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sexta-feira, 13 de março de 2015

Ociosidade leva ao pecado

 

“Na primavera seguinte, época do ano em que os reis costumam sair para a guerra, Davi mandou que Joabe, os seus oficiais e o exército israelita fossem atacar os inimigos. Eles venceram os amonitas e cercaram a cidade de Rabá. Mas Davi ficou em Jerusalém. Uma tarde Davi se levantou, depois de ter dormido um pouco, e foi passear no terraço do palácio. Dali viu uma mulher muito bonita tomando banho”. 2 Sm 11.1,2

Davi “ficou em casa”; “se pôs a dormir à hora da tarde”, “levantou-se do seu leito”. O grande guerreiro que enfrentou o leão, o urso e o gigante, agora se comprazia em ficar em casa enquanto seus soldados davam o sangue em campo de batalha. Todos tem o direito de descansar. Mas, tudo tem seu tempo (Ec 3.1). Descanso fora de hora se chama ociosidade. Davi relaxou com a disciplina que costumava ter. Ele estivera presente em várias campanhas militares vitoriosas. Talvez ele não tenha julgado sua presença necessária na batalha, afinal Joabe, seu capitão, era muito competente à frente do exército. Quem sabe Davi chegou a pensar que era hora de tirar umas férias. É ai que mora o perigo!

É na hora da ociosidade que satanás prepara suas armadilhas, pois acha um dos elementos mais eficazes para isso: uma mente vazia. Enquanto “passeava”, viu uma mulher se banhando, e esta era formosa à vista (2 Sm 11.2). Este passeio custou muito caro a Davi. Levou-o à tentação, à cobiça da mulher do próximo e, por fim, ao adultério. Davi perdeu o autodomínio. É desta forma que acontece com muitos servos de Deus. É no momento que se encontram com tempo de sobra que eles sobem ao terraço da internet e ali encontram coisas bem piores que uma mulher se banhando. É na hora da preguiça que pegam o telefone e ressuscitam pessoas que deveriam estar mortas em seus corações. É na hora do “descanso merecido” que começam a chocar os ovos do pecado em suas mentes.

O pecado da cobiça leva o homem ou a mulher a perder o domínio e a ficar sob o desejo da carne. O “passeio de Davi”, mesmo em seu palácio, levou-o à cobiça da mulher de Urias, um de seus mais valentes soldados, que estava no campo de batalha lutando por Israel e por Davi. Bateseba fora tomar banho, sem o menor temor de ser vista por um homem, pois aquela não era hora de homem nenhum estar em casa. Mas, Davi estava no lugar certo, na hora errada. E, como um abismo chama outro abismo, o que começou com um olhar, caminhou para uma busca de informação acerca da bela mulher. Mesmo sabendo que se tratava da esposa de seu soldado, Davi mandou chama-la. Sabe como é, “só para conhece-la”. Sabemos onde aquilo foi parar. O que começou com uma soneca, terminou na tragédia da vida de Davi.

Tomemos cuidado com a ociosidade e saibamos aproveitar bem nosso tempo a fim de que o pecado não ache lugar em nós através desta porta. O relaxo e a preguiça tem sido o início de tristes histórias de destruição de carreiras espirituais e de famílias, regadas a muita dor e vergonha. Sejamos, pois, vigilantes.

Pr Edmilson

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Cultuadores da Auto-imagem

Na manhã seguinte, bem cedo, ele saiu para procurar Saul. Soube que ele tinha ido para a cidade de Carmelo, onde havia construído um monumento em honra de si mesmo, e que depois tinha seguido para Gilgal. 1 Samuel 15.12

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Tesouro escondido



“O Reino do Céu é como um tesouro escondido num campo, que certo homem acha e esconde de novo. Fica tão feliz, que vende tudo o que tem, e depois volta, e compra o campo”. Mateus 13.44

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Alimentos impuros

Eu sou o SENHOR, que os trouxe do Egito a fim de ser o Deus de vocês. Portanto, sejam santos, pois eu sou santo. São essas as leis a respeito dos animais e das aves, de todos os animais que vivem na água e de todos os animais que se arrastam pelo chão. Elas mostram a diferença entre o que é puro e o que é impuro, entre os animais que podem ser comidos e os que não podem ser comidos. Levítico 11.45-47
Acho interessante a preocupação de Deus com a alimentação de seu povo no em Levítico 11. Ali Deus determina o que o povo poderia ou não comer. Já estava ali a raiz da verdade de que a pessoa é aquilo que come. Apesar de crer que ainda hoje Deus se preocupa com a saúde de seu povo e que isto está muito ligado a aquilo que nós comemos, creio que a aplicação do regulamento de Deus quanto a o que comemos vai muito além disso.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Os Falsos Profetas - Olhando sob a Pele




(Esboço de ministração. Reflexões no Sermão da Montanha)

“Vocês os conhecerão pelo que eles fazem. Os espinheiros não dão uvas, e os pés de urtiga não dão figos. Assim, toda árvore boa dá frutas boas, e a árvore que não presta dá frutas ruins. A árvore boa não pode dar frutas ruins, e a árvore que não presta não pode dar frutas boas. Toda árvore que não dá frutas boas é cortada e jogada no fogo. Portanto, vocês conhecerão os falsos profetas pelas coisas que eles fazem”. Mateus 7.16-20

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Com vergonha

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Quando escutaram o som do Eterno passeando pelo jardim, na hora da brisa da tarde, o Homem e a Mulher esconderam-se entre as árvores. Não queriam se encontrar com o Eterno. Gênesis 3.8
Imagino que, ao comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mau, Adão e Eva sentiram-se “bem”. Devem ter sentido uma euforia. Talvez até uma sensação de liberdade. Começaram a ver tudo de outra forma. Mas, isso durou somente até o momento em que ouviram a voz de Deus que veio ao encontro deles. De repente toda aquela alegria se transformou em medo. Uma correria para fazer vestes de folhas de figueira. Ao invés de correr para se encontrar com Deus, eles procuravam um lugar onde pudessem se esconder dEle. Eles não estavam felizes em saber que Deus veio ao seu encontro; o que eles sentiam era vergonha.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Quando Deus vem nos defender

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Como é que vocês se atrevem a falar contra o meu servo Moisés? - Números 12.8
Acho interessante e comovente a forma como Deus saiu em defesa de Moisés. Ele estava sendo criticado, e Deus o defendeu! Creio que não há quem não sonhe com isso. Porém, apesar de que nesta vida sofrermos inúmeras críticas, não é sempre que vemos Deus agir da mesma forma. É claro que Deus não tem filhos preferidos e nem faz acepção de pessoas. A resposta, acredito, está na forma como nós agimos diante das críticas.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Em que guerra estamos?

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Nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão. Efésios 6.12

Paulo nos alerta que estamos num campo de batalha. Ele sabia muito bem do que estava falando, pois, em Éfeso foi duramente perseguido por aqueles que viam sua religião ser ameaçada pelo Caminho que Paulo pregava. Demétrio e outros fabricantes de ídolos promoveram um grande tumulto que pôs a vida de Paulo em risco (At 19.23,24). Mas, Paulo não via nem em Demétrio e nem na multidão que queria mata-lo um inimigo. Sua luta, e a nossa, não era contra a carne e sangue, mas, contra forças espirituais do mal que estão por trás dos tumultos contra Deus, sua palavra e seu povo. É contra estes que temos de lutar, pois, são esses poderes que dominam completamente este mundo, este sistema de coisas. E como as potestades gostam de nos ver na luta errada e contra o inimigo errado! Elas gostam que nós vejamos no nosso governo um inimigo a ser combatido. As potestades gostam de nos ver combatendo partidos políticos. Elas têm prazer quando entramos numa guerra contra representantes de ideologias e usamos as armas deste mundo para combatê-los. Elas gostam de nos ver nesses combates porque enquanto estivermos neles não estaremos no bom combate, nem estaremos cumprindo nossa missão (1 Tm 1.18; 6.12; 2 Tm 4.7).

Por ter uma visão correta do seu papel no mundo, nunca vemos a igreja primitiva envolvida em campanhas e protestos contra o governo romano nem contra seus corruptos imperadores. Na época de um monstro como Nero, Paulo diz aos romanos que “nenhuma autoridade existe sem a permissão de Deus, que elas estão a serviço de Deus e que devem ser respeitadas e honradas” (Rm 13.1-7). Paulo não era passivo, nem alienado, ele só sabia em que nível a Igreja deveria travar suas batalhas. Acerca deste Nero que iria crucificá-lo de cabeça para baixo, Pedro ordenou: “respeitem todas as pessoas, amem os seus irmãos na fé, temam a Deus e respeitem o imperador” (1 Pe 2.17). Sim, essas são posturas que exigem fé da nossa parte.

Os únicos momentos em que vemos um choque entre os discípulos e as autoridades deste mundo eram quando as leis da terra entravam em choque com as celestiais. Nessas horas eles tinham que dizer: “Antes obedecer a Deus do que aos homens”. E mesmo quando assumiam essa postura, eles se submetiam as consequências que lhes eram impostas.

A igreja tumultuou este mundo sim, mas foi com a pregação do evangelho (At 17.6). Sua maior arma era um coração inflamado de amor que foi demonstrado na pessoa de seu Mestre que mesmo tendo uma multidão que lhe acompanhava desejosa que ele fosse seu rei e promovesse uma revolução nacional preferiu dar sua vida tanto pelos judeus, como pelos imperadores que os dominavam. Ele mesmo disse que nossa revolução aconteceria subliminarmente, como sal que não pode ser visto na comida, mas que é impossível esconder o sabor. Ele nos mostrou que tanto os tiranos como os que são tiranizados precisam fazer as pazes com Deus. Ele mostrou que os governantes corruptos precisam ser libertos, saírem das trevas para a luz e receberem um novo coração ou então só estaremos trocando um corrupto por outro. Mas essas conquistas só acontecem nas regiões celestiais que é onde as potestades atuam, e só são vencidas com armas espirituais.

Que Deus nos ajude a nos mantermos na guerra certa a mirarmos o inimigo certo e a usarmos as armas certas, caso contrário, viveremos dando tiro no pé.

Pr Edmilson

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

De boas intenções...

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Pedro o levou para um lado e começou a repreendê-lo – Mateus 16.22

Jesus reuniu seus discípulos e lhes disse que precisava ir a Jerusalém. Antes que eles começassem a dar pulos de alegria, por acharem que havia chegado a hora de Jesus sentar-se no trono de Davi para governar Israel e o mundo, Este lhes disse que em Jerusalém o que o esperava era sofrimento e morte, mas também ressurreição. Em outros momentos, Jesus já havia deixado claro que isso que estava para acontecer não seria um contratempo, nem um acidente e muito menos a vitória das trevas. Ele já lhes dissera que “o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc 10.45). O que estava para acontecer em Jerusalém já estava determinado por Deus antes da fundação do mundo (Ap 13.8). Ao preparar o coração dos discípulos para o que ia acontecer, acho interessante a reação de Pedro...

Pedro fazia parte do círculo íntimo de Jesus e, ao ouvir falar de sofrimento e morte, suas emoções o dominaram. Ele levou Jesus para um lago e começou a repreende-lo. A palavra que foi traduzida por repreender é “epitimao”. Essa palavra quer dizer acusar, reprovar, censurar severamente, exigir com severidade. Isso aí! O impetuoso Pedro chamou o Mestre à parte para reprovar, para censurar e para exigir. Ele não queria que nada daquilo acontecesse com Jesus. Só de imaginar o Senhor sendo torturado, sua alma ferveu. Ele exigiu de Jesus com severidade uma mudança de planos a fim de que aquelas coisas não acontecessem.

Ao ouvir a repreensão do amigo, Jesus não lhe agradeceu por sua preocupação, nem disse que iria pensar no assunto. Ele virou-se para Pedro e disse: “Saia da minha frente Satanás”. Sabe o que eu aprendo com isso? Que, se nossas palavras e atitudes forem movidas pelo calor das emoções, corremos o perigo de dar lugar ao Diabo e sermos usados por ele. Por não entendermos o plano de Deus e por não compreendermos que há certas coisas pelas quais as pessoas têm de passar, podemos nos tornar uma pedra de tropeço para eles. Muitos são os que se desviaram da rota que Deus lhes traçou por causa de palavras inflamadas pelo inferno, apesar das boas intenções.

Jesus sabia de onde vinha e para onde ia e isso o livrou de tropeçar. Satanás lhe ofereceu os reinos do mundo e a sua glória. Uma multidão quis toma-lo para fazê-lo rei. Pedro queria livrá-lo da crucificação. Para tudo isso sua resposta foi sempre a mesma: “saia da minha frente Satanás”.

Que Deus nos conceda o discernimento para podermos enxergar o adversário que se esconde até mesmo em boas intenções, que se esconde em conselhos, em promoções, em atalhos. Que Deus nos ajude.

Pr Edmilson

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Filhos - Flechas nas mãos de um soldado

filhos flecha

“Os filhos são um presente do SENHOR; eles são uma verdadeira bênção. Os filhos que o homem tem na sua mocidade são como flechas nas mãos de um soldado. Feliz o homem que tem muitas dessas flechas! Ele não será derrotado quando enfrentar os seus inimigos no tribunal”. Salmo 127.3-5 NTLH

“Os filhos são um presente do Senhor”. Muitos, ao se depararem com os desafios que todos os pais enfrentam ao criarem seus filhos, dizem que filho é dor de cabeça, é trabalho, é problema. Mas a palavra de Deus diz que eles são presente do Senhor e que são verdadeiras bênçãos. Creio que o primeiro passo que todos os pais devem dar é verem seus filhos como Deus os vê. É preciso termos a fé que faz com que possamos dizer: “se Deus disse que eles são presentes, então eles não são acidentes. Se Deus disse que eles são bênção, então eles não são maldição”. Sei que há certas fases em que acreditar nisso exige uma dose maior de fé. Mas, Deus quer que chamemos o que não é como se já fosse (Rm 4.17).

A Bíblia diz que eles são flechas nas mãos de um soldado. O soldado sabia que o propósito de uma flecha era atingir o alvo e, para isso era preciso que ela fosse bem reta. Uma flecha torta, dificilmente atingiria o alvo. Esta figura nos mostra a importância de se trabalhar no caráter dos filhos a fim de que eles entendam o valor da retidão. Uma herança de inestimável valor que um pai deixa aos filhos é o exemplo de uma vida correta. Somente com exemplo é que se poderá ensinar ao filho como é que se caminha com honra nesta terra. Ser honesto em tudo, honrar seus compromissos, ter palavra, respeitar aos outros, ser diligente, plantar coisas boas, fazer o bem, saber que há um Deus que a todos vê, são algumas das coisas preciosas que podemos ensinar aos nossos filhos a fim de que eles sejam flechas retas. Digo ensinar, primeiro através de nossas vidas e depois através de nossas palavras. A promessa de Deus é de que se ensinarmos o menino o caminho em que deve andar, quando for grande não se apartará dele (Pv 22.6). Sabemos que nossos filhos são possuidores do livre arbítrio, e que, têm a capacidade de escolherem o caminho que seguirão, seja ele bom ou mal. Mas, o que Salomão nos mostra é o papel dos pais: ensinar o caminho em que devem andar os filhos. Tomar este caminho é com eles. Nosso papel é apontar as flechas para o alvo. O alvo é o propósito de Deus para a vida de nossos filhos. Sim, Deus tem um projeto para cada um deles. Que tristeza é vermos jovens mergulhados nas drogas e no crime. Este não era o alvo de Deus para suas vidas. Quando vejo aquelas reportagens onde são mostradas quadrilhas presas, algemadas e sendo filmadas e fotografadas, penso em como seus pais estão sofrendo ao assistir aquilo. É claro que nenhum pai apontou suas flechas naquela direção, nenhum pai desejou aquilo para seus filhos. Infelizmente, estas flechas tortas erraram o alvo de Deus para suas vidas. Mas, existe uma promessa que diz que o que está torcido se endireitará (Is 40.4). Muitas flechas tortas serão endireitadas pelos tratamentos de Deus e tomarão o rumo certo em suas vidas. O trabalho de endireitar uma madeira que está torta é dolorido para esta madeira, mas, o resultado é maravilhoso. Se virmos flechas indo na direção errada, a primeira coisa que tranquiliza nosso coração é sabermos que fizemos nossa parte. A segunda é sabermos que Deus tem seus meios para endireitar uma flecha e que, através de nossas orações, irá transformar nossos filhos na bênção que eles vieram ao mundo para ser.

A Bíblia diz que com o coração se crê e com a boca se faz confissão (Rm 10.10). Então é bom praticarmos o falar aquilo em que cremos. É bom pararmos de dizer que nossos filhos são uma decepção, uma vergonha, uma praga. É bom dizermos que nossos filhos são um presente, que são uma bênção. Não estou falando de confissão positiva, estou falando de cremos e declaramos a palavra de Deus, pois, em certos momentos e em certas fases da vida de nossos filhos, a única coisa em que poderemos nos agarrar será nas promessas da palavra de Deus. Há momentos em que se é preciso crer contra a esperança e colocar a palavra de Deus acima daquilo que nossos olhos vêm.

Temos um inimigo que quer nos derrotar através de nossos filhos e que gosta de nos acusar para nos sentirmos os piores pais do mundo. Mas a Bíblia diz que venceremos nossos inimigos, pois a história ainda não acabou. A semente da palavra e do bom exemplo que plantamos no coração de nossos filhos, um dia brotará.

Pr Edmilson

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Feliz na aflição?

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“Meus irmãos, sintam-se felizes quando passarem por todo tipo de aflições.Pois vocês sabem que, quando a sua fé vence essas provações, ela produz perseverança. Que essa perseverança seja perfeita a fim de que vocês sejam maduros e corretos, não falhando em nada!” Tiago 1.2-4

O que Tiago nos ordena fazer parece ser contrário à natureza humana: alegrarmo-nos quando passarmos por todo tipo de aflições. A verdade é que nós fugimos o quanto podemos das aflições. Aflição e felicidade parecem ser coisas que não podem estar juntas. No entanto esta é a ordem dada pelo Espírito Santo através do irmão do Senhor. Mas, observe, que ele não nos manda nos alegrar na aflição pela aflição, pois não há como fazer isso. Esta alegria tem que ser motivada por sabermos que toda aflição permitida por Deus tem um propósito. Devemos estar felizes por sabermos que a aflição produzirá em nós bons frutos.

O primeiro deles é a perseverança que se fortalece em nós cada vez que, pela fé, vencemos as provações. Entenda que, vencer as provações é sairmos delas com a fé intacta e com uma nova revelação de Deus, como aconteceu com Jó (Jó 42.5). Cada vez que atravessamos as circunstâncias difíceis com os olhos no consumador da fé (Hb 12.2), nos tornamos mais firmes em nossa caminhada não nos deixando levar por qualquer vento que sopra. Tornamos-nos mais pacientes pois aprendemos a entregar os nossos caminhos ao Senhor, confiar nEle para que o mais (aquilo que eu não posso fazer), Ele faça (Sl 37.5).

À medida que caminhamos de tribulação em tribulação numa fé perseverante, vamos nos tornando cada vez mais maduros. Ainda que devamos manter a infantilidade no que diz respeito à malícia (1 Co 14.20), no que diz respeito à vida e ao nosso comportamento, devemos amadurecer. Deus não deseja que sejamos meninos inconstantes, mas sim, que alcancemos a estatura de varão perfeito, a estatura de Cristo (Ef 4.13,14). Abraão deu uma festa quando Isaque foi desmamado (Gn 21.8), Deus também festeja quando vê seus filhos amadurecendo. Para isso, ele faz como a águia que por algum tempo alimenta os filhotes, mas no momento certo os empurra para fora do ninho. Muitas tribulações nada mais são do que Deus nos empurrando para fora do ninho do comodismo e da criancice. Ouvi dizer que, aos poucos, a águia vai retirando as folhas que cobrem o ninho e, dia a dia, o ninho vai ficando mais desconfortável, pois os galhos começam a incomodar os filhotes. No começo, eles reclamam, mas depois vão entendendo que é hora de voar. Deus quer que nós voemos também e, para isso, muitas vezes Ele mesmo vai deixando a situação desconfortável. Feliz é quem entende isso, pára de reclamar e alça vôo. Para isso fomos criados

Quem trilha este caminho vai sendo aperfeiçoado a cada dia. Aonde você vir uma pessoa madura e correta, aqueles de quem “Deus não se envergonha de ser chamado de seu Deus” (Hb 11.16), você verá em sua trajetória muitas passagens pelos vales das aflições.

Pr Edmilson

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Quando as plantas do conforto murcham

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Então o SENHOR Deus fez crescer uma planta por cima de Jonas, para lhe dar um pouco de sombra, de modo que ele se sentisse mais confortável. E Jonas ficou muito satisfeito com a planta. Mas no dia seguinte, quando o sol ia nascer, por ordem de Deus um bicho atacou a planta, e ela secou. Depois que o sol nasceu, Deus mandou um vento quente vindo do leste. E Jonas quase desmaiou por causa do calor do sol, que queimava a sua cabeça. Então quis morrer e disse: —Para mim é melhor morrer do que viver! – Jonas 4.6-8

O Senhor Deus fez com que uma planta nascesse a fim de que Jonas se sentisse mais confortável. O calor provocado pelo sol era muito grande e Deus, fez um milagre para que Jonas se sentisse melhor. E eu acredito que o Senhor Deus ainda providencia certas coisas simplesmente para nos alegrar. Jonas nem estava pedindo e, talvez por isso Deus lhe providenciou aquela planta que lhe trouxe sombra. E como Jonas se alegrou com ela! Assim como nós nos alegramos também quando Deus nos providencia algo que nos traga mais conforto. Mas....

No outro dia, o mesmo Deus que fez a planta brotar enviou um bicho que a fez secar. Justamente no momento que Jonas estava mais alegre com ela, a planta morreu. Isso ai! O Deus que fez nascer, também fez morrer. Isso nos ensina algumas coisas.

As provisões e bênçãos materiais que Deus nos dá, com certeza nos deixam alegres, mas, até esta alegria tem que ser sob medida. Isso porque tudo que pertence a esta vida, por mais belo que seja, ainda que venha de Deus, está sujeito a qualquer hora murchar e secar. As únicas coisas que vão durar para sempre são aquelas nossos olhos não podem ver e nossas mãos não podem tocar. O mais, a qualquer hora pode ser atacado por “um bicho”. Quando é um bicho enviado pelo diabo dá para expulsar. Mas, este aqui foi enviado por Deus, e ai, não tem “tá amarrado” que resolva. É, precisamos de discernimento para saber de onde vem o “bicho” que está atacando nossa planta, pois nem sempre é o devorador.

E como Jonas reagiu a isso? Ele ficou zangado, muito zangado, assim como nós ficamos diante de perdas sofridas, principalmente a perda de coisas que nos alegravam tanto.

Jonas ficou tão zangado que desejou até mesmo a morte. Este era o Jonas que não se importaria nem um pouco se todos os ninivitas morressem, mas ficou furioso porque uma planta morreu. Este era um sinal de que Jonas estava dando à planta mais valor do que deveria.

Nós também podemos nos tornar tão insensíveis e inverter os valores a ponto de não nos importarmos com uma epidemia dizimando milhares em determinado lugar. Podemos até mesmo achar que eles merecem esta tragédia por estarem colhendo o que plantaram e por não servirem ao Deus verdadeiro. Podemos achar que os “ninivitas” merecem morrer, pois fizeram pacto com o diabo. Isso tudo, ao mesmo tempo em que somos capazes de ficarmos enfurecidos porque nosso celular se quebrou, ou nossa conexão com a internet não quer funcionar, ou nossa televisão queimou. Em nosso coração, essas plantas que nos dão sombra e tornam nossas vidas mais confortáveis são mais importantes do que pessoas. É justamente por isso que às vezes Deus manda um “bicho” para fazer nossas plantas murcharem.

Que Deus tenha misericórdia de nós.

Pr Edmilson

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Quem brinca com fogo se queima

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Será que você pode carregar fogo no colo sem queimar a roupa? Será que você pode andar em cima de brasas sem queimar os pés? – Provérbios 6.27,28

E Sansão orou ao SENHOR, dizendo: —Ó Senhor, meu Deus, peço que lembres de mim. Por favor, dá-me força só mais esta vez. Deixa que eu, de uma só vez, me vingue dos filisteus, por terem furado os meus olhos – Juízes 16.28

Sansão nasceu por um milagre, pois sua mãe era estéril. Antes dele nascer, o anjo que veio anunciar seu nascimento disse qual seria sua missão: livrar o povo de Israel do domínio dos filisteus. O anjo disse também que Sansão seria um nazireu, alguém separado para Deus, que nunca deveria tocar em corpo morto, nem beber vinho, nem cortar o cabelo (Nm 6.1-8).

Porém, o que vemos na vida de Sansão foi uma constante leviandade para com o propósito de Deus para sua vida. Vemo-lo quebrando cada um de seus votos de nazireu. Ao invés de livrar Israel do jugo filisteu, Sansão se ligou a eles através do casamento. Sansão caminhou sua vida inteira na beira do abismo.

Como todo aquele que brinca com fogo, Sansão um dia se queimou. Ele abriu seu coração com quem não devia (Dalila) e, por causa disso, perdeu o que era a expressão do poder de Deus em sua vida, sua força extraordinária. Perdeu também a visão, pois os filisteus lhe furaram os olhos. Perdeu também a liberdade e foi colocado para trabalhar numa prisão virando um moinho. Tudo indicava que o nazireu caído iria terminar seus dias fraco, cego e fazendo o trabalho monótono de um animal.

Mas, num dia em que os filisteus o levaram ao templo de dagom para se divertirem com ele, Sansão clamou a Deus. Ele havia sido rebelde e leviano, mas conhecia a misericórdia de Deus. “O amor do SENHOR Deus não se acaba, e a sua bondade não tem fim. O Senhor não rejeita ninguém para sempre” (Lamentações 3.22,31).

Ele não pediu para que seus olhos fossem curados, pois sabia que estava colhendo as consequências de seus erros. O que ele pediu foi que Deus lhe desse novamente sua força para que ele fizesse aquilo para o que Deus o chamou, livrar Israel dos filisteus.

Deus atendeu sua oração e lhe devolveu a força. No último momento de vida, Sansão cumpriu sua missão. “E assim Sansão matou mais gente na sua morte do que durante a sua vida” (Jz 16.30).

Sansão nos deixa a lição do quão zelosos devemos ser para com aquilo que Deus nos dá. Ele também nos ensina que, mesmo que tenhamos caído nos laços que nós mesmos procuramos, e por isso tenhamos perdido a força e a visão espiritual, é tempo de clamarmos a Deus que é compassivo e pode fazer com que a glória da última casa seja maior do que a da primeira (Ag 2.9)

Leia também esta reflexão sobre os nazireus: Aqueles que Deus usa para mudar a história

Pr Edmilson

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Bem aventurados os pobres de espírito

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Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus – Mateus 5.3

Uma característica daquele que é pobre (e humilde) é a ausência de exigências. Por não ter nada, tudo aquilo que recebe é tido como lucro. Em sua fome, aquilo que pode saciá-la é bem vindo. E como ele se alegra com o que recebe, por mais simples que seja! Já o abastado (e arrogante) não é assim. Ele é exigente, e não é qualquer coisa que serve. Dependendo do que se lhe der, ele fica até ofendido. Jesus disse que felizes são os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5.3). Acredito que ele se referia àqueles que são simples em seus anelos, aqueles que se alegram com tudo aquilo que vem do Pai, pois sabem que o que vem do dEle é bom, por mais simples que seja.

Quando temos este espírito, nos alegramos quando ouvimos a Palavra de Deus da boca de alguém que fala com simplicidade, mas com unção. O que está sendo pregado não é novidade, nem “mistérios profundos”, nem curiosidades, mas coisas que alimentam a alma e trazem luz ao nosso coração. É o maná celestial mandado por Deus. O pobre de espírito consegue distinguir este maná num testemunho, num cântico, numa oração. E como ele é feliz por isso!

Quando não há este espírito ficamos muito sofisticados e chegamos a dizer como o povo de Israel que chamou o maná de comida horrível (Nm 21.5). Quando falta este espírito nada que ouvimos está bom e passamos a correr atrás de pregações “profundas”, mesmo que elas sejam vazias de vida. Enchemos nossa mente, mas não o coração. E o pior é que, com isso achamos que estamos maduros. Por ser desse tipo, o povo de Nazaré ficou desiludido com Jesus, e Ele não pode operar milagres ali (Mt 13.57,58). Gente sofisticada demais se desilude até com Jesus, pois eles fecham suas mentes, seus ouvidos e seus olhos para as revelações que só os pequeninos podem receber (Mt 11.25).

É claro que não devemos engolir qualquer coisa. Temos que ter critérios, saber comparar o que ouvimos com as escrituras e ver se bate, se não, acabaremos comendo veneno. O que não podemos é desprezar o que Deus dá, só porque aquilo parece simples demais. Sejamos pobres de espírito para que Deus venha nos enriquecer.

Pr Edmilson

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Passado de vasilha para vasilha

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O SENHOR Deus disse: —O povo de Moabe sempre viveu em segurança e nunca foi levado como prisioneiro para fora do seu país. Moabe é como o vinho guardado, que nunca foi agitado, nem derramado de uma vasilha para outra. O seu gosto nunca se estragou, e o seu sabor não mudou. E assim está chegando o dia em que vou mandar pessoas para derramarem Moabe como se fosse vinho. Essas pessoas despejarão as vasilhas de Moabe e as quebrarão. Jeremias 48.11,12

Os moabitas viviam despreocupados e tranqüilos. Deus os comparou a um vinho que repousava sobre suas impurezas, pois nunca havia sido agitado e nem passado de vasilha para vasilha. O que Deus quis dizer com isso?

Bem, primeiramente Ele chama a atenção para o fato de que o povo de Moabe nunca havia passado por mudanças significativas, ele nunca havia sido agitado. Isso não era nada bom, pois mudanças são essenciais para nosso desenvolvimento e aperfeiçoamento. Quando um vinho ou qualquer outra bebida não é agitada, suas impurezas ficam no fundo e quase invisíveis. Há certas impurezas de nossas vidas que se escondem e só são evidenciadas nas “agitações”. Deus permite que essas agitações venham para que vejamos que há coisas que precisam ser tratadas. Quando as impurezas de nossas vidas aparecem, precisamos deixar que Deus faça conosco o que se fazia com o vinho a fim de torná-lo mais puro: passá-lo de uma vasilha para outra.

Cada vez que um vinho era passado de uma vasilha para outra, parte de suas impurezas ficavam para trás. Deixava-se que ele descansasse mais um pouco e novamente ele era passado para outra vasilha. Após algumas vasilhas, o vinho estava mais puro e mais valioso.

As vasilhas são as mudanças em nossas vidas. Passamos por várias etapas e, em cada uma delas, Deus quer tratar com certos aspectos de nosso caráter para transformá-lo. Cada etapa de nossas vidas é devidamente programada por Deus a fim de nos purificar e nos tornar cada vez mais valiosos. É claro que mudança é algo que meche conosco, que nos incomoda e muitas vezes lutamos contra elas. Mas, vamos nos lembrar que Moabe não teve seu sabor alterado por não haver passado de uma vasilha para outra. E há pessoas que nunca mudam o sabor por fugirem de qualquer coisa que tente lhes tirar de sua posição confortável. Mas, está escrito que, por não haver sido tratado, dias viriam em que Moabe seria jogado no chão e despejado. O vinho que não havia sido tratado seria jogado fora e ficaria imprestável. É justamente isso que acontece com aqueles que não se rendem aos tratamentos de Deus. O vinho acaba se estragando e se tornando inútil.

Deixemos então que Deus venha nos colocar nas vasilhas que Ele quiser. Algumas vasilhas nas quais Ele nos coloca são maiores que as anteriores, outras são menores. Algumas são mais bonitas, outras mais feias. Mas, todas elas vêm com um propósito específico e de cada uma delas saímos mais saborosos e cheirosos. Deus sabe o que faz!

Pr Edmilson

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O vento e os degraus

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Faça calções de linho para cobrir a nudez deles, calções que vão da cintura até as coxas. Exodo 28.42

Os calções de linho eram peças importantes no vestuário do sacerdote. Eles deveriam estar abaixo da túnica e diretamente sobre a pele. Iam da cintura até as coxas. Sua principal função era não deixar que a nudez do sacerdote aparecesse. Duas coisas poderiam fazer com que isso acontecesse: os ventos e os degraus que deveria se subir. Esses calções nos trazem algumas lições preciosas...

Por se tratarem de uma peça que ficava oculta aos olhos das pessoas, só o sacerdote e Deus a viam, creio que estes calções nos falam das coisas particulares entre nós e Deus. Jesus falou de coisas que deveriam ser feitas na particularidade de nossos quartos, com a porta fechada (Mt 6.6). Oração é algo que diz respeito a nós e a Deus somente. Os fariseus fizeram dela uma forma de ostentação. Mas Jesus disse que ela é algo íntimo. Seus frutos serão públicos, assim como os frutos de uma árvore, mas estes frutos só são possíveis devido à raiz que ninguém pode ver.

A grande importância desta vida de particularidade com Deus se vê nos momentos em que os ventos sopram, e eles sopram para todos. As ventanias das adversidades fazem com que as túnicas das exterioridades se levantem e mostrem o que existe abaixo da superfície. É na hora da adversidade que as cascas da religiosidade caem e fica só o que é autêntico. O que mantêm uma árvore de pé durante as tempestades, não são as folhas e sim as raízes. É a nossa vida de particularidade com Deus na oração que nos manterá de pé na tempestade. É uma vida de intimidade com Deus que impedirá que passemos vergonha na ventania.

Outro momento delicado era quando se subia degraus, pois, quem estivesse sem os calções passaria vergonha. Subir degraus fala de sermos levados a uma nova etapa da vida, sermos elevados a algo mais. A falta de preparo tem feito com que muitos passem vergonha no momento em que são elevados. Quando estavam no térreo, parecia que estava tudo em ordem, mas, foi colocá-los um degrau acima e viu-se que era só fachada, pois, faltava algo embaixo.

Cultivemos, pois, nossa vida de intimidade com Deus e vamos nos cingir com os calções da oração. Duas coisas nos esperam: ventanias e degraus. Feliz é aquele que se prepara para eles.

“Feliz aquele que vigia e toma conta da sua roupa, a fim de não andar nu e não ficar envergonhado em público!” Apocalipse 16.15

Pr Edmilson

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A última bolacha do pacote

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E Samuel disse: —Hoje Deus rasgou das suas mãos o Reino de Israel e o deu a alguém que é melhor do que você – 1 Samuel 15.28

Saul foi um homem que teve uma experiência maravilhosa com Deus. Ele saiu de casa para buscar as jumentas de seu pai e enquanto fazia isso foi ungido pelo profeta Samuel como o primeiro rei de Israel e foi cheio do Espírito Santo. Belo começo! Mas, havia algo em Saul que se tornou a semente do seu fracasso. Ele gostava de fazer as coisas na sua hora e do seu jeito. Ele não compreendia que Deus tem seu próprio relógio e que somos nós que temos que nos adaptar a ele. Para Saul tudo tinha que ser já, “pra ontem”. Deus fazia com ele o que faz com todos aqueles que são assim, fazia-o esperar. Samuel marcou com ele um dia e horário para oferecer um sacrifício a Deus, mas não chegou na hora marcada. Saul não compreendeu que estava sob teste e tratamento, não tolerou o atraso e fez a coisa do seu jeito. Ofereceu sacrifício no lugar de Samuel. Nessa hora Samuel chegou e anuncio-lhe a sentença de Deus. Por não largar sua mania de fazer as coisas do seu jeito, por não aprender a agir no tempo de Deus, seria rejeitado como rei e alguém segundo o coração de Deus seria colocado em seu lugar. Isso mesmo, alguém cujo coração batesse no mesmo ritmo do de Deus.

Tudo indica que Saul não achava que sua maneira de agir fosse um defeito. Talvez achasse ser uma virtude, pois ele continuou agindo da mesma forma. Na luta contra Amaleque, mais uma vez ele fez as coisas do seu jeito. É, Saul se achava “a ultima bolacha do pacote”. Ele se achava. Mas ali Deus lhe anunciou que passaria o reino a alguém que era melhor do que ele. Para todo aquele que se “acha”, Deus sempre dará um jeito de mostrar que existe alguém melhor do que ele para quem “seu reino” será passado. Se cuida não pra ver! Seja humilde não pra ver! Paga pra ver!

Um dia apareceu Davi. Após vencer o gigante de quem Saul teve medo, o jovem foi aclamado pelas mulheres de Israel que cantavam: “Saul venceu mil, mas Davi venceu dez mil”. Em outras palavras: “Saul foi bom, mas Davi é melhor”. Lá estava a pessoa que Saul não imaginava que existisse. Lá estava o moço segundo o coração de Deus, aquele para quem Deus passaria seu reino, aquele que era melhor que Saul. E como Saul reagiu a isso? Ele ficou com ciúmes e desconfiado. É, ele continuou afundando. Esse sentimento ruim abriu portas no coração de Saul e o homem que fora cheio do Espírito Santo passou a ser dominado por um espírito mal. Ele estava afundando, só ele que não via. Ele começou agir como louco dentro de casa. Só Deus sabe o quanto sofrem as famílias daqueles que não se deixam tratar por Deus, de loucos, ciumentos e desconfiados, de pessoas que tremem de insegurança diante de pessoas melhores do que elas. Saul pegou sua lança e tentou acertá-la em Davi. Os loucos e perturbados gostam de atirar as setas de palavras destrutivas para tentar matar os que estão servindo e agradando a Deus. Mas Davi se esquivou, pois, nenhum louco pode matar quem está cheio do Espírito Santo.

Davi tinha lá seus defeitos, mas o que o tornava melhor que Saul era sua humildade de se deixar tratar por Deus como um vaso na mão do oleiro. Saul não. Ele começou bem e foi piorando. Passou sua ultima noite de vida com uma feiticeira. Logo depois se suicidou. Davi terminou seus dias cheio de glória e de respeito. A grande diferença entre os dois era que um cedia a Deus enquanto o outro não. Um estava sendo aperfeiçoado enquanto o outro afundava. Um amadureceu o outro apodreceu. E nós, que rumo daremos à nossa vida? São as nossas atitudes em resposta aos tratamentos de Deus que responderão essa pergunta.

 

Pr Edmilson

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Tome cuidado com o que pensa

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No filme Matrix, a humanidade se encontra adormecida e plugada numa maquina. Essa máquina, a Matrix, transmite para os seres humanos uma realidade virtual, coisas que só se passam na mente da pessoa, mas que ela julga ser a realidade. A realidade, porém, é que eles são escravos alimentados por ilusões que são transmitidas às suas mentes. Temos que cuidar bem de nossas mentes afim de não nos tornarmos escravos de uma Matrix.

“Tome cuidado com o que pensa, pois a vida do homem é dirigida pelos seus pensamentos” (Pv 4.23, ntlh). Assim Salomão falou do cuidado que temos que ter com a nossa mente. Ele sabia que ali são travadas grandes batalhas. Em nossa cabeça podemos criar um mundo irreal, onde estamos sozinhos, desamparados, onde ninguém gosta de nós. Neste mundo mental ilusório podemos estar sendo perseguidos, ameaçados, e até correndo risco de vida. Neste mundo virtual se pode criar problemas que não existem ou exagerar os que existem. Esse mundo imaginário pode fazer da vida de uma pessoa, um inferno. Pode fazer com que a pessoa acorde alegre, ao meio dia esteja triste, de tarde esteja ansioso e a noite esteja preocupada, sem que nada tenha acontecido no mundo real.

A imaginação é uma das mais preciosas dádivas de Deus ao ser humano. Mas, Deus não a deu para nos tirar da realidade. Por ela podemos, sim, viajar, desde que mantenhamos os pés no chão. Uma grande companheira dela deve ser a sobriedade que nos faz distinguir entre o real e o imaginário. Nossa mente pode e deve estar sob controle. E uma vez que nossos pensamentos são tão responsáveis por nosso estado de espirito e disposição, podemos e devemos encher nossas mentes com coisas boas. Não coisas boas que nos façam ingressar num maravilhoso mundo de faz de conta. Encher a mente de coisas boas é enchê-la de coisas que estimulem a fé, o entusiasmo, a esperança e a paz.

No filme Matrix, quem era desplugado dava de cara com um mundo feio, mas que era o mundo real. E o melhor de tudo, por mais feio que fosse o mundo, a pessoa estava livre e com potencial para mudar a realidade que estava diante dela.

“Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus. Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”. Filipenses 4.5-8

Pr Edmilson

terça-feira, 27 de julho de 2010

Santidade segundo Jesus

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Agora olhe para Jesus e veja o que é Santidade.

Para Jesus, santo é aquele que não julga o próximo; que anda mais de uma milha com o inimigo; que dá a capa para cobrir o frio do adversário; que não passa ao largo quando vê um homem caído na estrada; que dá água com amor aos irmãos como se fosse o próprio Jesus quem bebesse; que veste o nu, abriga o órfão, acolhe o desamparado, abre a alma ao faminto, e não se esconde de seu semelhante.

Sim, para Ele, o santo é quem crê; é quem busca a verdade e a humildade, enquanto o pecado é a incredulidade.

Santidade, para Jesus, é simplicidade e gratidão. E, conforme Jesus, o santo é alguém livre para amar... Quanto mais santo se é, mais voltado se fica para o próximo e menos egoísta se torna o ser. Por quê? Ora, porque aumentando a consciência na Graça, aumenta, naquele que recebeu de Graça, a vontade de doar Graça.

Desse modo, a Graça opera a Lei do Amor. Quem recebeu perdão perdoa; quem recebeu graça derrama graça; quem não foi julgado, porque Jesus foi julgado em seu lugar, não julga.

A Lei da Graça, portanto, é o Amor e a síntese do Evangelho pregado por Jesus, que ensinou a Graça de Deus o tempo todo sem, contudo, nunca ter se valido do termo.

Caio Fábio

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Fonte: Um só caminho, pg 69

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Golpes duros

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“Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.” - Provérbios 3.12

Quando os sermões e os avisos fracassam, algumas vezes os pais decidem retroceder e permitir que um filho experimente as consequências naturais de seus erros. Eles não fazem isto para serem cruéis, mas para permitir que a escola da vida ensine ao filho uma lição valiosa. Assim, se uma criança insiste em pular dentro d’água, sua mãe e seu pai podem resistir à necessidade de trazer-lhe imediatamente outro par de sapatos. Quando a criança cansar de dar voltas com os pés molhados, ela verá por si mesma que pular em poças d’água não é uma idéia assim tão boa.

Esta forma de disciplina, que se pode chamar de “amor duro”, é um bom exemplo de como o Senhor pune os seus filhos quando estes se afastam do bom caminho. Na Bíblia, Deus nos deu toda informação necessária para vivermos corretamente. Ele explicou com clareza a diferença entre um bom e um mau comportamento, apontando suas respectivas consequências e advertindo-nos de que colheremos o que plantamos. Agora, Deus retrocede e nos dá a liberdade de tomarmos nossas próprias decisões, e, por mais que lhe doa, Ele resiste ao impulso de estender-nos a sua mão protetora quando fazemos escolhas tolas.

Como demonstra a parábola do filho pródigo, a escola da vida pode ser muito dura. Se Deus fosse nos voltar as costas completamente, as consequências dos nossos pecados nos destruiriam. Mas, como qualquer pai amoroso, Ele graciosamente suaviza os resultados naturais da nossa rebelião e permite-nos sofrer somente o tempo que for necessário. Quando voltarmos correndo para casa, Ele não nos repreenderá mais. Em vez disto, Ele nos abraçará a nos dará bons presentes – da mesma maneira como a mamãe e o papai recebem à porta o filho arrependido: com abraços, meias secas e um chocolate quente.

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Fonte: Graça Diária, CPAD



 
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