso e o fracasso, a eternidade com Deus ou distante dele. Os israelitas haviam saído do Egito e estavam a caminho da Terra Prometida. No caminho ficaram sabendo um pouco mais sobre Deus. Eles conheciam Deus pela tradição dos seus pais. No deserto passaram a ver na prática quem era o Senhor Deus. Aprenderam que, além de libertador, Deus é provedor que cuida do seu povo, providenciando água, comida, roupa e calçado. Aprenderam que Deus é protetor, pois exércitos inimigos foram destruídos pelo poder de Deus. Aprenderam também que Deus não admite dividir sua glória com mais ninguém e exige exclusividade quanto a fidelidade e louvor. Agora estavam descobrindo que Deus deseja ser adorado de forma voluntária, de boa vontade por todos aqueles que o buscam.

A mesma decisão Deus coloca diante de nós hoje. Precisamos decidir a quem vamos adorar, de corpo e alma. Há muitos deuses disputando nosso louvor. Alguns deles podem ser o nosso próprio “eu”, a carreira profissional, a família, os pecados que amamos praticar, o dinheiro, a fama e tudo aquilo que insiste em se apresentar como o elemento principal de nossa vida.

Cabe a cada um decidir para onde vai inclinar o coração. As consequências dessa decisão se farão sentir ainda nessa vida e por toda a eternidade.

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Fonte: Pão Diário 7

domingo, 18 de abril de 2010

Fora de controle

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“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” -1 Pedro 5.7

A sua vida parece sem controle? Até mesmo os seus mais sinceros esforços fracassaram? Se for este o caso, não há necessidade de preocupação. Tudo o que você precisa fazer é render-se. Isto mesmo, render-se. Mas render-se não significa simplesmente desistir ou aceitar a derrota. Na verdade, é exatamente o oposto. Significa entregar o controle de sua vida a alguém mais poderoso.

Na vida, a rendição não envolve uma opção. Guerras aconteceram somente para se verem nações rendendo-se à vontade dos vencedores. Elas não tiveram escolha quanto a quem iriam se render. Mas em Cristo temos uma escolha. Não precisamos nos render à vontade de um adversário sedutor. Podemos nos render à vontade daquEle que nos ama – aquEle que triunfa contra o adversário em nosso lugar. Esta é a dura realidade que o Diabo precisa encarar todos os dias – jamais ele conseguirá nos derrotar porque Deus está ao nosso lado.

Quando entregamos a Deus o controle de nossa vida, Ele assume tudo como deixamos e ajeita o que pensávamos não ter mais remédio. Ele toma as áreas da nossa vida que estão sendo atacadas e luta as nossas batalhas à sua própria maneira.

Portanto, quando a vida está fora de controle, somos nós que devemos nos conformar aos desejos de Deus, e não o contrário. Se abrirmos mão do controle, tudo o que devemos fazer é nos rendermos à  poderosa graça.

Graça Diária

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O céu visto de um buraco

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“Desde que Deus criou o mundo, as suas qualidades invisíveis, isto é, o seu poder eterno e a sua natureza divina, têm sido vistas claramente. Os seres humanos podem ver tudo isso nas coisas que Deus tem feito e, portanto, eles não têm desculpa nenhuma” - Romanos 1.20

No bolso de um soldado, morto na Itália durante a última guerra, forma achadas estas comovedoras linhas:

“Oh, Deus! Nunca falei Contigo, mas agora quero fazê-lo. Disseram-me que Tu não existias e, como um insensato, acreditei. De noite, num buraco feito pela explosão de uma granada, o qual me servia de esconderijo, vi Teu céu e compreendi que haviam parado para observar as coisas que fizeste, então saberia que havia sido enganado.

Até hoje vivi longe de Ti e me pergunto se “Tu me acolherás no céu que me mostraste. Choro e lamento não ter Te conhecido antes, e arrependo-me de não haver feito nada para Te conhecido antes, e arrependo-me de não haver feito nada para Te conhecer.

Chegou o momento em que devo partir. “Senhor, tenho de combater... Meu coração está em paz; desde que Te encontrei, não tenho mais medo de morrer”.

Não era tarde demais. O céu que aquele soldado contemplara antes de sua morte, havia-lhe recordado a tempo que Deus existe. Sim, esse céu, de onde o Salvador veio ao mundo a fim de nos revelar o acesso a Ele, aquele homem viu do fundo de seu esconderijo, do fundo de sua miséria, muito disposto a recebê-lo.

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Fonte: Boa Semente, 1999



 
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