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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Retira-se para lugares desertos e ali orava



Lc 5.16
Um dos aspectos mais maravilhosos da vida de Jesus em seu ministério terreno era seu dinamismo. Especialmente no evangelho de Marcos, vemos aquela movimentação intensa de Jesus para realizar o trabalho para o qual fora enviado. É neste evangelho que vemos a repetição de termos como “imediatamente”, “logo em seguida” e “rapidamente”, para mostrar a velocidade em que as coisas aconteciam e como Jesus sabia aproveitar bem seu tempo. De fato, Jesus era uma pessoa muito dinâmica.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Para o prazer de Deus





Tu criaste todas as coisas, e é para o teu agrado que elas existem e foram criadas. Apocalipse 4.11
Deus criou todas as coisas para seu prazer. Eis a razão porque existem partes distantes do universo que nunca foram e talvez nunca serão vistas pelo homem; elas foram criadas para o prazer de Deus e não do homem. Sim, existem coisas nos céus, na terra e debaixo da terra, coisas visíveis e invisíveis que foram criadas somente para o prazer de Deus. O próprio homem também o foi. Adorar a Deus é reconhecer isso em tudo. Tudo o que sou e faço deve ter como propósito o prazer de Deus.
O pecado fez com que o homem buscasse em primeiro lugar o seu próprio prazer e, pior, fez com que o homem achasse que o fato dele ter prazer em algo significa que Deus também está tendo. Não é assim não! Muitas vezes eu não estou me agradando de algo (de um culto minúsculo, tendo como instrumentos musicais as palmas, por exemplo), mas Deus está. Muitas vezes eu estou me agradando de algo (de um show que mexeu com as minhas emoções, por exemplo), mas Deus não. Adorar a Deus é dizer e viver “se Deus gosta, isso é o que importa”.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Fazendo negócios com Deus?

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Satanás respondeu: —Será que não é por interesse próprio que Jó te teme? – Jó 1.9

Um dia o acusador compareceu diante de Deus no meio do ajuntamento de anjos que se reunia perante o Senhor. É isso aí! Ele transfigura-se em anjo de luz e consegue passar despercebido no meio dos outros anjos. Ele só não engana a Deus que o reconheceu imediatamente. Respondendo à pergunta de Deus, satanás disse que ao andar na terra e passear por ela, de fato, um homem havia lhe chamado a atenção. Jó se destacava dos demais não somente por ser o homem mais rico da terra, mas principalmente por seu temor à Deus, sua piedade e sua vida justa. Jó era um daqueles de quem Deus não se envergonhava de ser chamado o seu Deus. Mas, o acusador estava ali para fazer o seu trabalho. Por acompanhar a raça humana a muito tempo, ele já havia formado o conceito de que os seres humanos só se relacionam com Deus na base da barganha e da troca. Deus lhes dá o que eles querem e eles lhe pagam com uma vida piedosa. Ou então, eles vivem uma vida reta, obedecendo aos mandamentos de Deus, e Deus lhes paga com prosperidade, saúde e proteção. Em outras palavras, o que existe entre Deus e os homens, não passa de negócios. Satanás sabia que tudo o que Jó tinha vinha das mãos de Deus (e ele não tinha pouco). Jó só poderia responder com fidelidade e obediência. Satanás achava que os servos de Deus são como seus servos. Satanás compra seus seguidores lhes oferecendo os reinos do mundo e a glória deles. É verdade que muitos se prostram e o adoram em troca dessas coisas. Muitos fazem isso em relação a Deus também. Eles o adoram desde que Deus lhes dê os reinos do mundo e a glória deles. Uns vendem a alma ao Diabo, outros querem vendê-la para Deus. Para estes, Deus e o diabo não são muito diferentes. A aposta de Satanás é que, onde existe fidelidade, por trás, na verdade, só existe interesse.

Cabe a nós examinarmos nossa devoção a Deus para descobrirmos se, em relação a nós essa acusação seria verdadeira. É só pararmos e pensarmos se servirmos a Deus a fim de que Ele faça por nós coisas que, se pensarmos bem, satanás também pode fazer. Se enxergarmos em Deus uma espécie de gênio da lâmpada, que vai nos conceder os três pedidos, é sinal de que nosso relacionamento não passa de um negócio. Pedro conheceu Jesus em meio a um milagre, uma pesca maravilhosa. Mas, um dia, Jesus quis saber só de uma coisa: “Pedro, você me ama”. Naquele dia os peixes pularam milagrosamente na rede de Pedro, mas, viriam dias em que isso não iria acontecer. Nessa hora, o que iria sustentar Pedro senão um relacionamento de verdadeiro amor? E tem mais, o príncipe deste mundo também consegue fazer com que as redes de muitas pessoas fiquem cheias (embora o coração esteja vazio). Deus sempre soube, e a experiência com o povo de Israel no Egito e no deserto demonstrou, que os milagres produzem admiração, mas não amor. Sim, Ele faz milagres, prospera e protege, mas, sem ilusões e por misericórdia. Deus não quer relacionamentos como daqueles milionários de setenta e tantos anos com uma namorada de vinte e três. Ele sabe o que sustenta a maioria desses namoros e casamentos. Para satanás, os homens não passam de jovens garotinhas namorando com um poderoso empresário.

Em relação a Jó, Satanás quebrou a cara. Ele conheceu um homem que recebia o que Deus lhe dava, mas, o seu tesouro era o próprio Deus. São homens desse tipo que tem silenciado o acusador. São homens deste tipo que são o prazer do coração de Deus. Jó não foi provado para que Deus soubesse o que havia no coração dele, pois não há o que Deus não saiba. Jó foi uma demonstração para o diabo, para os anjos e para o mundo de que nesta terra existem homens que verdadeiramente amam a Deus.

Pr Edmilson

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Crise de fé

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Ó SENHOR Deus, até quando clamarei pedindo ajuda, e tu não me atenderás? Até quando gritarei: “Violência!”, e tu não nos salvarás? Por que me fazes ver tanta maldade? Por que toleras a injustiça? Estou cercado de destruição e violência; há brigas e lutas por toda parte. Por isso, ninguém obedece à lei, e a justiça nunca vence. Os maus levam vantagem sobre os bons, e a justiça é torcida – Habacuque 1.2-4

Habacuque estava vivendo uma crise de fé. Ele estava vendo os babilônios invadirem a terra de Judá e conquistarem seu povo. Como profeta, ele sabia que Deus estava permitindo aquilo por causa dos pecados do seu povo. Deus estava usando os babilônios para castigar o povo de Israel. Mas, o que Habacuque não entendia era por que Deus estava punindo o pecador povo de Israel usando um povo mais pecador ainda. Se Israel era culpado de idolatria, esta não chegava nem aos pés da idolatria de Babilônia. Habacuque estava confuso com o agir de Deus.

Todos estão sujeitos a entrar numa crise de fé principalmente quando não entendem a forma de Deus agir ou de não agir. A crise começa quando pensamos que a mente de Deus é igual a nossa, quando nos esquecemos que os seus pensamentos são mais altos que os nossos (Is 55.9). A crise pode vir quando vemos alguém doente, sabemos que Deus tem o poder de cura-lo, oramos, mas isso não acontece. A crise pode vir quando vemos tragédias caírem sobre pessoas justas. A crise pode vir quando se vê os ímpios prosperando em seus caminhos e realizando seus sonhos, enquanto aquele que acredita em Deus parece que vai ficando para trás (Sl 73).

A verdade é que Deus sabe muito bem o que faz e o que deixa de fazer. Ele é justo e amoroso. Existe algo que machuca muito seu coração: quando desconfiamos dele. Ele nos dá mil e um motivos para acreditarmos no seu amor, na sua sabedoria e na sua justiça, mas, ao vermos algo que não compreendemos deixarmos de confiar nele. Isso machuca seu coração. Esse foi um dos motivos que fez com que o povo de Israel não entrasse na terra prometida, mas somente seus filhos. Diante dos primeiros obstáculos eles não clamavam pedindo socorro, eles reclamavam e murmuravam. Uma das coisas que Deus mais quer é que confiemos nele.

Mas o que fazer quando enfrentamos essas crises? Devemos fazer o mesmo que Habacuque fez, devemos nos colocar em nossa torre de vigia e clamarmos à Deus:

“Vou subir a minha torre de vigia e vou esperar com atenção o que Deus vai dizer e como vai responder à minha queixa” (Hc 2.1).

Talvez Ele nos dê uma explicação como fez com Habacuque. Deus mostrou a ele que os babilônios estavam sendo um instrumento de Deus para disciplinar o povo de Israel, mas, o dia deles mesmos (os babilônios) serem julgados iria chegar (Hc 2.16). O povo de Israel estava sendo disciplinado como filhos e, após aprenderem a lição seriam restaurados, mas, os babilônios seriam exterminados. Agora as coisas faziam mais sentido para Habacuque.

Talvez Deus nos responda com o que Jesus disse à Pedro: “O que eu faço agora você não entende, mas intenderá depois” (Jo13.7).

Talvez Deus nos responda como Jesus respondeu para João Batista que se encontrava preso: “Felizes aqueles que não abandonam sua fé em mim” (Mt 11.6).

Talvez Deus nos responda simplesmente colocando paz em nosso coração (Rm 15.13).

Alguns, ao enfrentarem uma crise de fé não recorreram a Deus, preferiram abandona-lo. Estes não quiseram saber de um Deus que não se encaixe nas suas perspectivas. Outros recorrem a Deus e são curados e saem com uma fé mais fortalecida. Estes sabem que ainda que não entendam o que Deus está fazendo, podem confiar nEle. Habacuque experimentou isso e, ao ser sarado, declarou:

“Ainda que as figueiras não produzam frutas, e as parreiras não deem uvas; ainda que não haja azeitonas para apanhar nem trigo para colher; ainda que não haja mais ovelhas nos campos nem gado nos currais, mesmo assim eu darei graças ao Senhor e louvarei a Deus o meu Salvador. O Senhor é a minha força ele torna o meu andar firme como de uma corça e me leva para as montanhas, onde estarei seguro” (Hc 3.17-19).

Quem recorre a Deus, ainda que tenha vacilado na fé, voltará a caminhar firme e subirá novamente para a montanha da comunhão com Deus onde estará seguro.

Pr Edmilson

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O vento e os degraus

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Faça calções de linho para cobrir a nudez deles, calções que vão da cintura até as coxas. Exodo 28.42

Os calções de linho eram peças importantes no vestuário do sacerdote. Eles deveriam estar abaixo da túnica e diretamente sobre a pele. Iam da cintura até as coxas. Sua principal função era não deixar que a nudez do sacerdote aparecesse. Duas coisas poderiam fazer com que isso acontecesse: os ventos e os degraus que deveria se subir. Esses calções nos trazem algumas lições preciosas...

Por se tratarem de uma peça que ficava oculta aos olhos das pessoas, só o sacerdote e Deus a viam, creio que estes calções nos falam das coisas particulares entre nós e Deus. Jesus falou de coisas que deveriam ser feitas na particularidade de nossos quartos, com a porta fechada (Mt 6.6). Oração é algo que diz respeito a nós e a Deus somente. Os fariseus fizeram dela uma forma de ostentação. Mas Jesus disse que ela é algo íntimo. Seus frutos serão públicos, assim como os frutos de uma árvore, mas estes frutos só são possíveis devido à raiz que ninguém pode ver.

A grande importância desta vida de particularidade com Deus se vê nos momentos em que os ventos sopram, e eles sopram para todos. As ventanias das adversidades fazem com que as túnicas das exterioridades se levantem e mostrem o que existe abaixo da superfície. É na hora da adversidade que as cascas da religiosidade caem e fica só o que é autêntico. O que mantêm uma árvore de pé durante as tempestades, não são as folhas e sim as raízes. É a nossa vida de particularidade com Deus na oração que nos manterá de pé na tempestade. É uma vida de intimidade com Deus que impedirá que passemos vergonha na ventania.

Outro momento delicado era quando se subia degraus, pois, quem estivesse sem os calções passaria vergonha. Subir degraus fala de sermos levados a uma nova etapa da vida, sermos elevados a algo mais. A falta de preparo tem feito com que muitos passem vergonha no momento em que são elevados. Quando estavam no térreo, parecia que estava tudo em ordem, mas, foi colocá-los um degrau acima e viu-se que era só fachada, pois, faltava algo embaixo.

Cultivemos, pois, nossa vida de intimidade com Deus e vamos nos cingir com os calções da oração. Duas coisas nos esperam: ventanias e degraus. Feliz é aquele que se prepara para eles.

“Feliz aquele que vigia e toma conta da sua roupa, a fim de não andar nu e não ficar envergonhado em público!” Apocalipse 16.15

Pr Edmilson

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Reaja

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“Dispõe-te” Josué 1.2

Moisés havia sido seu mentor e líder por cerca de quarenta anos. Juntos, eles haviam enfrentado rebeliões e ingratidões do povo. Juntos, haviam entrado na tenda para buscar a face de Deus. Moisés não havia sido apenas um guia, ele era seu amigo. Mas... ele havia morrido. Sim, seu amigo estava morto.

Para Josué, aquilo foi um golpe duro e não estava sendo fácil superar aquele momento. Ele estava prostrado. Assim tem sido com muitos. Muitos ficam prostrados pela dor da perda ou por outras tragédias da vida. Muitos são os que morrem juntamente com os mortos e se perdem com as perdas.

Deus disse a Josué: “Dispõe-te”. Deus estava dizendo a ele, e a todo aquele que se encontra prostrado em qualquer lugar e por qualquer situação: “reaja”. Reaja, pois, se não o fizer, a tristeza crescerá ainda mais e o afundará num abismo que tornará a vida sem luz e sem graça. Reaja, pois, se não o fizer, sua vontade será a de se sepultar em um quarto e não ver a cara de ninguém. Reaja, pois, há uma terra prometida a se conquistar.

Moisés havia morrido e Josué se sentia abandonado, por isso Deus lhe disse: “Eu estarei com você”. Jesus sabe o que é ser abandonado, sem nenhuma mão humana para lhe apoiar. Na noite em que iria ser preso e iria enfrentar todo o sofrimento da cruz, Ele chamou seus discípulos e amigos a fim de ajuda-lo em oração, mas... eles dormiram. Um deles o traiu, o outro o negou três vezes e os outros o abandonaram. É, Ele sabe o que é não ter nenhum apoio humano. Ele havia dito: “Pois chegou a hora de vocês todos serem espalhados, cada um para a sua casa; e assim vão me deixar sozinho. Mas eu não estou só, pois o Pai está comigo” (Jo16.32). Eis a razão da força com que ele enfrentou seus tormentos de cabeça erguida: “O Pai está comigo”. Quando o apoio de homens nos faltarem temos que nos lembrar que temos Alguém que sempre estará conosco.

“Seja forte e corajoso”, Deus disse a Josué. Gente frágil demais não consegue se reerguer dos golpes da vida. Gente frágil costuma se encolher. Deus não pede que tenhamos uma força que não temos. Ele ordena que acreditemos nEle a fim de que Ele seja nossa força.

Deus dá a Josué o manual para uma vida cheia de esperança: “Medita neste livro dia e noite e obedeça o que nele está escrito”. Feliz aquele que vê o valor desta fonte de inspiração que é a palavra de Deus. Ela é o pão que nos fortalece. Ela é a espada do Espírito que nos dá a vitória sobre os gigantes. “Examinai as escrituras”, disse Jesus.

Sejam quais forem as perdas que sofrermos temos que nos lembrar que a vida continua e há muito o que se fazer. Portanto vamos reagir e viver.

Pr Edmilson

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Os muros que nos protegem do engano

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Percebi que não era Deus quem o enviara; tal profecia falou ele contra mim, porque Tobias e Sambalate o subornaram – Neemias 6.12

Numa época em que Jerusalém se encontrava desolada e com seus muros destruídos, Deus levantou Neemias a fim de levantar o ânimo do povo e os muros da cidade. Vemos em toda a narrativa do livro de Neemias que, primeiramente, Neemias deu o exemplo de disposição e coragem para que o povo fosse inspirado por ele. Neemias saiu do conforto do palácio do rei da Pérsia e se empenhou em uma tarefa nada fácil. Ele estava com sua vida feita como pessoa de confiança do rei, mas abriu mão de sua posição cômoda para fazer o que ele acreditava ser mais importante.

Quando se dispôs a reconstruir as muralhas da cidade, Sambalate e Tobias, os inimigos de Israel, primeiramente zombaram para ver se ele e o povo desistiriam, depois investiram com ameaças para paralisa-los através do medo. Como por estes meios não conseguiram nada, investiram de uma forma mais sutil.

Quando os muros já estavam terminados, faltando apenas colocar as portas, Neemias foi chamado à casa de um certo Semaias. Não se sabe muita coisa sobre este homem, pois, nada mais se fala dele em nenhum outro lugar na Bíblia. Mas, o texto nos dá a entender que ele era algum profeta. Ele se encontrava “encerrado” em sua casa. Provavelmente envolto em um ar místico de retiro espiritual em sua casa, Semaias fala a Neemias de uma suposta revelação de que seus inimigos vinham ao seu encontro para matá-lo e que o melhor seria correrem para o Lugar Santo do templo a fim de se esconderem. Ao receber este conselho, Neemias ficou alerta. Que conselho era aquele? Se esconder?! E se esconder num lugar que a própria lei de Deus dizia que somente o sacerdote poderia entrar, coisa que Neemias não era?! Alguma coisa estava errada!

Com toda firmeza, Neemias disse que não iria fugir, pois não era do seu feitio fugir do que quer que fosse. De onde vinha tamanho discernimento a ponto de Neemias rejeitar prontamente aquele conselho vindo de um profeta, de um homem que estava recluso em sua casa a fim de “buscar a Deus”?

Neemias tinha princípios que guiavam sua vida e o faziam caminhar com segurança: um era sua vida de comunhão com Deus através da oração, o outro era a palavra de Deus, a qual ele procurava conhecer e viver. Por andar próximo a Deus, ele sabia que palavras que vêm nos amedrontar não provêm de Deus. Deus semeia fé e coragem. Quem semeia medo é o diabo através de seus emissários. Por conhecer a palavra de Deus, Neemias sabia que Deus não iria mandá-lo fazer algo contrário à Sua palavra. Só os sacerdotes poderiam entrar no Lugar Santo, a palavra de Deus dizia isso. Deus não manda ninguém desobedecer Sua palavra.

O texto não diz que Neemias ouviu uma voz do céu dizendo que Semaias estava mentindo. Está escrito: “percebi que não era Deus que o enviara”. Neemias “percebeu”. Quem possui uma vida de comunhão com Deus e está firmado em Sua palavra, sempre perceberá os ardís do diabo ainda que ele se apresente como um anjo de luz.

Neemias estava ensinando o povo a levantar muros não somente em volta de uma cidade, mas também, em volta de sua vida. Muros falam de firmeza, proteção e definição. Quem se firma na palavra de Deus, está construindo muros espirituais em sua vida.

Tivesse Neemias atendido a voz de Semaias, teria pecado contra Deus e jogado seu nome e sua reputação na lama. Logo, todo o Israel ficaria sabendo que seu governador que tanto os encorajava havia fugido com medo. Logo todos ficariam sabendo que o homem que tanto os incentivava a serem fieis a Deus, havia agido em contradição com Sua palavra. Neemias seria desmoralizado. E é isso o que acontece com todos os que seguem palavras e conselhos contrários à palavra de Deus, ainda que tenham saído da boca de um “profeta”. O diabo quer desmoralizar pessoas. Suas vítimas são aqueles que não têm muros de proteção em sua vida espiritual. Aprendamos com Neemias e... mãos à obra.

Pr Edmilson

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O Propósito de Deus Ou o Meu?

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"Logo a seguir, compeliu Jesus os seus discípulos a embarcar e passar adiante para o outro lado..." - Marcos.6.45-52.

Temos tendência para pensar que, se Jesus Cristo nos der uma ordem e lhe obedecermos, ele nos levará a um grande sucesso. Nunca devemos colocar nossos sonhos de sucesso como o propósito de Deus para nós; seu propósito talvez seja exactamente o oposto do nosso. Imaginamos que Deus está a levar-nos a um determinado fim, para um alvo desejado; mas ele não está. Chegar ou não a um alvo específico é mero incidente. Aquilo que chamamos de processo, Deus chama de alvo.

Qual é meu sonho no tocante ao propósito de Deus? O propósito dele é que eu dependa dele e do seu poder. Se eu conseguir manter-me calmo e despreocupado no meio dum tumulto, este é o propósito de Deus. Deus não está a operar visando uma determinada conclusão a meu favor; o alvo dele é o que considero o processo — que eu o veja andando sobre as ondas, sem nenhuma praia à vista, nenhum êxito, nenhum alvo meu; apenas a certeza absoluta de que está tudo bem porque eu o vejo andando sobre o mar. É o processo, não o fim, que glorifica a Deus.

O treino de Deus é para já, não para daqui a pouco. Seu propósito é para este momento, não para algo no futuro. Não temos nada a ver com o "depois" da obediência; se nos preocuparmos com o "depois" estaremos errados. O que os homens chamam de treino e preparação, Deus chama só de alvo.

O alvo de Deus é capacitar-me para a compreensão de que ele pode andar sobre o caos de minha vida hoje ainda. Se temos um outro alvo em vista, não prestamos atenção necessária e quanto baste ao que acontece no tempo presente. Mas, caso reconheçamos que o alvo é a obediência, então cada momen­to, seja ele como for, torna-se precioso e importantíssimo.

Oswald Chambers

domingo, 20 de junho de 2010

Para onde irei?

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Quando vos desviardes para a direita, e quando vos desviardes para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este É o caminho, andai por ele - Isaias 30.21

Quando estivermos em dúvida ou dificuldade, quando muitas vozes nos recomendarem com insistência esta ou aquela direção, quando a prudência segredar uma advertência e a fé, outra, então, fiquemos quietos, silenciando cada voz intrusa, aquietando-nos no sagrado silêncio da presença de Deus; estudemos a Sua Palavra com inteireza de coração examinando-nos à pura luz da Sua face, desejosos de conhecer somente o que o Senhor Deus determinar — e não passará muito tempo até que se forme em nós uma impressão muito nítida, a inconfundível comunicação da Sua vontade.

Não é sábio, nos primeiros estágios da fé cristã, depender disto somente, mas devemos esperar também pela corroboração de circunstâncias. Mas aqueles que têm tido experiências com Deus conhecem bem o valor da comunhão secreta com Ele, e podem perceber a Sua vontade.

Se estamos em dúvida a respeito do caminho a tomar, levemos o problema a Deus; a orientação virá através da luz do Seu sorriso ou da nuvem da Sua recusa.

Se ficarmos a sós, onde a luz e as sombras da terra não possam interferir, onde as opiniões humanas não nos possam alcançar — e se nos mantivermos ali, em silêncio e expectação, embora todos ao nosso redor insistam em que tomemos uma decisão imediata — a vontade de Deus se fará clara; passaremos a ter um novo conceito de Deus e uma visão mais profunda da Sua natureza e Seu coração de amor, uma visão que será apenas nossa — uma experiência preciosa, que ficará para sempre como aquisição, a rica recompensa daquelas longas horas de espera. — David

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Fonte: Mananciais no Deserto

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Vacas magras

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As vacas feias à vista, e magras, comiam as sete formosas à vista, e gordas. ...As espigas mirradas devora­vam as sete espigas grandes e cheias - Gênesis 21.4,7

Há uma advertência para nós neste sonho: os melhores anos da nossa vida, as melhores experiências, as melhores vitórias conquista­das, o melhor serviço prestado, podem ser devorados por tempos de fracasso, derrota, desonra e inutilidade no reino de Deus. Algumas vidas, que tanto prometiam e já realizavam bastante, terminaram dessa maneira. É doloroso pensar, mas é verdade. Contudo, não é necessário que seja assim.

Como disse S. D. Gordon, a única certeza de segurança contra essa tragédia é "um sempre renovado contato com Deus", diaria­mente, de momento a momento. As experiências benditas, frutíferas e vitoriosas de ontem não só não valem para mim hoje, como na verdade serão devoradas ou anuladas pelos fracassos de hoje, a menos que sirvam de incentivo para experiências melhores e mais ricas.

A única maneira de conservar fora da minha vida as vacas magras e as espigas mirradas é permanecer em Cristo, num "sempre renovado contato com Deus".

Messages for The Morning Watch

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Fonte: Mananciais no Deserto

 

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Na carreira certa

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“Moravam ali com o rei para o servirem.” - 1 Crônicas 4:23

Davi tinha muitos homens valorosos. Alguns eram generais, outros eram porteiros, conforme o rei lhes havia designado. Temos que estar dispos­tos a ser quer generais quer porteiros, colocados em nossos postos exatamente como Deus quer e não como nós escolhemos. Deus já designou um caminho para sua vida - uma “carreira”, como o apóstolo a chama em 2 Timó­teo 4:7. E não apenas o caminho de Paulo, mas o caminho de cada filho de Deus já foi claramente marcado. É de suprema importância, então, que cada um saiba e ande pela estrada que lhe foi de­signada por Deus. “Senhor, entrego-me a ti, com o desejo único de ser conduzido avante no cami­nho que ordenaste”. Esta é a verdadeira consagra­ção. Se ao final de nossa vida pudermos dizer, com Paulo, “acabei a carreira”, somos verdadeiramente abençoados. Temos somente uma vida para viver cá em baixo, e nada pode haver mais trágico do que chegar ao fim dela sabendo que o caminho que tomamos era o errado.

W. Nee

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Desembaraçando os fios da vida

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Havia uma tecelagem onde se fabricavam tecidos muito finos. Quando, em dado momento, os fios se embaraçavam, o operador devia tocar uma campainha para ser atendido por um funcionário especializado, que punha as coisas em ordem novamente. Certa ocasião, entretanto, depois de um rapazinho ter pedido o auxílio do funcionário especializado e recebido assistência, um operário antigo na fábrica achou que já sabia o suficiente e que poderia passar sem o auxílio especializado. Então, quando novamente os fios se embaraçaram, ele mesmo tentou arrumar. Seus fios, porém, ficaram terrivelmente emaranhados e o estrago foi muito grande. Quando, enfim, ele chamou o especialista, disse-lhe: "Mas eu fiz o meu melhor!" O especialista replicou: "O seu melhor é chamar por mim".

Quantas vezes nós tentamos desembaraçar os nós que damos em nossa própria vida… Mas, há situações em que nossas tentativas para acertar as coisas só fazem com que ela vá se embaraçando mais ainda. Nesses momentos, o melhor mesmo é sermos humildes e chamar o Divino especialista!

 

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Fonte: Calendário Cristão Luz e Vida

domingo, 25 de abril de 2010

A impressão que deixamos

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“Ela disse a seu marido: Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus.” - 2 Reis 4:9

Que impressão Elizeu já causara àquela gran­de mulher de Suném! Ainda não fizera, todavia, nenhum milagre na casa dela, nem há qualquer re­gistro de que houvesse feito qualquer declaração profética. Simplesmente se acostumara a visitá-los, quando por ali passava, compartilhando de alguma refeição. A mulher não o poderia conhecer muito bem, mas disse ao seu marido: “Vejo que ele é um homem de Deus”. Aparentemente, não foi o que ele disse ou fez que lhe causou tal impressão, mas, sim, o que ele era. Quando ele chegava, ela sentia a presença de Deus nele.

Que sentem as pessoas quanto a nós? Todos nós deixamos alguma impressão, de um tipo ou outro. Percebem que somos inteligentes? que so­mos talentosos? que somos isto ou aquilo? As visitas de Elizeu tinham um efeito bem claro: deixavam naquele lar a impressão do próprio Deus.

W. Nee

terça-feira, 6 de abril de 2010

É preciso ter atitude

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Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti. É melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno. E se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti. É melhor que um dos teus membros se perca do que seja todo o teu corpo lançado no inferno. – Mateus 5.29,30

A luta contra as concupiscência é algo que enfrentaremos enquanto possuirmos um corpo de carne e osso e o caminho de vencermos as inclinações pecaminosas é viver uma vida em constante comunhão com Deus e ligado às coisas espirituais. Para se viver uma vida assim é necessário alimentarmos o espírito com as coisas que são de cima. Se alimentarmos o espírito iremos aprender que este espírito vai nos capacitar a tomar certas atitudes.

O fato de andarmos no espírito não fará de nós pessoas passivas. O andar no espírito nos capacitará a tomar atitudes em relação ao pecado. Quem anda no espírito, toma atitudes no espírito. Foi isso o que o Senhor Jesus ensinou. Se nosso olho nos faz tropeçar, devemos arrancá-lo, se nossa mão nos faz tropeçar, devemos arrancá-la. Mas, o que vem a ser arrancar o olho ou a mão? É claro que o Senhor não estava falando num sentido literal. O que ele estava nos ensinando é a cortar tudo o que possa ser uma porta de entrada ao pecado. Se você sabe que certo lugar desperta desejos errados em você, então corte este lugar. Se você sabe que certa pessoa desperta sentimentos errados em você, corte esta pessoa da sua vida. “Mas, eu não consigo”, dizem alguns. Deus nunca manda que façamos algo que não conseguimos. Lembre-se, Ele está dentro de nós, nos capacitando. Vamos seguir o conselho do Apóstolo Paulo: “Fugi da prostituição” (1 Co 6.18). O diabo devemos enfrentar, mas, da prostituição devemos fugir.

Pr Edmilson

sábado, 3 de abril de 2010

Lugar chamado “A Caveira”

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Quando chegaram ao lugar chamado “A Caveira”, ali crucificaram Jesus e junto com ele os dois criminosos, um à sua direita e o outro à sua esquerda – Lucas 23.33

O monte do conforto é monte do Calvário; a casa da consolação é construída com a madeira da cruz; o templo de bênçãos celestiais é fundado sobre a rocha fendida – fendida pela lança que abriu o seu lado. Nenhum cenário da história sacra é mais prazeroso à alma do que a tragédia do Calvário.

A luz emana do meio-dia-meia-noite do Gólgota, e cada erva do campo germina suavemente sob a sombra da que fora a árvore maldita. Naquele lugar de sede, a graça cavou uma fonte que jorra sempre água pura como cristal, cada gota capaz de aliviar os ais do gênero humano. Você que tem tido seus momentos de
conflito, confesse que não foi no monte das Oliveiras que encontrou conforto, nem no monte Sinai, nem no Tabor, mas que o Getsêmani, Gábata* e Gólgota têm sido um meio de conforto para você. As ervas amargas do Getsêmani têm muitas vezes afastado o amargor de sua vida; as chibatadas do Gábata têm muitas vezes expulsado a chicotadas suas inquietações, e os gemidos do Calvário proporcionam-nos um conforto raro e rico. Nunca teríamos conhecido o amor de Cristo em todas as suas alturas e profundidades, se Ele não tivesse morrido; nem poderíamos supor a profunda afeição do Pai, se Ele não nos tivesse dado seu Filho para morrer. As misericórdias comuns que desfrutamos, todas cantam o amor, exatamente como a concha do mar, quando a levamos aos nossos ouvidos, sussurra os sons do mar profundo de onde ela veio; porém, se desejamos ouvir o próprio oceano, não devemos olhar para as bênçãos de cada dia, mas para as alianças da crucificação. Aquele que quer conhecer o amor, que se volte para o Calvário e veja o Varão de dores morrer.

C.H. Spurgeon

quarta-feira, 31 de março de 2010

Deus é feliz

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"O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para te salvar; ele se deleitará em ti com alegria; calar-se-á por seu amor, regozijar-se em ti com júbilo" - Sofonias 3.17

Você alguma vez já se perguntou como Deus se sente? Qual é o seu estado de espírito em um dia como hoje? Será que Ele está sentado ali, sofrendo com a situação do mundo? Estará chorando por causa dos pecados que são praticados na terra? Estará zangado e irado vendo o mal e a injustiça que poluem e corrompem a sua magnífica criação?

Você pode se surpreender ao saber que uma característica básica de Deus é a felicidade. Ele está cheio de gozo e júbilo. A imagem que muito frequentemente fazemos de um Cristo agonizante na cruz não é o retrato de Jesus hoje. Ele provou ser vitorioso sobre o sepulcro. Ele completou a sua obra de redenção na cruz. Ele caminhou em obediência e possibilitou a dádiva da graça de Deus. Agora Ele vive nas moradas eternas, alegrando-nos e encorajando-nos em nosso caminhar pela vida.

Certamente, não é difícil louvar um Deus que é feliz e cheio de alegria! Não é uma tarefa árdua cantar para um Deus que se alegra quando você canta a música dEle.

Será que o seu conceito de Deus precisa de alguma mudança? Deixe de lado as imagens religiosas. Limpe a sua mente. Então, peça a Deus para dar-lhe uma visão da glória de Cristo hoje. Sentado à direita do Pai, Ele está exultante — por você! Ver isto modificará a sua vida para sempre.

O nosso Deus é um Deus feliz, que se alegra por nós.

 

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Fonte: Graça Diária

segunda-feira, 29 de março de 2010

Considerai como crescem os lírios do campo

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Mateus 6.28

"Preciso de óleo", disse um monge; então plantou uma mudinha de oliveira. "Senhor", orou ele, "ela precisa de chuva, para que suas raízes tenras possam beber e crescer. Manda chuvas brandas." E o Senhor mandou-lhe chuvas brandas. "Senhor", orou o monge, "minha planta precisa de sol. Peço-Te, manda sol." E o sol brilhou, dourando as nuvenzinhas chuvosas. "Agora neve, meu Senhor, para robustecer seus tecidos", pediu o monge. E lá ficou a plantinha coberta de neve brilhante. Mas à noite morreu.

Então o monge foi ao quarto de outro irmão e contou-lhe a estranha experiência. "Eu também plantei uma arvorezinha", disse o outro, "e veja como está viçosa! Mas eu confio a minha planta ao Deus que a criou. Ele que a fez sabe do que ela precisa, melhor do que um homem como eu. Não impus condições. Não estabeleci meios ou maneiras. Orei: 'Senhor, manda-lhe o que ela necessita. Sol ou chuva, vento ou neve. Tu a fizeste, e Tu sabes."

Lettie Cowman

terça-feira, 16 de março de 2010

Procure a coisa no lugar em que você a perdeu: ela está ali

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Busquei-o, e não o achei - Cantares de Salomão 3.1

Diga-me onde você perdeu a companhia de Cristo, e eu lhe direi o lugar mais provável para encontrá-lo. Você perdeu Cristo no escritório, por ter diminuído a oração? Então é ali que deve buscá-lo e encontrá-lo. Você perdeu Cristo por causa do pecado? Você não vai encontrá-lo de nenhuma outra forma, a não ser desis­tindo do pecado. Então, procure, pelo Espírito Santo, mortificar a parte do corpo em que a luxúria habita. Você perdeu Cristo por ter desprezado as Escrituras? Então é preciso procurá-lo nas Escrituras. O provérbio é verdadeiro: "Procure a coisa no lugar em que você a perdeu: ela está ali". Assim, procure por Cristo onde você o perdeu; Ele não saiu de lá.

Spurgeon

sábado, 13 de março de 2010

A preocupação estrangula a mente

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A palavra inglesa worry (trad. “preocupar-se”) vem de um antigo termo, wyrgan, que significa “sufocar” ou “estrangular”. Isto é apropriado, uma vez que a preocupação estrangula a mente, que é o lugar das nossas emoções. A palavra até mesmo se encaixa no sentido de um ataque de pânico.

Não somos muito diferentes das pessoas a quem Jesus falava. Elas se preocupavam com o que iriam comer, beber e vestir. E se você quiser legitimar a sua preocupação, não existe melhor maneira do que dizer: “Bem, não estou me preocupando com nada extravagante, afinal de contas; só estou me preocupando com as coisas básicas”. Mas isto é proibido ao que crê.

Quando lemos as Escrituras, uma coisa que aprendemos é que Deus quer que seus filhos se concentrem nEle, e não nas coisas terrenas e passageiras deste mundo. Está escrito: “Pensar nas coisas que são de cima e não nas coisas que são da terra” (Cl 3.2). Para que possamos fazer isto, Ele diz: “Não se preocupem com as coisas básicas. Eu cuidarei delas” (ver Mt 6.25-33). Um princípio fundamental da vida espiritual é que não somos pessoas terrenas. Confiar plenamente no Pai celestial dissipa a ansiedade. E quanto mais soubermos sobre Ele, mais iremos confiar nEle.

Acredito em um planejamento sábio e prudente, mas se depois de fazer tudo o que é capaz, você  ainda se sentir temeroso do futuro, o Senhor diz: “Não se preocupe”. Ele prometeu satisfazer todas as nossas necessidades, e Ele o fará.

John MacArthur Jr

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Sobre sermos como crianças

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"... e disse: 'Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus. Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos céus. 'Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo'." Mateus 18:3-5

Em nítido contraste com a percepção farisaica de Deus e da religião, a percepção bíblica do evangelho da graça é a de uma criança que jamais experimentou coisa alguma a não ser o amor, de uma criança que tenta fazer seu melhor por ser amada. Quando comete erros, sabe que esses erros não põem em risco o amor de seus pais. A possibilidade de seus pais pararem de amá-la se ela não arrumar seu quarto nunca nem sequer lhe passa pela mente. Eles podem desaprovar seu comportamento, mas o amor deles não depende do desempenho dela.

Os pais amam um filho antes mesmo de ele deixar sua marca no mundo. As realizações futuras na vida do filho confiante não são o esforço por granjear aceitação e aprovação, mas o extravasar abundante que resulta do sentir-se amado.

O rosto que a criança apresenta é seu próprio rosto, e ela não olha para o mundo apertando os olhos e forçando a visão para conseguir enxergar os rótulos das pessoas. O fariseu interior gasta a maior parte do tempo reagindo a rótulos, seus e dos outros.

As qualidades positivas da criança — franqueza, dependência confiante, espírito lúdico, simplicidade, sensibilidade aos sentimentos — impedem-nos de nos fechar para as novas idéias, para as surpresas do Espírito e para as oportunidades arriscadas de crescimento. Minha criança interior é filho do Pai, bem firme em seus braços, tanto na luz quanto na sombra.

Brennan Manning



 
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